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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mesmo que esqueçamos Deus, se lembrarmos do amor nada será esquecido

oshoJesus diz: “Deus é amor” e eu digo: “Amor é Deus.”
Mesmo que nós nos esqueçamos de Deus completamente e nos lembremos do amor, nada está esquecido. E se nós ficarmos repetindo os nomes de Deus e nós esquecermos do amor, então nada será lembrado.

Para a mente moderna, para a mente contemporânea, o amor é mais relevante do que Deus. De algum modo, Deus se tornou associado a coisas erradas — à igreja, aos dogmas, aos padres.

Deus sofre do efeito de más companhias. O amor ainda é humano, puro, inocente. O amor não é teoló­gico; ainda é natural.

Portanto, torne-se um servo do amor.

Osho, em "O Cipreste no Jardim"
Publicado no blog palavras de Osho

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Por que tantas pessoas amam coi­sas em vez de pessoas?

osho

Ouvi contar...

O Dr. Ahrams foi chamado à loja de Mulla Nasruddin, onde Nasruddin jazia inconsciente. Dr. Abrams cuidou dele por um longo tempo e, finalmente, conseguiu revivê-lo.
“Como você conseguiu beber aquilo, Nasruddin? Você não viu o rótulo na garrafa? Estava escrito ‘veneno’!”
“Vi, doutor”, respondeu Nasruddin, “mas eu não acre­ditei.”
“Por que não?”, perguntou o Dr. Abrams.
Nasruddin respondeu: “Porque sempre que acredito em alguém sou enganado”.

Pouco a pouco, as pessoas aprendem a não acreditar, a não confiar, a permanecerem cronicamente em dúvida. E isso ocorre tão vagarosamente, em doses tão pequenas, que você nunca está alerta para o que está acontecendo com você. Quando vê, é tarde demais.

É isso o que as pessoas chamam de experiência. Diz-se que uma pessoa é experiente quando ela perdeu contato com o coração. Dizem então: “Esse é um homem muito experiente, muito esperto, muito astuto; ninguém pode enganá-lo”
.
Talvez ninguém possa enganá-lo, mas ele enganou a si mesmo. Ele perdeu tudo aquilo que era valioso; ele perdeu tudo.

Então, um fenômeno muito peculiar acontece: não se pode amar pessoas, porque pessoas podem enganar. Começa-se a amar coisas, então. Como há uma grande necessidade de amar, as pessoas vão buscando substitutos: alguém ama a sua casa, alguém ama o seu carro, alguém ama as suas roupas, alguém ama o seu dinheiro...

É claro, a casa não pode enganá-lo, o amor não corre risco. Você pode amar o carro - um carro é mais confiável do que uma pessoa real. Você pode amar o dinheiro - o dinheiro é uma coisa morta, está sempre sob seu controle. Por que tantas pessoas amam coisas em vez de pessoas? E até mesmo quando, às vezes, amam uma pessoa, elas tentam reduzir a pessoa a uma coisa.

Se você ama uma mulher, você está, de imediato, pronto para reduzi-la tornando-a sua esposa. Você está pronto para reduzi-la a determinado papel: o papel de esposa, mais previsível do que a realidade de uma amada.

Se você ama um homem, você está pronta para possuí-lo como uma coi­sa. Você quer que ele seja seu marido, porque um amante é mais líquido, nunca se sabe... Um marido parece algo mais sólido. Pelo menos, existe a lei, existe o tribunal, existe a polícia, existe o Estado, que dão certa solidez ao marido. Um amante parece ser como um sonho: não tão substancial.

Assim que as pessoas se apaixonam, elas estão prontas para o casamento - tal é o medo do amor. E seja quem for que amemos, começamos a tentar controlar. Esse é o conflito que permanece entre esposas e maridos, mães e filhos, irmãos e irmãs, amigos - quem vai possuir quem? Isso significa: quem vai definir quem, quem vai reduzir quem a uma coisa? Quem será o senhor e quem será o escravo?
Mulla Nasruddin sentou-se, resmungando, para beber; e um amigo lhe disse: “Você parece mal hoje, Mulla. O que houve?”
Nasruddin disse: “Meu psicanalista disse que estou amando o meu guarda-chuva e que essa é a fonte dos meus problemas”.
“Amando seu guarda-chuva?!”
“É. Isso não é ridículo? Ora, eu gosto dele, eu respeito o meu guarda-chuva, gosto da companhia dele. Mas... amor?”

Mas o que mais é amor? Se você aprecia a companhia do seu guarda-chuva, se você o respeita, se você gosta do seu guarda-chuva, o que mais é amor?

Amor é respeito, um tremendo respeito; amor é um gostar profundo; e amor é pura alegria com a presença daquele que você ama. O que mais é amor? Mas as pessoas amam coisas - uma necessidade profunda é, de alguma forma, preenchida por substitutos.

Lembre-se: a primeira calamidade é a pessoa tornar-se orientada-pela-cabeça. A segunda calamidade é a pessoa começar a substituir a necessidade de amor por coisas. Então, você está perdido, perdido na terra desértica. Então, você nunca alcançará o oceano. Então, você simplesmente se dissipará e evaporará. Então, sua vida toda será um puro desperdício.

No momento em que você toma conhecimento de que é isso o que está acontecendo, mude o fluxo: faça todos os esforços para contatar novamente o coração. É isso o que os bauls chamam de amor - refazer o contato com o coração para desfazer o que foi feito a você pela sociedade.

Osho, em "Vida, Amor e Riso"
Imagem por Javier Volcan
Publicado no blog palavras de Osho

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Se tiver algumas condições em mente, você nunca será capaz de amar

osho-liberdade

Ame as pessoas — incondicionalmente. Se tiver algumas condições em mente, você nunca será capaz de amar; essas condições virarão barreiras. Se o amor faz bem a você, por que se importar com condições? Se faz tão bem, se causa um bem-estar tão profundo - ame incondicionalmente, não peça nada em troca. Se você entender que só amando aumentará seu destemor, você amará apenas pelo prazer que isso lhe dá!

As pessoas comuns amam só quando suas condições são atendidas. Elas dizem, “Você tem que ser deste jeito, só assim eu amarei você”. A mãe diz para o filho, “Eu o amarei só se você se comportar direito”. A mulher diz ao marido, “Você tem que ser deste jeito, só assim posso amá- lo”. Todo mundo estabelece condições; o amor desaparece.

O amor é um céu infinito! Você não pode confiná-lo em espaços exíguos, condicioná-lo, limitá-lo. Se você areja a casa e depois fecha tudo - todas as janelas, todas as portas —, logo ela fica mofada. Sempre que o amor acontece ele insufla liberdade; você leva ar fresco para a sua casa, mas tudo logo fica mofado, empoeirado.

Esse é um grande problema para toda a humanidade — tem sido de fato um problema. Quando você ama, tudo parece lindo, pois nesses momentos você não impõe condições. Duas pessoas se aproximam uma da outra incondicionalmente. Depois que firmam um compromisso, que passam a ter certeza do amor uma da outra, então as condições são estabelecidas: “Você tem que ser assim, tem que se comportar assim, só dessa forma eu posso amá-lo” — como se o amor fosse uma barganha.

Se você não ama de todo o coração, está barganhando. Você quer forçar a outra pessoa a fazer alguma coisa por você, só então você ama; do contrário, você trairá seu amor. Você está usando seu amor como uma punição, ou como uma imposição, mas não está amando. Ou você nega seu amor ou o demonstra, mas em ambos os casos o amor em si não é a finalidade; a finalidade é outra.

Se você tem uma esposa, então dá presentes a ela — ela fica feliz, abraça você, o beija; mas, quando você não traz nada para casa, vocês se distanciam; ela não o abraça, não chega perto de você. Quando você faz coisas desse tipo está esquecendo que, quando ama, o amor faz bem a você, não só aos outros. O amor, em primeiro lugar, faz bem àqueles que amam. E, depois, faz bem àqueles que são amados.

As pessoas vêm até mim e sempre me dizem, “Tal pessoa não me ama”. Ninguém chega e diz, “Eu não amo tal pessoa”. O amor virou uma exigência: “O outro não me ama.”
Esqueça o outro! O amor é um fenômeno tão lindo, se você ama você usufrui.

Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"
Imagem por soundlessfall
Publicado no blog palavras de Osho

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Não há nada mais para conseguir

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Quando duas essências se encontram, existe amor. E o amor é um fenômeno alquímico — assim como o hidrogênio e o oxigênio se encontram e algo novo, a água, é criado.

Você pode ter hidrogênio, pode ter oxigênio, mas, se estiver com sede, eles serão inúteis. Você pode ter tanto oxigênio quanto quiser, mas a sede não desaparecerá.

Quando duas coisas se encontram, uma coisa nova é criada. Essa coisa é o amor. E ele é como a água; a sede de muitas, muitas vidas é saciada. De repente, você fica satisfeito.

Esse é o sinal visível do amor; você fica satisfeito, como se tivesse conseguido tudo. Não há nada mais para conseguir; você alcançou o seu objetivo. Não há outro objetivo além desse, o destino está cumprido. A semente virou uma flor, chegou ao seu florescimento máximo.

O contentamento profundo é o sinal visível do amor. Sempre que uma pessoa está amando, ela sente um profundo contentamento. O amor não pode ser visto, mas o contentamento, a satisfação profunda que a rodeia... sua respiração, cada movimento, todo seu ser demonstra contentamento.

Você pode se surpreender quando lhe digo que o amor faz com que você não tenha desejos, mas o desejo vem do descontentamento. Você deseja porque não tem. Deseja porque acha que, se tivesse algo, isso lhe daria contentamento. O desejo nasce do descontentamento.

Quando existe amor e duas essências se encontraram, dissolveram-se, fundiram-se e nasceu uma nova qualidade alquímica, o contentamento está presente. É como se toda a existência tivesse parado — nenhum movimento.

Então o instante presente é o único instante. E aí você pode dizer, “Ah, este bolo está uma delícia”.

Mesmo a morte não significa nada para o homem que ama.

Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"
Imagem por Stu Willis
Publicado no blog palavras de Osho

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Para viver 100 anos

Para o corpo, muita água
Para a alma, nenhuma mágoa
Para os pés, muita aventura
Para a boca, muitos beijos
Para a cabeça, nenhuma certeza
Onde quer que esteja, muita cerveja.

Para as mãos, um corpo amado
Para a pele, outra pele
de preferência que te ame,
Para as unhas, nuca macia
Para a voz, fala suave.

Para os ouvidos, poesia
Para os olhos, o mar
Para os cabelos, cafuné
Para enlouquecer, strip-tease
Onde quer que esteja, cerveja...

Para dormir, um abraço
Para a tristeza, um grande amigo
Para a lágrima, uma verdade
Para o medo, a coragem
Para o perdão, a prece.
Para o ódio, o amor
Para a vida eterna, DEUS...

E, por fim, onde quer que esteja, cerveja.

Mas, para quem não toma cerveja, a solução pode ser:

para ser feliz

domingo, 12 de maio de 2013

A luta é entre a morte e o amor

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O místico Kabir disse uma vez, “Eu observo as pessoas... elas têm tanto medo, mas não consigo ver por quê - afinal, elas não têm nada a perder.” Continuou Kabir, “Elas são como alguém que está nu, mas nunca toma banho no rio porque tem medo - onde irá secar as roupas?”

Essa é a situação em que você está — nu, sem roupa, mas o tempo todo preocupado com as roupas.

O que você tem a perder? Nada. Este corpo será levado pela morte; antes que seja tirado pela morte, ofereça-o ao amor.

Seja o que for que você tiver, um dia lhe será tomado; antes que seja tomado, por que não compartilhá-lo? Esse é o único jeito de possuir alguma coisa. Se pode compartilhar e conceder, você é o mestre. Tudo será tomado - não há nada que você possa conservar para sempre. A morte destruirá tudo.

Portanto, se você está acompanhando meu raciocínio, perceberá que a luta é entre a morte e o amor. Se você puder dar, não haverá morte. Antes que alguma coisa possa ser tirada de você, você já a terá dado, já terá feito dela um presente. Não poderá haver morte.

Para aquele que ama, não existe morte. Para o que não ama, todo momento ó uma morte, pois a todo momento uma coisa lhe é arrebatada. O corpo está desaparecendo, a pessoa está perdendo a todo instante. E então haverá morte, e tudo será aniquilado.

Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"

Imagem por h.koppdelaney
Publicado no blog palavras de Osho

segunda-feira, 11 de março de 2013

Dependência, independência, interdependência

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O amor pode ter três dimensões.

Uma é a da dependência; eis o que acontece à maioria das pessoas. O marido é dependente da esposa, a esposa é dependente do marido; eles exploram um ao outro, dominam um ao outro, possuem um ao outro, reduzem um ao outro a uma mercadoria.

Em 99 por cento dos casos, isso é o que está acontecendo no mundo. Eis por que o amor, que pode abrir as portas do paraíso, abre apenas as portas do inferno.

A segunda possibilidade é o amor entre duas pessoas independentes. Isso também acontece de vez em quando. Mas isso também traz infelicidade, porque há um conflito constante. Nenhuma adaptação é possível; os dois são muito independentes, e ninguém está pronto para se comprometer, para se adaptar ao outro.

Os poetas, os artistas, os pensadores, os cientistas, os que vivem num tipo de independência, pelo menos mentalmente, são pessoas cuja convivência é impossível; são pessoas excêntricas. Dão liberdade ao outro, mas a liberdade deles parece mais indiferença do que liberdade; dá a impressão de que eles não se preocupam, de que não se importam.

Eles se entregam mutuamente ao seu próprio espaço. A relação parece ser apenas superficial; eles têm medo de se aprofundar mais uns nos outros porque estão mais ligados à própria liberdade do que ao amor, e eles não querem se comprometer.

E a terceira possibilidade é a da interdependência. Isso acontece muito raramente; mas sempre que acontece, uma parte do paraíso cai na terra.

Duas pessoas, nem independentes nem dependentes, mas numa grande sincronicidade, como que respirando no mesmo corpo, uma alma em dois corpos - sempre que isso acontece, acontece o amor.

Só isso se pode chamar de amor.

As outras duas formas não são realmente amor, são apenas vínculos - sociais, psicológicos, biológicos, mas vínculos. A terceira forma é algo espiritual.

Osho, em "Maturidade: A Responsabilidade de Ser Você Mesmo"

Imagem por José Ramón Gorre

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Nem fácil nem difícil, só natural

amorO amor é um estado natural da consciência. Não é nem fácil nem difícil, essas palavras de forma nenhuma se aplicam a ele. Ele não é um esforço; por isso não pode ser fácil nem pode ser difícil.

É como respirar! É como as batidas do coração, é como o sangue circulando no nosso corpo.

O amor é o nosso próprio ser... mas esse amor ficou quase impossível. A sociedade não o permite. A sociedade condiciona você de tal forma que o amor fica impossível e o ódio passa a ser a única coisa possível.

Então o ódio é fácil, e o amor não só é difícil como impossível.

O homem tem sido deturpado. Ele não pode ser reduzido à escravidão se não for primeiro deturpado. Os políticos e os padres têm participado de uma profunda conspiração ao longo das eras. Eles têm reduzido a humanidade a uma multidão de escravos.

Estão destruindo qualquer possibilidade de rebelião no homem — e o amor é uma rebelião, porque o amor ouve só o coração e não dá a mínima para o resto.

O amor é perigoso porque ele faz de você um indivíduo. E o Estado e a Igreja... eles não querem indivíduos, de jeito nenhum. Não querem seres humanos, querem ovelhas.
Querem pessoas que só pareçam seres humanos, mas cuja alma tenha sido esmagada de tal maneira, tenha sido danificada a tal ponto, que o estrago pareça quase irremediável.

E a melhor maneira de destruir o homem é destruir sua espontaneidade de amar. Se o homem tiver amor, não poderá haver nações; as nações existem no ódio. Os indianos odeiam os paquistaneses e os paquistaneses odeiam os indianos — só assim esses dois países podem existir.
Se o amor surgir, as fronteiras vão desaparecer.

Se o amor surgir, então quem vai ser cristão e quem vai ser judeu? Se o amor surgir, as religiões desaparecerão. Se o amor surgir, quem irá ao templo? Para quê?

É porque está faltando amor que você sai em busca de Deus. Deus não é nada mais do que um substituto para o amor que está faltando. Como você não é bem-aventurado, não está em paz, não está em êxtase, você está em busca de Deus.

Se a sua vida é uma dança, Deus já está no seu coração. O coração amoroso está cheio de Deus. Não há necessidade de mais nenhuma busca, não há necessidade de mais nenhuma prece, não há necessidade de ir a templo nenhum, de procurar padre nenhum.

Por isso o padre e o político, esses dois, são inimigos da humanidade. Eles estão conspirando, pois o político quer governar seu corpo e o padre quer governar sua alma. E o segredo é o mesmo: destruir o amor. Então o homem passa a ser nada além de uma vacuidade, de um vazio, uma existência sem sentido.

Então você pode fazer o que quiser com a humanidade e ninguém se rebelará, ninguém terá coragem suficiente para se rebelar.

O amor dá coragem, o amor leva todo o medo embora — e os opressores dependem do seu medo. Eles criam medo em você, mil e um tipos de medo. Você fica cercado de medos, toda a sua psicologia é cheia de medos.

Lá no fundo você está tremendo. Só na superfície você mantém uma certa fachada; mas, dentro de você, existem camadas e camadas de medo.

Um homem cheio de medo só pode odiar — o ódio é uma consequência natural do medo. Um homem cheio de medo é também cheio de raiva, e um homem cheio de medo é mais contra a vida do que a favor dela. A morte parece um estado repousante para ele.

O homem temeroso é suicida, tem uma visão negativa da vida. A vida lhe parece perigosa, pois viver significa que você terá de amar — como você poderá viver?

Exatamente como o corpo precisa respirar para viver, a alma precisa de amor para viver. E o amor está definitivamente envenenado.

Envenenando a sua energia de amor, eles criaram uma cisão em você; criaram um inimigo dentro de você, dividiram-no em dois. Eles criaram uma guerra civil, e você está sempre em conflito. E, no conflito, sua energia é dissipada; por isso sua vida não tem sabor, alegria. Não transborda de energia; ela é sem graça, insípida, falta-lhe inteligência.

O amor aguça a inteligência, o medo a embota.
Quem quer que você seja inteligente? Não aqueles que estão no poder. Como eles podem querer que você seja inteligente? — porque, se for inteligente, você começará a ver toda a estratégia, os jogos que eles fazem. Eles querem que você seja burro e medíocre.

Certamente querem que você seja eficiente no que diz respeito ao trabalho, mas não inteligente; por isso a humanidade vive o seu potencial mínimo.

Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"
Imagem por Philippe Put

domingo, 16 de setembro de 2012

Amor

deus

Osho, em "Don’t Let Yourself Be Upset by the Sutra, rather Upset the Sutra Yourself"
Imagem por Caro Wallis
Publicado no blog palavras de Osho

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Um genuíno exemplo de vida saudável

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O amigo e "bon-vivant" José Liberato da Silva, mais conhecido pelos amigos por Zé Carcereiro, continua galanteador  como sempre.

Ontem, em uma roda de amigos, exibia com muito orgulho mais uma de suas grandes amigas, Cristina Pierote.

Cristina, que tem idade para ser até sua neta, não se incomoda em partilhar uma sincera amizade com alguém que ela considera um grande parceiro de jogar conversa fora desde os velhos tempos. Troca de olhares misteriosos sempre foram sinal de afeição mais profunda e, entre esses dois adolescentes de idade mais avançada então, nem se fala.

Os oitenta e oito anos do Zé Carcereiro, ao contrário do que se supõe, o rejuvenescem, e ele mesmo confirma que se sente cada dia mais jovem.  O que mais surpreende é a sua lucidez e empatia, pois é capaz de contagiar a todos com a genuína alegria de quem sempre esteve de bem com a vida.

Os revezes da vida nunca o abalaram e sua determinação em aceitar a vida como ela é, é um dos pilares de sua jovialidade.

Amar, estar em paz consigo e de bem com a vida são fatores determinantes para a longevidade. E isso, o Zé tem de sobra.

Cristina, por sua vez, vê no amigo um modelo de vida que certamente a encanta, tanto na prosa, quanto na polidez, uma das suas características mais marcantes.

Parabéns aos dois! Que esse estilo sirva de exemplo para muitos e que esta sincera amizade entre vocês dois dure para sempre!.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Celebre!

Pequenas coisas devem ser celebradas — o sorver o chá precisa ser celebrado. As pessoas do zen criaram uma cerimônia do chá. Esse é o ritual mais belo já desenvolvido.

Existem muitas religiões e muitos rituais nasceram, mas não há nada como a cerimônia do chá — simplesmente sorver o chá e celebrá-lo! Apenas cozinhar o alimento e celebrá-lo! Apenas tomar um banho — deitar na banheira e celebrar; ou em pé, sob o chuveiro, e celebrar.

Essas são pequenas coisas — se você insistir em celebrá-las, o total de todas as suas celebrações será Deus. Se você me perguntar o que é Deus, direi: o total de todas as celebrações — celebrações pequenas e mundanas.

Um amigo vem e segura a sua mão ou te abraça. Não perca essa oportunidade — porque Deus veio na forma da mão, na forma do amigo. Uma pequena criança passa e ri. Não perca isso, ria com a criança — porque Deus riu através da criança. Você passa na rua e uma fragrância vem dos campos. Pare ali por um momento e se sinta grato — porque Deus veio como fragrância.

Se você puder celebrar momento a momento, a vida se tornará religiosa — e não existe outra religião, não há necessidade de ir a qualquer templo. Então, onde você estiver é o templo, e tudo o que você estiver fazendo é religião.

Osho, em "Osho Todos Os Dias — 365 Meditações Diárias"
Imagem por
ben matthews :::

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

E se todos os dias do ano fossem Natal?

A maior festa dos cristãos em todo o mundo é comemorada no dia 25 de dezembro, o nascimento de Jesus Cristo, o Natal. Durante o mês de dezembro as pessoas começam a se preparar para este grande dia, montando árvores, enfeites e presépios; enviando cartões e mensagens natalinas por e-mail ou telefone; declarações de Feliz Natal com abraços e apertos de mãos e troca de presentes. O espírito natalino contagia a todos e em toda parte, porque o Natal é celebração, comemoração, magia, alegria e festa.

Nesta época as pessoas desejam amor, paz, saúde a familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e até, a desconhecidos. As atitudes de solidariedade, boa vizinhança, bondade, cumprimentos são bem atenuantes neste período mais do que em qualquer outro. Ficamos mais humanos, felizes, solidários, unidos, amigos e mudando a nossa maneira de ser do restante do ano.

Alguns dias após o Natal vêm o início de um ano novo e as esperanças florescem em todos com a perspectiva de dias melhores com saúde, paz, amor e dinheiro no bolso. Passado as festas, tudo volta ao normal, à correria do dia a dia, o trabalho estafante, o estudo puxado, as discussões normais, o estresse e, aos poucos, o espírito natalino vai sendo esquecido e voltamos a ser os humanos normais.

Agora imagine se em todos os dias do ano as pessoas vivessem o espírito natalino, como o mundo seria diferente. Teríamos mais paz, solidariedade, amor, esperança e assim poderíamos afirmar que Jesus vive em nossos corações todos os dias e não apenas no Natal. 

Sei que é um sonho, mas se este sonho for compartilhado por muitos estaremos dando um grande passo para transformar a humanidade para melhor, menos individualista, egocêntrica e hipócrita.

Que o espírito de Natal esteja sempre conosco em todos os dias do próximo ano, com certeza a nossa passagem por este mundo será mais agradável, feliz e harmoniosa.

Feliz Natal para todos os dias do ano vindouro!

Fonte: Blog do Carlos – Professor de Geografia

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Espiritualidade: Se você quer crescer, mantenha a individualidade

Se nossa evolução está interconectada e a humanidade é um só corpo, porque você realça mais a individualidade do que a universalidade?
Sim, somos parte um do outro. A humanidade é não somente uma, a existência é uma. Essa unicidade pode ser sentida em dois níveis: um é em profunda inconsciência e o outro é em superconsciência.

Ou você se torna uma árvore; assim você fica um com o todo. Ou você se torna um Buda; assim você fica um com o todo. Entre os dois você não pode ser um com o todo.

Consciência é individual, inconsciência é universal; superconsciência é universal, consciência é individual...

Porque as pessoas se sentem tão felizes numa multidão? Porque a felicidade numa multidão torna-se tão contagiosa? Porque na multidão as pessoas desaparecem, se tornam inconscientes. Elas perdem suas individualidades, elas fundem a individualidade delas.

Abandonando suas consciências elas abandonam a espiritualidade delas. Então elas ficam felizes, assim não há nenhuma preocupação, nenhuma responsabilidade....

Eis porque digo para não se tornar membro de um grupo. Senão você ficará tão baixo como o mais baixo dos membros. Tornem-se indivíduos. Num grupo você sempre cairá para o menor denominador.

Isso é natural, é bem científico. Se você estiver caminhando com um grupo de cem pessoas, a pessoa mais lenta irá decidir a velocidade. Porque a pessoa mais lenta não pode andar mais rápido, ela tem suas limitações.

E se o grupo tem que permanecer um grupo, o grupo terá que se mover de acordo com o mais lento. O mais rápido terá que reduzir, mas a pessoa mais lenta não pode se tornar rápida; ela suas tem limitações.

O grupo é sempre dirigido por uma pessoa estúpida. O estúpido não pode se tornar inteligente. Mas o inteligente pode decair facilmente e tornar-se estúpido. E é claro, pessoas estúpidas tendem a criar grupos porque sozinhas elas não podem confiar nelas mesmas. Elas estão assustadas, não possuem nenhuma inteligência. Elas sabem que sozinhas estarão perdidas.

Elas tendem a criar grupos, multidões. Então quando existe uma igreja, quando existe uma seita, noventa e nove por cento é de tolos. Isso tem que ser assim. Eles decidem programas religiosos, políticos e tudo mais.

Cuidado com essa grupocracia e fique atento. Porque em você também há momentos, momentos estúpidos, quando você gostaria de relaxar. Então você não é responsável, assim não há nenhuma preocupação. Desse modo você pode lançar toda a responsabilidade sobre o grupo. Você sempre pode dizer, “Que posso fazer? Eu caminho com o grupo e o grupo é lento, então eu sou lento. O membro mais lento decide tudo”.

Se você realmente quer crescer, fique só. Se você realmente quer ser livre, seja responsável. Daí minha insistência na individualidade.

Osho, em "The Discipline of Transcendence"

Fonte: www.Osho.com
Imagem por windypizza
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A maior síntese concebível

O homem é uma busca, uma eterna inquirição, uma pergunta perene. A busca é pela energia que mantém a existência interligada — chame-a de Deus, chame-a de verdade, chame-a como você queira chamar. O que mantém essa existência infinita interligada? Qual é o centro disso tudo, o cerne disso tudo?

Ciência, filosofia, religião, todas fazem a mesma pergunta. As respostas podem diferir, mas a pergunta é a mesma. A religião chama essa energia de "Deus". Os cientistas não concordarão com a palavra "deus"; parece pessoal demais.

Parece demasiadamente antropomórfica, indicativa do homem. Eles a chamam de eletricidade, magnetismo, campo energético; mas apenas o nome é diferente. Deus é um campo de energia.

Os filósofos vão dando diferentes nomes: estrato supremo, o absoluto, Brahma. De Thales a Bertrand Russell, muitas respostas foram dadas. Algumas vezes, alguns filósofos dizem que ela é água, liquidez; algumas vezes, alguém diz que é fogo — mas a busca tem sido eterna. "O que mantém este universo infinito junto?"

Os místicos da Índia antiga, conhecidos como bauls, chamavam-na de amor — e, para mim, a resposta deles parece ser a mais pertinente. Ela não é pessoal nem impessoal. Ela tem algo de Deus e algo de magnetismo também. Algo do divino e algo da terra.

O amor tem duas faces. É semelhante a Janus: uma face é voltada para a terra e a outra é voltada para o céu. É a maior síntese concebível: ele vem da luxúria e se move em direção à oração; ele nasce do lodo e se torna um loto que olha de frente para o sol.

Osho, em "Vida, Amor e Riso"