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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A espantosa distribuição da riqueza mundial

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O planeta possui 7 bilhões de pessoas. Dados espantosos sobre a distribuição da riqueza:

1 - Qualquer pessoa que possua bens em valor total superior a R$ 8.600,00 (uma moto usada) possui mais riqueza do que 3 bilhões e 500 milhões de pessoas no mundo inteiro. Está na metade superior da posse de riquezas.

2- Quem possui bens em valor superior a 162 mil reais (uma casa simples em São Gonçalo, RJ) possui mais riqueza do que 6 bilhões e 300 milhões de pessoas. Pertence aos dez por cento mais ricos do mundo.

3- Quem tem bens em valor superior a um milhão e seiscentos mil reais (uma boa casa em Camboinhas, Niterói, RJ), possui mais riqueza do que 6 bilhões e 930 milhões de pessoas. Faz parte da fatia correspondente a um por cento da população mundial, mais rica do que os 99% restantes.

Conclusão: num planeta extremamente injusto, até as classe média e média alta são consideradas ricas. Apenas trinta e dois milhões de pessoas podem ser consideradas, de fato, ricas, sendo que 161 delas controlam cerca de 140 corporações que, por sua vez, dominam praticamente todo o sistema econômico e político do mundo. Esse é o sistema que defendemos com unhas e dentes?

Blog do Márcio Valley

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A pobreza da riqueza

Por Cristóvam Buarque

"Em nenhum outro país os ricos demonstram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, sequestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranquilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.

Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam frequentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Riqueza x Pobreza

Por Nélio Azevedo



No ano de 2001 eu estava na faculdade e o meu professor de Política, Marco Cepik, foi substituído, pois, aceitara o convite para fazer parte de um seleto grupo de pessoas escolhidas pelo Congresso dos Estados Unidos para fazer um curso e se tornar uma espécie de reserva moral, intelectual e acadêmica para o caso do mundo, digo República e Democracia, ficarem em perigo de extinção.

Hoje lendo a coluna do Paul Krugman, no Jornal O Tempo, “Oligarquia estilo norte-americano”, eu fico preocupado e pensativo a respeito do tema. Segundo ele, toda a sociedade norte-americana está em perigo. O dito colunista, ganhador do Nobel de Economia em 2008, não iria dizer isso à toa. Vejamos alguns dados que estão incomodando os mais argutos jornalistas e intelectuais de lá, pela primeira vez na história daquele povo, mais da metade da população dos Estados Unidos é de classe média ou baixa, deixando de ser considerado um país de classe média como eles sempre diziam; também que de forma inédita, os filhos da maior parte da população irá ter uma vida pior do que a dos pais, o que não ocorrera nem nos difíceis tempos da crise de 29 nem na época da II Grande Guerra; que o emprego hoje é tão difícil para quem tem uma ou mais especialidades do que o é para quem não tem diploma de faculdade.

Aí vem o dado mais importante: a concentração de riqueza e renda se tornou mais concentrada nas mãos de uma minoria tão ínfima que põe em cheque os dados do Gabinete de Orçamento do Congresso e o que a mídia noticia ou tenta desmentir, como os dados colocados pelo movimento “Occupy Wall Street”. A renda desse seleto grupo cresceu mais de 400% de 1997 a 2007. Já imaginaram o que é 1% deter em suas mãos mais renda do que 80% da população do país e, que 70% dessa riqueza que está nas mãos de 1% da população?

Quando escuto que o Brasil é o país com uma das piores distribuições de renda do mundo fico preocupado, pois, faço parte dessa população, só que, essa disparidade vista aqui em Pindorama não afeta em quase nada o andar da carruagem que conduz a economia mundial; já eles, que consomem 40% de tudo que é produzido no mundo, se não recuperarem a economia nem derem conta de sair desse atoleiro em que se meteram, se eles não suportarem a concorrência chinesa dentro dos seus domínios, o mundo todo tá ferrado. Aí, tchau Cepik.

O que as pessoas não querem admitir é que está estabelecida uma guerra da Riqueza contra a Pobreza, dão nomes diversos a esse fato, Guerra Santa, Jihad Islâmico, Muito Educados contra os Sem-educação ou qualquer nome que quiserem; o fato é que um país que cria um déficit na economia dele de 4 trilhões de dólares para sustentar uma estúpida guerra contra Iraque e Afeganistão, não me deixa mentir. Agora o mundo todo paga pela insanidade do Bush e sua camarilha, o que me deixa com vontade de acreditar naquele reporte norte-americano que afirma que o atentado de 11 de setembro foi uma farsa e, me deixa com uma vontade maior ainda de acreditar na existência do Diabo.