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terça-feira, 22 de outubro de 2013

'Geração do diploma' lota faculdades, mas decepciona empresários

Ruth Costas
Da BBC Brasil em São Paulo

Número de instituições de ensino
superior mais que dobrou desde 2001

Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.

Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.

"Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)", diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A decepção do mercado com o que já está sendo chamado de "geração do diploma" é confirmada por especialistas, organizações empresariais e consultores de recursos humanos.

"Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria", diz o sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.
Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem ou têm dificuldades de se adaptar às regras de ambientes corporativos.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Alunos publicam carta pedindo solução eficaz para greve de professores nas federais

Alunos de instituições de federais de ensino superior publicaram carta onde revelam indignação com o andamento das negociações do governo com os professores e servidores federais em greve. Os estudantes acreditam ser justas as exigências reivindicadas pela classe e necessárias para a continuidade da excelência do ensino dessas instituições.

Eles mencionam o Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que, segundo o Ministério da Educação (MEC), vai dobrar o número de alunos nos cursos de ensino superior na rede federal em dez anos. Assim como professores e servidores, os alunos julgam a estrutura física e o corpo de docentes insuficientes para acompanhar o crescimento proposto.

Além dos problemas de investimento do governo na educação superior do país, eles se mostram cientes de que o aumento salarial proposto pelo governo não representará ganho real para todos os docentes.

Confira a íntegra da carta:

domingo, 29 de janeiro de 2012

Gustavo, neto do dentista José Mendonça, é aprovado em três vestibulares

Gustavo Mendonça foi aprovado nos vestibulares para Engenharia de Produção, na Universidade Federal de Juiz de Fora; em Administração de Empresas na FunRei, em São João Del Rei, e em Engenharia de Agrimensura e Cartográfica, na Universidade Federal de Viçosa. Ele optou pela última.

Seus pais estão orgulhosos e, não é para menos, pois, se para se conseguir vaga em uma faculdade já é difícil, três conquistas é um troféu de encher os olhos. 

Gustavo é neto do conhecido "Zé Mendonça dentista", de Raul Soares, e filho do amigo e leitor deste blog, Sandro Lima Mendonça, atualmente residente em Juiz de Fora.

Parabéns ao Gustavo e à família pela excepcional conquista, numa demonstração de que os "genes" da inteligência familiar continuam se expandindo cada vez mais aprimorados.

sábado, 23 de abril de 2011

Isto é Falta de Educação!

Por Nélio Azevedo

Há algumas décadas, o cartunista Nilson, que é meu irmão há mais de 50 anos, ilustrou um caderno do CET – Centro de Estudos do Trabalho – em que o assunto educação era o principal; trazia na capa uma criança maltrapilha gritando que queria estudar, (eram tempos em que o Ministro da Educação era um Coronel) em primeiro plano, um General dizia em resposta: - Isto é falta de educação!

Eram tempos duros e difíceis para os educadores, para os alunos e, para os brasileiros em geral. Tínhamos menos estudantes universitários do que a Argentina e o México.

Nosso ensino só era melhor do que o do Haiti e outras republiquetas da América Central.

Ao que parece, nossa triste realidade não mudou muito, de acordo com a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – o Brasil ocupa a 36ª posição, entre os 36 países avaliados, no quesito, percentual de graduados na população de 25 a 64 anos; (dados de 2008).

Ao que parece a coisa melhorou um pouco em relação aos dois países usados na comparação acima, programas como o FIES e o PRÓ-UNI colocaram mais de 500 mil pessoas nas universidades, aumentando em muito a oferta de pessoal graduado ao insaciável mercado de trabalho.

Numa outra avaliação recente, as 500 melhores universidades do mundo apresentam as grandes e famosas Harvard, Yale, Ucla, MIT, San Diego, Sorbonne e outras mais do que conhecidas, dos EUA e da Europa, acompanhadas de Russas, Chinesas, Indianas, Coreana, como as melhores. A única brasileira mais bem colocada é a USP que aparece em 223º lugar. Uma verdadeira vergonha.

Enquanto vemos países como a Finlândia, a China, a Coréia e outros concorrentes nosso nos lugares de destaque no cenário mundial, alcançando os patamares mais altos, ficamos aqui a ver navios.

Em breve, quem não tiver cérebros e não tiver dinheiro para pagar a importação desse valioso produto, vai ficar para trás, não vai aparecer na foto.

A Índia forma hoje mais pessoas do que nos EUA, na Coréia, 58% da população entre 25 e 34 anos tem pelo menos um diploma universitário. Entre 55 e 64 anos são 12%.

No Brasil só 11% da população entre 25-64 anos tem curso superior, no Chile 24%, na Rússia, 54%.

Além de nossos diplomas não serem reconhecidos em vários países, brasileiros não conseguem visto de trabalho nas áreas em que formam, a não ser que sejam gênios.

Não faz parte da nossa cultura ver os filhos formados em um curso superior, da até para sentir o ranço que a elite dominante sente ao ver um negro ou pobre matriculado nos cursos mais valorizados, não tínhamos universidades federais na maioria dos Estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste; herdamos essa ignorância dos nossos patrícios portugueses que viram o mundo civilizado criar universidades por todos os cantos da Europa, até mesmo em colônias e, aqui era proibido estudar. Coisa de portugueses, que já tinham em terras Lusitanas a maravilhosa Universidade de Coimbra.

Acho que ficaremos a ver navios. Navios partindo de nossos portos com alimentos, soja, madeira, petróleo, café, minério de ferro e outras commodities, que irão dar emprego lá na China e ainda veremos esses mesmos navios chegarem abarrotados de contêineres lotados de bugigangas manufaturadas que darão empregos aos milhões em terras tão distantes.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Raul-soarense Tálisson conclui curso de Farmácia na UFMG

talisson190111Tálisson Machado Veríssimo, conclui curso de Farmácia na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, na capital mineira.

Agradecendo ao apoio dos pais dedicados, Otacílio Machado Veríssimo e Nilza Galinari Machado Veríssimo e ainda de todos os familiares, tios e primos e num clima de festa é que o menino que saiu de Raul Soares alcançou seus objetivos, tornando-se possível uma grande realidade em sua vida, cuja Colação de Grau, ocorrida no dia 05 de janeiro do corrente ano, no Minas Centro -Teatro Topázio, na capital mineira.

A ocasião que reuniu toda a família foi comemorada em grande estilo, principalmente com o apoio da irmã Tatiane Machado Veríssimo, melhor amiga, pelo amor e zelo constante.

Valeu Tálisson! Estamos envaidecidos com sua vitória alcançada. Desejamos sucessos em sua vida e no estágio em Campinas (SP), que ora já se inicia.

Parabéns!

Texto: Neide Galinari

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Unec: Medicina supera número de inscritos para o vestibular 2011

Foram 1040 inscritos, 700 candidatos fizeram prova em Caratinga e os outros 340 no Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH)


Este ano o Centro Universitário de Caratinga (Unec) recebeu um número recorde de inscrições para o curso de Medicina. Superando os índices previstos pela Comissão Organizadora do vestibular, com uma relação de 26 candidatos por vaga. Na tarde desta quinta-feira (18), vestibulandos de diversas partes do Brasil vieram realizar a prova.

Olhares concentrados e um único objetivo: conquistar uma vaga para o curso de Medicina. Foram 1040 inscritos, 700 candidatos fizeram prova em Caratinga e os outros 340 no Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH).

De acordo com Reitor da instituição, Antônio Fonseca da Silva, esse vestibular é mais uma prova da qualidade, da eficiência dos laboratórios e do corpo docente do curso de Medicina. Para o vestibulando de Caratinga, Rodrigo Mendonça, as questões estavam difíceis.

Já uma candidata de Governador Valadares, Thaís Fernandes, a prova estava fácil. Os dois disputaram a vaga para o curso na Unec pela primeira vez e fizeram uma avaliação positiva da estrutura da instituição de ensino. Além do mais, eles esperam alcançar um bom resultado.  

O vestibular ocupou salas dos dois blocos do Campus II da universidade. A prova durou oito horas e foi divida nos períodos matutino e vespertino. Antes da realização da prova, por medidas de segurança, foi coletada a impressão digital dos candidatos em parceria com Polícia Civil, e eles também passaram pelo detector de metais. Depois as impressões digitais dos inscritos serão comparadas e utilizadas no ato da matrícula.   

A Unec disponibilizou uma ala especial com ar refrigerado e café da manhã para abrigar os pais dos concorrentes até a conclusão das provas. O restaurante interno da instituição serviu refeições e indicou restaurantes da cidade para atender a demanda de pais. As mães Célia Maria Rosário, que veio de Ipatinga, e Vanderléia Paes, de Mendes Pimentel, ficaram satisfeitas e aprovaram o serviço oferecido.

Segundo o Gerente de Administração, João Batista de Andrade, a prova foi tranquila e não houve nenhum imprevisto. O resultado do processo seletivo será disponibilizado na portaria da universidade ou pelo telefone.

Fonte: TV Supercanal / Caratinga

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Dia: Mais jovens de classe D que de A na universidade

Com filhos da elite em proporção cada vez menor, alunos de baixa renda são maioria: classes C, D e E correspondem a 73,7%

Por Maria Luisa Barros

Rio - Um fenômeno recente está dando novo rosto às universidades brasileiras e mudando, para melhor, a vida de milhares de famílias. Pesquisa inédita do Data Popular, instituto especializado em mercado emergente no Brasil, revela que, pela primeira vez na década, jovens de baixa renda são maioria nas faculdades. Eles são 73,7% dos universitários. “É um contingente enorme que representa a primeira geração de suas famílias a obter um diploma de nível superior”, constata Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisa.

Ronald é o primeiro da família a entrar em uma universidade. Ele trabalha como voluntário em pré-vestibular social ajudando outros jovens | Foto: Deisi Rezende / Agência O Dia

O estudo mostra que os estudantes da classe D, oriundos de famílias que ganham menos de 3 salários mínimos (R$ 1.530), ultrapassaram os filhos da elite nos campi. Uma das razões para esta revolução no ensino apontada por Meirelles foi o Programa Universidade para Todos (ProUni) que já atendeu 747 mil estudantes de baixa renda nos últimos seis anos.

De 2002 a 2009, as faculdades, públicas e particulares, receberam 700 mil estudantes da classe D — média de 100 mil jovens a cada ano. Se há oito anos eles ocupavam somente 5% do bolo universitário, em 2009 chegaram a 15,3%. Já os da classe A perderam participação no total: a fatia caiu de 24,6% para 7,3%.

Ronald Rosa Fonseca, 25 anos, passou pelo funil da exclusão social. Filho de uma doméstica e de um mecânico, teve o apoio dos patrões da mãe para cursar o 4º período de Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica (PUC). “Eles permitiram que eu morasse na casa deles, no Leme, onde minha mãe trabalha. Não teria condições de estudar morando em Magé”, conta ele, que passou em 11º lugar no vestibular. Graças ao bom desempenho, a PUC deu a ele bolsa integral, passagem, alimentação e livros.