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sábado, 21 de setembro de 2013

SINDS-RAUL faz reunião e servidores ameaçam com paralisação

sinds-raul
Preocupado com as manifestações de descontentamento dos servidores públicos municipais diante dos constantes atrasos para o pagamento da folha do funcionalismo pelo segundo mês consecutivo, sem justificativa ou aviso prévio por parte da administração atual, o Sinds-Raul, através de seu presidente, realizou uma reunião com a classe no último dia 10 de setembro e lançou um manifesto em sua página no facebook, ameaçando paralisar suas funções, no próximo mês, caso o pagamento não saia até o 5º dia útil, e o executivo não apresente nenhuma justificativa “plausível”.

Leia o manifesto na íntegra:

"MANIFESTO 01/2013

É entendimento de todos de que a primeira obrigação do servidor é comparecer ao seu setor e desempenhar suas tarefas da melhor forma possível, ao passo que a obrigação da administração é dar condições de trabalho dignas e pagar os salários em dia.

Acontece que pelo segundo mês consecutivo, o funcionalismo municipal vem convivendo com a incerteza da data em que a administração pagará os salários, uma vez que sequer foi apresentado ao SINDS-RAUL e aos servidores, um comunicado ou justificativa plausível quanto ao motivo dos atrasos.

Os Servidores Públicos de Raul Soares vêm manifestando suas justas indignações, uma vez que esse atraso, mesmo que por poucos dias geram constrangimento e grandes transtornos na vida das inúmeras famílias raul-soarenses que dependem de tais recursos para sobreviverem, sem contar os juros e multas que muitos servidores estão pagando a bancos e financeiras por não estarem conseguindo pagar suas contas em dia, comprometendo ainda mais o orçamento dos trabalhadores que já recebem salários abaixo do que é justo e merecido.

Sabemos que muitas prefeituras passam por crises financeiras e estão com dificuldades de cumprirem seus compromissos, mas sabemos também que se os recursos, mesmo que escassos, forem bem administrados, priorizando os servidores, essa administração poderá contar sempre com esses trabalhadores que são de fundamental importância para o atendimento e a boa prestação de serviços á população.

O SINDS-RAUL diante do que vem ocorrendo, tem efetuado várias reuniões com os Servidores de diversos setores, com o Executivo e com o Ministério Publico.

Na última reunião, ocorrida em nossa sede, no dia 10 de setembro com os dirigentes do SINDS-RAUL e representantes de diversos setores, foi montada uma comissão para reunir-se com o Executivo Municipal, a fim de negociar e garantir que os pagamentos dos próximos meses sejam efetuados na data correta.

Ficou decidido, ainda, que caso o próximo pagamento não ocorra até o dia 7 de outubro (5º dia útil), sem que seja apresentada uma justificativa aceitável, os servidores, no uso dos seus direitos, irão paralisar os serviços, nos moldes da legislação vigente, até que se regularize a situação.

Neste sentido, também, conforme se decidiu na Reunião do dia 10/09/12, os servidores que concordarem com as proposta acima deverão assinar o presente manifesto, para que tenhamos a real dimensão do apoio dos servidores à nossa causa.

Raul Soares, 10 de Setembro de 2013.

Passam a assinar abaixo, os Servidores Municipais de acordo com a proposta:

Sinds Raul Atenção Servidores! Já se encontra nos setores de trabalho o manifesto a ser assinado. 11 de setembro às 15:29

Blog Déiafix, com informações do Facebook

terça-feira, 9 de julho de 2013

Tropa de choque da PRF dispersa manifestação em Realeza

realeza03Realeza (MG) - Terminou por volta das 17h desta segunda-feira, 08, com intervenção da Tropa de Choque da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o segundo protesto sobre o baixo preço do café e as dívidas dos cafeicultores, em Realeza, distrito de Manhuaçu.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a intervenção foi necessária porque os manifestantes não cederam aos pedidos de liberação das pistas das BRs 262 e 116. O trevo ficou interditado durante seis horas.

DOIS MOMENTOS

A manifestação em Realeza teve dois momentos distintos até ser dispersada. Na primeira parte, logo pela manhã, representantes de entidades ligadas a cafeicultura e lideranças políticas participaram do ato com a presença de cafeicultores da região.

Com cartazes e faixas, o grupo acompanhou as declarações de autoridades e líderes do movimento. Por volta de 10:30, resolveram fechar as duas rodovias no trevo de Realeza.

Utilizando sacos de café e pneus, botaram fogo em pequenas barricadas feitas nas pistas nos quatro sentidos. Com a intervenção da PRF, o trânsito de ambulâncias e veículos de emergência foi autorizado.

No ato realizado nesta segunda, os manifestantes reivindicam a redução de impostos de insumos, a garantia de pagamento de um preço justo pelo café e a negociação de dívidas da agricultura familiar com os bancos.

O presidente da Associação da Agricultura Familiar do Leste de Minas, Admar Soares, diz que foi formada uma Câmara dos Municípios do Café das Matas de Minas para representar as demandas regionais.

Segundo Admar Soares, a mobilização de hoje já rendeu resultados. Uma pauta de reivindicações foi aprovada entre os cafeicultores e autoridades dos poderes Executivo e Legislativo da região que estiveram no trevo de Realeza nesta manhã. O documento será levado a Brasília (DF).

RESISTÊNCIA

A segunda manifestação em uma semana começou pacífica e os líderes do movimento se retiraram do local por volta de 13:30. Porém, parte dos manifestantes decidiu ficar.  Um dos manifestantes explicou o motivo da resistência: “Nós fomos convocados para fechar a estrada e só iríamos sair quando viesse um representante do governo. Ninguém veio dar satisfação para a gente, então vamos continuar aqui. Chamar a polícia para nós é fácil. Porque não vieram conversar com a gente sobre os nossos pedidos?”, questionou.

Houve negociação para liberar as duas rodovias, mas um grupo de pessoas insistiu em manter as pistas fechadas nas rodovias BR-262 e 116. Houve, inclusive, algumas incitando o confronto, enquanto a maior parte dos cafeicultores e os líderes do movimento já havia ido embora.

Segundo o Inspetor Fernando César, da Polícia Rodoviária Federal, houve negociação e o que estava acertado foi descumprido por um grupo de agitadores. “Como a imprensa acompanhou desde o início, fizemos a negociação. Primeiro, conseguimos a liberação de veículos de emergência, como ambulâncias ou carros com pessoas doentes. Depois, às 13h houve uma reunião com os líderes do movimento e foi decidido que seria liberado às 13h15. A estrada chegou a ser reaberta, porém algumas pessoas ficaram incitando os outros para prosseguir com a manifestação. Passaram dos limites do que foi acertado”.

Ele argumentou que durante toda a tarde tentaram acordo com os manifestantes. “Continuamos a negociação, mas foi necessário vamos utilizar de outros meios para garantir a liberação da rodovia. A negociação foi até o último momento”, afirmou.

Com três helicópteros, uma tropa de choque da Polícia Rodoviária Federal aterrissou em Realeza por volta de 16h. Com bombas de efeito moral, os agentes da PRF dispersaram o grupo em poucos minutos. Não houve confronto direto e ninguém se feriu.

VEJA GALERIA DE FOTOS

Pouco tempo depois, o trânsito foi reaberto. Equipes do Corpo de Bombeiros fizeram a limpeza da pista. Policiais militares de Manhuaçu participaram da ação e tentaram também nas negociações com os manifestantes. A fila formada nos quatro sentidos ainda demorou algumas horas para acabar.

Veja a vídeo

Com informações do Portal Caparaó

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Em Realeza, BRs 262 e 116 estão fechadas

realeza01Realeza (MG) - Cafeicultores, trabalhadores rurais e lideranças de movimentos ligados à cafeicultura da região  fecharam novamente o trevo das BRs 262 e 116, em Realeza (distrito de Manhuaçu), na manhã desta segunda-feira, 08 de julho. A manifestação é a segunda em uma semana e reivindica a redução de impostos de insumos, a garantia de pagamento de um preço justo pelo café e a negociação de dívidas da agricultura familiar junto a bancos.

realeza02Marcada para as 9 horas, a manifestação começou com presença de um grupo de trabalhadores e produtores, mas sem fechar as rodovias. Num primeiro momento, o objetivo era aguardar a presença de um representante do governo para negociar com os manifestantes. Eles iriam fechar as pistas somente às 12 horas.

Por volta de 10:30, um grupo decidiu ir para a rodovia com sacas de café e fechar o trânsito. O fluxo de veículos foi interrompido nas duas rodovias federais: BR-262 e BR-116. Não há previsão de liberação.

A região de Manhuaçu é o principal produtor de café das Matas de Minas e a segunda de Minas Gerais. A economia dos municípios é muito dependente do café e os baixos preços refletem em todos os setores produtivos.

Durante a manifestação, os cafeicultores levaram cartazes e faixas. Ainda segundo os manifestantes, o baixo preço de comercialização do café não cobre os custos da produção ainda mais na região das montanhas, onde o segmento é empregador de grande quantidade de mão de obra. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o preço do café está 24% mais baixo. O preço mínimo definido pelo governo federal não atende a realidade regional.

Os cafeicultores também exigem a prorrogação dos prazos para pagamento do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Eles querem isenção do pagamento pelos próximos dois anos.

Com informações do Portal Caparaó

Moradores do Bairro São Vicente paralisam a BR-262

manifesto262Manhuaçu (MG) - Demonstrando bastante revolta, os moradores do Bairro São Vicente realizaram na manhã deste domingo uma manifestação, com a interdição da rodovia BR-262. O protesto foi marcado com gritos de socorro, exibição de faixas, cartazes e apitos, para despertar as pessoas. A indignação era percebida durante pronunciamento de cada morador.

A manifestação que durou aproximadamente uma hora, é um sinal de que os moradores estão revoltados com o descaso das autoridades competentes, que já prometeram várias vezes a construção de uma passarela, que poderia servir para os moradores de outros bairros adjacentes. Cansados da promessa e a ausência dos "poderosos", as famílias que já tiveram filhos acidentados naquele trecho decidiram dar o "grito pela vida".

Entre os manifestantes estava o motorista, José Aleixo de Almeida Filho exibindo um cartaz cobrando ação por parte do Executivo Municipal. Junto ao cartaz a foto de uma criança. Ao ser perguntado sobre o garoto da foto, o motorista disse era seu filho, vítima de atropelamento na BR-262. Ele conta que estava trabalhando quando recebeu a notícia e, ele só não morreu porque Deus estava naquele momento dando-lhe proteção. "Quando o carro pegou meu filho, jogando-o ao solo, por sorte ele caiu com a cabeça sobre a mochila. Caso contrário, ele não estaria entre nós”, explica José Aleixo. Ele denuncia que, no local tem um radar e um quebra mola, mas infelizmente os motoristas não respeitam a velocidade indicada para o local.

O motorista José Aleixo de Almeida Filho faz um apelo, para que as autoridades locais olhem com toda atenção para a triste situação enfrentada por eles. Outros moradores também expressam a mesma preocupação, quanto ao perímetro urbano da cidade.

Para o morador, Adauto de Abreu a passarela é uma necessidade urgente de se construir para o acesso ao Bairro São Vicente. Segundo ele, os inúmeros atropelamentos que foram registrados no local, significa que não existe nenhuma condição segura para a travessia.

Adaulto de Abreu reafirma que a revolta é total por parte dos moradores e, tristes com o relaxamento dos representantes do povo. "Queremos que os moradores do Bairro São Vicente estejam firmes, em como de outros bairros que são afetados. Manhuaçu acordou e, queremos que as autoridades atendam nossos pedidos”, frisa o morador.

A líder comunitária, Maria das Graças Rodrigues também exibia uma faixa pedindo "clemência e atenção". Demonstrando bastante preocupação, a moradora ressalta que depois desse manifesto, os moradores voltarão a fechar a rodovia. Maria das Graças relata que, os moradores estão indignados com o Chefe do Executivo Municipal. "Caso o prefeito não posicione até terça -feira, ao meio dia, todos os moradores estarão preparados para enfrentar qualquer situação. Estaremos interditando a rodovia novamente na quarta-feira e, colocando fogo em pneus. Em seguida vamos caminhar até ao Paço Municipal. Só liberaremos mediante a um compromisso sério das autoridades, de que estarão resolvendo o problema que eles estão enfrentando”, diz Maria das Graças Rodrigues.

Com informações do Portal Caparaó