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quarta-feira, 28 de março de 2012

Agnaldo Timóteo será investigado em inquérito de suposta participação em esquema de pedofilia

De testemunha a investigado, promotora Flávia Alcântara confirma abertura de novo inquérito. Amigo do cantor foi indiciado e continua preso

Agnaldo Timóteo será investigado em inquérito de suposta participação em esquema de pedofilia

Caratinga (MG) - A promotora de justiça de Caratinga, Flávia Alcântara, solicitou a instauração de inquérito para investigar a suposta participação do cantor caratinguense Agnaldo Timóteo em um esquema de aliciamento e exploração sexual de adolescentes. Agnaldo esteve envolvido no processo de investigação da Polícia Civil como testemunha.

Em janeiro deste ano ele foi intimado e veio a Caratinga prestar depoimento à delegada Nayara Travassos. O cantor é amigo de um dos investigados, o treinador Cláudio Rogério Alves, de 49 anos, conhecido pelo apelido de ‘Maguila’, que após a conclusão do inquérito foi indiciado pelo crime de falsificação de documentos públicos, formação de quadrilha e favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável.

Após cerca de três horas de depoimento, Agnaldo Timóteo falou à imprensa e confirmou que torce pela inocência do amigo, salientando que o treinador jamais desrespeitaria seus alunos. O cantor também ressaltou que sempre era solicitado pelo amigo em visitas ao Rio de Janeiro, quando o treinador levava alunos para testes de futebol. Sua contribuição seria financeira em apoio aos projetos de Maguila.

A casa de Agnaldo no Rio de Janeiro era utilizada pelo treinador, quando necessário. Após prestar depoimento, ao ser indagado se poderia ser um possível suspeito no caso Agnaldo foi enfático em se defender, ressaltando mais uma vez que veio dar seu testemunho para defender o amigo e que jamais seria capaz de fazer qualquer coisa que sujasse o seu nome e de sua família. O cantor ressaltou ainda que intimidades sobre sua vida se passa entre as quatro paredes do seu quarto.

O amigo Maguila e mais cinco pessoas foram indiciadas pelo crime de pedofilia após a conclusão do inquérito da Polícia Civil e continuam detidos no Presídio de Caratinga. A partir de agora uma investigação a parte será realizada pela Promotoria, afim de apurar se Agnaldo Timóteo tem ou não participação na prática do crime.

O mais recente e notório caso investigado pela promotora de Justiça Flávia Alcântara foi em março do ano passado, Flávia foi a responsável pela acusação de Geraldo Marcelino Moreira, o conhecido Homem Aranha, condenado a 48 anos de reclusão pelas mortes das meninas Thaís e Natália em 2002.

A promotora tem pela frente um novo caso a ser investigado, segundo ela, ainda sem data para a conclusão do processo investigatório.

TV Supercanal Caratinga

domingo, 1 de maio de 2011

STF autoriza investigação do deputado João Magalhães

Deputado teria cobrado entre 10% a 12% do valor da verba para negociar emenda

imageO Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a abertura de ação penal para investigar se o deputado federal João Magalhães (PMDB-MG) cometeu crime de corrupção passiva. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de negociar emenda parlamentar para município mineiro em troca do recebimento de parte da verba liberada pelo orçamento da União. De acordo com nota publicada pelo STF, a decisão da Corte foi unânime.

Segundo o MPF, o deputado federal recebeu R$ 40 mil para negociar emenda parlamentar e obter a liberação de recursos federais para a realização de obra de drenagem e calçamento na cidade de São José do Jacuri, na Região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. A negociação teria começado em dezembro de 2007. O parlamentar supostamente cobraria entre 10% a 12% do valor da verba como condição para negociar a emenda e garantir a efetiva transferência dos valores.

"Deve-se considerar o conjunto de fatos descritos na denúncia que estão arrimados em indícios razoáveis de prova", afirmou o relator do processo, ministro Gilmar Mendes. Ele informou que as acusações contra o parlamentar se originaram de operação da Política Federal que, por meio de escutas telefônicas, identificou fraudes em diversas prefeituras.

Segundo o STF, a defesa do parlamentar alegou que não teve amplo acesso às interceptações telefônicas e ambientais, de forma a avaliar a correção da interpretação dos diálogos incluídos como prova na denúncia. O ministro Gilmar Mendes explicou que, por ordem do Supremo, todo o áudio da investigação está acessível ao denunciado. O ministro acrescentou que, conforme jurisprudência da Corte, a transcrição integral dos diálogos não é necessária.

Fonte: A Semana Agora