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domingo, 6 de outubro de 2013

Jovem é preso após vandalismo em igreja

clip_image001Lajinha (MG) - Na manhã dessa sexta-feira, 4, a Polícia Militar e Civil de Lajinha foram chamadas para atender uma ocorrência de arrombamento e danos à Igreja Metodista daquela cidade. Havia instrumentos musicais danificados, dispostos em forma de cruz, vários objetos quebrados e ainda constataram que uma cruz estava disposta de ponta-cabeça.
O autor do vandalismo ainda deixou diversas mensagens de ameaças ao pastor da igreja e mensagens difamatórias, denegrindo pessoas e assinando as mensagens como sendo “Lúcifer”.

clip_image001[6]Durante as diligências, os policiais verificaram que as câmeras de vigilância do Fórum flagraram o momento em que o autor entrou na Igreja, sendo possível identificar algumas características físicas e das roupas dele.

De posse das informações, foi desencadeada uma ação conjunta entre a Polícia Militar e a Polícia Civil no intuito de identificar a autoria e localizar o jovem. Na casa do suspeito, os policiais encontraram a camisa que ele utilizava no momento da ação, a qual estava estendida em um varal. Já o autor foi encontrado no Centro de Lajinha e confessou.

O jovem de 25 anos alegou que praticou a ação por estar passando por problemas de dívida e pela descrença em Deus, o que lhe causou a revolta contra a Igreja. A polícia suspeita que o jovem praticou a ação a mando de uma terceira pessoa que possa ter problemas pessoais  com o pastor da Igreja.

O jovem foi preso e conduzido para a Delegacia de Lajinha e responderá pelos crimes de dano, ameaça, difamação e vilipêndio a objeto de culto religioso.

Participaram da ação o Tenente Ramon, Sargento Siqueira, Soldado Marco Aurélio, Soldado Monteiro e o Agente da Polícia Civil Wallison.

Com informações do Portal Caparaó

sábado, 22 de junho de 2013

Vandalismo como estratégia

Por Nélio Azevedo

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A exemplo de outras cidades, as manifestações em Belo Horizonte, na última terça, 18 de junho, foram marcadas caminhada ordeira da grande maioria; pela depredação do patrimônio, vandalismo seguido de roubo pela minoria e, pela omissão da polícia, estratégias diferentes diante de um cenário único.

Dá para notar também, a forma diferenciada que algumas emissoras de TV vêm noticiando as manifestações, no dia do jogo Brasil e Japão, numa clara demonstração de abuso, um policial foi flagrado utilizando a moto de forma absurda atropelando um dos manifestantes enquanto a narradora dizia que “parecia ter havido um atropelamento ali”, em seguida, a câmera se fixou numa cena ao lado não mostrando o desenrolar da ocorrência. Isto sem contar a insistência de repórteres da Rede Globo em dizer que as manifestações têm como única e exclusiva reivindicação a questão do aumento em 20 centavos no preço das passagens de ônibus.

Louvável a cobertura da Rádio Itatiaia que chega junto, acompanha e entrevista os participantes com colocações pertinentes e avaliações inteligentes dos eventos e do momento. Vimos pela TV, a polícia agredir covardemente uma moça com cassetetes de madeira e o uso indevido e indiscriminado de balas de borracha e spray de pimenta. Vimos também as cenas de vandalismo e roubo que choca qualquer pessoa de bom senso e põe em risco o futuro das manifestações legítimas. Essa omissão da polícia diante dos atos de vandalismo e depredação parece ser uma estratégia para justificar a presença das Tropas Federais e de tudo que fizerem daqui para frente.

O Estado não demonstra estar sabendo o que fazer diante dessa avalanche de manifestações, tanto que em primeira instância, foi acionado o aparato policial que reprimiu duramente os manifestantes sem que esses representassem risco algum; vendo as cenas da truculência policial do primeiro dia, o governador de São Paulo suspendeu o uso de armamento não letal e, ontem se viu uma cena rara onde policiais desarmados acompanhavam os manifestantes chegando a se assentarem nas vias com eles, uma cena comovente de cidadania. Enquanto isso, no Rio de Janeiro, cinegrafistas flagraram policiais usando pistolas e fuzis dando tiros para o alto nas imediações da Assembleia Legislativa onde ocorreram cenas de horror. Depredações e agressões aos policiais acuados dentro do prédio e numa agência bancária nas proximidades onde foram salvos pelos próprios manifestantes contrários ao vandalismo.

Será que a polícia não tinha como intervir impedindo a ação dos vândalos ou não quis fazê-lo? Atos que duraram um tempo longo e que daria para o deslocamento dos pelotões até o local. Se não o fizeram como estratégia é suspeito, se o fizeram como estratégia é suspeitíssimo e causa preocupação.