
Uma fonte muito confiável e leitor deste blog enviou um adendo à matéria postada ontem (11) sobre os percalços por que anda passando o reerguimento da Industrial São Sebastião S.A., Fábrica de Ferramentas Agrícolas TARZA, complemento esse que vem se somar às informações que estão sendo postadas e que servirão, evidentemente, para contribuir para a eliminação de algumas dúvidas ainda pendentes com relação a esse processo de reativação da empresa. Por questões pessoais, essa fonte solicitou que seu nome não fosse divulgado.
Segundo esse informante, o Presidente da Fábrica na época, Américo Nogueira Tartaglia, foi orientado por advogados a transferir o imóvel (prédio administrativo da empresa) que iria a leilão, para o nome próprio dele, pois, com esse artifício, ele teria condições de obter um empréstimo no valor de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), junto à Caixa Econômica Federal, com a finalidade de quitar a folha de pagamento dos funcionários da empresa naquela época da crise.
A orientação foi seguida e ele chegou a quitar algumas parcelas desse empréstimo. Mas, em decorrência do decretamento da falência da Tarza, algumas parcelas ficaram pendentes de pagamento, o que levou a Caixa a pedir o ressarcimento do empréstimo em leilão.
Esses dias, por sorte, segundo essa fonte, o advogado Marcelo José Ladeira Mauad, conceituadíssimo profissional empresarial, se encontrava em Raul Soares em reunião com a juíza, o advogado João Marques Magalhães R. de Souza, o Presidente da Coopertrim, Efigênio Francisco Avelino, e o economista Igor (representante do José Horta Valadares, nosso conterrâneo e professor da Universidade Federal de Viçosa), debatendo como seria o processo correto judicialmente para que a Coopertrim conseguisse arrendar a Fábrica TARZA.
Tendo conhecimento desse leilão e, como ele faz parte da comissão que cria as leis nessa área, orientou à juíza e ao advogado João Marques que suspendessem o leilão imediatamente.
Ele representa a UNISOL - União e Solidariedade das Cooperativas Empreendimentos de Economia Social do Brasil, e está orientando o Presidente da Coopertrim, Efigênio, sobre uma transação que será celebrada entre UNISOL e a TARZA, onde ela injetará recursos próprios para que a TARZA possa continuar funcionando, enquanto o BNDES não libera o empréstimo que já foi solicitado pela Coopertrim.
Segundo ele, Irão, também, juntamente com a equipe do José Horta Valadares, resolver as pendências com o BNDES. A UNISOL esta prestando assessoria jurídica à Coopertrim e, ao contrário do que se imagina, a falência decretada pela juíza à Industrial São Sebastião não impedirá o funcionamento da Coopertrim, pois, quem irá realmente arrendar a Industrial São Sebastião S.A., TARZA, para eles será a própria Justiça.
Estas são as informações adicionais e espero ter, pelo menos, clareado mais um pouco esse confuso e tortuoso caminho por que passa não só a empresa, dirigentes e funcionários, mas, enfim, toda a população raul-soarense.
A despeito de alguns comentários tendenciosos, adianto que não estou tomando partido para quem quer que seja. Apenas repasso as informações que me chegam por fontes confiáveis e, como as interpretações dos fatos aqui postados dependem muitas vezes do estado emocional de quem os lê, é evidente que algumas manifestações de apoio, ou contrárias e mais agressivas, surjam, o que é perfeitamente natural. As pessoas têm neste espaço total liberdade de expressarem suas opiniões democraticamente, porém, com a ressalva de que essa liberdade esteja dentro de limites toleráveis de convivência harmônica, dentro de uma sociedade organizada e orientada por leis de conduta atualizadas.
Abaixo, o documento que comprova a reunião entre a UNISOL e a COOPERTRIM.
