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domingo, 23 de junho de 2013

A Personificação do Mal

O texto é longo mas, para quem se interessa pelo assunto, vale a pena ler até o final.

(Leonardo Oliveira de Araújo – ICTYS)

diaboUm dos conceitos mais intrigantes na tradição religiosa, mística e esotérica é, sem dúvida, o da personificação do mal. Um ente inspirador e fonte de todo o infortúnio humano e, por que não, divino. Sua denominação migra dentre várias raízes da qual nossa língua apoderou-se, tendo algumas das denominações mais comuns as de Satã, Diabo, Demônio, Lúcifer dentre outras várias.

Para tal pesquisa, nos apoiaremos num resumo da dissertação de mestrado, na FE-USP, de Julva Moreira (graduado em filosofia, doutor e mestre pela FE-USP, Prof de Filosofia e Filosofia da Educação). Além disso, recorreremos a mitos, dentre os mais antigos, de várias tradições do oriente e do ocidente.

Assim encontrei a raízes de algumas das denominações citadas: Satã; sua raiz é opor, obstruir ou acusar. Passou ao grego como Diabolos (caluniador, enganador, difamador, delator, adversário). Ao latim passou como Diabolus. Seu sentido básico ficou de adversário, oponente ou opositor.

Como entender um ser que é puro ódio e perversão? Como admitir que Deus onisciente, onipotente e onipresente tenha um rival, ou criado tal ser, ou sido enganado por aquele que achava ser o maior, ou um dos maiores, dentre seus anjos? Nenhuma destas possibilidades é coerente com os atributos de uma cultura monoteísta, cuja tudo provém de Deus (ou seja qual for a denominação que é dada ao Criador).

Então devemos simplesmente descartar a existência de Satanás? Talvez ele só reflita o lado negro de cada um de nós.

Para ajudar a entender um pouco melhor estas dúvidas e buscar soluções para tais, se faz necessário entender como e quando este conceito aparece na nossa cultura. Será que a Tradição sempre trouxe um Deus e um Anti-deus dentre seus mitos e conhecimentos?