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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A verdadeira religião não tem nada a ver com Deus ou com o diabo

deus-diaboA verdadeira religião não tem nada a ver com Deus, com o diabo, com céu ou inferno.

A palavra “religião” tem de ser entendida. Ela é significativa: significa unir as partes para que elas não sejam mais partes, mas tornem-se um todo. O significado principal da palavra religião é unir as coisas de tal maneira que a parte não seja mais uma parte, mas torne-se o todo. Cada parte torna-se o todo, em união.

Cada parte, separada, está morta; com as partes unidas, uma nova qualidade aparece, a qualidade do todo, e trazer essa qualidade para a sua vida é o propósito da religião. Não tem nada a ver com Deus ou com o diabo.

Mas a maneira como as religiões têm funcionado no mundo... elas têm mudado sua propriedade, a verdadeira estrutura, em vez de torná-la uma ciência de integração, para que o homem não seja muitos, mas um.

Comumente, você é muitos, uma multidão. É necessário dissolver essa multidão num todo, de modo que tudo em você comece a funcionar em harmonia com tudo o mais dentro de você e não haja nenhum conflito, nenhuma divisão, nenhuma luta, ninguém superior, ninguém inferior... você sendo simplesmente um todo harmonioso.

Osho, em "Religiosidade é Diferente de Religião: Ensinamentos de Osho para um Mundo em Paz"
Imagem por mcw026

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Coroação do Mês de Maria, neste domingo

Na Coroação do Mês de Maria, evento que se repete em Raul Soares há mais de 50 anos, contou, neste domingo do dia das Mães, com a coroação de Beatriz Oliveira filha, de Ricardo Noronha Silveira e Freda; Luiza Barcelos, filha de Claudio Barcelos e Silvania, e, Mariana, filha Dinho e Cristina.

A festividade contou com a participação de vários amigos e parentes, que prestigiaram o evento, acompanhada de Banda de Música, foguetório e a tradicional barraquinha de salgadinhos.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Divagando um pouco sobre Deus

Por Roque Davi

deus2Por mais interessante que possa ser alguma definição de Deus, seja ela feita por grandes pensadores ou por simples neófitos, são apenas ideias sobre a divindade. Todas merecedoras de respeito, mas apenas ideias. Para algumas pessoas, uma ideia  um conceito, uma definição racional de Deus pode ser algo satisfatório. Para outras é necessário mais que isso. É necessário algum tipo de experiência direta. Algo que lhes tire do campo do simples acreditar. Até lá, tudo são crenças e apenas crenças. Todas válidas, mas sempre carentes da experiência.

No emaranhado dessa selva teológica, alguns afirmam ter passado pela experiência direta de Deus. A mim, que faço parte do grupo dos que acreditam em Deus, parece melhor tentar ouvir aqueles que afirmam a possibilidade de tal experiência. Por que contentarmo-nos com os presentes, se podemos ter a presença do próprio doador? Nessa busca, quem teria ido mais longe? Os que criam lindas ideias sobre a divindade ou os que afirmam ter experimentado? São as palavras destes últimos que me chamam mais a atenção.           

Sim, há os que não acreditam em Deus. Eles compõem o restante da humanidade. Nada pode ser feito por eles quanto a isso. Uns conseguem crer, outros não. Eu jamais entraria em discussão com alguém que não crê em Deus. Aceito que não creiam. Não me incomodam. São grandes pessoas e não parece fazer muita diferença crerem ou não. Eu creio. É algo inerente a mim. Mesmo que eu tentasse, não conseguiria perder esse sentimento.

Crer em Deus pressupõe - para mim - uma série de observâncias e outros conceitos que devem ser levados em conta, ou minha vida entraria em contradição com minha própria crença sobre Ele. Há todo um sistema, um pacote que advêm da crença em Deus. O fato de acreditar me obriga a ter uma conduta que vá de acordo com a ideia que tenho Dele. Para mim é contraditório alguém afirmar crer em Deus e viver na inércia espiritual. O simples fato de crer seria razão para uma profunda modificação. A crença em Deus deveria ser o maior evento para o ser humano.

Depoimento colhido da Lista Voadores

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O homem que roubou o Natal de Jesus

Por Cynara Menezes

papainoel2
No shopping próximo à minha casa, o tema da decoração de Natal é “a floresta encantada de Papai Noel”. Juro que procurei entre as folhagens de plástico, as girafas de pelúcia e os chimpanzés músicos para ver se o achava, mas não encontrei Jesus. Nada de Maria, José, do anjo, dos reis Magos e das cabras, bois e vacas. Nada que se assemelhasse a uma manjedoura. Enfim, nada de Natal na decoração de Natal.

Fiquei pensando quando foi que o menino Jesus deixou de ser protagonista de sua própria festa de aniversário. Jesus, o profeta a quem, pelo menos nas estatísticas, um terço da humanidade dedica sua fé, faz uma ponta no Natal hoje em dia. A figura central, a grande estrela da maior festa do mundo cristão é um velho barbudo de aparência nórdica que só criancinhas acreditam que exista. E, aparentemente, ninguém está nem aí.

O Natal é uma verdadeira cilada. TVs, jornais, familiares, tudo conspira para que você se sinta tomado pelo “espírito natalino”, que se traduz em: se meter em shoppings abarrotados de gente para comprar coisas que sairiam pela metade do preço no mês seguinte. Mesmo que você não queira participar, é obrigado a seguir o fluxo porque não quer que seus filhos cresçam traumatizados por não ganhar presente quando todo mundo recebe –do Papai Noel, claro, aquele gordinho que espera o ano todo por este bico, suarento debaixo da roupa vermelha e da barba branca em pleno verão brasileiro.

Aliás, a disparidade entre o que se construiu como “Natal” no hemisfério Norte e a realidade dos trópicos é um mico à parte. Bonecos de neve de feltro, de gorro, cachecol e cenoura no lugar do nariz, se espalham pelo País e tomam de assalto até as repartições públicas, enquanto as secretárias se abanam de calor. O “jeitinho” brasileiro se desdobra para recriar a atmosfera gélida, condição sine qua non para que o “espírito natalino” baixe, e dá-lhe neve de pipoca, de isopor, de algodão… Tenho certeza que nunca seremos uma nação de fato enquanto precisarmos macaquear um clima que não é nosso para conseguir algo tão singelo quanto o congraçamento familiar.

Não conheço nenhuma festa religiosa no mundo cujas principais manifestações sejam gastar muito dinheiro, comer para caramba e encher a cara. A festa máxima dos cristãos é a festa religiosa mais capitalista do planeta. E olhem que a mensagem de Cristo era o exato oposto. Não foi o filho de Deus quem expulsou os vendilhões do templo? Não foi ele quem disse que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”? Quer mensagem menos capitalista do que esta?

Mas falar dessas coisas é querer estragar a festa, quebrar a “magia” do Natal –muito embora a única visível seja o mágico tilintar das caixas registradoras. Para o comércio, a data é uma bênção. Para as igrejas, o mundo do dinheiro nunca foi exatamente um incômodo e pode, afinal de contas, render belos donativos. Tampouco parece ser um empecilho que os fiéis gastem todo o 13º salário e se endividem em compras, porque depois engrossarão as fileiras dos que procuram as casas de Deus em busca de conforto não para os flagelos da alma, mas do bolso.

Tem igrejas pentecostais que vivem disso, de oferecer aos crédulos a superação das dívidas financeiras e o sucesso econômico através do poder de Deus. De que lhes serviria abrir os olhos dos fiéis e pregar que o Natal não é sinônimo de gastança? Deixa quieto, Papai Noel é bem mais conveniente que Jesus, até porque não fere suscetibilidades. Sem essa de rico não poder entrar no reino dos céus: seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem, não é mesmo? “Compre, compre. Ho, ho, ho”.

Meu lado cristão se revolta de ver que o Natal se transformou nessa pseudo festa religiosa, vazia de significado espiritual. Em vez de se incomodar com a vida íntima do próximo, de tentar interferir na orientação sexual do semelhante ou de se empenhar em lutas surreais como a cruzada contra a proteção da camisinha, as igrejas cristãs deviam se dedicar a repensar sua festa mais importante. Se os cristãos fossem de fato cristãos, tinham de estar preocupados que o nascimento de Jesus perdeu o lugar para o consumismo que o Papai Noel representa. Tentar resgatar a mensagem do Natal: esta, sim, seria uma luta de fato agregadora, digna da data e do aniversariante.

Dá para começar em casa, montando o presépio com as crianças como aconteceu no passado e, no mínimo, explicar a elas que o dono da festa não é o Papai Noel, que não é por causa dele que o Natal existe. Quantos cristãos fazem isso?

Boas festas a todos.

Extraído do Blog Socialista Morena

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Festa de Chanukah

Hanukkah-2011

Primeiramente, o que significa a palavra hebraica Chanucá? Chanucá significa consagração ou dedicação. Esta festa é também conhecida no meio judaico como Festa das Luzes. Em João 10:22, vemos Yeshua (Jesus) passeando no Templo na comemoração da Festa da Dedicação. Essa passagem é a única passagem bíblica no Novo Testamento que se refere à referida festa. Não encontramos esta celebração no Antigo Testamento porque o fato que deu origem a esta festa ocorreu no ano 162 a.C.

A Festa de Chanukah comemora a vitória do povo judeu em prol de sua sobrevivência espiritual - liberdade para cumprir os mandamentos estabelecidos por Elohim, descritos na Torah. Não obstante, se analisarmos as lutas do povo de Elohim, em nossos dias, constataremos facilmente a semelhança dos fatos. Se no período da história de Chanukah (164 a.C.) o povo judeu lutou por dar continuidade ao estudo e manutenção das ordenanças prescritas na Torah, pela guarda do sábado, por uma liberdade em alimentar-se segundo os preceitos bíblicos, e acima de tudo, pela adoração a um só D’us - no tempo chamado hoje, a nossa luta não é diferente. “Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da tentação no deserto, onde vossos pais me tentaram me provaram e viram, por quarenta anos, as minhas obras. Por isso, me indignei contra esta geração e disse: Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos.” (Hb 3:7-10).O combate contra a resistência ao retorno para casa e aos princípios da Igreja do Primeiro Século deve ser acompanhado por estratégias espirituais para que não sejamos dizimados.

Leia mais em: http://www.torahweb.net/Chanukah-h8.htm#ixzz2FIsmi7dD
Fonte: TORAH WEB - site judaico messiânico

Colaboração de Welinton Machado

domingo, 4 de novembro de 2012

Para refletir

Tem razão, Jeanne, não sei como me interessar pela salvação da minha alma.
Alguns são chamados, outros se viram como podem.
Eu aceito, o que coube a mim está bem.
Não me arrogo a dignidade de um velho sábio.
Intraduzível em palavras, escolho meu lar no que é agora,
Em coisas deste mundo, que existem e, por isso, nos encantam:
A nudez das mulheres na praia, os cones cor de cobre de seus seios,
Hibiscos, alamandas, um lírio vermelho, devorar
Com meu olhos, lábios, língua, o suco da goiaba, o suco de la prune de Cythère,
Rum com gelo e melaço, orquídeas trepadeiras
Em uma floresta tropical, onde as árvores se sustentam nas hastes de suas raízes.

A morte, você me diz, a minha e a sua, anda cada vez mais perto,
Sofremos e este pobre mundo ainda não foi o bastante.
A terra negra e púrpura das hortas
Estará aqui, quer alguém a veja, quer não.
O mar, como hoje, vai exalar seu hálito das profundezas.
Diminuindo, desapareço na imensidão, cada vez mais livre.

Fragmento de Conversa com Jeanne/ Guadalupe.

[Trad. Rubens Figueiredo |

Texto extraído de um comentário do Blog Psicotramas

 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os caminhos dessa vida

Por Nélio Azevedo

Depois de assistir ao filme “A Árvore da Vida”, de Terence Malick, sobre os caminhos – Caminho da Graça e Caminho da Natureza - dispostos para nós, seres humanos, eu passei a enxergar um pouco mais sobre mim mesmo e os outros.

No Caminho da Graça, os seres humanos têm a chance de atenuar os efeitos da nossa origem perpetuados em nós através do nosso DNA ancestral, funcionando como uma anestesia sobre a razão do porque de estarmos aqui.

Já o Caminho da Natureza, ele permite uma evolução, mas, não podemos nos esquecer da nossa bruta origem e não queremos largar mão do DNA ancestral. Ele nos impulsiona para frente, mas não nos diz onde vamos chegar.

No meu ponto de vista, não é uma questão de certo ou errado, como muitas pessoas insistem em classificar esse embate interior, se trata de nos conhecermos melhor e nos identificarmos com aquilo que foi a nossa escolha, se é que escolhemos o caminho ou o caminho que nos escolheu; visto que a nossa personalidade e a nossa vida estará permeada pelas decisões que tomaremos em toda nossa vida.

Na suavidade da Graça, temos o conforto de acreditar num fim que já estaria posto por uma Entidade Superior que a tudo e a todos domina, nela reside a esperança de um bem estar celestial e um sem-fim de bem-aventuranças. No Caminho da Natureza, essa Entidade é a própria Natureza, ela também tem suas determinações e leis que incidem sobre tudo e todos, entretanto, nela não há esperança de um fim melhor ou de uma continuidade, somente a razão e o conhecimento nos conforta.

Eu que fui iniciado na infância no Caminho da Graça, me vi em eterno conflito com as leis desse caminho, elas estavam me segurando dentro dos meus próprios anseios, que naquele momento eram perigosos para mim, já que eu vivia em comunidade e as leis dela eram as leis da Graça. Fui contido até que esse estreito caminho não pôde mais me segurar e debandei por esse mundão largo e extenso, ando trilhando e tenho até mesmo a ilusão de que eu traço o meu próprio caminho, mas, tenho plena consciência de que estou impregnado dos valores aprendidos no Caminho da Graça e deles não posso mais abrir mão. Eles me ajudam a compreender e aceitar os que escolheram o Caminho da Graça, mesmo que eles não me compreendam nem me aceitem por ser tão diferente deles nos meus objetivos e crenças. Muitas vezes vejo os argumentos deles me dizerem: “minha crença é melhor do que a sua”. Por outro lado, eu também tenho lá minha má-vontade para com os que acreditam nas coisas que eu não acredito mais, eu que valorizo tanto a razão, acho que eles (os que creem) abriram mão da razão e abraçaram as razões de outras pessoas que teriam inventado todas as verdades em que acreditam.

Hoje penso que não faz mal nenhum acreditar no que o Caminho da Graça me impõe, só que não o quero inteiramente, quero continuar no caminho da Natureza sem abrir mão da ternura, sou filho dela e ela me adestrou para a vida, com os freios da Graça. Penso que isto é o equilíbrio que me faz bem até que eu me convença do contrário.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Espiritualidade: Igreja Católica e o Espiritismo estão mais próximos?

Sou espiritualista e, não, religioso, o que faz uma grande diferença. E, resumindo em poucas palavras, o espiritualista é aquele que acredita na existência de um ser superior responsável por tudo que existe, que estuda a espiritualidade e a pesquisa com o objetivo de conhecer melhor toda a criação e a si mesmo e, através de seu conhecimento, procura evoluir. Já o religioso é aquele que acredita naquilo que diz a doutrina a qual ele abraçou, pela fé pura, não questionando nada, simplesmente aceitando e praticando a sua religião como lhe fora ensinado, um fundamentalista.

Hoje, deparei-me com um texto na web  o qual, por achar interessante, já que seu maior objetivo é o de quebrar alguns paradigmas e preconceitos no campo da espiritualidade, resolvi postá-lo.

A entrevista logo abaixo, foi extraída do livro “Novas Utopias”, psicografado pelo médium Carlos Pereira, e sua autoria atribuída a D. Helder Câmara. 

“Igreja Católica já reconhece comunicação com os espíritos

Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Helder Câmara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999, em Recife (PE).

O livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos. O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões.

Marcelo Barros secretariou Dom Helder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados. Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do espírito Dom Helder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas ideias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimátur do Vaticano. É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem qualquer constrangimento.

No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados à Igreja Católica. Conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados", estes ensinamentos pertencem à natureza e, consequentemente, a todos os filhos de Deus.

A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.

Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:

Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?

Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.

Do outro lado da vida o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho e exprimir seu pensamento, ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Não Deus, mas religiosidade

Os deuses do passado estão mortos, e não podem ser ressuscitados. Eles se tornaram irrelevantes para a consciência humana; foram criados por uma mente muito imatura.

O homem atingiu a maioridade. Ele precisa de uma visão diferente dos deuses, precisa de um tipo diferente de religião. Ele precisa ser libertado do ontem, porque só então o amanhã se tornará possível. O velho deve morrer para o novo vir a ser.

É bom que os deuses velhos tenham sido mortos – mas é difícil para a humanidade dizer-lhes adeus. A humanidade se tornou muito familiarizada com eles. Foram de grande consolo, conforto e conveniência; foram um tipo de segurança. Ao derrubá-los, uma pessoa se sente amedrontada, assustada.
A mente deseja permanecer com o conhecido porque o conhecido é o familiar, o caminho já trilhado. A mente sempre teme entrar no desconhecido. O desconhecido, por um lado, desafia, atrai; por outro, dá medo. Ele é imprevisível, a pessoa não sabe qual será a consequência de antemão.

E a mente sempre é ortodoxa, convencional. A mente é uma convenção, a mente é tradicional, a mente é tradição. Assim, o problema sempre se coloca neste ponto: a mente se agarra ao passado e a vida quer entrar no futuro, e há uma luta suprema constante entre a mente e a vida.

Os que escolhem a mente permanecem mortos. Aqueles que escolhem a vida contra a mente são o sal da terra.

Não se trata apenas de que os deuses de ontem estão mortos, o próprio conceito de um Deus pessoal não tem mais nenhum significado. No futuro não haverá deuses, nem haverá um Deus, pode haver apenas religiosidade.

Tentem entender isto. Deus não pode ter uma forma no futuro, e se você insistir na forma não haverá nenhuma religião. Só o sem forma pode ser concebido – uma qualidade, não uma pessoa; uma energia, não um ser. Não Deus, mas religiosidade. Nem qualquer religião particular – cristianismo, hinduísmo, islamismo –, mas só religiosidade.

Aqueles capazes de perceber isso podem sofrer uma grande transformação em suas vidas. Os que podem ver que Deus tem de ser derrubado em favor da religiosidade e que as religiões devem desaparecer em favor da religiosidade, estas são as pessoas do futuro.

E eu só estou falando com as pessoas que pertencem ao futuro. Não estou interessado nos que estão mortos, não estou interessado nos cemitérios. E os cemitérios podem ser belos... mas, mesmo nesses casos, ainda são cemitérios.

Osho, em "A Revolução: Conversas Sobre Kabir"
Imagem por
EJP Photo

Publicado no blog palavras de Osho
Visite o site oficial da Osho Brasil

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sentir gratidão é ser religioso

OshoDeus está sempre conosco; o problema é de nossa parte, nós não estamos com ele. Se Deus não estivesse conosco, não poderíamos existir nem por um único momento.

Ele é nossa vida, ele respira conosco, pulsa em nosso coração, é nossa consciência real. Ele está sempre conosco, mas nem sempre estamos com ele.
Quando também estamos com ele, acontece uma mudança radical. Você se torna consciente do significado, da importância da canção da vida. Você se torna ciente do quanto lhe foi concedido, quanto lhe foi dado.

Então você sente profunda gratidão, que é a essência da religião, a verdadeira alma da religião. Tudo o mais é ritual. Sentir gratidão é ser religioso.

Osho, em "Meditações Para a Noite"
Imagem por
Maco *Sky Walker 
www.palavrasdeosho.com

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Seja você mesmo

Todo o meu ensinamento pode ser condensado nestas três palavras: seja você mesmo.

Uma ocasião eu citava Morarji Desai, que disse só ter uma ambição na vida: conhecer Deus e alcançar as alturas da verdade. Que mal Deus fez a Morarji Desai? Por que ele quer ir atrás de Deus? Não é suficiente ser ele mesmo?

Será que alguém tem que conhecer Deus? Por quê? Para quê? E o que você vai fazer mesmo que conheça Deus? Vai continuar tão tolo quanto é agora. E, mesmo que venha a se encontrar com Deus, o que vai fazer? Vai dizer: "Olá, como vai o senhor? Que tempo bom, não é?". E o que mais?

O que você vai fazer, afinal? Ao conhecer Deus, você não vai conhecer a si próprio. E uma pessoa ignorante que não conhece a si própria... como pode conhecer Deus?

O autêntico buscador nada tem a ver com Deus; ele quer conhecer a si próprio. Esta é a coisa mais fundamental — conhecer a si próprio —, porque a partir daí vem todo o conhecimento, toda a luz.

Se um indivíduo conhecer a si mesmo, ele conhecerá Deus também. Na verdade, só quando o indivíduo conhece a si mesmo ele é que ele se torna capaz de conhecer o supremo, porque bem no âmago de seu ser o supremo está presente.

Mas os religiosos dizem: "Conheça Deus! Tente experimentar Deus!". Essa é, como eu já disse, uma estratégia, a mesma estratégia para desviar você de si mesmo.

E essas pessoas como Morarji Desai pensam que são religiosas, mas não são nem um pouco. A pessoa religiosa só tem um anseio... e, lembre-se, não é uma ambição, é um anseio.

E há uma diferença tremenda entre ambição e anseio. Ambição é da mente, anseio é do coração. Pertencem a centros diferentes.

Osho, em "Filhos do Universo: Reflexões sobre Desiderata"