Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O que eu desejo pra você

(Original de Victor Hugo adaptado por Vinícius de Morais)

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Sugestão de Maria das Graças de Araújo

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Poetisa e escritora ferrense Georgina Gabriela é novamente homenageada

60457_343509582435725_916515130_nA poetisa e escritora infantil Georgina Gabriela é notícia, é cultura. Após sua participação por duas vezes seguidas na Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas (MG) – 2012/2013 – ganhou o Prêmio Nacional de Cultura em Foz do Iguaçu no dia 18 de maio deste corrente ano e, mais uma vez, é homenageada.

Agora, a Academia de Ciências Letras e Artes de Vitória (ES) homenageia a escritora ferrense com um certificado chancelado e uma medalha de Honra ao Mérito. O evento acontecerá no dia 15 de junho, às 16h, no Hotel Bristol Century.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Poetisa e escritora Georgina Gabriela é novamente destaque este ano

_MG_9768Após a sua participação na Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas (MG), em  2012-2013, com dois livros publicados “Apaixonantes Poemas”, Vol. I em 2011, e “Uma tartaruga muito esperta”, lançado em 19 de abril 2013, em São Pedro dos Ferros, em seguida em Poços de Caldas, em 27 de abril de 2013, a poetisa e escritora infantil Georgina Gabriela é destaque nacional ganhando o Premio Literarte de Cultura 2013 estes fazem a diferença pela Literarte em Foz do Iguaçu-Paraná.

O prêmio será entregue na cidade de Foz no dia 18 de maio sábado, no Hotel Bella Itália, às 18 horas com a cobertura do evento da TV sem Fronteiras, com Dyandreia Portugal WEBTV.

www.semfronteirastv.com.br , e clique foz.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Para viver 100 anos

Para o corpo, muita água
Para a alma, nenhuma mágoa
Para os pés, muita aventura
Para a boca, muitos beijos
Para a cabeça, nenhuma certeza
Onde quer que esteja, muita cerveja.

Para as mãos, um corpo amado
Para a pele, outra pele
de preferência que te ame,
Para as unhas, nuca macia
Para a voz, fala suave.

Para os ouvidos, poesia
Para os olhos, o mar
Para os cabelos, cafuné
Para enlouquecer, strip-tease
Onde quer que esteja, cerveja...

Para dormir, um abraço
Para a tristeza, um grande amigo
Para a lágrima, uma verdade
Para o medo, a coragem
Para o perdão, a prece.
Para o ódio, o amor
Para a vida eterna, DEUS...

E, por fim, onde quer que esteja, cerveja.

Mas, para quem não toma cerveja, a solução pode ser:

para ser feliz

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Velha Rabugenta

VELHAQuando uma velha senhora morreu na seção para o tratamento de doenças da velhice em uma pequena clínica perto de Dundee, na Escócia, todos estavam convencidos de que ela não havia deixado nada de valor.

Então, quando as enfermeiras verificaram seus poucos pertences, elas encontraram um poema. Sua qualidade e conteúdo impressionaram todas as pessoas, e todas as enfermeiras queriam uma cópia do mesmo.

Uma delas levou uma cópia para a Irlanda.

A única herança que a velha deixou a seus sucessores foi publicado na edição de Natal da notícia da União para a Saúde Mental na Irlanda do Norte. Este poema simples, mas eloquente, também foi apresentado com slides. Portanto, esta velha senhora da Escócia, sem posses materiais para deixar o mundo, é a autora deste poema "anônimo" que circula na Internet.

A Velha Rabugenta

Que veem amigas?
Que veem?
Que pensam quando me olham?
Uma velha rabugenta, não muito inteligente, de hábitos incertos, com seus olhos sonhadores fixos ao longe?

A velha que cospe comida, que não responde ao tentar ser convencida “De, fazer um pequeno esforço?"

A velha, que vocês acreditam que não se dá conta das coisas que vocês fazem e que continuamente perde a sua escova ou o sapato?

A velha, que contra sua vontade, mas humildemente lhes permite a fazer o que queiram, que me banhem e me alimentem só para o dia passar mais depressa...
É isso que vocês acham?
É isso que vocês veem?

Se assim for, abram os olhos, amigas, porque isso que vocês veem não sou eu!

Vou lhes dizer quem sou, quando estou sentada aqui, tão tranquila como me ordenaram.

Sou uma menina de 10 anos, que tem pai e mãe, irmãos e irmãs que se amam.

Sou uma jovenzinha de 16 anos. Com asas nos pés, e que sonha encontrar seu amado.

Sou uma noiva aos 20, que o coração salta nas lembranças, quando fiz a promessa que me uniu até o fim de meus dias com o AMOR de minha vida.

Sou ainda uma moça com 25 anos, que tem seus filhos, que precisam que eu os guie.
Tenho um lugar seguro e feliz!

Sou a mulher com 30 anos, onde os filhos crescem rápido, e estamos unidos com laços que deveriam durar para sempre.
Quando tenho 40 anos meus filhos já cresceram e não estão em casa. Mas ao meu lado está meu marido que me acalenta quando estou triste.

Aos 50, mais uma vez, comigo deixam os bebês, meus netos, e de novo tenho a alegria das crianças, meus entes queridos junto a mim.

Aos 60 anos, sobre mim nuvens escuras aparecem, meu marido está morto; e quando olho meu futuro me arrepio toda de terror.

Os meus filhos se foram, e agora tem os seus próprios filhos...
Então penso em tudo o que aconteceu e no amor que conheci.

Agora sou uma velha.
Que cruel é a natureza.
A velhice é uma piada que transforma um ser humano em um alienado.

O corpo murcha. Os atrativos e a força desaparecem.
Ali, onde uma vez teve um coração, agora há uma pedra.
No entanto, nestas ruínas, a menina de 16 anos ainda está viva.

E o meu coração cansado, ainda está repleto de sentimentos vivos e conhecidos.

Recordo os dias felizes e tristes.
Em meus pensamentos volto a amar e a viver o meu passado.
Penso em todos esses anos que se foram, ao mesmo tempo poucos, mas que passaram muito rápido, e aceito o inevitável... Que nada pode durar para sempre...

Por isso, abram seus olhos e vejam: diante de vocês não está uma velha mal-humorada. Diante de vocês estou apenas “EU”. Uma menina, mulher e senhora, viva!... E com todos os sentimentos de uma vida...

Publicado por Rosani do blog Fragmentos de uma alma perfumada (http://rosani22.blogspot.com/)

(Sugerido por Nélio Azevedo)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Meu amigo oculto: o filhotão Hebert

Por Jaeder Teixeira Gomes

HEBERT

Apesar de sonhada, prevista e esperada
A sua chegada abalou estruturas
Moveu corações, mudou horizontes,
Pediu emoções, trocou por venturas.

Desfez suas malas, senhor do destino,
Pequeno e gigante, sereno e potente,
Bem disse o avô sobre este menino:
- Até mesmo seu choro é contido e silente.

Por certo, atendendo a uma voz superior,
O tempo o abraçou em fiel parceria,
Trazendo os dilemas; mostrando as saídas.

E aguarda paciente que os fluidos do amor
Lhe aticem o desejo e lhe deem valentia
Pra novas venturas, pro amor sem medidas.

De Jaeder
Para Hebert

domingo, 4 de novembro de 2012

Para refletir

Tem razão, Jeanne, não sei como me interessar pela salvação da minha alma.
Alguns são chamados, outros se viram como podem.
Eu aceito, o que coube a mim está bem.
Não me arrogo a dignidade de um velho sábio.
Intraduzível em palavras, escolho meu lar no que é agora,
Em coisas deste mundo, que existem e, por isso, nos encantam:
A nudez das mulheres na praia, os cones cor de cobre de seus seios,
Hibiscos, alamandas, um lírio vermelho, devorar
Com meu olhos, lábios, língua, o suco da goiaba, o suco de la prune de Cythère,
Rum com gelo e melaço, orquídeas trepadeiras
Em uma floresta tropical, onde as árvores se sustentam nas hastes de suas raízes.

A morte, você me diz, a minha e a sua, anda cada vez mais perto,
Sofremos e este pobre mundo ainda não foi o bastante.
A terra negra e púrpura das hortas
Estará aqui, quer alguém a veja, quer não.
O mar, como hoje, vai exalar seu hálito das profundezas.
Diminuindo, desapareço na imensidão, cada vez mais livre.

Fragmento de Conversa com Jeanne/ Guadalupe.

[Trad. Rubens Figueiredo |

Texto extraído de um comentário do Blog Psicotramas

 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Paulo Abi-Ackel defende recursos para três cidades

Simonésia, Matipó e Abre Campo

O Deputado Federal Paulo Abi-Ackel esteve em audiência, em Brasília (DF), com o Ministro da Integração, Dr. Fernando Bezerra, para tratar da liberação dos recursos e prevenção de futuras catástrofes nos municípios de Simonésia, Abre Campo e Matipó.

Nas três cidades, houve registros de problemas com inundações provocadas pelo transbordamento de rios, problemas em estradas na zona rural e deslizamento de barrancos.

Para Paulo Abi-Ackel, é preciso agir para que não aconteçam novos problemas nessas cidades. “Para resolver o problema das inundações e de barrancos, é preciso que sejam feitas ações de prevenção e recuperação de alguns locais críticos. Estamos viabilizando os recursos com o Ministro Fernando Bezerra para que essas cidades sejam atendidas. Sozinhos, os municípios não dispõem de recursos suficientes”, destacou.

O parlamentar se solidarizou com a população de Simonésia, Abre Campo e Matipó pelos estragos ocorridos em função da chuva. “É preciso promover medidas estruturantes e preventivas, conforme explicamos ao Ministro Fernando Bezerra”, ressaltou.

Fonte: Portal Caparaó



NOTA DO POL:

E Raul Soares? Por aqui não choveu, não teve inundação, nem perda de bens materiais e até de casas não? Onde estão nossos defensores?

Raul Soares pode se considerar mesmo uma cidade sem sorte nesse aspecto de representatividade política de expressão. Se a oposição não consegue se unir nem para tentar vencer uma mísera eleição para prefeito, quem dirá eleger um Deputado Estadual. Um Federal, isso nem pensar. É muita areia para o meu caminhão, diria o eleitor que, em sua ingenuidade, se satisfaz e se vangloria de ter um carnaval com bandas medíocres e fartura na bebida que entorpece sua vontade de exercer a cidadania com a dignidade que se espera de um autêntico cidadão raul-soarense.

Está faltando competência, dignidade, liderança responsável e, principalmente, amor a esta terra que já produziu tantos talentos.

Quando vejo uma notícia dessas, vinda de cidades vizinhas fortes politicamente como Manhuaçu e Matipó, é que vejo o quanto ficamos pobres. É de dar dó quando olhamos para dentro de nós mesmos e chegamos à triste e, por que não dizer, melancólica conclusão que regredimos muito politicamente a ponto de perdermos a referência no que se diz respeito aos partidos políticos. Cada dia surge um diferente. Uma proliferação de siglas sem nenhuma representatividade, com o único objetivo de saciar o voraz apetite de candidatos inescrupulosos. Esses, na sua ânsia de alcançar o poder no “custe o que custar”, se acham acima do bem e do mal, não se incomodando se para isso tiverem que pisar no pescoço de seus semelhantes. É um vale tudo onde se perde o respeito por todos e onde até o nome de Deus é jogado na lama como se fosse a coisa mais natural do mundo, desde que seja para engrandecer um nome político.

E assim, dançando essa música, cada cabo eleitoral abraça uma sigla, escolhe um deputado estadual ou federal e se lança nessa aventura sem se preocupar com os destinos de sua terra. Nessa hora, fala mais alto é o que vai vir para o seu bolso. É uma eleição pulverizada, onde cada um arranja meia dúzia de votos para seu candidato, mesmo sabendo que depois não vai poder cobrar mais nada, pois, além de ter conseguido uma votação inexpressiva, não há compromisso, porque ela foi comprada. E é desse modo que funciona a eleição aqui nesta terra, principalmente para deputados.

Não vou citar nomes para não melindrar ninguém, mas já tivemos Políticos, sim, com “P” maiúsculo, tempos atrás. Políticos que honravam seus partidos e lutavam por um ideal, por uma cidade melhor e que tinham representatividade perante o Governo Estadual, a ponto de serem recebidos por Governadores como amigos íntimos. Mandavam e desmandavam e tinham o que não se vê mais por aqui hoje: representatividade, força política! Mas, esse tempo já se foi. Agora ficamos pobres. Perdemos a dignidade. A cidade já não é mais capaz de fazer políticos como antigamente.

Estou começando a perder as esperanças com Raul Soares. Lamentavelmente, parece que chegamos no limite da insensatez e da mediocridade. Nesses momentos de angústia, me da uma vontade imensa de mergulhar nos versos deste poeta que soube muito bem descrever a insatisfação de um ser humano, quando sua alma se abala e entristece ao perceber que tudo começa a sair do controle, se desvirtuar e ir por água abaixo.

Tomara que eu esteja enganado, mas, para minha querida terra, acho que não há mais remédio que cure essa doença que se abateu sobre ela.

 

Vou-me Embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.


Texto extraído do livro "
Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

quinta-feira, 8 de março de 2012

Escritora Georgina Gabriela homenageia o Dia Internacional da Mulher

rosa

MULHER

E tudo começou assim;

No princípio, Deus criou o Homem.

Colocou-o num jardim.

Do jardim nasceram,

Flores, amores, metades.

Pedaços de mim.

Tirada da metade,

Do homem;

Sendo meiose assim.

Formando um ciclo sem fim.

Com muita afinidade,

À humanidade.

Nós; em busca da felicidade.

Mulher que foi guiada,

Pela Estrela guia.

Que nos dá alegria

Ser completo.

Mãe, começo, Vida.

Divisão de células.

Elemento chamado Amor.

Georgina Gabriela

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Para refletir um pouco

Deficiências

Por Mário Quintana*

marioquintana"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara de hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre"

*Escritor gaúcho (30/07/1906 - 05/05/1994)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Revivendo um passado não tão distante, mas não tão presente como deveria

edward_leao01Poesia de autoria do saudoso Professor Edward Leão e escrita de próprio punho pelo autor, que publicamos para deleite dos leitores. Esta é uma das muitas obras deste símbolo da cultura raul-soarense que deveria, no mínimo, estar presente nos trabalhos de português preparados pelos professores das escolas de Raul Soares.

Sua obra e biografia poderão ser conhecidas através deste blog, nos tópicos (links) “Cultura Literária”, “Fragmentos da História de Raul Soares” e “Nossa Terra Nossa Gente”. 

silencio_edwardleao

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Jaeder Teixeira Gomes é outro conterrâneo premiado entre os “10 melhores textos da IV Jornada Guimarães Rosa”

Jaeder na IV JGRO conterrâneo, escritor e poeta, Jaeder Teixeira Gomes, também foi um dos classificados entre os "10 melhores textos da IV Jornada Guimarães Rosa" com um poema em homenagem ao seu pai, com seu cavalo, já publicado neste blog e que está no livro Anais da IV Jornada Guimarães Rosa.



 


UM PAR PERFEITO

Já não sei se eu te levo ou se me levas, meu amigo.
Já não sei se tu me deves ou te devo a companhia.
Não percebo que te importas, basta-te estar comigo.
E eu contigo me conforto, na calma desta harmonia.

No balanço do teu passo cochila minha valia
No batuque dos teus cascos se organizam meus deveres
Os perigos, tu conheces, que me passam à revelia,
Assim como meus cifrões não frequentam teus quereres.

Nossos postos são distintos, pois distinta é a nossa messe.
Se me tens sobre teu dorso é porque és bem capaz.
Cavalgando-te eu cismo, num cismar que é quase prece:
Trocaria bons proventos por um pouco de tua paz.

Se me tens sobre o teu dorso é porque assim o quis
Nosso grande Criador, escalando a natureza,
Medindo a porção que basta a cada um pra ser feliz
Esperando de nós dois o justo uso da destreza.

Se eu vou sobre teu dorso, não se priva à anatomia
As nossas diversidades, mas a ofício diferente.
Complicados são meus temas, que exigem sabedoria
Bem diversa do teu jeito milenar e competente.


E vocês, meus bons amigos, tão cordatos companheiros,
Que tanto se regozijam e me abraçam na chegada,
Guardem parte do carinho, não mo deem por inteiro,
Ponham-no como repasto pra um cavalo camarada.


Jaeder Teixeira Gomes

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Um pouco de saudade não faz mal a ninguém

O meu amigo e parceiro Jamir de Souza Lima postou em seu blog esta obra inesquecível e eu, como também sou chegado a essas preciosidades, resolvi postar aqui para os que curtem a boa música e boa poesia. A música é muito bonita e a letra melhor ainda. E, interpretada pelo Rei Roberto Carlos, é um convite para encarar o dia com um ótimo astral.

Segundo Jamir, esta música é um dos grandes sucessos do Rei que não foi composta por ele. Isolda, o nome dela. Foi regravada diversas vezes, mas esta gravação, de 1977, está acima de todas as outras, não as desmerecendo. A letra é algo sensacional, mas a música é de uma tristeza tão alegre, sem querer ser paradoxal, mas sendo. É de uma tristeza e de um romantismo emocionáveis, uma obra-prima da nossa música. Verso corta-pulso: ''Das lembranças que eu trago na vida / Você é a saudade que eu gosto de ter / Só assim sinto você bem perto de mim / Outra vez.”

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Georgina Gabriela Lança seu Primeiro Livro em São Pedro dos Ferros

DSC05775A noite de lançamento do livro Apaixonantes Poemas da Autora Georgina Gabriela da Silva foi sucesso absoluto de Público e vendas.

Diversas pessoas ilustres da comunidade compareceram ao evento que aconteceu no dia 29 de Dezembro de 2011, no Caiçaras Social Clube, em São Pedro dos Ferros

Na oportunidade vários exemplares foram vendidos.

Dentre os vários Poemas, a Autora recita o Poema VIDA com dedicatória ao amigo Rogério Mendes ( In Memoriam ) e

INFÂNCIA segundo a Autora o que ela mais gosta dentre outros...

Adquira já o seu através dos contatos:

Tel: (33) 8826-8973

E-mail: georginagaby2011@hotmail.com

Veja mais fotos

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Professora Rose Vieira Rocha lança o livro infantil “Poesias Encantadas”

A sede do Curso de Línguas Estrangeiras CNA foi palco para o lançamento do livro infantil Poesias Encantadas, da autora Rose Vieira Rocha. 

A professora Rose Vieira Rocha idealizou esse projeto há aproximadamente sete anos, contando histórias para sua filha Maria Alice de seis anos. Nele, ela reformula as histórias infantis, como Cinderela, Pinóquio, Chapeuzinho Vermelho, entre outros, adaptando-os para o mundo atual.

Como Chapeuzinho Vermelho viveria hoje, no mercado do shopping? E a Bela Adormecida, qual seria sua atitude ao acordar após cem anos e encontrar tudo mudado? A casa imunda? E o Pinóquio? Quais seriam os desafios que teria que passar no mundo atual, para se transformar em gente?

São realmente Poesias Encantadas que Rose apresenta em um livro interativo, deixando sempre ao lado de cada poesia um espaço para a criança criar seu próprio desenho tornando-se, assim, coautora do projeto.

O livro POESIAS ENCANTADAS está à venda nas papelarias de Raul Soares, pelo preço de R$ 5,00. Uma ótima dica de presente de natal.

Com informações do Blog Ideiafix

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Bom Dia, Doutor

Conto extraído do livro "Pelo Buraco da Fechadura", de autoria do poeta e escritor Jaeder Teixeira Gomes.

BOM DIA, DOUTOR

O doutor vinha pelo corredor do Pronto Socorro em sentido contrário ao meu. Como é imperioso nessas situações, aguardei o momento em que nossos olhares se cruzariam para cumprimentá-lo, ainda que fosse com um trejeito de cabeça ou um corrugar de testa. Surpreso constatei, porém, que ele preferiu ao meu cumprimento, observar o voo da sua mosca imaginária no espaço à sua frente.

Senti-me como que de mão estendida, segurando um doce que se oferecia. Fosse um maltrapilho qualquer a se comportar dessa forma, julga-lo-ia tímido, adjetivo que não costumamos emprestar a nenhum cidadão bem sucedido na vida. Mas o estereótipo não é o tema em questão e ficará para outra oportunidade.

Nossas ideias precisam do cruzamento com a dos nossos semelhantes para vingarem e darem bons frutos. Sozinhas, tornam-se híbridas, geneticamente inúteis. Daí a nossa vocação natural para a interação social. A vida não tem a consistência firme e definitiva da batata, mas a dinâmica brincalhona da cebola. Nossa história vivencial é construída com a sobreposição de momentos e ignorar as oportunidades é empobrecê-la definitivamente. O meu doutor não teve tempo para o meu “Bom dia”. Teria ele em mente um complicado tratado de medicina ou a evolução clínica dos últimos pacientes? O certo é que ele ignorou solenemente a minha presença, em dissonância com a forma cordial de clinicar.

Os corredores da vida são generosos e não medem nossas oportunidades. Daqui a pouco eles nos colocam frente a frente de novo, só para ver como evoluímos. Aí então, poderemos ter uma crônica a menos e dois sorrisos a mais.

Capa_Jaeder

domingo, 23 de outubro de 2011

Esse jeito mineiro de fazer canções

As Terras de Minas escondem
Nos vales entre suas montanhas
Um jeito mineiro de fazer canções,
Em plena onda o iê-iê-iê, tropicália e Bossa Nova
Surgiu em Minas uma turma de compositores
Trazendo uma sonoridade diferente
Um jeito bem mineiro de cantar
Que até hoje encanta toda gente
É a poesia cantada nos acordes de uma melodia nova
Talhada nas capistranas de estreitas ruas e vielas
Acompanhadas de violões e violas
Sem violar a rima e a métrica
Onde igrejas, a fé e as montanhas
São personagens que brincam nos versos
Trazendo esse vasto universo
De uma cultura secular
Banhada a ouro e sangue dos mártires
Que esconde entre um acorde e outro
Um silêncio, um mistério, uma surpresa
De um amor que partiu, uma lágrima
Um momento onde cabe tanta saudade
De quem fica na estação sozinho
Ou numa foto de cidade
Que, pregada numa parede
Reflete uma doce tristeza
Disfarçada de felicidade
É assim que essa gente canta
Encanta os corações
Espalhando as Minas por toda parte.

Nélio A. Azevedo

sábado, 1 de outubro de 2011

Projeto Poesia é Brincar com as Palavras encanta crianças

esc_pnovaPonte Nova (MG) - Alunos entre 3 e 5 anos da Escola Municipal Miguelina Martino Moreira dos Santos, em Ponte Nova, encantaram pais e professores, na tarde desta sexta-feira (30), durante a declamação de poesias realizada na escola.

A iniciativa faz parte do Projeto Poesia é Brincar com as Palavras, que incentiva as crianças a ler e a declamar.

No final do evento, a diretora Maria Aparecida Fraiz Botelho, destacou os trabalhos dos professores, agradeceu as presenças dos pais, e anunciou para o dia 15 de outubro próximo, de 8 às 10h, a Mostra Cultural que será realizada naquela escola.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Poesias de Jaeder Teixeira Gomes

Publicamos, abaixo, duas poesias do escritor e poeta Jaeder Teixeira Gomes, para apreciação dos leitores. Jaeder é de Vermelho Novo e reside atualmente em Timóteo (MG).

BORBOLETA, EM DOIS ATOS

Pousando na flor, tão leve, que esta deu leve suspiro, não sei se acordando ou por puro prazer, borboleta imprudente deixou-se ficar. As asas regendo o compasso do vento, bandejas vendendo porções de arco-íris.

Um humano se estaca defronte a esta cena. Vai sendo arrastado pro fundo da paz. E não resistindo àquela beleza, a toma entre os dedos, por puro prazer de ver-se mais forte que a vida ao redor

Pequena e indefesa, trazendo por força somente a beleza, a gentil borboleta se esforça na luta; ser livre é seu lema. O humano vacila e ela se vai, deixando em suas mãos, um pólen de vida.

Ficou o humano. Com ele, a amargura por ver que a vida é tão natural que a ele não pede atestado, nem nada. E que a estupidez que é sua parceira nem cede-lhe o mérito de espectador.

Pousando na flor, tão leve, que esta deu leve suspiro, não sei se acordando ou por puro prazer, borboleta imprudente deixou-se ficar. As asas regendo o compasso do vento, bandejas vendendo porções de arco-íris.

Um humano se estaca defronte a esta cena. Vai sendo arrastado pro fundo da paz. Achou-se pequeno pra tanta beleza. E mais borboletas vieram dançando, chamando-o pra festa. Deixou que sua alma, regida com o vento, com tanta leveza, ali se sentisse de volta pro lar, com suas amigas, feliz a brincar.

*  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *

QUEM SOU EU?

Quem sou eu
Para sorrir de um jeito inconfundível,
Para abraçar de uma forma irrecusável,
Pra proteger o melhor que me for possível
E para amar com o amor imensurável?

Quem sou eu
Pra gerenciar cada caminho do meu filho,
Para ensinar todo o compêndio desta vida,
Pra colocar os seus projetos sobre os trilhos,
Pra conceder-lhe a batalha já vencida?

Quem sou eu
Para pinçar da humanidade só a virtude,
Selecioná-la e plantar nos corações
E dar-lhe sombra, água fresca e saúde,
Até que reine absoluta entre as nações?

Quem sou eu
Para ensinar que cada pedra, ao caminhar,
É uma oficina de saber, se bem aceita?
E quem sou eu para, afinal, determinar
Se uma existência está pronta pra colheita?

Jaeder Teixeira Gomes