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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mineira de Caratinga vai dirigir a maior empresa do país

No Comando. Maria das Graças Foster está há 32 anos na Petrobras, onde começou como estagiária

A mineira de Caratinga Maria das Graças Silva Foster, 58, será a primeira mulher a presidir a Petrobras, a maior empresa o país e oitava maior do mundo. Ela deve assumir em fevereiro. Depois de um fim de semana de especulações, a Petrobras confirmou ontem que o presidente do Conselho de Administração da companhia, ministro Guido Mantega, vai indicar, no dia 9 de fevereiro, a atual diretora de Gás e Energia da empresa, conhecida no mercado como Graça Foster, para o cargo máximo da companhia.

A substituição do comando de José Sérgio Gabrielli por Graça Foster já era esperada pelo mercado, devido ao perfil técnico dela, bem ao estilo da presidente Dilma Rousseff, de quem é amiga desde 1999. Indicado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gabrielli, que está há quase sete anos à frente da companhia, deve assumir um cargo no governo Jaques Wagner, na Bahia, e, depois, disputar as eleições em 2014 para o governo do Estado ou para o Senado. A especulação sobre a saída de Gabrielli vinha acontecendo desde o ano passado, devido às aspirações políticas dele.

Com uma rotina de trabalho de quase 14 horas por dia, Graça Foster está na Petrobras há 32 anos, depois de ter começado na estatal como estagiária. Engenheira química com pós-graduação em engenharia nuclear pela UFRJ, Graça Foster é considerada uma das 50 mulheres em ascensão no universo dos negócios em todo o mundo, segundo o jornal inglês "Financial Times", e está entre as dez executivas mais poderosas da América Latina, segundo a revista "America Economia", publicação sobre economia, finanças e negócios na América Latina, do Chile.

Ela tem pela frente vários desafios no comando da Petrobras. Um deles é atender às expectativas do setor industrial de Minas Gerais. O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado, torce para Graça Foster ser uma boa presidente da Petrobras e cumprir os compromissos com Minas Gerias. "O Estado é o segundo mais importante consumidor de derivados de petróleo do país", disse Machado, referindo-se a ela como uma técnica competente. "Poderíamos ter mais valores agregados de petróleo em Minas Gerais", disse Machado, referindo-se à instalação de um polo acrílico e ampliação da refinaria Gabriel Passos, em Betim, que já não atende a demanda de Belo Horizonte e região. "Ela e a Dilma são mineiras importantes para Minas Gerais", disse Machado. 

Gabrielli tinha divergências com Dilma

Brasília. Segundo executivos da Petrobras, ficou acertado no final do governo Lula que Sérgio Gabrielli iria permanecer no cargo de presidente da estatal por um período de transição no governo Dilma, com quem sempre teve uma relação conflituosa e divergente quando ela era ministra-chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

Para Gabrielli, chegou o momento de "fechar o ciclo". Ele desmente qualquer atrito com o governo. "Não tenho nenhuma informação de nenhuma notícia de uma mudança com tensão ou problemas", disse.

Fonte: O Tempo

domingo, 22 de janeiro de 2012

Aprovação de Dilma supera a de Lula após primeiro ano

Hoje na FolhaA presidente Dilma Rousseff atingiu no fim do primeiro ano de seu governo um índice de aprovação recorde, maior que o alcançado nesse estágio por todos os presidentes que a antecederam desde a volta das eleições diretas, informa reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada na Folha deste domingo.

Segundo pesquisa Datafolha, 59% dos brasileiros consideram sua gestão ótima ou boa, enquanto 33% classificam a gestão como regular e 6% como ruim ou péssima.

Ao completar um ano no Planalto, Fernando Collor tinha 23% de aprovação. Itamar Franco contava 12%. Fernando Henrique Cardoso teve 41% no primeiro mandato e 16% no segundo. Lula alcançou 42% e 50%, respectivamente.

O Datafolha ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19 de janeiro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Presidente ou presidenta? O iG esclarece a dúvida

Linguistas explicam a correção da palavra presidenta e mesmo a oposição vê no seu uso uma evolução dos costumes

A palavra “presidenta” existe na língua portuguesa desde 1872. E desde 1925 ela consta como verbete do dicionário Caldas Aulete, revela, com exclusividade para o iG, um estudo feito pelas lexicógrafas Marina Baird Ferreira e Renata de Cássia Menezes da Silva, da equipe do dicionário Aurélio. Mas quase um século depois de ser dicionarizado, o substantivo feminino de presidente ainda causa estranhamento e leva muitos leitores do iG, que adota o uso do termo, a questionar sua correção ortográfica.

O principal argumento contra o uso de presidenta se baseia no fato de que na língua portuguesa existem os particípios ativos como derivativos verbais. Assim, quem ataca é “atacante” e não “atacanta”, mesmo em uma partida de futebol feminino. Dessa forma, o particípio ativo do verbo ser, que é “ente”, também não permitiria a flexão de gênero. Ela se daria apenas pelo artigo feminino que antecede a palavra.

Portanto, a forma correta, segundo essa teoria, seria sempre a presidente, como é a estudante ou a gerente. “Não existe estudanta porque ninguém reivindicou”, diz o linguista Marcos Bagno, professor da Universidade de Brasília. “Mas à presidenta, por ser um cargo único e muito importante, é mais do que justo que seja dado este direito.”

De acordo com as lexicógrafas Marina Baird Ferreira e Renata de Cássia Menezes da Silva, a origem de presidenta prende-se, é claro, ao vocábulo presidente, mas não por flexão e, sim, por derivação. “Houve a substituição da vogal temática (-e) pela desinência formadora do feminino em português (-a). Fato que se deu por analogia com inúmeras outras palavras da língua, como chefa e governanta”, escreveram elas no estudo publicado agora pelo iG.

Para elas, não se trata de exceção, mas de uma possibilidade reconhecida pela história da língua. “Tal processo é possível no nosso idioma desde sempre, como se vê no substantivo feminino infanta, registrado na língua desde o século 13”, diz o parecer das lexicógrafas.

Para o professor da Universidade de Campinas Sirio Possenti a discussão é absurda. “Você tem um dicionário bom aí? Então, pronto”, responde à reportagem. Segundo ele, os termos “correção e aceitabilidade” não são universais, pois envolvem cultura ou política. “É correto? Pelos critérios das gramáticas e dos dicionários, sim. Mas é curioso que os que apelam para gramáticas para criticar “os livro” não aceitam as gramáticas quando abonam presidenta”, diz.

Possenti se refere à polêmica causada por um livro utilizado em 4.236 escolas públicas do País que considera como válida a expressão “nós pega o peixe”. Se outras palavras que ganharam o feminino por derivação, como mestra, monja, governanta e infanta não causam a mesma estranheza, qual o problema com a palavra presidenta?

A primeira resistência de muitas pessoas está na sonoridade. Como até hoje foi uma palavra pouco pronunciada, presidenta enfrenta uma barreira natural a ser superada pelo costume. Na Argentina, Cristina Kirchner prefere ser chamada de “presidenta” ou ainda “chefa de Estado”. No site da Casa Rosada, sede da Presidência argentina, ela é sempre tratada como “presidenta”.

Mas lá, talvez por já ter tido outra presidenta, a palavra não suscita o mesmo debate: praticamente todos os veículos de comunicação a adotam, mesmo os jornais de oposição, como o Clarin, chamam Cristina Kirchner de “presidenta”. “Os argumentos contrários (à palavra presidenta) podem vir da sua conotação política ou feminista”, diz o professor Possenti. “Se se tratar de problemas “de ouvido”, há duas soluções: ler mais ou ir ao otorrinolaringologista”.

De fato, menos de um ano depois do discurso da vitória de Dilma Rousseff, quando ela se anunciou publicamente como presidenta eleita, gerando a primeira onda de debates sobre o tema, a palavra começa a cair na rotina. Entre os políticos, poucos são os que não usam “a presidenta” (ou pelo menos não a usam ocasionalmente). A grande maioria o faz de forma natural, como o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). Mas outros dão a ela um sentido irônico, como um cacique do PMDB, descontente com Dilma, que se refere a ela como “essa presidenta”.

No mesmo PMDB, tanto o vice-presidente Michel Temer como o presidente do Senado, José Sarney, integram a lista dos que hesitam entre “presidente” e “presidenta”. Sarney já levou até bronca da senadora Marta Suplicy (PT-SP), primeira vice-presidenta do Senado. Em fevereiro, Sarney chamou Dilma de “presidente” e Marta pediu para corrigi-lo. "Pela ordem! É presidenta", disse em plenário. Já o vice-presidente Temer chama Dilma de “presidenta” quando se lembra, segundo seus assessores. Na maioria das vezes, contudo, diz “presidente”.

“Sou contra o uso, embora ache legítimo, porque tem um sentido político, não partidário com o governo, mas em relação à posição feminista”, diz o professor de linguística da Universidade Federal do Paraná Bruno Dallari. Dallari acrescenta que considera ruim quando “presidenta” é usado de forma isolada, apenas para tratar de Dilma Rousseff. “Se a flexão fosse atribuída a todas as funções com a mesma terminação, como assistenta ou gerenta, seria uma reforma maior”, afirma.

Provavelmente a língua portuguesa não sofrerá tamanha reforma. Mas a popularização da palavra presidenta e o seu significado político estão vencendo outras barreiras.

No PSDB, maior partido de oposição ao governo federal, a deputada estadual de São Paulo Maria Lúcia Amary defende o uso do gênero feminino. Presidenta da Comissão de Constituição de Justiça da Assembleia Legislativa, Maria Lúcia diz que o uso de “presidenta” é uma forma de as mulheres ocuparem mais espaço na política, com maior visibilidade.

A tucana não acredita que o tratamento “presidenta” signifique alinhamento com o governo Dilma. “Desde que a presidenta Dilma foi eleita, existe uma tendência a forçar esse tratamento. Eu gosto da expressão pela questão da luta pelo gênero feminino. A briga partidária fica em segundo lugar”, afirma. Das 15 comissões da Alesp, apenas a CCJ tem uma mulher na presidência.

“As pessoas que são contra o termo presidenta estão defendendo um machismo ou colocando partidarismo em uma questão linguística”, afirma o linguista Marcos Bagno, da Universidade de Brasília.

Pioneirismo

A chegada de mulheres ao poder nas últimas décadas resultou não apenas na adoção do gênero feminino para a descrição de cargos públicos, como também em adaptações de protocolo e cerimonial. As mudanças ocorreram, por exemplo, quando Luiza Erundina (PSB-SP) tornou-se a primeira mulher a comandar a Prefeitura de São Paulo, em 1988. O mesmo aconteceu nove anos antes no Senado. Em 1979, a amazonense Eunice Michiles foi a primeira senadora eleita no Brasil.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que atuou como deputada na Constituinte entre 1987 e 1988, lembra que na época não havia, no plenário, banheiro privativo para as parlamentares, mas apenas para os parlamentares. Em seu site, a senadora relata o preconceito que enfrentou. “Nós chegamos num Congresso que não tinha sequer banheiro feminino. O plenário só tinha banheiro de homem, um banheiro único porque a presença da mulher era tão minúscula que não se fazia necessário esse tipo de equipamento”.

O iG concorda com os linguistas que entendem o português como uma língua viva, capaz de incorporar novas expressões de acordo com as transformações da sociedade. Além disso, em todas as cerimônias públicas, a ordem do cerimonial é tratar Dilma como presidenta. Adotar “a presidente” levaria o leitor a ver duas formas de tratamento quando o iG transmitisse eventos oficiais ou publicasse algum discurso presidencial com referência ao termo. Por isso, as reportagens se referem a Dilma Rousseff como “presidenta”.

Mas o uso diário do termo que há 139 anos consta da língua portuguesa e há mais de oito décadas faz parte da norma culta não implica qualquer alinhamento partidário. Da mesma forma que os veículos que preferem usar “a presidente” não estão fazendo campanha contra Dilma, adotar o termo “presidenta” não significa ser oficialista.

Fonte: Último Segundo / IG

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quem viu?

Por Nélio Azevedo

Muitas vezes eu fui e sou questionado sobre o que melhorou na vida das pessoas durante o governo do ex-presidente Lula, algumas vezes eu nem dei uma resposta, noutras eu indiquei onde estariam essas respostas.

Acho que se as pessoas estão realmente interessadas em se informar, não deveriam se limitar a ler revistas como Veja ou ouvir pessoas como Mainard e Neumane Pinto, pois, ai não encontrará resposta para suas indagações.

Para quem assistiu ao Globo Repórter da última sexta-feira pôde constatar o que venho afirmando há muito tempo, a vida melhorou para muita gente nesse país.

No referido programa mostra um fenômeno que nunca ocorrera antes, nordestinos, acostumados a abandonar seu chão e buscar oportunidades em outras paragens, acostumados a construir a riqueza em Estados que lhes tratam tão mal, que lhes segregam impiedosamente, não reconhecendo seu valor; agora estão retornando ao rincão natal onde proliferam as oportunidades de emprego.

No sul vemos o surto de crescimento que o estaleiro onde estão construindo plataformas de exploração de petróleo oferecer oportunidades nunca vistas na região, e, diga-se de passagem, são as plataformas que o FHC queria comprar prontas em países europeus como a Itália, que fabricou a P-37, que afundou na bacia de Campos. Agora temos três estaleiros trabalhando a pleno vapor para atender à demanda de plataformas e superpetroleiros encomendados pela Petrobrás, que uns e outros aí queriam privatizar.

Por fim mostrou a onda de progresso que assolou cidades como Itaboraí e circunvizinhanças onde se constrói o maior polo petroquímico do mundo, com uma oferta de vinte mil empregos diretos e mais uma centena de milhar de empregos indiretos, provocando uma busca de excelência na mão-de-obra oferecida e melhoria nas condições de vida dos habitantes, principalmente os que não tinham oportunidades.

Uma coisa chamou à atenção, é que esses novos consumidores agora pensam em adquirir não só bens de consumo, mas, querem uma coisa que lhes fora negado desde o descobrimento e povoamento do Brasil: o direito de estudar e se capacitar para uma vida melhor e a tão almejada ascensão social.

Como se viu, o país melhorou e não foi só para os mais ricos que aumentaram sua riqueza e a quantidade de milionários, nunca esse país viu tamanha mobilidade social, em menos de uma década.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Já é um começo de golpe

Por Rui Martins*



Se você faz parte dos 87% que apoiavam o governo Lula, fique alerta – no mais escondido covil de serpentes e escorpiões trama-se um golpe institucional contra o governo de Dilma, mesmo se esse governo começou com 62% de aprovação popular.

Desta vez, ao contrário do golpe de 1964 não se trama nos quartéis com o apoio declarado dos Estados Unidos. A trama é bem mais sutil – não se acena com a paranoia do perigo vermelho, mas com base em pretensos arrazoados jurídicos se quer desmoralizar e desautorizar o ex-presidente Lula e se colocar no ridículo a presidenta Dilma, que será destituída do poder de decisão.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Jamir Lima: Opinião

Reproduzo abaixo, post do parceiro e amigo Jamir de Souza Lima, de seu blog “Quando Tudo é Importante”.

Ano Novo, vida nova

Político Novo, nova esperança

Acompanhei o desfile, os discursos, o "auê", a parafernália, tudo que envolvia a posse de nossa nova presidenta.

Sabe que vendo o sorriso e a descontração da Dilma isto me deu grandes esperanças.

Esperança de ver um Brasil melhor, 

De poder sair de casa sem preocupar de quando chegar achar a casa revirada pelos ladrões,

De que a escola pública vai, finalmente, atingir o nível escolar das particulares,

De que o SUS e os hospitais públicos irão atender sem filas e sem ninguém morrer por falta de atendimento,

De que, finalmente, os políticos corruptos serão expurgados de nosso convívio.

Esperanças vãs? Não sei. Sinceramente, gostaria que não.

Não é fácil governar, não

Nosso sistema de governo é demasiadamente cruel e desgastante para quem assume "governar" com honestidade, transparência, combatendo as distorções e os disparates que surgem a toda hora. A lei de responsabilidade fiscal é branda, além do absurdo do foro privilegiado (acobertando a impunidade geral e irrestrita).

O governante da "esfera federal" é obrigado a fazer todo tipo de alianças em nome de uma tal de "governabilidade". 

Faz alianças com bandas-podres de partidos (que se eternizam no poder), com fichas-sujas, "negocia" cargos e mordomias, "loteia" autarquias e órgãos públicos, faz uma distribuição de "tarefas" bem contrárias ao seu pensamento inicial.
Herda abacaxis, pepinos, traíras, hienas, ervas daninhas, cabeças-de-bagre, ratos e tudo do antro  politiqueiro.

Não tem como baixar juros (a economia "pressiona", o tal mercado, o capital estrangeiro), o superávit primário e a dívida interna impagável e a taxa Selic para combater a inflação.

Não tem como diminuir o número de ministérios (a acomodação das alianças e cabos-eleitorais de primeira linha não permite).

Não tem como aumentar o salário do aposentado que ganha acima de um salário mínimo (dizem que vai quebrar a Previdência - o aposentado contribuiu ao longo dos anos formando "caixa" para se aposentar dessa maneira e quando chega a sua hora o que ouve é isso, mas o que quebra a Previdência, mesmo, é o desvio dos recursos para outras finalidades espúrias).

E isto ainda obriga a um adendo: os "congressistas" se dão aumento na proporção e na porcentagem que querem - e isto não "quebra" o Tesouro Nacional. E o interessante é que os ditos-cujos não precisam dizer de onde vêm os recursos para tamanha "sacanagem". Lógico, de nossos impostos cada vez mais altos.

Não tem como diminuir os impostos: para "custear" mordomias e salários dos "incomuns" dos três poderes + os cartões corporativos e a "cascata" que vai para os Estados (que copiam os de cima na maior cara-de-pau)  a única saída é tirar do povo passivo e submisso, que vê estes disparates com a maior normalidade do mundo!

Olhando dessa maneira e, mesmo vendo aquele sorriso estampado no rosto alegre e feliz de Dona Dilma, uma coisa fica patente: não tem jeito não! E espero que "pior do que tá não pode ficar".

domingo, 2 de janeiro de 2011

Walter Navarro, a viúva do Serra

Por Nélio Azevedo

Walter-Navarro-001É com extremo desgosto que me refiro a esse sujeito, um recalcado que pensa que é jornalista que a partir de sua coluna no Jornal “O tempo” destila toda sua perversidade e ignomínia ao atacar de forma visceral o ex-presidente Lula.

Recomenda ao Lula que se recolha à sua insignificância ao sair da Presidência, que o melhor seria que lhe atirasse uma carteira de trabalho ou um dicionário, como recomendava o direitista juramentado Espiridião Amin, que achava que o lugar do Serra estaria sendo ocupado pela Dilma, como se a vitória nas eleições não significasse nada e, como se a grande maioria do povo brasileiro fosse idiota ao reconhecer os sucessos do governo Lula. Insignificante? O mundo sabe quem é Lula. Quem é Walter Navarro?

Olha, eu relutei por quase 2 minutos antes de escrever este texto, não sou advogado de defesa de ninguém, mas, como a maioria dos brasileiros eu me sinto ofendido quando alguém tenta formar uma opinião distorcida sobre a realidade de alguns fatos a mando de forças sinistras como o PIG e os arautos da direita idiota.

Esse tipo de gente não tem nenhum respeito pelas pessoas ou instituições como afigura do Presidente da República, demonstrando assim, que o Lula tem toda razão ao afirmar que a imprensa tem que ter um freio, pois, a meu entender, liberdade de imprensa não significa poder escrever o que se quer sem arcar com as consequências nem responsabilidade sobre o que foi escrito. Se quiser fazer oposição política, vá fazê-lo através da tribuna das casas legislativas do país, não se esconder atrás de uma coluna de jornal onde a impunidade se esconde atrás da tal liberdade de imprensa.

Não tenho a menor dúvida de que esse senhor é uma perfeita ex-viúva de FHC e atualmente é uma viúva do Serra, pois, se comporta da mesma forma que o Cidinho- bola-nossa nos áureos tempos, só que agora não se trata de uma partida de futebol, mas, os destinos de uma nação inteira, uma nação que andou a reboque do mundo dito civilizado e industrializado por obra e graça dos seus mandantes que pensavam igualzinho a esse infeliz que destila seu ódio através de uma coluna de jornal.

Vejo que ele tenta copiar o Zé Simão ou outros que tem a veia crítica e cômica; nem irônico consegue ser, pois, cai logo no lodo do sarcasmo, onde se sentem tão bem.

Não sou idiota nem desinformado ao ponto de aceitar isso como sua opinião a que teria direito de revelar aos seus pares, o jornal é um meio de comunicação e formador de opinião poderoso, mesmo num país onde se lê tão pouco, sua responsabilidade é tão grande quanto a de quem o lê

Felizmente, não são muitos os que se parecem com essa anta direitista, esse pseudo jornalista e pseudo intelectual que a única coisa que faz para sobreviver é ser lacaio de um poder que apesar, de falido, ainda tem seus tentáculos peçonhentos e quando menos se espera olha eles aí nos arcabolsonaros da truculência e da maledicência.

Não sei o que será dessa coisa agora que o Lula transferiu a faixa para a Dilma, não sei o que será daquela coisa Mainard e dos que ainda não conseguiram aceitar que tivemos um governo que atendeu aos desejos da maior parte da população, tornando o país de todos e não de uma única classe.

Como dizia o Rui Lessa, “Vá se roçar nas ostras”!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Que será de nós?

Por Nélio Azevedo

Quando a Presidente Dilma começou a anunciar seu ministério eu pensei que os mineiros seriam contemplados com uns cinco ou mais ministérios. Errei feio!

Até agora o “paulistério” tem uns dez paulistas e nós só emplacamos o Pimentel.

Até o Estado do Amazonas tem dois ministérios e nós só temos um para elevar o nome de Minas.

Bom. Ministro não tem Estado, isso não tem tanta importância assim, a Dilma é mineira e coisa e tal.

Nada disso, a importância e não a gratidão deveria indicar os homens que iriam compor esse ministério, não vou ter que concordar com o Senhor Newton Cardoso, Minas não foi traída dessa vez, nós fomos traídos há muito tempo, isso se deu quando o PT mineiro começou a rachar em facções entre Pimentel e Patrus e, não tem nada melhor para o adversário do que uma casa dividida.

Estou enganado ou nunca tivemos um representante petista no Senado? Há quanto tempo não temos um político novo capaz de aglutinar essas correntes e falar pelo partido em nível nacional? A resposta é o estado em que se encontra nosso Estado.

Somos o terceiro Estado em importância no cenário nacional, no entanto, não temos ninguém que nos represente dignamente, não deixaram que as eminências pardas aparecessem. Não formamos quadros de expressão, não temos ninguém além de Pimentel e Patrus para ocupar um Ministério, se sobrar alguma coisa no segundo ou terceiro escalões, vai estar de bom tamanho. Minas não há mais, José. E agora?

Essa necessidade de fazer alianças com partidos como PDT e PMDB não poderia dar em coisa boa, uma das ameaças feitas pelo Newtão seria o apoio governo Anastasia; ele fala em traição, um político escolado que nem ele; disso ele entende.

A hegemonia paulista no ministério é só uma consequência natural do cenário político que se nos apresenta, tanto o PT quanto o PSDB padecem da mesma doença. Mesmo tendo perdido as últimas três eleições presidenciais, o também paulista PSDB não buscou alternativas fora do Estado de São Paulo, mesmo quando aliados consanguíneos como o Democratas apontassem o Aécio para a disputa, por ver nele mais chances que o Serra.

Agora iremos entrar precocemente na campanha para prefeito e corremos o risco de não ter candidatos a altura para a disputa de mais um pleito e, espero não ter que votar numa coligação ou conchavo esdrúxulo para garantir esquemas que beneficiem somente os aliados, a mando do Planalto.

Por um partido forte e autêntico, sem essas mesclagens que deterioram e enfraquecem o partido que se propôs a mudar o cenário político do país e, infelizmente, está muito parecido com os outros.

sábado, 20 de novembro de 2010

Carta Maior: "Mídia tortura Dilma mais uma vez", diz Altercom

"O dispositivo midiático da oposição reedita o "pau-de-arara" e empenha-se em dar legitimidade 'jornalística' a um relatório produzido pela ditadura militar sobre a militância revolucionária de Dilma Rousseff nos anos 70. O que se promove nessa espiral é a reprodução simbólica das sessões de tortura perpetradas durante 22 dias seguidos contra uma jovem de 19 anos pelo regime de fato", afirma nota divulgada nesta sexta-feira pela Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação (Altercom).

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Qual o correto: presidenta ou presidente?

Na polêmica surgida nos comentários sobre a postagem "O que é correto: presidenta ou presidente?", um anônimo, em resposta ao comentário de Fernando Cabral, acrescentou mais um argumento e, pela sua importância em complementar os demais, decidimos divulgá-lo como post, para o conhecimento de todos:

“PRESIDENTA LEI Nº 2.749, DE 2 DE ABRIL DE 1956

Se não houvesse mudanças na língua, ainda falaríamos Latim.

És um seguidor do Napoleão Mendes de Almeida?

Machado escrevia ora cousa, ora coisa; bem como ouro e oiro.

Retornando...

Ela assim dispõe com grafia da época:

Dá norma ao gênero dos nomes designativos das funções públicas
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art 1º Será invariavelmente observada a seguinte norma no emprego oficial de nome designativo de cargo público:

"O gênero gramatical desse nome, em seu natural acolhimento ao sexo do funcionário a quem se refira, tem que obedecer aos tradicionais preceitos pertinentes ao assunto e consagrados na lexicologia do idioma. Devem portanto, acompanhá-lo neste particular, se forem genericamente variáveis, assumindo, conforme o caso, eleição masculina ou feminina, quaisquer adjetivos ou expressões pronominais sintaticamente relacionadas com o dito nome".

Art 2º A regra acima exposta destina-se por natureza as repartições da União Federal, sendo extensiva às autarquias e a todo serviço cuja manutenção dependa, totalmente ou em parte, do Tesouro Nacional.

Art 3º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 2 de abril de 1956; 135º da Independência e 68º da República.

JUSCELINO KUBITSCHEK”

(O autor deste comentário se identificou posteriormente como Cláudio R. Espíndola – claudio.espindola@gmail.com)