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sábado, 1 de dezembro de 2012

Falsos fiscais da Receita Federal aplicam golpes na região

O golpe aplicado por homens fingindo serem fiscais da Receita Federal fez três vítimas em cidades da região, entre quarta e quinta-feira, dia 29. Em Manhuaçu, levaram 7.580 reais; na cidade de Carangola, seis mil reais; e no município de Fervedouro, o comerciante conseguiu cancelar os cheques.

A Polícia Militar está divulgando um alerta para comerciantes em toda a região. O golpe é armado para conseguir folhas de cheque e a assinatura do empresário. Os dois homens se apresentam como fiscais da Receita Federal.

MANHUAÇU

Na cidade de Manhuaçu, o golpe foi aplicado na quarta-feira, por volta de 10:30. Um homem moreno, cabelo escuro ondulado e com alguns fios grisalhos, vestindo um terno cinza escuro, gravata cinza com listras vermelhas, estatura média de 1,70m, compleição física mediana, com sotaque carioca, chegou a uma loja, na rua Antônio Welerson, no Centro, dizendo que era fiscal da Receita Federal. Ele apresentou uma carteira com o brasão da república estampado.

Em seguida, alegou estar realizando um recadastramento de diversos comércios na cidade para a Receita Federal e necessitava checar alguns documentos do estabelecimento. Durante conversa com a comerciante, ele teve acesso a vários documentos fiscais da loja, contudo argumentou que precisava de dados bancários, que constavam no talão de cheques, para a emissão de um suposto cartão magnético da Receita Federal.

A comerciante entregou dois talões do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal com várias folhas. No momento em que manuseava os talões de cheques da loja, ele solicitou que fosse apresentado o subtotal da máquina de Nota Fiscal, fazendo com que a comerciante saísse de perto dele por alguns minutos.

Após preencher uma folha de cadastro, pediu a assinatura da comerciante e devolveu os talões. Em seguida, foi embora.

Duas horas depois, ao conferirem o saldo no Banco do Brasil, o pessoal da loja descobriu que foram descontados três cheques, totalizando 7.580 reais. Foi somente aí que conferiram o talão e notaram que estavam faltando três folhas em cada. As folhas da Caixa foram sustadas.

FERVEDOURO

Em Fervedouro, na quinta, 29, houve poucas diferenças no modo como o golpe foi aplicado. O mesmo homem chegou e arrumou uma desculpa para ficar alguns minutos sozinho com os talões de cheques da empresa. Depois, coletou a assinatura numa folha de cadastro.

O dono da agropecuária vítima do golpe contou que o falso fiscal apresentou apenas a carteira com o brasão da República e não uma identidade funcional. Como ele não possui CNPJ, o golpista falou que iria fazer uma notificação e precisava do talão de cheques para anotar os dados bancários para a quitação da multa.

O comerciante deixou dois talões, do Bradesco e do Sicoob, e foi até o balcão atender um cliente. O golpista pediu a assinatura dele na falsa notificação, devolveu os talões e foi embora.
Desconfiado, o comerciante verificou o talão e descobriu que faltavam cinco folhas. Ele foi até os bancos e conseguiu sustar os cheques.

CARANGOLA

Já em Carangola, o golpe foi aplicado por dois homens numa loja de tintas, na tarde de quinta-feira, 29. Os homens, segundo informações, estariam em um veículo cor prata, placa de Belo Horizonte/MG, provavelmente um Voyage.

Os autores, passando-se por fiscais da Receita, solicitaram documentos da empresa e pediram para a vítima assinar algumas folhas, solicitando ainda a número da conta bancária do estabelecimento comercial, o que foi feito, sendo deixado com os eles um talão de cheques para conferir o número.

Enquanto a vítima saiu da presença deles, foram retiradas folhas do talão de cheque, e copiada a assinatura a partir da que foi feita pela nas falsas notificações deles.

Eles levaram três folhas de cheque e conseguiram descontar seis mil reais na agência da Caixa. O gerente afirmou que a falsificação da assinatura é perfeita.

Com informações do Portal Caparaó

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Empresas-fantasma vendiam notas frias no Vale do Aço

Operação realizada pelo MPE e SEF apura fraudes no valor de R$ 1,5 milhão O Ministério Público e a Receita Estadual realizaram dia 30 de novembro uma operação conjunta visando combater a emissão e venda de notas fiscais frias no Vale do Aço.

Após meses de investigação, auditores fiscais da Receita Estadual identificaram pelo menos três empresas que não existiam na prática e haviam sido criadas apenas para emitir notas fiscais que não correspondiam à real circulação de mercadorias.

As notas eram adquiridas por empresas da região que as escrituravam para gerar crédito no recolhimento de ICMS. Segundo o promotor de Justiça Rafael Pureza Nunes da Silva, da comarca de Ipatinga, já foram identificadas oito empresas que se valeram do esquema, deixando de recolher aos cofres do Estado mais de R$ 1.5 milhão de tributos, sendo possível que este valor se revele muito maior ao término das investigações.

Por meio da atuação conjunta do CAOET e da 9ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ipatinga/MG, foram identificados alvos e pleiteou-se judicialmente mandados de busca e apreensão.

O juízo da 1º Vara Criminal de Ipatinga concedeu as ordens de busca que foram cumpridas em residências e escritórios de contabilidade nas cidades de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo. Oito auditores fiscais fizeram as buscas simultaneamente, tendo sido apreendido grande quantidade de material, como computadores, agendas, procurações, contratos, e, até mesmo, blocos falsos de notas fiscais.

Os acusados da emissão das notas frias, bem como aqueles que se valeram delas, poderão vir a responder pelos delitos de sonegação fiscal, falsificação de documentos e falsidade ideológica, e, dependendo do número de envolvidos, por formação de quadrilha.

Fonte: Polícia & Cia., com informações da 9ª Promotoria de Justiça de Ipatinga / Assessoria de Comunicação do Ministério Público Estadual