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terça-feira, 3 de julho de 2012

Raul-soarense Hélio Sette recebe homenagem póstuma em São José dos Campos

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A Câmara Municipal de São José dos Campos (SP) homenageou, no mês de junho passado, através do Projeto do vereador Walter Hayashi, o saudoso raul-soarense Hélio Brandão Sette com uma placa denominando o Centro Comercial do Bairro Vista Verde de "Centro Comercial Hélio Brandão Sette". Segundo o vereador, essa homenagem foi a quem fez muito por São José e pelo Bairro Vista Verde

Hélio Sette mudou-se para São José dos Campos há muitos anos e estabeleceu-se comercialmente no ramo de lanchonete e choperia "Bar do Hélio", no Bairro Vista Verde, próximo à refinaria da Petrobrás, no ano de 1974. Após o seu falecimento em 2002, o bar continuou com o trabalho de seus filhos e, atualmente, está sendo administrado pelo filho Zezé e sua família.

Hélio Sette era uma pessoa muito querida por todos que o rodeavam. Um dos fatores que motivou essa homenagem, além da iniciativa do vereador Walter Hayashi, foi o de ele ter sido o comerciante mais antigo do Bairro, onde, como pessoa muito comunicativa que era, construiu um grande círculo de amizade.  

Para quem não se lembra, Hélio Sette era irmão da Sra. Ana Maria Sette, filhos da saudosa professora Dona Herculina Brandão Sete, mais conhecida como Dona Ninica.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Pinheirinho: a força da grana que destrói coisas belas

S. José dos Campos é uma das cidades mais prósperas do interior paulista. É o maior centro tecnológico aero-espacial do Brasil. Algumas das empresas instaladas na cidade: Panasonic, Johnson & Johnson, General Motors, Petrobras, Ericsson, Monsanto, Mectron, Embraer (sede), entre outras. Possui importantes centros de ensino e pesquisas como: o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, o Instituto de Controle do Espaço Aéreo, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Instituto de Estudos Avançados, o Instituto de Aeronáutica e Espaço, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o Instituto de Fomento Industrial, Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos, o Instituto de Pesquisa & Desenvolvimento.

O perfil do eleitor de S. José dos Campos, como em boa parte do interior paulista, é conservador. Portanto vota nos candidatos do PSDB/DEM. Pois bem. Geraldo Alckmin iniciou sua “carreira” ali, no Vale do Paraíba. Boa parte do seu rabo político está presa naquela região.

Até bem pouco tempo, Pinheirinho não era uma área de grande valor. Aguardava decisão da justiça para ser vendido e sua receita ressarcir as empresas credoras da Selecta (Naji Nahas). Logicamente, como todo capitalista e neste caso, o mais infame, o especulador que não produz nada, não gera empregos e apenas joga seus dados na Bolsa de Valores, Nahas deixou de pagar os impostos do terreno, já que, juridicamente, não lhe pertenceria mais. As dívidas do IPTU se acumularam e hoje atingem a casa dos 15 milhões. Mas, sabe como é, né? Prefeito da mesma famiglia tucana que é da mesma famiglia das empresas credoras, que são da mesma famiglia dos advogados, dos juízes… a dívida engordava na lentidão da justiça contra a Selecta para chegar ao epílogo. E sabemos, assim como até uma portas sabe, que naquele típico emaranhado de engrenagens jurídicas dos processos que envolvem a espécie “colarinho branco”, engavetam-se suas os processos e suas dívidas entra prefeito sai prefeito. Ad infinitum. Por isso o bairro de Pinheirinho tem 8 anos de idade.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Indigna Nação

Por Nélio Azevedo

Essa semana a indignação tomou conta do meu coração e do coração de milhares de brasileiros ao ver as imagens da ação policial no cumprimento de uma ordem judicial de integração de posse do terreno de mais de um milhão de metros quadrados, conhecida como Pinheirinho, onde se estabeleceram mais de 2.800 famílias, na cidade de São José dos Campos.

Senti muita revolta ao ver as famílias serem desalojadas com tanta insensatez e violência, alguns não puderam nem retirar seus pertences; crianças, velhos mulheres sob a mira de tiros de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

Não questiono a ordem judicial, afinal estamos no tal Estado de direito onde a propriedade não pode ser questionada, entretanto, essa lei que protege a propriedade não protege as pessoas, essa lei só é presta para garantir os direitos dos ricos e poderosos, não serve para garantir o direito constitucional mais básico que é o de se ter uma moradia.

Também senti nojo ao ver o prefeito da referida cidade, Eduardo Cury, do PSDB, explicando que naquele momento, muito menos em outro, não estariam cuidando das pessoas desalojadas porque estavam envolvidos na operação acolhimento. Que acolhimento é aquele onde os abrigos não tinham água e as pessoas tinham que dormir amontoadas.

Depois, vem aquela nefasta figura fantasiada de governador justificar a ação policial e toda violência empregada dizendo que a lei tem que ser cumprida.

No Estado mais rico da Federação acontece uma barbaridade dessas e, olhe que o Ministério Público já moveu uma ação para investigar a ação de despejo que não ficou nada a dever aos desmandos das forças policiais empregadas para desalojar favelados do Rio de Janeiro nos idos anos 70, época em que não vivíamos no tal Estado de direito.

Vocês podem estar pensando, o que eu tenho com isso? Não foi comigo, não moro lá, não invadi terreno nenhum, isso é lá com eles. Engano seus, temos exemplos bem próximos em todo o Estado, basta se informar quanto aos contingentes humanos que são deslocados de suas propriedades a cada vez que se constrói uma barragem ou seja atingido por enchentes ou desmoronamentos, como ocorreram na Serra de Petrópolis e adjacências.

Será que essa lei poderia ser usada para resgatar o dinheiro desviado em todos os escândalos envolvendo os políticos? Será que essa lei pode ser usada para que se garantisse o mínimo de dignidade aos milhões de brasileiros menos favorecidos? Ou será que ela poderia ser usada para fazer com que fosse executada a reintegração de posse da vergonha-na-cara que foi tomada de milhões de brasileiros?

Tô querendo entrar em regime de desobediência civil, que nem Mahatma Gandhi.