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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Capitalismo: Êxito ou fracasso

Nelio Azevedo

 

 

Por Nélio Azevedo

No texto do Maílson da Nóbrega (Veja 10/07/2013) ele faz uma ode ao capitalismo em que compara suas ideias com as do Frei Beto, um crítico mordaz do mesmo.

Ele, o Maílson, glamourisa os termos competição e concorrências como se as mesmas não fossem essa realidade que conhecemos e, que é fruto da ganância que por sua vez é mãe da acumulação e do enriquecimento baseado na exploração.

Cita o fim do socialismo como uma vitória do capitalismo e que seria a vitória de um terço da população mundial sobre os outros dois terços; fala também que ninguém fala do fracasso do capitalismo para os outros dois terços da humanidade.

Ele deveria se lembrar que esse um terço mais rico é justamente quem domina os meios de comunicação em nível mundial e que esses dois terços fracassados não têm voz.

Diz que o capitalismo sempre existiu desde a antiguidade, mas porque será que ele não teve uma continuidade nos países como a Índia, China, Babilônia e Egito? Isto ele não explica.

A Revolução Gloriosa e a Revolução Industrial ocorreram em momentos em que essa prática econômica estava se desenhando na Inglaterra do século XVII e sua evolução se deu com o nascimento e o crescimento de instituições e leis que lhe garantiriam a perenização e refinamento.

Só que ele, o Maílson, se esquece que a expansão do capitalismo no mundo novo se deu de forma adversa, imposta aos países recém formados e transformados em pobres colônias onde os ricos países capitalistas europeus os tinham privado de suas riquezas materiais e humanas num processo que durou mais de trezentos anos de exploração que resultou na construção da riqueza de que se vangloriam e usufruem hoje.

Quando Adam Smith fala da riqueza nas Nações ele está falando das nações europeias construídas com a subtração das riquezas de suas colônias americanas.

As empresas e instituições que lidam com os excessos do capitalismo são as mesmas que hoje buscam a mão-de-obra barata mundo afora para se sustentar e enfrentar a sanha do pseudo-capitalismo dos chineses. Fala do meio bilhão de chineses que saíram da pobreza com o atual sistema, mas, não fala de qual sistema os jogou na miséria.

Não penso que o comunismo seja a solução para o mundo, mas a socialdemocracia bem que poderia ser o contraponto ao capitalismo e esse neoliberalismo que domina o mundo e, que não tenhamos que contar sempre com a presença dos 10% de pobres que o sistema cria e não atende inteiramente os outros 90%; que deles somente uma ínfima parte, (1%) é que teriam direito à riqueza extrema.

Ele dedica somente umas poucas linhas ao insucesso e fala “de leve” nas crises financeiras que transformam os menos pobres em pobres; os pobres em miseráveis e os milionários em bilionários.

Dizer que a pobreza se concentra nos países como Cuba e Coreia do Norte, e se esquece do continente africano e dos países das Américas Central e do Sul onde a pobreza sempre foi companheira e o caminho, não só para 10% da população, mas para quase todos os habitantes.

O que o Frei Beto quis dizer que não acha justo que uns poucos concentrem quase toda riqueza do mundo em suas mãos em detrimento da imensa maioria da população mundial, o capitalismo pode ser muito eficiente na produção de riquezas, mas produz miséria e pobreza, se tornando um instrumento da injusta divisão dos bens que conferem dignidade aos seres humanos.

sábado, 12 de outubro de 2013

Governo de Minas Gerais não aplica verbas para segurança

Nelio Azevedo

 

Por Nélio Azevedo

 

A Assembleia Legislativa de Minas faz um alerta muito importante a respeito da aplicação de verbas destinadas à segurança no Estado, o governo estadual não está aplicando as verbas de forma a assegurar um bom desempenho nessa área tão importante. Uma das consequências imediatas é o aumento do número de crimes violentos. Quem assiste aos programas políticos obrigatórios e os discursos de campanha vemos outra realidade, uma realidade construída na mentira e na enganação.

Do total de 4,1 bilhões de reais destinados à segurança, somente 33%, pouco mais de 1,1 bilhão foi utilizado; já estamos no final do ano e 30 dos pouco mais de 80 projetos da área não receberam um centavo sequer, enquanto que outros receberam minguados recursos que não representam nem 30% do valor destinado a eles. Somente os projetos ligados às áreas em que o governo arrecada e multa são contemplados com mais de 50% das verbas.

A falta desses recursos pode ter um custo bem alto, veja o que ocorreu no Estado de São Paulo que conseguiu reduzir os índices de criminalidade e suspendeu verbas destinadas aos projetos na área de segurança e a criminalidade explodiu, atingindo números alarmantes, principalmente os latrocínios e assassinatos de policiais.

O governo tinha um projeto de criação de delegacias especiais como as que foram adotadas no interior do Estado de São Paulo, modelo criado no Japão para onde foram mandados vários policiais para receberem treinamento e, chegou a anunciar a inauguração de uma unidade na região de Venda Nova; este modelo foi o maior responsável pela queda dos índices de criminalidade onde foi implantado, no entanto, caiu no esquecimento e a bandidagem agradece penhoradamente.

Esse absurdo da falta de sensibilidade dos nossos governantes com relação a assuntos tão importantes nos trazem muitas preocupações e medo, depois de desarmarem a população, somos jogados às bestas-feras que fazem plantão do lado de fora das casas enquanto que nós vivemos reclusos esperando a nossa hora chegar.

Quando formos votar deveremos nos lembrar desses políticos de carreira que nos tratam com tanta falta de respeito e não têm nenhum compromisso com os cidadão, devemos cassar o mandato deles no voto.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O saldo da violência

Nelio Azevedo

 


Por Nélio Azevedo

Ao ver no jornal O Tempo, os números da violência em Minas Gerais, eu fico com muito medo do que nos reserva o futuro. O problema só tem piorado e a sensação de insegurança é proporcional à impunidade reinante. Minas Gerais que já foi um oásis de tranquilidade no passado, agora experimenta índices que nos trás muito temor. Para se ter ideia, são quase 60 mil assassinatos por ano no país.

Enquanto a média de assassinatos no país é de 29 por grupo de 100 mil habitantes, em Minas ele salta para 40 e, não estamos entre os estados mais violentos; Espírito Santo, Alagoas e Sergipe nos deixam para trás com folga. O que mais impressiona é o fato de que 14 cidades, sendo 12 na região da grande BH são responsáveis por mais de 70% desses crimes. Contagem, Betim, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano lideram essa triste corrida, e esse fenômeno atinge cidades de todos os tamanhos, em graus diferentes, mas com consequências parecidas.

O maior responsável por isso é o tráfico de drogas, que tem rebanhado jovens de baixa escolaridade, negros ou mulatos com idade entre 15 e 24 anos; uma perda terrível que poderá fazer falta no futuro . A facilidade com que esses jovens ingressam no crime é assustadora. Ouvindo suas explicações e justificativas no Programa da Rádio Itatiaia dá para perceber que alguns buscam notoriedade através do crime e se sentem muito seguros de si por serem menores de idade e têm como certeza maior a impunidade que é o ingresso de volta à criminalidade que supre suas necessidades de consumo. Penso que os repórteres dessa grande rádio deveriam entrevistar os policiais e delegados que efetuam as prisões ou as vítimas, muitas vezes correndo o risco de serem baleados e mortos no cumprimento da lei. Deveria ouvir somente o lado bom do episódio e ignorar esses bandidos que não perdem a oportunidade de rir na nossa cara. O “dá nada pra mim” virou um chavão repetido por todos eles.

Esses jovens não se fizeram cidadãos e não acreditam em nenhuma forma lícita de se conquistar um bem estar material ou social, desde muito novos investem nessa carreira que chamam fantasiosamente de “vida louca” onde morrer ou matar por um par de ou um telefone celular é a coisa mais simples; muitos desses jovens psicopatas são extremamente cruéis com suas vítimas, não importando se são outros bandidos ou menores de idade, idosos ou quem quer que seja. Esses jovens frequentam bailes funk onde são cantadas músicas que enaltecem o terror dessas facções criminosas, boates, bares onde consomem bebidas e drogas e dirigem motos e carros como se tivessem esse direito; namoram, se amigam e descartam parceiras e filhos como se fossem coisas, quando não as matam para tornar vago o lugar para a próxima “novinha”.

Ao visitar Belo Horizonte, o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, que ganhou notoriedade por implantar a “tolerância zero” e conseguiu em um mandato reduzir os índices de criminalidade para inacreditáveis e baixíssimos números numa cidade onde o crime reinava absoluto e os esses números chegavam a 14 mil ocorrências por dia, sobretudo na periferia; ele recomenda aquilo que as pessoas de bem vem afirmando há muito tempo. Lugar de bandido é na cadeia. Se cometeu crime e foi condenado, tem que pagar a pena até o fim. O trabalho tem que ter o envolvimento da sociedade e ter continuidade com os sucessores. Temos que ter uma polícia de qualidade e bem paga. Tem que ter leis claras e fortes para que o bandido tenha medo e não fique desdenhando dela como aqui se faz. Como se pode ver, não tem nenhuma solução mágica, a solução pode ser até simples.

Quando vemos que de cada cem crimes cometidos e investigados somente seis são esclarecidos e somente dois culpados vão para a prisão e, que ao final do cumprimento de um sexto da pena fica em liberdade condicional ou vai para o semiaberto; isso se ele não for menor de idade e sairá em um breve período de tempo em que provavelmente não cumprirá nenhuma medida de socialização e se sentirá livre para cometer outros crimes e rir da nossa cara amedrontada.

Nas eleições para os cargos legislativos é que teremos oportunidade de mudar essa triste realidade, somente os parlamentares é que poderão mudar as leis para que possamos ter um pouco de paz nas cidades ou iremos engrossar as filas de assaltados, agredidos e assassinados.

Votem em quem se comprometerá com a sociedade e o bem estar de nossas famílias; votem para que nós e esses jovens criminosos tenhamos um futuro melhor.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Independência ou Morte

Nelio Azevedo


 

Por Nélio Azevedo


O Grito do Ipiranga

Quando se olha para o enorme quadro do Pedro Américo sobre o evento que retrata a Independência do Brasil a gente nota que de povo só tem a figura de um carreiro, o resto é composto por soldados e o imperador no meio do nada, dizem que é plágio de um quadro famoso chamado 1807, Friedland, de Ernest Meissounier, que retrata a vitória de Napoleão Bonaparte na batalha de mesmo nome. Já o outro pintado por um artista francês, mostra o povo nas ruas avalizando o brado do imperador, uma cena urbana num país essencialmente agrícola.

Quando vemos hoje as autoridades civis e militares escondidas em palanques isolados do povo, quando se percebe que somente os militares se dão o direito de comemorar essa data, vemos que o quadro do Pedro Américo representa melhor a ideia de independência que se construiu ao longo dos anos no país.

Não somos mais uma colônia de Portugal, no entanto o comportamento e a cultura reinante no país ainda é a mesma que se tinha na época do Brasil colônia. Talvez seja até pior, pois havia uma corrente de políticos que tentavam transformar o Brasil numa república e o povo em cidadãos.

Hoje vemos o povo nas ruas e é recebido a bala de borracha, cassetetes, bomba de efeito moral e gás lacrimogêneo, tudo temperado com spray de pimenta. O delito que esconde os rostos por trás das máscaras é pior do que o voto secreto no Congresso que inocenta o deputado bandido; o vandalismo dos mascarados do Black Bloc é radicalismo enquanto que a ação radical da Polícia é elogiada pelos comandantes. Quando o povo tenta entrar na casa do povo, é impedido e é tratado com violência, é tratado com desrespeito a cada voto secreto ou aberto; é desrespeitado a cada aumento de salário dos parlamentares decidido na calada da noite ao sabor de jetons e outras formas de aumentar os ganhos.

Quando o povo sai às ruas e grita que já não aguenta mais esse descalabro, somos brindados com novas falcatruas nas asas da FAB, que saudade dos tempos da PANAIR...

Não precisamos esperar o próximo sete de setembro nem a próxima eleição para gritar mais uma vez e mais alto até que nos escutem.

Vem pra rua!!

domingo, 8 de setembro de 2013

Dona Araci fez 95 anos

Dona-Araci

Nesse sete de setembro a minha querida mãe, Dona Araci Áurea Azevedo completou 95 anos de vida. Reunidos em sua casa filhos, netos, bisnetos e tetranetos, comemoraram e festejaram essa conquista que é vencer o tempo.

Dona Araci é a maior responsável pela minha formação e humanidade; sempre foi um espelho onde a gente busca sempre um reflexo ou uma imagem que os tempos modernos nos tira aos poucos. Sua experiência de vida pode parecer modesta e sem grandes ideais, entretanto seus longos anos de vida nos mostra que suas conquistas fizeram dela uma vencedora, uma grande mulher e um exemplo. Quem saiu de uma vida pobre, sem estudar e sem muitos recursos materiais; um casamento na adolescência, enfrentando riscos de vida a cada gravidez e o pouco conhecimento disponível nos idos tempos de sua juventude, criou dez filhos e fez de nós quem somos, é uma conquista e tanto para uma pessoa que começou a descobrir tardiamente que o mundo que existia além da porta de sua casa era muito maior do que sua imaginação seria capaz de conceber. O feriado do dia sete de setembro não é em sua homenagem, mas, bem que poderia ser, estaria fazendo justiça e reverenciando a melhor mãe do mundo, a nossa mãe.

Que viva muitos anos mais.

Nelio Azevedo
Nélio Azevedo

domingo, 1 de setembro de 2013

A Voz das Ruas

Nelio Azevedo

 

Por Nélio Azevedo

 

voz das ruasPassados alguns meses do início das manifestações por esse Brasil a fora o país mudou muito pouco, continuam as rixas entre o STF e o Legislativo; parlamentares continuam envolvidos em falcatruas e crimes, serão julgados e até mesmo presos, mas com o mandato garantido pelo espírito de porco, (digo, de corpo); prefeitos, governadores e outras altas autoridades continuam se servindo do Estado e suas mordomias com ou sem hélices; os meios de transporte de massa continuam prestando um péssimo serviço; os médicos dos hospitais públicos, ah! Esses então, continuam fugindo do serviço igual o capeta foge da cruz (e não é só em Araruama). A insegurança pública tá de fazer inveja na população Síria. O descaramento é tanto que vai faltar óleo de peroba, principalmente em Brasília e adjacências. Policiais continuam distribuindo balas e porradas indiscriminadamente, nos fracos e pacíficos manifestantes; os vândalos continuam vandalizando bancos e agências de automóveis e os candidatos que ainda não estão em campanha continuam descaradamente em campanha e praticando o que sabem fazer muito bem: baixaria, politicagem e calúnia. O Brasil segue seu rumo sem que nada mude.

Aquela gritaria das ruas não surtiram o efeito que se esperava e esse silêncio ou o grito localizado contra este ou outro político não reflete os anseios em sua real extensão.

Senhoras e senhores, penso que depois do carnaval esse país irá entrar em rota de convulsão social e nem um possível título de hexa irá nos salvar, o ápice deverá acontecer no período da Copa de 2014 e veremos coisas que nunca vimos e o recibo dessas ações será entregue nas eleições. Quem viver irá para a rua votará.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Raul-soarense Nélio Azevedo foi um dos entrevistados no Dia dos Pais pelo Jornal Hoje em Dia

O colunista e colaborador deste Blog, Nélio Azevedo foi um dos escolhidos para uma entrevista sobre o Dia dos Pais, na edição deste domingo, 11, pelo Jornal Hoje em Dia.

Veja a matéria.

Paizão: mais velhos, com tempo e amor de sobra para os filhos

Por Raquel Ramos

danilo e filhoCom filhos criados e a caminho da aposentadoria, Danilo Lopes foi surpreendido com uma notícia que virou a sua vida ao avesso. A mulher, Fabiana Mendes, de 29 anos, estava grávida. O bebê era o primeiro da esposa. Mas a “rapa do tacho” para ele que, na juventude, foi pai duas vezes.

Com mais de 50 anos, Danilo voltou a passar madrugadas em claro para cuidar do caçula Estêvão, hoje com 7 anos. A disposição não era a mesma, confessa. No entanto, nada foi visto como tarefa árdua pelo prazer que era, pela primeira vez, ter tempo para cuidar de um filho.

O privilégio de ser pai na maturidade não é exclusividade dele. Favorecidos pela natureza que os mantém férteis, mesmo na terceira idade, muitos homens que estavam com a “vida pronta” se veem envoltos com os cuidados que uma criança precisa.

Dessa vez, no entanto, têm chance de vivenciar a paternidade de forma diferente. “Era muito novo quando fui pai. Trabalhava demais, não tinha tempo. Na tentativa de acertar, fui duro com os meninos. Com a idade, minha visão mudou e tento não repetir os mesmos erros”, comenta.

Sem apertos financeiros e tempo de sobra por causa da aposentadoria, a relação com Estêvão é mais próxima. “Posso levá-lo e buscá-lo na escola, dar banho, ajudar no para casa”.
E engana-se quem pensa que as atividades são cansativas para o pai de 57 anos. “Ser pai novamente me rejuvenesceu. Conheço todos os desenhos, vamos ao cinema, viajamos juntos. Se não fosse o Estêvão, seria um velho ranzinza, cheio de manias”, confessa.

Nova vida

nelio-e-filhoA experiência de ser pai tardio preencheu a vida do projetista Nélio Azevedo, de 61 anos. “Tinha dois filhos grandes, hoje com mais de 30 anos. Casei de novo e ter um bebê fazia parte dos planos”. Foi uma corrida contra o tempo. A esposa, Claudia Andrade, tinha passado dos 40 anos, e a gravidez era de risco. Depois de um doloroso aborto, nasceu Gabriel, hoje com 11 anos. “Ele chegou em uma época em que eu estava para baixo, deprimido, sem perspectiva de futuro. Gabriel me deu nova vida”, garante ele.

Muito presente na criação do filho, o garoto acabou herdando várias características do pai. “Como eu, Gabriel gosta de assistir a documentários científicos e se interessa por livros. As pessoas notam que ele tem vocabulário de adulto. Além disso, passa horas desenhando e faz isso muito bem”, orgulha-se.

Mas, ao mesmo tempo em que Nélio se desdobra para cuidar do pré-adolescente, também recebe, em troca, a preocupação do filho. “Esta semana, por exemplo, ficou nervoso porque tive que tomar injeção. Estava fazendo o papel de um pai”, compara.

Com informações do Jornal Hoje em Dia

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Mais um motivo de orgulho

Nélio-Azevedo

 

 

Por Nélio Azevedo

 

 

Chef CaetanoMais um motivo de satisfação e orgulho pra esse pai coruja aqui, o meu filho mais velho, Caetano, que mora na França desde 2007, acabou de se formar na Ferrandi L’Ecole Française de Gastronomie (Escola Francesa de Gastronomia), tendo recebido o Certificado CCIP –Chambre Du Comerce ET Industrie de Paris em Cozinha do Ministério da Tecnologia.

Caetano vem investindo na carreira tendo obtido ano passado o CCIP das Bases da Pátisserie e trabalha atualmente em um hotel. Para os interessados em culinária ele tem uma página no Chef Caetano 3Facebook – Sabor e Cores, onde publica receitas, dicas, história e novidades da culinária francesa e brasileira.

E ele acabou de avisar que já foi contratado. É o novo chef de partida de um grande buffet de Paris!!

Para saber mais visite http://www.ferrandi-paris.fr/

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O poder das redes sociais

Nélio-Azevedo

 

 

Por Nélio Azevedo

 

redes sociais

Quando se iniciaram os movimentos de protesto na Tunísia, Líbia e Egito, a força e o poder das redes sociais na conclamação de participantes ficou determinado que elas tivessem um papel decisivo em outros países onde a possibilidade de reunião e protesto por parte dos cidadãos era quase impossível de acontecer. Depois vieram a Síria, a Turquia, a Arábia Saudita, finalmente essa onda alcançou países não tanto fechados como os EUA, a Grécia, Espanha e o Brasil.

Outras consequências ainda estão por vir, algumas delas inimagináveis no momento atual, países como Irã, China e Rússia que esperem, a vez deles irá chegar, com certeza. Mesmo em países como os EUA, Inglaterra e França, onde existe um pouco mais de liberdade e a população atendida em suas necessidades tiveram seus momentos de perturbação da ordem pública, pois em todo o mundo cresce o número de jovens “sem-sem”, sem educação e sem trabalho; é a geração Y, nascidos a pouco mais de uma década e meia que não querem estudar e ainda não podem ou não conseguem trabalhar tanto pelos estatutos locais como pela falta de perspectivas criadas pela crise econômica que assola tanto o mundo rico quanto o pobre.

No Brasil, essa parcela da população pulou de 8% para 12% em uma década, quando se olha de perto as manifestações em cidades brasileiras, o que se vê é justamente essa turma que não tem ideologia, não tem noção de classe e se vê meio que perdida nesse mundo criado pelo consumo sem ter os meios que lhe garantam uma igualdade de acesso a ele.

Vimos há alguns anos esses jovens em manifestações violentas na França onde virou moda por fogo em carros e no Reino Unido onde o alvo eram as lojas em que os fetiches tecnológicos eram vendidos. Gente com um nível de educação e de vida muito superior ao que se vê por aqui, agindo como vândalos destruindo tudo que encontrava pela frente. Não serviu de alerta para países como a Grécia e a Espanha, onde mais de 25% desses jovens estão sem ter o que fazer. Uma bomba relógio que se arma e se expande.

No momento em que escrevo vejo nas redes sociais, principalmente o Facebook uma nova conclamação prontamente aceita por milhares de participantes para novas manifestações que atormentam os moradores das grandes cidades e, que é legítima diante de tanta omissão por parte dos governantes que fingiam até agora estarem trabalhando para atender às necessidades desses que agora engrossam as fileiras dos que protestam e que em breve irão votar em mais um show da democracia eleitoral.

Um aviso para os políticos oportunistas de plantão: O Gigante acordou e irá votar!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Quem tem a boca maior...

Nélio-Azevedo

 

 

Por Nélio Azevedo

 

Quem manda no Brasil? Os indígenas que fecham estradas e cobram pedágio? Ou seria o MST que ocupa sedes do INCRA e invade fazendas? Talvez sejam os professores ou policiais civis que param o trânsito de uma grande cidade sem que nada lhes aconteça? Ah! Já sei. São um grupo de vinte ou trinta pessoas que fecham uma rodovia importante por mais de 12 horas?

Ou seriam os caminhoneiros que fecham todas as principais rodovias federais em mais de sete estados da federação?

Não vai me dizer que são os jovens que ocupam praças e ruas de norte a sul gritando palavras de ordem contra os políticos!? Poderia ser a polícia que joga bomba de efeito moral, gás lacrimogêneo e bala de borracha em quem manifesta pacificamente e assiste imóvel o vandalismo contra o patrimônio privado. Poderiam até pensar que são os traficantes que ordenam toques de recolher e fechamento do comércio e proíbem o trânsito de qualquer pessoa nas imediações das bocas, sob pena de morte.

Não sei, acho que quem manda no Brasil é quem tem a boca maior e consegue gritar mais alto. Deve ser uma herança de nossa independência que foi feita no grito com um grito.

Todos estes em algum momento fizeram suas manifestações e pararam cidades, rodovias e prédios sem que os governantes pudessem fazer qualquer coisa para impedir.

Há uma pseudo democracia vigente, o direito de uns poucos é sempre maior do que o direito de muitos, de milhares, até mesmo de milhões de pessoas que assistem ao absurdo sem poder fazer nada nem tem quem os defenda.

Alguma coisa está fora de ordem. Fora da nova ordem mundial. Quem não se ligar nesses ventos que trazem mudanças serão varridos de seus cargos e status, não há dúvidas de que essas manifestações estarão de volta nas próximas eleições.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

É de dar nojo

Nélio-Azevedo

 

Por Nélio Azevedo

 

 

Os governantes estão acuados pelas manifestações nas ruas, estão apavorados com os índices de avaliação que despencam sem parar. Aproveitando essa onda, alguns pré-candidatos como o Senador Aécio Neves não perdeu tempo, pois, a todo o momento que aproximam um microfone de seu rosto ele desata um discurso que já está ficando chato. Mesmo não tendo as manifestações se direcionado para este ou aquele governante, ele insiste em colocar a culpa no PT do Lula e da Dilma. Não propõe nada, não contribui para solucionar os problemas levantados atualmente nem consegue se lembrar de que tudo que os manifestantes estão reivindicando são as mazelas que a política e os políticos proporcionaram ao povo brasileiro e, que ele, Aécio é um deles.

Num tom característico de discurso de palanque ele vai dando seu recado numa sórdida tentativa de direcionar as reivindicações para uma única figura. Só quem não vê é o STE que finge de bobo e não lhe dá um puxão de orelhas como o fizera com Lula e Dilma por declarações feitas no programa do Ratinho, palco de uma descarada campanha eleitoral por parte do mesmo Aécio.

A obsessão desse moço pelo PT está virando algo doentio, eu imagino que seu maior pesadelo não será a batalha que ele terá que travar com os paulistas Alckmin e Serra, será com os eleitores que esperam alguma coisa dele e ele insiste em repetir sem parar: PT, PT, PT... O pior é que algumas emissoras de TV e rádio vêm demonstrando uma preferência pelo senador e lhe dedicam um longo tempo para desfiar sua verborragia antipetista, não vejo essas emissoras oferecendo o mesmo tempo e espaço para quem é atacado. Serão participantes do PIG?

Para a reunião com seu ministério a Presidente Dilma convidou a oposição para tomar parte e o único parlamentar que compareceu foi o Deputado Randofe Rodrigues do PSOL; o Aécio não quer solução, quer ver o circo pegar fogo para reinar absoluto nas cinzas. A ele só interessa o “poder”, não importa como, para tanto vem bradando a plenos pulmões que o PT tem que sair, tem que ser apeado do poder. Alguém precisa informar a ele que foi o voto que colocou o PT no poder, se não há nada que impeça legalmente os políticos eleitos de completar o seu mandato, esse desejo cheira a golpe.

domingo, 30 de junho de 2013

Motivo de Orgulho

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Estou desfrutando de um orgulho que recomendo a todos os pais, meu filho do meio, Diogo, acaba de se formar em Educação Física pela UNICEUB – Centro Universitário de Brasília.

Tenho toda confiança de que será um profissional responsável e trabalhará em prol da saúde física e mental das pessoas. Atualmente ele trabalha como instrutor de academia e dá aula numa escola para alunos filhos de estrangeiros, ligada ao Ministério das Relações Exteriores.

Nós, os pais, nos realizamos através das realizações dos nossos filhos, ficamos com a certeza do dever cumprido; como dizia o Profeta de Gibram, “somos os arcos que arremessam os filhos em direção ao alvo, nossos filhos são as flechas; nossos filhos não são nossos filhos, são filhos da ânsia do viver...”

Nélio Azevedo

sábado, 22 de junho de 2013

Vandalismo como estratégia

Por Nélio Azevedo

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A exemplo de outras cidades, as manifestações em Belo Horizonte, na última terça, 18 de junho, foram marcadas caminhada ordeira da grande maioria; pela depredação do patrimônio, vandalismo seguido de roubo pela minoria e, pela omissão da polícia, estratégias diferentes diante de um cenário único.

Dá para notar também, a forma diferenciada que algumas emissoras de TV vêm noticiando as manifestações, no dia do jogo Brasil e Japão, numa clara demonstração de abuso, um policial foi flagrado utilizando a moto de forma absurda atropelando um dos manifestantes enquanto a narradora dizia que “parecia ter havido um atropelamento ali”, em seguida, a câmera se fixou numa cena ao lado não mostrando o desenrolar da ocorrência. Isto sem contar a insistência de repórteres da Rede Globo em dizer que as manifestações têm como única e exclusiva reivindicação a questão do aumento em 20 centavos no preço das passagens de ônibus.

Louvável a cobertura da Rádio Itatiaia que chega junto, acompanha e entrevista os participantes com colocações pertinentes e avaliações inteligentes dos eventos e do momento. Vimos pela TV, a polícia agredir covardemente uma moça com cassetetes de madeira e o uso indevido e indiscriminado de balas de borracha e spray de pimenta. Vimos também as cenas de vandalismo e roubo que choca qualquer pessoa de bom senso e põe em risco o futuro das manifestações legítimas. Essa omissão da polícia diante dos atos de vandalismo e depredação parece ser uma estratégia para justificar a presença das Tropas Federais e de tudo que fizerem daqui para frente.

O Estado não demonstra estar sabendo o que fazer diante dessa avalanche de manifestações, tanto que em primeira instância, foi acionado o aparato policial que reprimiu duramente os manifestantes sem que esses representassem risco algum; vendo as cenas da truculência policial do primeiro dia, o governador de São Paulo suspendeu o uso de armamento não letal e, ontem se viu uma cena rara onde policiais desarmados acompanhavam os manifestantes chegando a se assentarem nas vias com eles, uma cena comovente de cidadania. Enquanto isso, no Rio de Janeiro, cinegrafistas flagraram policiais usando pistolas e fuzis dando tiros para o alto nas imediações da Assembleia Legislativa onde ocorreram cenas de horror. Depredações e agressões aos policiais acuados dentro do prédio e numa agência bancária nas proximidades onde foram salvos pelos próprios manifestantes contrários ao vandalismo.

Será que a polícia não tinha como intervir impedindo a ação dos vândalos ou não quis fazê-lo? Atos que duraram um tempo longo e que daria para o deslocamento dos pelotões até o local. Se não o fizeram como estratégia é suspeito, se o fizeram como estratégia é suspeitíssimo e causa preocupação.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sois Rei! Sois Rei!

Por Nélio Azevedo*

aecio-barbosa-anastasiaNo dia 21 de abril tivemos em Ouro Preto as comemorações da Inconfidência Mineira revivida e a entrega das medalhas às personagens que se destacaram em várias modalidades do variado quadro social. A figura mais louvada e decantada foi sem dúvida o Ministro do Supremo Joaquim Barbosa, de quem os tucanos e a mídia esperavam um discurso em que fosse lembrado o julgamento do mensalão. Ficaram na espera, não ouviram sequer uma palavra sobre o episódio e, o super-ministro perdeu a chance de ser escolhido para vice do Aécio.

Na busca de visibilidade, esse moço, o Aécio, tenta de tudo; no entanto, todas as vezes que ele tem a oportunidade de falar de si e do seu partido, fala do PT, de Lula e de Dilma. Ele disse outro dia que o PT precisa de tirar umas férias. Para ele não estar no governo é estar de férias, não é à toa que a oposição está no estado em que se encontra desde que perdeu a eleição para Lula; no caso do Aécio é até compreensível que ele pense em férias, nunca fez nada a não ser badalar por terras cariocas. Dizem até que se ele for eleito Presidente a Capital Federal voltaria para o Rio de Janeiro; claro que é uma brincadeira, assim como o boato de que teria chamado o Ronaldo Fenômeno para ser seu vice.

Quem ficou sabendo do que aconteceu em Ouro Preto não deve ter estranhado muito, pois, há muito que essa comemoração que traz à lembrança os ideais de liberdade contidos nos planos dos inconfidentes virou uma comemoração de autoridades e convidados, não tem povo. Mostrando a cara do governo que governa somente para uma parcela da população e tem que gastar cada vez mais com propaganda para se manter no governo. O que se viu foi um pré-candidato tentando ser mais importante do que os convidados e agraciados com as tais medalhas, numa campanha louca para ver se aumenta seus 10% de preferência na intenção de voto das pesquisas realizadas. Se der certo, vai encostar na Marina Silva, se não der, poderá se encostar na Marina da Glória e curtir suas férias que é o que a oposição fez até agora.

*Nélio Agostinho Azevedo – Desenhista Projetista, Técnico em Comunicação Gráfica, Historiador e Artesão

segunda-feira, 11 de março de 2013

O Caso Bruno

Por Nélio Azevedo

brunoEu que não sou advogado e não entendo nada de leis nem de julgamentos quero dar o meu pitaco nesse desfecho. Estou estarrecido com tudo que aconteceu, desde o anúncio do crime até o julgamento. Nunca vi tanta coisa absurda reunida num só episódio.

Primeiramente, esse infeliz desse sujeito chamado Bruno, um psicopata de carteirinha, associado a outros iguais planejaram e executaram com requintes de crueldade e de desumanidade, um plano que resultou na morte da Elisa Samúdio, um crime hediondo onde brutamontes não deram a ela nenhuma chance de se defender, trucidaram-na e depois lançaram seus restos mortais aos cães. Como parte desse plano, todos mentiram descaradamente desde o primeiro momento até o final do julgamento e, foram construindo suas histórias onde as contradições não alteraram em nada essa rede de mentiras.

Depois vieram as histórias paralelas que se construíram em torno da verdadeira história, com o único objetivo de encobrir a verdade e desviar o foco para onde se desejava; aí entram advogados, possíveis réus, imprensa e, até mesmo os policiais envolvidos na investigação. Coisa de um bando de profissionais com corpinho de amadores.

Quando as notícias sobre o que se passava no julgamento começaram a ganhar as páginas dos noticiários, se verificou que pesava sobre nós uma dúvida que, infelizmente, se confirmou: a possibilidade de vermos o Bruno e seus comparsas livres das penas que mereciam. Como é que pode um sujeito com baixo nível intelectual como ele ter conseguido administrar o julgamento, arrebatando das mãos da autoridade máxima a condução do mesmo? Como pôde a Fernanda Gomes ser condenada e a Dayanne, que ficou com a posse do Bruninho, (que, por pouco não virou ração para cães) por quinze dias, sabendo de toda trama; ser inocentada?

Se a justiça, tendo como base o processo que levou o Bruno à condição de réu, essa juíza não poderia nunca permitir que ele se colocasse na posição de comandar os trabalhos na corte, ela tinha que exigir que ele respondesse aos questionamentos da acusação e se ele não o fizesse, a promotoria deveria simplesmente avisá-lo de que se ele abrisse mão de sua defesa, ele seria julgado somente pela história levantada até então pela polícia e dava por encerrada a seção. Mas, não, ela permitiu que ele contasse sua história, anulando o que se tinha no processo, história esta que era muito favorável a ele e aos outros. Choro e falsos momentos de arrependimento e reflexão com a encenação de leituras de trechos da Bíblia que a meu ver, tocaram fundo no coração de seus julgadores. Depois vem essa coisa de voltar atrás e remendar a história com revelações que só beneficiaram a ele, livrando-o de uma pena mais extensa O reino da mentira onde quem conta a maior mentira ganha o prêmio desse festival de horrores.

Nossas leis beneficiam os criminosos, garantem a impunidade e enriquecem advogados que se tornam astros televisivos e a justiça, essa coitada vai para a cova junto com os inocentes mortos. Se esse caso tivesse ocorrido em qualquer estado norte-americano onde existe a pena de morte e a prisão perpétua é cumprida integralmente, o desfecho teria sido outro, lá existem leis e as pessoas dificilmente escapam de sua aplicação, diferentemente daqui onde o crime compensa.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Não vamos ao Mineirão!

mineiraoQuando anunciaram a reinauguração do Velho-novo Mineirão, com pompa e circunstância, o populacho afeito às tardes esportivas bateram palmas e correram a cata de ingressos para o superclássico Cruzeiro x atlético, domingo PP. O ingresso mais barato custou 60 reais e os mais caros chegavam a mais de 200 reais. Com a proibição de estacionar nas vias próximas ao Estádio, as pessoas tiveram que abandonar seus veículos em locais ermos e distantes, obrigando os esportistas a caminhar mais de 1 km para chegar aos inúmeros portões, grande parte deles fechados, criando um tumulto e uma aglomeração perigosa de torcedores rivais. A exemplo de praças e outros espaços públicos de BH, são espaços cada vez menos públicos.

Quem estacionou dentro do estacionamento do Estádio tiveram que pagar 30 reais, os que pararam fora ficaram à mercê dos indesejáveis flanelinhas que sem dó nem piedade e muito menos responsabilidade, achacaram e extorquiram quem se dispusesse a deixar o veículo sob sua guarda. Quem conseguiu chegar a tempo e entrar no Estádio se deparou com todo tipo de problema, faltou água nos banheiros; os cadeirantes não tiveram acesso às cadeiras; não tinha comida nem bebida em grande parte dos bares; alguns sequer abriram suas portas que estavam lacradas pela burocracia que os impediu de funcionar; camarotes encharcados pelas águas da chuva do dia anterior; lugares marcados e numerados não foram respeitados; preços abusivos de água e refrigerantes e, o tradicional tropeirão virou tropeirinho e custa agora 12 reais o pratinho que cabe na palma da mão. A burrice impediu a venda de ingressos no Estádio e no final sobraram uns 10 mil ingressos; quem veio do interior para ver o jogo não pôde comprá-lo na última hora.

Muita gente simplesmente abandonou o Estádio no intervalo do jogo com a garganta seca e a paciência esgotada, alguns perderam a paciência já nas vias de acesso congestionadas pelo excesso de veículos somado à falta de preparação de um plano para o evento. Torcedores mostravam sua indignação nas redes de TV e de rádios que cobriam o evento, até pedaço de concreto que teria caído da cobertura apareceu nas mãos de um deles. Como se sabe é proibido levar rádios portáteis para o Estádio, no entanto, se podiam vender refrigerantes em lata, o que torna essa proibição inócua no sentido de coibir as pessoas de atirarem coisas no gramado; uma lata de refrigerante cheia pesa mais do que um radinho de pilhas.

As reclamações parecem ter surtido algum efeito quando vimos o governador Anastasia anunciando a multa a que a Minas Arena (gestora do Estádio) estava sujeita, mas, não se sabe se esta multa será paga, a exemplo de outras multas aplicadas a empresas por desrespeito à lei. Essa coisa de transformarem os esportes em negócios pura e simplesmente não poderia dar em outra coisa, o interesse deles é somente financeiro e o resto que se dane. Acho que o glamour e a beleza dos esportes começaram a se perder lá pela década de 70, depois disso a coisa foi se transformando e virou esse Frankstein que vemos hoje. Estádios agora se chamam arenas e se tornaram campos de batalha onde a cada dia vemos a expressão do racismo e da violência se avolumam, torcedores criminosos e absurdos de todos os matizes são cometidos em nome da paixão pelos clubes.

De resto cabe aqui aplaudir o comportamento das torcidas, comportaram-se muito bem, parecem ter sido os únicos a cumprir seu papel no evento. Eu não irei ao Mineirão nem na Copa de 2014 como gostaria de levar meu filho de 10 anos para assistir a um evento que pelo visto não acontecerá outra vez tão cedo em terras brasileiras, não me sentiria seguro e, a perspectiva de fracasso ronda a nossa porta, com a mediocridade reinante hoje no futebol brasileiro, com a falta de organização e a violência que assola o ambiente, ficarei em casa e acho que o bom senso recomenda cautela e prefiro ficar com a lembrança de gostosas tardes esportivas quando o esporte era só lazer e entretenimento.

Nélio Agostinho Azevedo, Filho de Raul Soares

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sobre Eleições, Corrupção e Mensalão

Por Nélio Azevedo


Se perguntarmos a qualquer pessoa que seja um pouquinho bem informada, sobre a questão da corrupção no meio político brasileiro, teremos verdadeiros tratados sobre o assunto. Alguns nos contarão coisas do arco-da-velha, só faltarão apresentar os recibos de propinas, caixas-dois e compras de votos. Todo mundo sabe que de política conhecemos muito pouco e que, o que acontece é um nível de politicagem, fisiologismo, clientelismo e sacanagem que não tem fim. Tem-se a impressão de que nunca assistimos nem vivenciamos um período onde se praticou a política verdadeira.

Os paulistas, inventores dos modus-operandi “rouba, mas faz”; “rouba e não faz” e, “rouba”; Tiririca, Pita e Maluf; não são os inventores do mensalão. Essa conta é mineira da gema, no entanto, não foi inventada pelo PT e Cia., remonta desde os tempos de Eduardo Azeredo, Clésio e outros. Não sei por que eles não figuram nos quadros da Polícia Federal nem nos anais do Supremo. Esqueceram-se deles?

O pessoal do PT foi inocente e despreparado, confiou no Jeferson que se mostrou ser o mais bravo com pinta de honesto, só reclamou porque lhe prometeram 4 milhões e só deram uns dois míseros milhões. Ele não reclamou por ter descoberto e denunciado uma falcatrua, ele só reclamou por não terem lhe dado o que achava que merecia; acabou por jogar titica no ventilador. Ele, que ao ser interpelado no Tribunal só apresentou acusações inconsistentes, mas, que foram prontamente classificadas como probatórias e convincentes para que o Tribunal Supremo condenasse o Dirceu.

Acho que o mensalão existiu realmente, acho que o Lula sabia de tudo que se passava nas masmorras do Palácio, mesmo que ele não seja o mentor nem o executor dessa mutreta, o fato é que ele foi indultado pelos eleitores pela coragem de mudar os objetivos da política e inaugurou um jeito de fazer política que agradou a gregos e baianos, mineiros e pernambucanos, pobres e miseráveis, mas, desagradou imensamente os da classe-média, que pesam até hoje que o País é só deles e para eles. Você deve estar me perguntando, e os ricos? Esses têm certeza de que o País é só deles.

Esse julgamento e essa farra justiceira parecem não ter surtido o efeito desejado, visto que o PT conseguiu mais prefeituras do que o PSDB e o PIG. Em Minas, no Vale do Aço, no Triângulo e em algumas cidades de expressão, o PT venceu; na Capital, o número de vereadores do PSDB não passou de três. O único Estado importante onde o PSDB está na disputa na capital é São Paulo, no mais, perdeu ou nem apresentou candidato próprio, preferindo ficar na sombra de nomes como o de Marcio Lacerda, onde o Senador Aécio comandou o show e, considerando uma vitória sua com uma meta clara para o pleito de 2014, já que está longe de suas bases eleitorais e o cabo-eleitoral Anastásia já estará saindo quando a disputa começar, se contenta com a carona no reboque.Se bobear, vai ser vice de alguém do PSB na disputa presidencial.

Quem viver votará!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Agora eu sou um sexagenário

Por Nélio Azevedo*

Sol e marNo dia 28 próximo passado eu completei 60 anos de idade. Venho deixando que esta vida me leve desde os idos e gostosos anos da década de 50 e posso afirmar uma coisa: nunca perdi o encanto pela vida, consigo ver o mundo com o olhar de um menino que agradece todos os dias esse privilégio.

Nasci numa família maravilhosa que me recebeu como uma pedra bruta que vem sendo lapidada durante todo esse tempo e se não virei uma joia ainda é porque ainda tenho muito que fazer por aqui. Sei que a minha infância não foi nada fácil, sou prematuro e tive uma série de doenças que me colocaram na alça de mira por diversas vezes, mas, consegui driblar a veia da foice e aqui estou eu. Sexagenário de Azevedo.

Sei também que é muito difícil envelhecer com dignidade nesse país, são tantos os descaminhos que nos assombram e, vão desde o desrespeito com que são tratados os idosos pelo governo; já foram chamados de safados e foram as vítimas principais de planos de governos passados, pelos planos de saúde atuais e quando não são assaltados pelos espertinhos donos de bancos que veem neles uma fonte de renda através dos empréstimos consignados são roubados do lado de fora na saidinha de banco.

Olhando para trás, vejo uma caminhada que se tivesse a oportunidade viveria tudo sem mudar quase nada. Estudaria um pouco mais, amaria um pouco mais e teria mais filhos. Realizei-me profissionalmente e virei um homem de vários instrumentos; tenho um bom retrospecto garantido por um currículo onde figuram empresas como Mendes Júnior e Andrade Gutierrez e outras de menor porte, mas que engrandecem e completam essa experiência.

Até hoje não senti a diferença de ter 50 ou 60 anos, as dores são antigas e as alegrias compensam e me dão coragem para viver outros 60. O que a gente perde no físico, a gente ganha em sabedoria, é claro que não é todo mundo que consegue ter essa sorte, mas a gente tenta todos os dias ser merecedor dessa chance e desse milagre que é ávida.

Como dizia o grande Gonzaguinha sobre a vida “É bonita, é bonita e é bonita”!

*Nélio Agostinho Azevedo – Desenhista Projetista, Técnico em Comunicação Gráfica, Historiador e Artesão

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos de Londres

Por Nélio Azevedo

olimpiadas_londresComo em todas as Olimpíadas anteriores em que o Brasil participou, a esperança de medalhas começa a morrer ao vermos os países mais desenvolvidos e mais ricos dispararem na ponta do quadro de medalhas.

De uns tempos para cá, até mesmo os países mais pobres nos ultrapassaram na conquista do tão almejado ouro olímpico. A tão sofrida e pobre Cuba consegue, com todas as limitações, mandar mais atletas que nós; manda mais atletas de ponta, em várias modalidades.

Porque será que isto acontece? Será que nós não temos o tal “Espírito Olímpico”? Como é que pode um único atleta, o Michael Phelps conquistar mais medalhas do que a maioria dos países participantes? Como puderam alguns pobres países africanos ou asiáticos conquistarem mais medalhas de ouro do que o Brasil, a quarta economia do planeta?

Daqui a quatro anos o Rio de Janeiro será a sede dos Jogos Olímpicos, será que quatro anos seriam suficientes para formarmos atletas de ponta para não fazermos feio? Muita gente tem somente a preocupação de como será a abertura dos jogos, se terá mulher de bunda e peito de fora e, se terá somente Escola de Samba na festa de abertura. Se teremos atletas não parece ser a preocupação geral.

É muito triste ver o desalento do país inteiro vendo nossos atletas serem eliminados de forma trágica e, às vezes, de forma vergonhosa. Ver nossas esperanças de medalha voltar para casa de mãos vazias; a mesma frustração de ver nossa seleção de futebol ser despachada da Copa do Mundo pela Holanda e, o que é pior, daqui a dois anos o Brasil será a sede de mais uma Copa com a perspectiva de montarmos um palco para o triunfo de argentinos, espanhóis, holandeses e alemães.

Parabéns aos atletas que conquistaram o lugar no pódio, muitos chegaram até ali apenas com o esforço próprio, outros por contar com bolsa-atleta ou patrocínio de algumas empresas. Aos que ficaram pelo caminho também merecem nossa reverência e gratidão, mas, os que lá chegaram se sentindo campeões antes de disputar qualquer coisa, os que achavam que bastava a camisa, esses nem deveriam ter ido.

Não somos mais o país do futebol, nunca fomos o país dos outros esportes e alguns atletas voltam para casa trazendo medalhas conquistadas em esportes que nem sabíamos da sua existência nos jogos. Devem ser recebidos como heróis pela pátria que nem sempre é mãe gentil para com eles.

domingo, 15 de abril de 2012

Mazzaropi – O Eterno Jeca Tatu

Por Nélio Azevedo

MazzaropiNesse ano em que se comemora os 100 anos de nascimento do eterno Jeca Tatu, vivido pelo genial Mazzaropi, lá pelos idos anos das décadas de 60 e 70, em plena ditadura militar, sob forte censura, o ator, cantor, produtor e cineasta Amâncio Mazzaropi produzia seus filmes para o grande público brasileiro; cada filme era um sucesso de bilheteria que só seria superado pelos filmes do Renato Aragão e da Xuxa, com o auxílio do marketing da Televisão.

Mazzaropi nunca recorreu às verbas do Embrafilme, pagava tudo do seu próprio bolso e cada lançamento era esperado com ávida expectativa pelo público que lotava os cinemas desse Brasil imenso; chegou a colocar fiscais para coibir as falcatruas nas bilheterias, já que tinha uma parcela de lucro vinda delas.

Ao mostrar à cara do Brasil nas telas, num tempo em que éramos ingênuos, não a cara que o cinema novo queria mostrar, recebeu injustas críticas por parte daqueles que não viam nele um cineasta engajado, que não gritava contra a opressão e a censura. Hoje, esses mesmos detratores rendem homenagens a esse gênio que conseguiu imprimir sua marca e se eternizou na memória dos antigos e na ânsia dos mais novos, fazia um cinema carregado de humor e ironia, jogava na nossa cara um espelho que nos refletia tal e qual somos. Cada padre, prefeito, fazendeiro-coronel, cada praça ou motorista; cada torcedor e cada transeunte era a mais completa realidade de um povo que se movia socialmente do campo para a cidade e seus filmes retratavam essa locomoção com maestria e bondade, mostrava os desacertos de um povo sem cultura e sem educação que caminhava para o século 21, indo de encontro ao progresso tecnológico que nos remete ao futuro e ao primeiro mundo, com um pé no atraso do século 19.

Ao longo de seus 33 filmes são retratados um Brasil que hoje é usado como conteúdo de teses acadêmicas sobre a mobilidade social e o êxodo rural, as questões fundiárias e as questões sociais e políticas, principalmente no interior do país onde as estruturas de poder permanecem no atraso do coronelismo estampado num cenário que em nada difere da política café-com-leite dos anos 20 do século passado.

Viva Mazzaropi, o Eterno Jeca que trazemos em nós e que deveria ser motivo de orgulho.