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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Curso de Medicina em Matipó

Esta notícia merece uma reflexão para quem é raul-soarense de coração

clip_image001De acordo com uma nota no Blog do parceiro Willian Chaves, ele apurou com algumas fontes em uma reunião realizada na tarde dessa quarta-feira, 30, entre a Faculdade Univertix e representantes do MEC, o curso de MEDICINA acaba de ser aprovado para MATIPÓ. As visitas técnicas do MEC acontecem desde o dia 20 de outubro.

Uma excelente notícia para matipoenses e estudantes de toda região. Parabéns aos idealizadores, funcionários, professores e todos que se esforçaram para essa grande conquista, concluiu Willian em seu post.

Nota do POL – Pascoal Online

Sem dúvida uma excelente notícia para os matipoenses que, diga-se de passagem, possuem dirigentes com visão, que trabalham realmente focados no progresso, principalmente cultural, da região, angariando cada vez mais divisas para o município, além de abastecer o mercado com pessoas capacitadas, aptas para enfrentar os desafios de um país que está em franco desenvolvimento.

Pena que não podemos dizer o mesmo de nossos dirigentes raul-soarenses que, infelizmente, continuam exercendo aquela política clientelista, onde a prioridade são a realização pessoal e os apadrinhamentos desmedidos,  privilegiando parentes e pequenos grupos que em nada contribuem para o desenvolvimento do município, mas que certamente  asseguram votos. Isso já vem de longe e continua como se fosse um câncer difícil de ser extirpado. Pode-se assegurar que não evoluímos nada nesses últimos anos na condução da política raul-soarense, que ainda traz em si enraizada o ranço do coronelismo. Um diferencial que nos coloca muito aquém das cidades da redondeza, que estão crescendo absurdamente em todos os sentidos e evoluindo cada vez mais. 

Fico consternado a ler essa notícia no Blog do Willian. Não porque desprezo o progresso alheio, mas por sentir como a minha cidade diminuiu e estagnou perante as demais que a circundam. A única coisa que podemos fazer é nos indignar e só. Por nossa incompetência fomos capazes de perder a única faculdade que aqui se instalou e, se não abrirmos os olhos, corremos o sério risco de perder o pouco que ainda resta, se a população não participar mais ativamente  de uma política que busque, acima de tudo, o bem comum. Ainda somos um povo sem participação, sem anseios, egoísta e que só visa a vantagem pessoal, deixando somente aos políticos a missão se soerguer a nossa verdadeira dignidade de povo próspero como já fomos em um passado remoto. 

Por outro lado, as promessas de campanha, sejam por qual motivo, ainda não foram concretizadas e, pelo andar da carruagem, provavelmente não serão. Atribuir a culpa, como sempre, à administração anterior já virou refrão, mas, como demonstrou o historiador José Geraldo Leal em matéria publicada neste blog, a prefeitura arrecadou até o mês de setembro passado, mais do que o governo anterior arrecadou durante o ano todo de 2012.

Muitos se perguntam: o que realmente está acontecendo com Raul Soares?

domingo, 1 de setembro de 2013

A Voz das Ruas

Nelio Azevedo

 

Por Nélio Azevedo

 

voz das ruasPassados alguns meses do início das manifestações por esse Brasil a fora o país mudou muito pouco, continuam as rixas entre o STF e o Legislativo; parlamentares continuam envolvidos em falcatruas e crimes, serão julgados e até mesmo presos, mas com o mandato garantido pelo espírito de porco, (digo, de corpo); prefeitos, governadores e outras altas autoridades continuam se servindo do Estado e suas mordomias com ou sem hélices; os meios de transporte de massa continuam prestando um péssimo serviço; os médicos dos hospitais públicos, ah! Esses então, continuam fugindo do serviço igual o capeta foge da cruz (e não é só em Araruama). A insegurança pública tá de fazer inveja na população Síria. O descaramento é tanto que vai faltar óleo de peroba, principalmente em Brasília e adjacências. Policiais continuam distribuindo balas e porradas indiscriminadamente, nos fracos e pacíficos manifestantes; os vândalos continuam vandalizando bancos e agências de automóveis e os candidatos que ainda não estão em campanha continuam descaradamente em campanha e praticando o que sabem fazer muito bem: baixaria, politicagem e calúnia. O Brasil segue seu rumo sem que nada mude.

Aquela gritaria das ruas não surtiram o efeito que se esperava e esse silêncio ou o grito localizado contra este ou outro político não reflete os anseios em sua real extensão.

Senhoras e senhores, penso que depois do carnaval esse país irá entrar em rota de convulsão social e nem um possível título de hexa irá nos salvar, o ápice deverá acontecer no período da Copa de 2014 e veremos coisas que nunca vimos e o recibo dessas ações será entregue nas eleições. Quem viver irá para a rua votará.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Prefeita de Santo Antônio do Grama sofre tentativa de homicídio e tem casa metralhada

Quarto foi alvo de atentado e a suspeita é que o crime tenha motivos políticos; suposta quadrilha também incendiou carro da família na garagem da casa

Por Juliana Baeta

prefeita_gramaA prefeita de Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata mineira, sofreu uma tentativa de assassinato brutal na madrugada desta terça-feira (27). Por volta de 4h, a casa de Alcione Ferreira de Albuquerque Lima (PP-MG), eleita pela maioria dos pouco mais de 4 mil habitantes da cidade, foi metralhada. O carro dela, que fica na garagem da casa, localizada bem abaixo do quarto da prefeita, foi incendiado. Por sorte, ninguém foi  ferido.

carro_grama"Foi um horror, eu estava dormindo e acordei com os tiros. Primeiro, achei que fosse alguém soltando essas bombinhas, mas depois os tiros não pararam mais. Só no meu quarto, nós contamos 38 tiros. Ainda queimaram o carro bem abaixo do meu quarto", conta, assustada, Alcione. Após a série de tiros, ela correu com a família, formado pelo marido e uma filha de 22 anos, para o corredor da casa a fim de se proteger.

Ela ainda contou, com exclusividade para o portal O TEMPO, que está recebendo o apoio de deputados e prefeitos das cidades vizinhas. "Todos estão muito espantados com o ocorrido". O advogado da família, Leonardo Mouro, informou, que a comoção se estende também aos moradores da cidade. "Ela é uma pessoa muito querida aqui e os moradores estão chocados com o crime", disse.

A prefeita conta que tem algumas suspeitas, mas prefere não revelá-las para não atrapalhar as investigações da polícia. Familiares e amigos desconfiam que o atentado tenha motivos políticos.

Moradores e vizinhos disseram não terem visto nada, o que levanta ainda a suspeita de que o atentado tenha sido obra de uma organização criminosa. O delegado de Rio Casca, município vizinho a Santo Antônio do Grama, esteve na casa de Alcione esta manhã e está investigando o caso.

Com informações de O Tempo

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O analfabeto midiático

midia-manipulaçao

Por Celso Vicenzi (com a “ajuda” de Bertolt Brecht)*

O pior analfabeto é o analfabeto midiático.

Ele ouve e assimila sem questionar, fala e repete o que ouviu, não participa dos acontecimentos políticos, aliás, abomina a política, mas usa as redes sociais com ganas e ânsias de quem veio para justiçar o mundo. Prega ideias preconceituosas e discriminatórias, e interpreta os fatos com a ingenuidade de quem não sabe quem o manipula. Nas passeatas e na internet, pede liberdade de expressão, mas censura e ataca quem defende bandeiras políticas. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. E que elas – na era da informação instantânea de massa – são muito influenciadas pela manipulação midiática dos fatos. Não vê a pressão de jornalistas e colunistas na mídia impressa, em emissoras de rádio e tevê – que também estão presentes na internet – a anunciar catástrofes diárias na contramão do que apontam as estatísticas mais confiáveis. Avanços significativos são desprezados e pequenos deslizes são tratados como se fossem enormes escândalos. O objetivo é desestabilizar e impedir que políticas públicas de sucesso possam ameaçar os lucros da iniciativa privada. O mesmo tratamento não se aplica a determinados partidos políticos e a corruptos que ajudam a manter a enorme desigualdade social no país.

Questões iguais ou semelhantes são tratadas de forma distinta pela mídia. Aula prática: prestar atenção como a mídia conduz o noticiário sobre o escabroso caso que veio à tona com as informações da alemã Siemens. Não houve nenhuma indignação dos principais colunistas, nenhum editorial contundente. A principal emissora de TV do país calou-se por duas semanas após matéria de capa da revista IstoÉ  denunciando o esquema de superfaturar trens e metrôs em 30%.

O analfabeto midiático é tão burro que se orgulha e estufa o peito para dizer que viu/ouviu a informação no Jornal Nacional e leu na Veja, por exemplo. Ele não entende como é produzida cada notícia: como se escolhem as pautas e as fontes, sabendo antecipadamente como cada uma delas vai se pronunciar. Não desconfia que, em muitas tevês, revistas e jornais, a notícia já sai quase pronta da redação, bastando ouvir as pessoas que vão confirmar o que o jornalista, o editor e, principalmente, o “dono da voz” (obrigado, Chico Buarque!) quer como a verdade dos fatos. Para isso as notícias se apoiam, às vezes, em fotos e imagens. Dizem que “uma foto vale mais que mil palavras”. Não é tão simples (Millôr, ironicamente, contra-argumentou: “então diga isto com uma imagem”). Fotos e imagens também são construções, a partir de um determinado olhar. Também as imagens podem ser manipuladas e editadas “ao gosto do freguês”. Há uma infinidade de exemplos. Usaram-se imagens para provar que o Iraque possuía depósitos de armas químicas que nunca foram encontrados. A irresponsabilidade e a falta de independência da mídia norte-americana ajudaram a convencer a opinião pública, e mais uma guerra com milhares de inocentes mortos foi deflagrada.

O analfabeto midiático não percebe que o enfoque pode ser uma escolha construída para chegar a conclusões que seriam diferentes se outras fontes fossem contatadas ou os jornalistas narrassem os fatos de outro ponto de vista. O analfabeto midiático imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo de esforço intelectual. Não se apoia na filosofia, na sociologia, na história, na antropologia, nas ciências política e econômica – para não estender demais os campos do conhecimento – para compreender minimamente a complexidade dos fatos. Sua mente não absorve tanta informação e ele prefere acreditar em “especialistas” e veículos de comunicação comprometidos com interesses de poderosos grupos políticos e econômicos. Lê pouquíssimo, geralmente “best-sellers” e livros de autoajuda. Tem certeza de que o que lê, ouve e vê é o suficiente, e corresponde à realidade. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o espoliador das empresas nacionais e multinacionais.”

O analfabeto midiático gosta de criticar os políticos corruptos e não entende que eles são uma extensão do capital, tão necessários para aumentar fortunas e concentrar a renda. Por isso recebem todo o apoio financeiro para serem eleitos. E, depois, contribuem para drenar o dinheiro do Estado para uma parcela da iniciativa privada e para os bolsos de uma elite que se especializou em roubar o dinheiro público. Assim, por vias tortas, só sabe enxergar o político corrupto sem nunca identificar o empresário corruptor, o detentor do grande capital, que aprisiona os governos, com a enorme contribuição da mídia, para adotar políticas que privilegiam os mais ricos e mantenham à margem as populações mais pobres. Em resumo: destroem a democracia. Para o analfabeto midiático, Brecht teria, ainda, uma última observação a fazer:Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

*Celso Vicenzi, jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, com atuação em rádio, TV, jornal, revista e assessoria de imprensa. Prêmio Esso de Ciência e Tecnologia. Autor de “Gol é Orgasmo”, com ilustrações de Paulo Caruso, editora Unisul. Escreve humor no tuíter @celso_vicenzi. “Tantos anos como autodidata me transformaram nisso que hoje sou: um autoignorante!”. Mantém no NR a coluna Letras e Caracteres.

Com informações do site Nota de Rodapé

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Quem tem a boca maior...

Nélio-Azevedo

 

 

Por Nélio Azevedo

 

Quem manda no Brasil? Os indígenas que fecham estradas e cobram pedágio? Ou seria o MST que ocupa sedes do INCRA e invade fazendas? Talvez sejam os professores ou policiais civis que param o trânsito de uma grande cidade sem que nada lhes aconteça? Ah! Já sei. São um grupo de vinte ou trinta pessoas que fecham uma rodovia importante por mais de 12 horas?

Ou seriam os caminhoneiros que fecham todas as principais rodovias federais em mais de sete estados da federação?

Não vai me dizer que são os jovens que ocupam praças e ruas de norte a sul gritando palavras de ordem contra os políticos!? Poderia ser a polícia que joga bomba de efeito moral, gás lacrimogêneo e bala de borracha em quem manifesta pacificamente e assiste imóvel o vandalismo contra o patrimônio privado. Poderiam até pensar que são os traficantes que ordenam toques de recolher e fechamento do comércio e proíbem o trânsito de qualquer pessoa nas imediações das bocas, sob pena de morte.

Não sei, acho que quem manda no Brasil é quem tem a boca maior e consegue gritar mais alto. Deve ser uma herança de nossa independência que foi feita no grito com um grito.

Todos estes em algum momento fizeram suas manifestações e pararam cidades, rodovias e prédios sem que os governantes pudessem fazer qualquer coisa para impedir.

Há uma pseudo democracia vigente, o direito de uns poucos é sempre maior do que o direito de muitos, de milhares, até mesmo de milhões de pessoas que assistem ao absurdo sem poder fazer nada nem tem quem os defenda.

Alguma coisa está fora de ordem. Fora da nova ordem mundial. Quem não se ligar nesses ventos que trazem mudanças serão varridos de seus cargos e status, não há dúvidas de que essas manifestações estarão de volta nas próximas eleições.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

É de dar nojo

Nélio-Azevedo

 

Por Nélio Azevedo

 

 

Os governantes estão acuados pelas manifestações nas ruas, estão apavorados com os índices de avaliação que despencam sem parar. Aproveitando essa onda, alguns pré-candidatos como o Senador Aécio Neves não perdeu tempo, pois, a todo o momento que aproximam um microfone de seu rosto ele desata um discurso que já está ficando chato. Mesmo não tendo as manifestações se direcionado para este ou aquele governante, ele insiste em colocar a culpa no PT do Lula e da Dilma. Não propõe nada, não contribui para solucionar os problemas levantados atualmente nem consegue se lembrar de que tudo que os manifestantes estão reivindicando são as mazelas que a política e os políticos proporcionaram ao povo brasileiro e, que ele, Aécio é um deles.

Num tom característico de discurso de palanque ele vai dando seu recado numa sórdida tentativa de direcionar as reivindicações para uma única figura. Só quem não vê é o STE que finge de bobo e não lhe dá um puxão de orelhas como o fizera com Lula e Dilma por declarações feitas no programa do Ratinho, palco de uma descarada campanha eleitoral por parte do mesmo Aécio.

A obsessão desse moço pelo PT está virando algo doentio, eu imagino que seu maior pesadelo não será a batalha que ele terá que travar com os paulistas Alckmin e Serra, será com os eleitores que esperam alguma coisa dele e ele insiste em repetir sem parar: PT, PT, PT... O pior é que algumas emissoras de TV e rádio vêm demonstrando uma preferência pelo senador e lhe dedicam um longo tempo para desfiar sua verborragia antipetista, não vejo essas emissoras oferecendo o mesmo tempo e espaço para quem é atacado. Serão participantes do PIG?

Para a reunião com seu ministério a Presidente Dilma convidou a oposição para tomar parte e o único parlamentar que compareceu foi o Deputado Randofe Rodrigues do PSOL; o Aécio não quer solução, quer ver o circo pegar fogo para reinar absoluto nas cinzas. A ele só interessa o “poder”, não importa como, para tanto vem bradando a plenos pulmões que o PT tem que sair, tem que ser apeado do poder. Alguém precisa informar a ele que foi o voto que colocou o PT no poder, se não há nada que impeça legalmente os políticos eleitos de completar o seu mandato, esse desejo cheira a golpe.

sábado, 25 de maio de 2013

A negação dos valores

Num tempo em que princípios e integridade são conceitos em extinção no meio político, é hora de lembrar do legado do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill

Winston_Churchill_watching

São Paulo – J.R. Guzzo - Revista Exame - Foram apenas quatro palavras ditas em inglês, há mais de 70 anos, na Câmara dos Comuns do Parlamento britânico; desde então, fazem parte da linguagem mundial da decência do ser humano. São palavras que não vão morrer nunca. Elas resumem, com perfeição, até aonde pode chegar a coragem pessoal de um líder político, sua recusa em agir contra as próprias convicções e uma determinação absoluta para jogar tudo, mas tudo mesmo, na defesa de um valor moral.

“We shall never surrender”, disse o primeiro-ministro Winston Churchill em 4 de junho de 1940, menos de um mês depois de assumir o cargo — 10 de maio, justamente o dia em que a Alemanha de Adolf Hitler tinha invadido, e rapidamente derrotado, a França, completando na prática a ocupação militar da Europa inteira.

A Inglaterra, nesse momento, estava totalmente isolada. Não tinha nenhum aliado; os Estados Unidos só entrariam na guerra 18 meses depois. Seus recursos militares eram imensamente inferiores aos da Alemanha. Os poucos países não ocupados da Europa, como Espanha, Portugal ou Suécia, eram amigos íntimos dos nazistas.

A Inglaterra não tinha meios eficazes de se defender e muito menos de atacar. Um “entendimento” com Hitler, “costurado” por alguma grande obra de “engenharia política”, estava na mente e na boca dos profissionais — isso que se chama no Brasil de “gente do ramo”. Foi essa a hora que Churchill escolheu para informar à Alemanha e ao mundo: “Nós não vamos nos render nunca”.

Não era um discurso. Não era um anúncio de obras do PAC nem do Brasil Carinhoso. Não era palavrório demagógico, irado e grosseiro contra as elites. Não era um truque de oratória nem uma frase escrita por seu diretor de relações públicas. Não era uma ameaça. Era apenas o aviso de um fato concreto: a Inglaterra, pura e simplesmente, não iria se render. No caso, o que Churchill acabara de fazer era assumir um compromisso, e o aval de que ele seria 100% cumprido estava nos motivos reais que o levaram a assumi-lo — as noções de “valor” ou “princípio”.

Quando uma e outra existem de verdade num pronunciamento público, é bom levar a sério o que está sendo dito — os atos prometidos ali vão realmente acontecer, pois são o resultado de uma decisão que não vai mudar. Dava para suspeitar que Churchill, na hora mais dramática de seu país, tinha optado sem a menor hesitação por colocar valores acima de habilidades ou conveniências políticas. Três dias depois de assumir seu cargo, logo no primeiro discurso que fez, já começou com tudo: “Não tenho nada a oferecer senão sangue, trabalho, lágrimas e suor” (trecho normalmente citado como “sangue, suor e lágrimas”).

Quem tem a coragem de começar um governo dizendo uma coisa dessas? Não, com certeza, esses pigmeus que passam hoje por “líderes” dotados de superior “faro político” ou outra bobagem qualquer saída do mesmo angu. Os alemães não acreditaram no discurso de Churchill. Cinco anos depois, seu país estava reduzido a ruínas. É no que acabou dando essa história de tomar uma decisão motivada por valores.

“Ora (direis), ouvir Churchill! E em pleno ano de 2013? Certo perdeste o senso”, poderia dizer Olavo Bilac se ainda estivesse vivo e calhasse de ler este artigo. Mas, da mesma forma que em seu poema faz todo o sentido ouvir estrelas, também é perfeitamente lógico pensar em 2013 o que Churchill falou em 1940. Desde que foram ditas nos Comuns, suas palavras jamais deixaram de ser atuais, e continuarão assim para sempre; fazem parte do patrimônio universal da humanidade, como as pirâmides do Egito ou o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo.

Há momentos, porém, que parecem pedir mais do que em quaisquer outros a presença de valores na vida política. Quanto a isso vivemos, hoje, o “nada absoluto” de que nos falam os metafísicos. Qual seria, por exemplo, o grande princípio filosófico ou moral de Barack Obama, presidente do maior país do mundo? Quem é capaz de citar uma única convicção verdadeira de Angela Merkel, regularmente citada como a mais firme “liderança” da Europa? Existiria algum remoto vestígio da noção de valor nas ações do presidente Vladimir Putin? Não vale, aí, ficar falando de planos de assistência médica ou apoio ao casamento gay, de firmeza no combate à inflação ou valentia no rigor fiscal.

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Considerações sobre o Bolsa Família

Por Nélio Azevedo

bolsa-familia

Ouvindo, lendo e assistindo as notícias sobre boato do fim do Bolsa Família e de suas consequências, fiquei muito impressionado com alguns comentários a esse respeito. No Jornal O Tempo várias pessoas teceram comentários agressivos e que demonstram total desinformação a respeito do benefício.

Uns reclamavam da aparência física das pessoas que estavam nas aglomerações nas agências da Caixa, imaginavam que somente deficientes, doentes e fracas teriam direito ao benefício, pensam que a bolsa é uma espécie de salário. Não sabem que muitas famílias recebem essa ajuda, chamada de esmola por alguns, tem pessoas que trabalham e que o critério para ter acesso à ela é a renda per capta da família. Outro perguntava porque não oferecem trabalho para aquelas pessoas, como se tivesse vaga para todos e não houvesse desemprego nenhum no país e, tivesse essa oferta em todos os lugares, inclusive onde ela é mais utilizada, nas regiões norte e nordeste, onde a oferta de emprego sempre foi um problema sério por não haver investimentos ao longo da história desse país, são as regiões mais pobres e menos industrializadas.

Só na última década é que os governantes resolveram investir nelas, criando um fenômeno que é o inverso do se conhecia, migração de pessoas do sudeste e de outras regiões para o nordeste em busca de emprego. Essa região tem sido tratada como um apêndice indesejável, poço sem fundo de verbas governamentais em nome de combater fenômenos como o da seca e pobreza endêmica, mas se esquecem de que vieram de lá as mãos que construíram o progresso de grandes centros como São Paulo, berço de intolerância e preconceito ao valoroso povo nordestino.

Nos últimos anos, 1,6 milhão de pessoas devolveram espontaneamente seus cartões do Bolsa Família por não mais precisar dele, por ter conseguido aumentar a renda familiar com o salário, mas ainda são 13 milhões de famílias que contam com esse acréscimo na sua renda para oferecer um pouco de dignidade aos seus filhos; esse contingente é maior do que a população de muitos países.

Infelizmente, temos ainda no país uma quantidade enorme de pessoas que vivem na miséria, eram mais de 30 milhões há 10 anos, isso nunca incomodou essa gente que acha que estão tirando da classe média e dando para os pobres, que os pobres são pobres porque não trabalham nem querem trabalhar e outras formas de ver o problema que só é bom para quem o vê de longe, longe da porta de sua casa.

Acho que a Ministra tem razão de culpar a desesperada oposição, afinal essas duas regiões é justamente onde o PT tem mais votos e, como falar em inflação e crescimento ínfimo não está dando certo, sobra o quê? Depois, se não foram os tucanos, seria o próprio PT como sugere o leitor Leônidas Marques, com uma prática comum na tucanada, um belo tiro no próprio pé.

San Tiago Dantas tinha razão quando afirmava que o Brasil ao contrário da Índia tinha um grande povo e uma elite de bosta, uma elite que pensa que o país é só deles e se sente muito bem e rico se estiver rodeado de pobreza.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Prefeito de Mutum renuncia ao cargo no 107º dia de governo

Ronaldinho MutumMUTUM (MG) - Numa decisão que pegou até os mais próximos assessores de surpresa, o prefeito de Mutum, Ronaldo Coutinho Nogueira (Ronaldinho) apresentou carta de renúncia na noite desta quarta-feira, 17/04.

Em reunião extraordinária da Câmara Municipal de Mutum, convocada para apresentação de um levantamento dos 100 dias de governo do município, o prefeito da cidade entregou ao presidente do Legislativo, carta de renúncia ao cargo.

Foi um ato que deixou todos perplexos. Ninguém contava que isto poderia acontecer, nem mesmo os membros mais próximos do governo sabiam desta decisão.

Com a renúncia, assumirá o vice-prefeito João Batista Marçal Teixeira (PT). A carta justifica a decisão do prefeito em deixar o cargo por conta das dificuldades que encontrou para a gestão do município.

A reportagem ainda não teve acesso ao conteúdo da carta e nem informações sobre a posse do novo prefeito.

ELEITO EM OUTUBRO

Empresário do ramo de materiais de construção, Ronaldo Coutinho Nogueira (Ronaldinho) foi eleito Prefeito de Mutum no dia sete de outubro de 2012 pela coligação "Juntos Faremos Mais" (PV-PT-PDT-PRTB) tendo como vice João Batista Marçal Teixeira (PT) e, concorrendo com outros três candidatos. Venceu as eleições com 7.007 votos (40,76%). O segundo colocado teve 4.750 votos (27,63%); o terceiro colocado teve 3.501 votos (20,36%) e o quarto somou 1.934 votos (11,25%).

Com informações do Portal Caparaó

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cenário Político Nacional (ou aposto que você não quer nem saber)

Por Nélio Azevedo*

renan calheirosCom a eleição do Renan Calheiros e do Henrique Alves - ambos do PMDB, são representantes notórios das oligarquias nordestinas, com pendências na justiça - para a presidência das duas casas do Congresso deixa a gente de cabelos em pé. Será que deixa mesmo ou a gente desse país não está nem aí para esse fato?

Uma coisa é certa: ambos foram eleitos, estavam exercendo seus mandatos e de acordo com a lei, votavam e podiam ser votados. O absurdo reside no fato de que ambos deveriam ser impedidos de se candidatarem por serem fichas sujas. Mas, o brasileiro não está nem aí, afinal tinham coisas mais importantes para se preocuparem, como por exemplo, onde iriam passar o carnaval.

Apesar de ser o partido com o maior número de parlamentares eleitos para as duas casas, eles não chegaram lá sozinhos, foram eleitos pelo voto do povo e uma vez lá dentro, tiveram o apoio de outros partidos, entre eles o PT, com quem cerra fileiras e compõem a base governista da Presidente Dilma.

O pior, pelo menos para Minas Gerais, veio com a composição das mesas diretoras das duas casas, quando os políticos mineiros ficaram de fora deixando o estado sem representação política nas decisões nacionais, mesmo sendo a segunda maior bancada em ambas as casas.

Os reais mandantes desse país não estão nem aí para esses fatos, tal e qual os seus habitantes, afinal é carnaval e os campeonatos estaduais de futebol já começaram e, o povo mais feliz da Terra só quer continuar a ser feliz.

*Nélio Agostinho Azevedo – Desenhista Projetista, Técnico em Comunicação Gráfica, Historiador e Artesão

domingo, 28 de outubro de 2012

Política praticada com seriedade

Por José Geraldo Leal

A legislação brasileira estabelece que os salários de prefeito, vice-prefeito e vereadores que assumirão os mandatos em 1º de janeiro de 2013 deverão ser estipulados até 31 de dezembro de 2012.

Os políticos municipais assim o fizeram antes das eleições de 7 de outubro de 2012.

De um modo geral foi muita generosa a remuneração aprovada.

Uma reportagem publicada no jornal Estado de Minas, no dia 27 de outubro de 2012, página 5 informa que os candidatos a prefeito de Salvador (Ba), Antônio Carlos Magalhães Neto, do DEM e Nelson Pelegrino, do PT, condenaram o aumento de salários concedidos pela Câmara Municipal para o novo prefeito e os vereadores de Salvador.

Disse ACM Neto, do DEM: “Vou rediscutir o assunto e propor que o salário do prefeito seja adequado à realidade econômica da prefeitura.”

“Acho que o momento foi inoportuno”, disse Nelson Pelegrino, do PT.´

O salário do próximo prefeito, seja ele ACM Neto ou Pelegrino, foi estipulado em R$ 18.038,10 já a partir de janeiro, em vez dos atuais R$ 10.400,00 hoje, um reajuste de 73,44%. O salário dos vereadores que atualmente é R$ 10.400,00 será reajustado para R$ 15.031,75, reajuste de 44,52% . O projeto com a proposta de aumento salarial para o prefeito e vereadores de Salvador foi aprovado por unanimidade com os votos de parlamentares do DEM e do PT, cujos candidatos condenaram o reajuste.

Parece que ainda há políticos que entendem que o exercício da vida pública é coisa séria.

Que bom seria se o exemplo dos dois ilustres políticos baiano, um deles o futuro prefeito de Salvador, servisse de lição.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Votar | Texto de Raquel de Queiroz na revista O Cruzeiro de 11 de janeiro de 1947

raquel_queiroz- Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama govêrno democrático, ou govêrno do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato.

No entanto, talvez não exista, mais do que esta, expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: govêrno do povo.

Numa democracia, o ato de votar representa o ato de FAZER O GOVÊRNO.

Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo.

Escolhe-se pelo voto aquêles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas – e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos pode tirar tudo, até o ar que se respira e a luz que nos alumia, até os sete palmos de terra da derradeira moradia.

Escolhemos igualmente pelo voto aquêles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aquêles que irão estipular a quantidade dêsses impostos.

Vejam como é grave a escolha dêsses “cobradores”. Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gôta de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bôlso.

E, por falar em dinheiro, pelo voto escolhem-se não só aquêles que vão receber, guardar e gerir a fazenda pública, mas também se escolhem aquêles que vão “fabricar” o dinheiro. Esta é uma das missões mais delicadas que os votantes confiam aos seus escolhidos. Pois, se a função emissora cai em mãos desonestas, é o mesmo que ficar o país entregue a uma quadrilha de falsários.

Êles desandam a emitir sem conta nem limite, o dinheiro se multiplica tanto que vira papel sujo, e o que ontem valia mil, hoje não vale mais zero.

Não preciso explicar muito êste capítulo, já que nós ainda nadamos em plena inflação e sabemos à custa da nossa fome o que é ter moedeiros falsos no poder. Escolhem-se nas eleições aquêles que têm direito de demitir e nomear funcionários, e presidir a existência de todo o organismo burocrático.

E, circunstância mais grave e digna de todo o interêsse: dá-se aos representantes do povo que exercem o poder executivo o comando de tôdas as fôrças armadas: o exército, a marinha, a aviação, as polícias. E assim, amigos, quando vocês forem levianamente levar um voto para o Sr. Fulaninho que lhes fêz um favor, ou para o Sr. Sicrano que tem tanta vontade de ser governador, coitadinho, ou para Beltrano que é tão amável, parou o automóvel, lhes deu uma carona e depois solicitou o seu sufrágio – lembrem-se de que não vão proporcionar a êsses sujeitos um simples emprêgo bem remunerado.

Vão lhes entregar um poder enorme e temeroso, vão fazê-los reis; vão lhes dar soldados para êles comandarem – e soldados são homens cuja principal virtude é a cega obediência às ordens dos chefes que lhe dá o povo. Votando, fazemos dos votados nossos representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se nós próprios fôssem. Entregamos a êsses homens tanques, metralhadoras, canhões, granadas, aviões, submarinos, navios de guerra – e a flor da nossa mocidade, a êles prêsa por um juramento de fidelidade.

E tudo isso pode se virar contra nós e nos destruir, como o monstro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador. Votem, irmãos, votem. Mas pensem bem antes. Votar não é assunto indiferente, é questão pessoal, e quanto! Escolham com calma, pesem e meçam os candidatos, com muito mais paciência e desconfiança do que se estivessem escolhendo uma noiva. Porque, afinal, a mulher quando é ruim, briga-se com ela, devolve-se ao pai, pede-se desquite.

E o govêrno, quando é ruim, êle é quem briga conosco, êle é que nos põe na rua, tira o último pedaço de pão da bôca dos nossos filhos e nos faz aprodecer na cadeia. E quando a gente não se conforma, nos intitula de revoltoso e dá cabo de nós a ferro e fogo. E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto.

Meu amigo e leitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar êste ou aquêle candidato, não se preocupe. Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. Lembre-se de que o voto é secreto.

Se o obrigam a prometer, prometa. Se tem mêdo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem mêdo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE INDEVASSÁVEL VOCÊ É UM HOMEM LIVRE. Falte com a palavra dada à fôrça, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno”.


A escritora Raquel de Queiroz integrou a Academia Brasileira de Letras.

Nota da redação: o jornalista Rubens Pontes achou por bem respeitar a ortografia da época.

Fonte: Pesquisa e sugestão de leitura de Rubens Pontes, do Portal DOPC

domingo, 9 de setembro de 2012

Greve de Sexo

Por Jaeder Teixeira Gomes*

As mulheres quenianas politicamente engajadas estão fazendo uma campanha para que todas as compatriotas façam uma greve sexual de uma semana. O objetivo é comover os companheiros para que se unam pela solução dos problemas sociais do seu país. A orientação é que, quando procuradas sob o aconchego do edredom, elas digam apenas:

- Querido, você pode fazer alguma coisa pelo Quênia?

Não sei se anda havendo alguns furos (sem trocadilho), mas o movimento está bem organizado e dispõe de recursos para remunerarem as suas companheiras que tem o sexo por profissão, a fim de que elas façam (ou não façam) a sua parte.

- Uma semana sem!... Já imaginaram o que é isto? “Faremos o que quiserem, mulheres. Por vocês, somos capazes de declarar guerra aos Estados Unidos e até mesmo de deixar de ir ao Brasil, participar da corrida de São Silvestre...”

Eh..., as mulheres têm o poder nas mãos e às vezes o trazem bem escondido em outras partes da sua anatomia, para as ocasiões especiais. E fica por aqui a interpretação jocosa de que não pude escapar, para fazer coro à nossa lógica habitual, capaz de transformar tudo em “papo-de-buteco”. Na realidade, a questão é bem real e bem outra.

A mulher tem o poder de transformar a humanidade, de muitas formas. A sua tenacidade e disposição para o desempenho de tarefas múltiplas é conhecida e reconhecida. Desde a fatídica maçã, até as nossas atuais executivas, a mulher puxa, junto com o homem, a composição da história, não sendo raro perceber o eixo de tração bem deslocado para o seu lado. Houve um tempo em que eram relegadas a figuras decorativas, quando todas as decisões cabiam ao universo masculino. Saíram-se bem também nesta tarefa. Hoje, em que as equações domésticas fugiram ao controle do homem, vem ela assumindo mais este “roçado” na nossa lavoura cultural.

O corpo social não difere do nosso corpo individual. Também nossos projetos individuais precisam de todo o nosso arsenal de possibilidades trabalhando conjuntamente. O corpo que trabalha com o martelo, computador ou similares, é o mesmo que ama, com as ferramentas da alma. Juntas elas podem transformar o mundo. Para se obter êxito nas empreitadas humanas é necessário que todos se engajem nos propósitos coletivos. O manifesto das mulheres quenianas nos lembra que seremos imbatíveis se usarmos tudo, de todos, na busca de resultados consensuais estabelecidos na harmonia.

*Jaeder Teixeira Gomes é escritor e poeta

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Para reflexão

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em autossacrifício; então, poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

(Ayn Rand, filósofa russo-americana, judia, fugitiva da Revolução Russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920)

domingo, 24 de junho de 2012

FHC fez sumir a foto que tirou com Maluf; Lula conseguiria?

Artigo reproduzido do Blog da Cidadania

A foto que emoldura este texto é rara. Foi preciso esforço para encontrá-la. E não foi achada em arquivo de algum órgão de imprensa, mas perdida em alguma página esquecida da internet. É de 1998, durante um dos vários encontros públicos que Fernando Henrique Cardoso e Paulo Maluf tiveram naquele ano. A foto de um deles foi parar em um outdoor que a campanha malufista ao governo do Estado espalhou pelas ruas de São Paulo.

Não há paulista que não se lembre dos outdoors em que FHC, Maluf e o seu candidato a vice, Luiz Carlos Santos, apareciam perfilados e sorridentes. Havia um outdoor daqueles em cada esquina. Todavia, na internet, onde a história mais recente do país está registrada em incontáveis milhões de fotos, não se acha uma só imagem de cena que agora que se deu com Lula poderá ser encontrada daqui a um século de tantas reproduções que já recebeu.

Àquela época, apesar de alguns raros textos jornalísticos terem tocado no assunto, nenhum veículo estampou a imagem de FHC e Maluf com destaque sequer parecido com o que foi dado à foto de Lula com Maluf tirada durante esta semana. É mais do que óbvio que há registros daquela imagem, ao menos pela imprensa. Porém, algum interesse levou a grande mídia a sumir com ela. Que interesse será, não?

Não acredito que Lula venha a tentar apagar esse momento de sua biografia – Lula não é dado a esse tipo de covardia. Mas, se quisesse, certamente não conseguiria. Não só por sua foto ao lado de Maluf, à diferença da de FHC com o mesmo Maluf, ter ido parar na primeira página dos principais jornais do país, mas, também, porque eles não fariam pelo petista o que fizeram pelo tucano.

Em benefício da memória do país é preciso corrigir tal distorção. Não tirando a foto de Lula e Maluf dos arquivos dos jornais, mas trazendo para a internet imagem que mostra FHC indo muito mais longe do que o petista ao apoiar a eleição do mesmo Maluf – e, ainda por cima, contra o candidato do PSDB que o enfrentava, Mario Covas. Não se pode permitir que a imprensa partidarizada e políticos covardes mutilem a memória do país.

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Aqui, mais fotos dos amigos FHC e Maluf à época

Pascoal Online, com informações do Blog da Cidadania

sábado, 23 de junho de 2012

Em Bom Jesus do Galho, Jadir José tem governo aprovado e está à frente de Padre Aníbal

Os números da sondagem realizada pela equipe de A Semana, em Bom Jesus do Galho, no dia 10 de maio, quando foram colhidas as opiniões de 400 eleitores, na sede do município e nos córregos das Palmeiras, Galho Velho e Quartel do Sacramento, mostram que a população aprova o trabalho do prefeito Jadir José da Silva, que aparece à frente do provável candidato da oposição, quanto à intenção de votos visando às eleições municipais de 07 de outubro.

Governo aprovado

A equipe de A Semana perguntou aos entrevistados como eles avaliam o trabalho do prefeito Jadir José à frente da Prefeitura de Bom Jesus do Galho e 57,5% dos eleitores ouvidos disseram que é ótimo ou bom. Para 16,5% o desempenho do prefeito é regular e 23% acham que seu governo é ruim ou péssimo. 3% preferiram não responder à pergunta.

Reeleição

O jornal A Semana quis saber, também, se os entrevistados estão dispostos a votar no prefeito Jadir José, caso ele venha a se candidatar à reeleição. 50,5% responderam que sim, 40,5% disseram que não votariam e 9% optaram por não responder a este questionamento.

Espontânea

Ao ser perguntado em quem votariam para prefeito de Bom Jesus do Galho, se as eleições municipais fossem hoje, sem a apresentação de nomes de possíveis candidatos, 39% citaram o nome do prefeito Jadir José e 32,5% mencionaram o ex-prefeito padre Aníbal Borges. 28,5% não souberam dizer em quem estariam votando ou decidiram não responder.

Dirigida

Ao responder a esta mesma pergunta, porém diante da apresentação dos nomes dos dois prováveis adversários, 52% dos eleitores entrevistados disseram que votariam no prefeito Jadir José, com 44% afirmando que votariam em Padre Aníbal. 4% das pessoas ouvidas não quiseram ou não souberam responder em quem estariam votando.

Rejeição

Neste levantamento, o jornal A Semana procurou saber como estão os dois possíveis adversários junto ao eleitorado em termos de “rejeição”, perguntando às pessoas entrevistadas em qual dos dois pré-candidatos não votaria, para prefeito de Bom Jesus, de jeito nenhum. 38,5% citaram o nome de Padre Aníbal, ao passo que 34,5% mencionaram o prefeito Jadir José. 7% disseram que não votaria em nenhum dos dois e 20% não souberam ou não quiseram responder a este questionamento.

Observação: A sondagem apresentada não se trata de pesquisa eleitoral, mas de levantamento de opiniões, sem controle de amostras, o qual não utiliza método científico para sua realização, dependendo, apenas, da participação espontânea do interessado, nos termos do art. 15 da Resolução nº 22.623 do TSE.

Pascoal Online, com informações de A Semana Agora

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Lula Malufou ou foi o Maluf que Lulou?

malufhaddadFoi com extremo pesar que assisti ao encontro do Lula com o Maluf nos jardins da mansão do notório Deputado paulistano, notoriedade ganha nas páginas policiais e inquéritos que investigaram a vida pregressa pelo seu envolvimento em tantos escândalos e falcatruas bilionárias. Bem fez a Luiza Erundina que sartô fora desse conchavo que põe em cheque as mais antigas bandeiras do PT. Esse ato é uma ofensa aos petistas de todas as cores e credos, uma vergonha.

Não concordo nem apoiaria nunca esse remendo político que o PT de Sampa está alinhavando, costurando e arrematando para ganhar a Prefeitura de São Paulo. Se vale tudo para conquistar o poder, então teremos que anistiar o Maluf, o Barbalho, os corruptos presos (se é que tem algum) e os que estão sendo alvo de investigações na CPI do Cachoeira.

Desde a coligação com o Roberto Jeferson eu ando insatisfeito com os rumos que o PT tomou para se manter no poder; vemos hoje o que se transformou o PT de Minas nesse conchavo esdrúxulo para manter a aliança com o Marcio Lacerda, que só tem feito dividir as já alquebradas forças políticas mineiras que se tornaram indigentes e apartados do poder maior da nação e tem gerado seus filhos menos ilustres da história política do estado.

Bons tempos aqueles em que até os medíocres eram melhores do que os bons de hoje, com raríssimas exceções. Fico com uma vontade imensa de mergulhar na irresponsabilidade e anular o meu voto na próxima eleição. Nós merecemos e queremos ser respeitados, afinal, Minas ainda é um dos mais importantes estados da Federação e nosso estado atual me faz concordar com o Drummond quando dizia que “Minas não há mais, José. E agora”?

Esse conchavo poderá jogar na lata de lixo tudo que o PT e o ex-presidente Lula fizeram nessa última década, na mesma lata de lixo onde foram jogados os escritos do FHC, onde os dois ficariam muito parecidos.

Nélio Azevedo

terça-feira, 12 de junho de 2012

Politicofobia: em tempos de eleições a náusea da sociedade aumenta

Por José Aristides da Silva Gamito*

Os escândalos de Brasília, propinas, mensalões e todo tipo de desmando político pelo país afora aumenta a politicofobia nos cidadãos. Em períodos de eleições, o clima esquenta e a rejeição à figura do político aumenta. Em pequenas cidades marcadas por aquela disputa acirrada e, muitas vezes, bipartidária, a convivência fica bastante afetada. Será de onde vem tanta sede pelo poder? Em muitas cidades em período de campanha eleitoral, faz-se muita fofoca e pouca política.

Já se tornou corriqueiro no linguajar popular “este ano tem política!”. Ano de eleições tornou-se sinônimo de época de política. Mas será que não se faz política nos outros anos? O cidadão já decorou os discursos de campanha. Esses discursos são marcados por muita promessa e não têm relação com as atribuições dos cargos políticos pretendidos. E muita a gente acredita! Apesar de muita politicofobia, parece que muita gente ainda não perdeu a esperança e sempre acredita no surgimento de um bom político.

Se nós aceitarmos a ideia de que os políticos são todos iguais, aí vamos entregar a luta de vez. A instalação da politicofobia na sociedade se deu justamente pelo pouco envolvimento nosso no meio público. Primeiramente, muita gente através do comodismo e da conivência acabou contribuindo para o aumento da corrupção política. Depois, precisamos analisar se estamos mesmo preparados para uma política dentro dos moldes de um Estado democrático e laico. Já vi pessoas consideradas boas cedendo a pequenos atos de corrupção. Precisamos aprender a enxergar o espaço público como verdadeiramente público.

Enquanto, procuramos manter a esperança no aperfeiçoamento da democracia, vamos suportando a náusea das campanhas eleitorais, das besteiras ditas pelos analfabetos políticos. A solução é não esperar pela mudança dos outros, comecemos por nós mesmos. Se não existia ninguém honesto, vou ser o primeiro, então! Se cada um assumir sua parcela de responsabilidade social, teremos uma política sadia.

*Bacharel e licenciado em Filosofia e especialista em Docência do Ensino Básico e do Superior.