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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A espantosa distribuição da riqueza mundial

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O planeta possui 7 bilhões de pessoas. Dados espantosos sobre a distribuição da riqueza:

1 - Qualquer pessoa que possua bens em valor total superior a R$ 8.600,00 (uma moto usada) possui mais riqueza do que 3 bilhões e 500 milhões de pessoas no mundo inteiro. Está na metade superior da posse de riquezas.

2- Quem possui bens em valor superior a 162 mil reais (uma casa simples em São Gonçalo, RJ) possui mais riqueza do que 6 bilhões e 300 milhões de pessoas. Pertence aos dez por cento mais ricos do mundo.

3- Quem tem bens em valor superior a um milhão e seiscentos mil reais (uma boa casa em Camboinhas, Niterói, RJ), possui mais riqueza do que 6 bilhões e 930 milhões de pessoas. Faz parte da fatia correspondente a um por cento da população mundial, mais rica do que os 99% restantes.

Conclusão: num planeta extremamente injusto, até as classe média e média alta são consideradas ricas. Apenas trinta e dois milhões de pessoas podem ser consideradas, de fato, ricas, sendo que 161 delas controlam cerca de 140 corporações que, por sua vez, dominam praticamente todo o sistema econômico e político do mundo. Esse é o sistema que defendemos com unhas e dentes?

Blog do Márcio Valley

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Quem manda no Mundo

Nelio Azevedo




Por Nélio Azevedo


mundo1Quando os norte-americanos entraram com o aval de vários países e da ONU no território do Iraque, em busca de Sadan Hussein e das tais armas de destruição em massa, boa coisa não poderia estar por vir. Denúncias de massacres envolvendo a população civil e bombardeios de áreas onde o maior número de vítimas era sempre de civis, incluindo mulheres, idosos e crianças ganhavam páginas dos jornais e revistas mundo a fora.

Denúncias de crimes de guerra como o que aconteceu na Praça Nisour em que soldados terceirizados da Blackwater teriam disparado contra a população matando várias pessoas e, não foram incriminados nem julgados por isso, foram isentados de culpa por força da lei do mais forte imposta pelo invasor.

O bombardeio em Najaf se tornou um instrumento de vingança pelo assassinato de soldados da coalizão que tiveram seus corpos despedaçados e arrastados por populares pelas ruas da cidade. Depois vieram as notícias de captura e enforcamento do ditador iraquiano e, por fim as denúncias de sequestro e tortura de prisioneiros na Prisão de Abuh Graib e Guantánamo onde os prisioneiros não tinham nenhum acesso aos direitos humanos muito menos ao luxo de um advogado ou representante de qualquer organização humanitária.

Com o tempo essas denúncias foram caindo no esquecimento e pouca gente se lembra, com isso os norte-americanos ampliaram seu campo de ação, invadiram o Afeganistão e impuseram sua presença no Paquistão mantendo no poder um político de passado e presente suspeitos.

O argumento de estar lutando contra o terrorismo da Al Qaeda reforçou uma prática que os norte-americanos sempre usaram, o Big Stick, argumento sempre usado para intimidar ou punir seus oponentes.

Hoje em dia os métodos são mais terríveis, o uso dos drones na caça e aniquilação de pretensos inimigos gera protestos e manifestações contrárias em todo o mundo. No entanto, a busca pelo próximo inimigo está sempre na ordem do dia e qual não foi a surpresa, o inimigo da vez é um norte-americano, ex-funcionário da CIA, que pôs a boca no trombone e espalhou aos quatro cantos do mundo as falcatruas e bisbilhotices patrocinadas pelo governo yanke dentro e fora do seu país. Numa clara quebra do sigilo telefônico e através dos meios eletrônicos, invade a privacidade de mais de meio mundo e, o errado é quem denuncia.

Para completar, o governo democrático do Sr. Obama ordenou que ninguém ajudasse o ex-espião Snowden a sair da Rússia e interceptou o avião presidencial do boliviano, Evo Morales em território europeu e numa ação prepotente e absurda, manda revistar o avião presidencial, numa clara e flagrante invasão de um espaço onde seu poder não deveria entrar.

Não restam dúvidas sobre quem manda no mundo, até os poderosos e intransigentes russos acatam as ordens da Casa Branca, num show de desmandos em que governantes europeus fecham seus espaços aéreos ao avião presidencial boliviano, uma vergonha tão grande quanto as cenas de tortura apresentadas no filme A Hora mais Escura em que o Bin Laden é assassinado junto com algumas pessoas em sua casa, onde vivia tranquilamente, no país aliado Paquistão até a noite em que helicópteros carregando soldados armados perpetraram essa audaciosa ação.

Qual será o próximo passo que assistiremos? Provavelmente será a Síria, falta marcar a hora e colher as consequências; as chances de transformar o Oriente Médio numa imensa fogueira é muito grande, combustível é o que não falta; não estou falando de petróleo. O risco de um conflito generalizado com o envolvimento das superpotências nucleares traz momentos de incerteza e de sofrimento para a população. O que sabemos é que quando os semideuses norte-americanos mandam, até o diabo comunista obedece.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Uma leitura necessária. Percepção

Tradução: Sammy Damaxx


Um homem sentou-se em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino; era uma fria manhã de Janeiro. Ele tocou 6 peças de Bach por aproximadamente 45 minutos. Durante esse tempo, considerando que era horário de pico, calcula-se que 1100 pessoas passaram pela estação, a maioria a caminho pro trabalho.

Três minutos se passaram, e um homem de meia-idade percebeu que um músico estava tocando. Ele diminuiu o passo, parou por alguns segundos, e então apressou-se a seus compromissos.

Um minuto depois, o violinista recebeu sua primeira gorjeta de 1 dólar: uma mulher arremessou o dinheiro na caixa e continuou a andar.
Alguns minutos depois, alguém encostou-se na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para seu relógio e voltou a andar. Obviamente ele estava atrasado para o trabalho.

O qual prestou mais atenção foi um garoto de 3 anos de idade. Sua mãe que o trazia, o apressou, mas o garoto parou pra olhar o violinista. Por fim, a mãe o empurrou fortemente, e a criança continuou a andar, virando sua cabeça a toda hora. Essa ação se repetiu por muitas outras crianças. Todos os pais, sem exceções, os forçaram a seguir andando.

Nos 45 minutos que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam e ficaram lá por um tempo. Aproximadamente 20 o deram dinheiro, mas continuaram a andar normalmente. Ele recebeu $32. Quando ele acabou de tocar, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, tampouco houve algum reconhecimento.

Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele acabara de tocar umas das peças mais difíceis já compostas, em um violino que valia $3,5 milhões de dólares.

Dois dias antes dele tocar no metrô, Joshua bell esgotou os ingressos em um teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100.

Esta é uma história real. Joshua Bell tocou incógnito na estação de metrô, que foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre percepção, gosto, e prioridade das pessoas. O cabeçalho era: no ambiente comum em uma hora inapropriada: Nós percebemos a beleza? Nós paramos para apreciá-la? Nós reconhecemos talento em um contexto inesperado?

Uma das possíveis conclusões desse experimento poderia ser:

Se nós não temos tempo para parar e ouvir um dos melhores músicos do mundo tocando algumas das melhores músicas já compostas, quantas outras coisas mais não estamos perdendo?

Compartilhado no Facebook por Bruna Valente