Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cine Sesi Cultural em Raul Soares

Uma equipe do Sesi está em Raul Soares e apresentará no próximo final de semana, dias 19, 20 e 21, o Projeto Cultural Cine Sesi Cultural, no Parque de Exposições, a partir das 18h30. Participe!

Veja mais detalhes no vídeo da TV Visão Alternativa

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Juiz determina suspensão da destruição do Cine Brasil em Caratinga

Prefeito não poderá emitir alvarás contrários à decisão da justiça e proprietário está sujeito a multa de R$ 5 milhões se insistir na demolição

A Justiça de Caratinga, através de um parecer do juiz de direito Alexandre Ferreira, deu fim à destruição do Cine Brasil. Os trabalhos de demolição da fachada tiveram início na sexta-feira (06/07) e foram responsáveis por manifestações de populares e, até mesmo, um embrago oral do juiz de direito José Antônio Cordeiro.

No final de semana a destruição voltou a acontecer, contrariando as expectativas de alguns manifestantes que voltaram a se reunir na praça Getúlio Vargas, em repúdio à obra que daria fim ao já extinto cinema de Caratinga, construindo em 1947.

Nesta última segunda-feira (09/07)  a ordem de paralisação dos trabalhos veio assinada pela Justiça, que suspendeu o decreto executivo do processo de tombamento do imóvel, além de suspensão  do alvará de licença para a construção que autoriza a demolição do prédio, assinada pelo prefeito João Bosco Pessine.

Conforme a decisão do juiz, o proprietário está impedido de demolir, ou descaracterizar o imóvel. A justiça ainda solicita do município o compromisso de que não irá emitir mais alvarás contrários a esta decisão.

O processamento de tombamento do Cine Brasil teve início em 2009, após aprovação do Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural de Caratinga. Hoje o imóvel está em tombamento provisório, similar ao tombamento definitivo.

A obra está embargada e o caso segue em processo. O Ministério Público do Estado de Minas Gerais impetrou uma ação civil pública cautelar preparatória contra a Distribuidora de Tecidos São Thiago Ltda., representada pelo empresário Wantuil Teixeira de Paula.

Caso o proprietário do Cine Brasil venha a descumprir a decisão da justiça está sujeito a uma multa de cinco milhões de reais.

Até o momento, o proprietário do imóvel não se manifestou a respeito do caso. A emissora Super Canal deixa mais uma vez o espaço em aberto, caso haja interesse, para que ele também venha a se posicionar.

 

Pascoal Online, com informações da TV Supercanal

domingo, 15 de abril de 2012

Mazzaropi – O Eterno Jeca Tatu

Por Nélio Azevedo

MazzaropiNesse ano em que se comemora os 100 anos de nascimento do eterno Jeca Tatu, vivido pelo genial Mazzaropi, lá pelos idos anos das décadas de 60 e 70, em plena ditadura militar, sob forte censura, o ator, cantor, produtor e cineasta Amâncio Mazzaropi produzia seus filmes para o grande público brasileiro; cada filme era um sucesso de bilheteria que só seria superado pelos filmes do Renato Aragão e da Xuxa, com o auxílio do marketing da Televisão.

Mazzaropi nunca recorreu às verbas do Embrafilme, pagava tudo do seu próprio bolso e cada lançamento era esperado com ávida expectativa pelo público que lotava os cinemas desse Brasil imenso; chegou a colocar fiscais para coibir as falcatruas nas bilheterias, já que tinha uma parcela de lucro vinda delas.

Ao mostrar à cara do Brasil nas telas, num tempo em que éramos ingênuos, não a cara que o cinema novo queria mostrar, recebeu injustas críticas por parte daqueles que não viam nele um cineasta engajado, que não gritava contra a opressão e a censura. Hoje, esses mesmos detratores rendem homenagens a esse gênio que conseguiu imprimir sua marca e se eternizou na memória dos antigos e na ânsia dos mais novos, fazia um cinema carregado de humor e ironia, jogava na nossa cara um espelho que nos refletia tal e qual somos. Cada padre, prefeito, fazendeiro-coronel, cada praça ou motorista; cada torcedor e cada transeunte era a mais completa realidade de um povo que se movia socialmente do campo para a cidade e seus filmes retratavam essa locomoção com maestria e bondade, mostrava os desacertos de um povo sem cultura e sem educação que caminhava para o século 21, indo de encontro ao progresso tecnológico que nos remete ao futuro e ao primeiro mundo, com um pé no atraso do século 19.

Ao longo de seus 33 filmes são retratados um Brasil que hoje é usado como conteúdo de teses acadêmicas sobre a mobilidade social e o êxodo rural, as questões fundiárias e as questões sociais e políticas, principalmente no interior do país onde as estruturas de poder permanecem no atraso do coronelismo estampado num cenário que em nada difere da política café-com-leite dos anos 20 do século passado.

Viva Mazzaropi, o Eterno Jeca que trazemos em nós e que deveria ser motivo de orgulho.

domingo, 29 de maio de 2011

E o Vento Levou...

Por Nélio Azevedo

image

Vocês se lembram de quando a gente ia ao cinema, que era uma das poucas opções de diversão? A gente saia do cinema, (que não era dentro de um Shoppin’ center) satisfeito e era comum as pessoas conversarem a respeito do filme. Alguns filmes marcaram nossas vidas, desde a infância até a vida adulta.

Movimentos vanguardistas do cinema francês e italiano brindaram-nos com verdadeiras obras primas, cinema para pensar e curtir; cultura na telona capaz de formar opinião e ditar comportamentos. Naquela época, até o rico cinema norte-americano produzia boas coisas, ainda não estava impregnado de bobagens e fazia filmes para adultos também.

O cinema nacional também teve seu movimento, o Cinema Novo, não fez feio, revelou grandes atores e grandes diretores, apesar da censura e das limitações financeiras, fizemos sucesso em Cannes, em Berlim e outras praças.

Hoje o que temos é uma parafernália digital que chegou ao cúmulo de substituir os atores de carne e osso por atores virtuais, tirando a arte, sobra pouco. Por outro lado, a interação entre pessoas e bonecos de bits tem produzido verdadeiras obras primas com os desenhos animados.

É triste ver os rumos que a indústria cinematográfica mundial tomou, os ricos estúdios norte-americanos encontraram um filão inesgotável na produção de filmes para adolescentes em que só precisa ter pancadaria e destruição de veículos em altíssima velocidade; e, tiros, muitos tiros, gente morrendo igual mosca.

Antigamente o mocinho era um cara correto, bem vestido e incorruptível, agora a coisa é diferente, o mocinho pode ser um detestável ladrão, um assassino contumaz, um espião matador ou um torturador confesso; no final, seus crimes se justificam pela lógica de que todos os mortos e roubados mereciam. O crime do ofendido é aceito pelo simples fato de que ele sofreu coisa parecida, o conceito de justiça agora é outro. É a arte copiando a vida onde o Estado mata e tortura em nome de sua segurança e, aí de quem se colocar no caminho dos mocinhos da telona ou da vida real.

Nunca se viu tanta bobagem, tanta falta de imaginação, tanta violência, tanto desrespeito à lei e às pessoas, principalmente com as mulheres. Não foi à toa que o Oscar foi para o cinema inglês e o Ouro de Cannes para um quase desconhecido do grande público. Temos assistido com pesar as intermináveis continuações de duros de Matar, Velozes e Furiosos, Piratas do Caribe e Jason Bourne, uma esperteza estampada na última cena, um indício certo de que virá uma continuação e, uma fábula de dinheiro que enriquece ainda mais desde vampiros bonzinhos a matadores profissionais arrependidos.

Só mesmo quem tem verdadeira paixão pelo cinema é capaz de perceber que existe vida inteligente nos estúdios, temos alguns exemplos de filmes com uma nova proposta, uma nova técnica onde os valores são outros, o cinema árabe, principalmente o iraniano, tem nos brindado com verdadeiras obras de arte.

Agora descobriram os diretores brasileiros que são convidados para dirigir Robocops e outras refilmagens de antigos sucessos, não se iludam, isso não é o reconhecimento do valor deles, é uma forma de premiar quem conseguiu copiá-los tão bem que agora podem fazer parte do time principal, com todos os defeitos e todas as virtudes da grande indústria cinematográfica dos Estados Unidos.