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domingo, 5 de maio de 2013

Paul McCartney faz show inesquecível no Mineirão e emociona mais de 50 mil pessoas em Belo Horizonte

Eu, como Beatlemaníaco, não poderia deixar passar em branco um show tão maravilhoso como esse. Para os leitores do POL, a reportagem do Estado de Minas.

Paul MacCartney

Depois de muita espera finalmente Belo Horizonte assistiu ao show de Paul McCartney. O beatle subiu ao palco de um Mineirão lotado pouco antes da hora marcada: 21h22. Usando um blazer azul sobre uma camisa branca com detalhes pretos, o britânico levou as cerca de 53 mil pessoas que estavam no local ao êxtase, abrindo a apresentação já com um hit dos Beatles, ‘Eight Days a Week’.

Veja galeria de fotos com imagens do show.

Nas duas horas e trinta e cinco minutos seguintes, Paul e sua banda, que o acompanha há mais de dez anos, formada por Paul Wickens (teclados), Brian Ray (baixo e guitarra), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr. (bateria), fizeram a alegria dos fãs mineiros, que responderam à altura acompanhando cada música. Simpático como já tinha demonstrado desde que chegou à cidade, na última sexta-feira, o músico cumprimentou a plateia falando em português. “Oi BH. Boa noite povo bão!”. Essas foram as primeiras palavras de muitas que ainda iam surgir na noite, todas recheadas com um bom mineirês. Mas o beatle, que já tinha ganhado o público antes mesmo de subir ao palco, levou os presentes ao delírio quando admitiu: “Paul veio falar Uai”.

Se o artista já entrou em cena com o público ganho, não deixou de impressionar pela animação, simpatia e qualidade musical, do alto dos seus 70 anos. Lá pela 4ºmúsica não aguentou o calor e se livrou do blazer. Dobrou as mangas e começou a desfilar sua habilidade no famoso baixo, guitarra, piano e ukelele. No repertório, grandes sucessos dos Beatles, como ‘Paperback Writer’, ‘Lady Madonna’, ‘And I Love Her’, ‘Get Back’, ‘Eleanor Rigby’ e ‘Yesterday’, mesclados com músicas da carreira solo do cantor, como ‘Junior’s Farm’, ‘Listen to What the Man Said’ e ‘Hi hi hi’. Um dos momentos de grande emoção foi quando Paul, sozinho, tocou ‘Blackbird’. Uma plataforma levantou o músico melhorando a visão de quem estava na pista. Em seguida, McCartney prestou homenagem a John Lennon, tocando ‘Here today’.

Lennon não foi o único homenageado da noite. A atual mulher de Paul, Nancy Shevell, foi lembrada na canção‘Maybe, I'm amazed’, presente no último disco do artista, ‘Kisses on the Bottom’. O clipe da faixa, com Johnny Deep e Natalie Portman traduzindo a letra na linguagem de sinais, foi projetado no enorme telão no fundo do palco. Para Linda McCartney, falecida esposa de Paul, foi dedicada a musica ‘The Long and Winding Road’. Já o parceiro George Harrison ganhou homenagem com a belíssima ‘Something’, tocada inicialmente apenas com Paul e seu ukelele e finalizada com toda a banda.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Não vamos ao Mineirão!

mineiraoQuando anunciaram a reinauguração do Velho-novo Mineirão, com pompa e circunstância, o populacho afeito às tardes esportivas bateram palmas e correram a cata de ingressos para o superclássico Cruzeiro x atlético, domingo PP. O ingresso mais barato custou 60 reais e os mais caros chegavam a mais de 200 reais. Com a proibição de estacionar nas vias próximas ao Estádio, as pessoas tiveram que abandonar seus veículos em locais ermos e distantes, obrigando os esportistas a caminhar mais de 1 km para chegar aos inúmeros portões, grande parte deles fechados, criando um tumulto e uma aglomeração perigosa de torcedores rivais. A exemplo de praças e outros espaços públicos de BH, são espaços cada vez menos públicos.

Quem estacionou dentro do estacionamento do Estádio tiveram que pagar 30 reais, os que pararam fora ficaram à mercê dos indesejáveis flanelinhas que sem dó nem piedade e muito menos responsabilidade, achacaram e extorquiram quem se dispusesse a deixar o veículo sob sua guarda. Quem conseguiu chegar a tempo e entrar no Estádio se deparou com todo tipo de problema, faltou água nos banheiros; os cadeirantes não tiveram acesso às cadeiras; não tinha comida nem bebida em grande parte dos bares; alguns sequer abriram suas portas que estavam lacradas pela burocracia que os impediu de funcionar; camarotes encharcados pelas águas da chuva do dia anterior; lugares marcados e numerados não foram respeitados; preços abusivos de água e refrigerantes e, o tradicional tropeirão virou tropeirinho e custa agora 12 reais o pratinho que cabe na palma da mão. A burrice impediu a venda de ingressos no Estádio e no final sobraram uns 10 mil ingressos; quem veio do interior para ver o jogo não pôde comprá-lo na última hora.

Muita gente simplesmente abandonou o Estádio no intervalo do jogo com a garganta seca e a paciência esgotada, alguns perderam a paciência já nas vias de acesso congestionadas pelo excesso de veículos somado à falta de preparação de um plano para o evento. Torcedores mostravam sua indignação nas redes de TV e de rádios que cobriam o evento, até pedaço de concreto que teria caído da cobertura apareceu nas mãos de um deles. Como se sabe é proibido levar rádios portáteis para o Estádio, no entanto, se podiam vender refrigerantes em lata, o que torna essa proibição inócua no sentido de coibir as pessoas de atirarem coisas no gramado; uma lata de refrigerante cheia pesa mais do que um radinho de pilhas.

As reclamações parecem ter surtido algum efeito quando vimos o governador Anastasia anunciando a multa a que a Minas Arena (gestora do Estádio) estava sujeita, mas, não se sabe se esta multa será paga, a exemplo de outras multas aplicadas a empresas por desrespeito à lei. Essa coisa de transformarem os esportes em negócios pura e simplesmente não poderia dar em outra coisa, o interesse deles é somente financeiro e o resto que se dane. Acho que o glamour e a beleza dos esportes começaram a se perder lá pela década de 70, depois disso a coisa foi se transformando e virou esse Frankstein que vemos hoje. Estádios agora se chamam arenas e se tornaram campos de batalha onde a cada dia vemos a expressão do racismo e da violência se avolumam, torcedores criminosos e absurdos de todos os matizes são cometidos em nome da paixão pelos clubes.

De resto cabe aqui aplaudir o comportamento das torcidas, comportaram-se muito bem, parecem ter sido os únicos a cumprir seu papel no evento. Eu não irei ao Mineirão nem na Copa de 2014 como gostaria de levar meu filho de 10 anos para assistir a um evento que pelo visto não acontecerá outra vez tão cedo em terras brasileiras, não me sentiria seguro e, a perspectiva de fracasso ronda a nossa porta, com a mediocridade reinante hoje no futebol brasileiro, com a falta de organização e a violência que assola o ambiente, ficarei em casa e acho que o bom senso recomenda cautela e prefiro ficar com a lembrança de gostosas tardes esportivas quando o esporte era só lazer e entretenimento.

Nélio Agostinho Azevedo, Filho de Raul Soares

domingo, 9 de dezembro de 2012

Ingressos para jogos do Mineirão serão vendidos em casas lotéricas de todo Brasil

mineiraoO Mineirão será reinaugurado com novidades que vão além da estrutura física. Dentre as comodidades oferecidas ao torcedor, o estádio terá lugares marcados, vendas de bilhete pela internet e, de forma inédita em eventos esportivos em Minas Gerais, os ingressos para os jogos poderão ser comprados nas casas lotéricas de todo o Brasil. 

O sistema de venda nas loterias já deve estar funcionando no clássico do dia 3 de fevereiro, na partida inaugural entre Cruzeiro e Atlético. Outras medidas serão reajustadas no decorrer de 2013, mas o Mineirão terá camarotes exclusivos, setores vip, 60 bares, lojas, museu e um restaurante com visão para o gramado. As pessoas que quiserem assistir às partidas no estabelecimento terão que pagar um couvert referente ao valor do ingresso no anel superior. A franquia que ocupará o espaço ainda não foi definida. 

A entrega do Gigante da Pampulha será feita no dia 21 de dezembro. A Secopa e a Minas Arena, responsável por gerir o estádio nos próximos 25 anos, ainda não definiram o cronograma de reabertura, mas o público credenciado antecipadamente terá dois dias de visitação aberta. O órgão não informou como será feito o cadastro. 

O modelo de venda em loterias já é feito em estádios como o Engenhão, no Rio de Janeiro. Contando com os setores exclusivos, o Mineirão comportará um público de 62.500 espectadores.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Mineirão inicia fase de acabamento dos vestiários dos atletas

Faltam 30% para conclusão das obras do estádio

mineirao-inicia-fase-de-acabamento-dos-vestiarios-dos-atletasUma das novidades do cronograma das obras do estádio Mineirão é o início da fase de acabamento dos vestiários de atletas. Os quatro espaços serão equipados, cada um, com 12 chuveiros, spa para oito pessoas com hidromassagens, além de salas para usos diversos, como as de aquecimento das equipes e de uso da comissão técnica. Na próxima terça-feira (24), as obras chegam ao marco de 150 dias para a inauguração e com 30% das obras a concluir.

“Os trabalhos no vestiário dos atletas marcam essa fase de acabamentos. Na obra, já é possível notar que grandes equipamentos dão lugar a uma mão de obra que executa serviços mais finos”, diz o diretor-presidente da empresa Minas Arena, Ricardo Barra, responsável pelas obras.

Paralelamente, outras frentes de trabalho também chegam ao fim. Os 98 camarotes estão com 97% das divisórias concluídas. Serão 94 espaços com capacidades para 18 e 20 pessoas e outros quatro que comportam de 43 a 60 torcedores. Quanto à arquibancada inferior, 80% da construção está concluída, assim como 65% do piso do estacionamento coberto está pronto, 95% das instalações do novo fosso de segurança concluídas e 60% do piso em concreto na área da esplanada feito. Em breve, será concluída a entrega dos pré-moldados que compõem a esplanada e a arquibancada.

Outros avanços podem ser observados na nova cobertura com a instalação das treliças de aço, na infraestrutura elétrica e hidráulica do estádio e na construção da via de integração com o Mineirinho. Com relação aos trabalhos recém-iniciados está o de instalação dos materiais de drenagem periférica do gramado. A previsão de plantio da grama é para setembro. “É com muita satisfação que vemos aproximar o dia em que muitos poderão matar a saudade desse estádio tão cultuado e icônico da história do futebol”, conclui Barra.

Pascoal Online, com informações da Agência Minas