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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Violência Obstétrica em Minas Gerais

violencia no parto e-mail - com data

Modelo violento de assistência ao parto é tema de audiência pública na Assembleia Legislativa

As gestantes brasileiras estão muito mais à mercê da violência do que se possa imaginar. De acordo com dados de pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em 2010, uma em cada quatro brasileiras relatou ter sofrido algum tipo de violência durante assistência ao parto. Essa violência explode da sociedade para dentro da sala de parto, e se manifesta não só por atos de agressão física, mas também por agressões verbais, indiferença, frieza, cinismo e pela falta de sensibilidade das equipes de saúde das maternidades públicas e privadas de todo Brasil. Diariamente as parturientes e seus bebês sofrem violações dos seus direitos, sendo agredidos, manipulados e separados no momento fundamental para a criação do vínculo entre mãe e filho.

Em resposta a diferentes formas de violência institucional, 25% das mulheres entrevistadas durante a pesquisa relataram ter sofrido, na hora do parto, ao menos uma entre 10 modalidades de violência sugeridas – com destaque para exame de toque doloroso (10%), negativa para alívio da dor (10%), não explicação para procedimentos adotados (9%), gritos de profissionais ao ser atendida (9%), negativa de atendimento (8%) e xingamentos ou humilhações (7%).

Trata-se de um tipo de violência bastante específica, que ocorre cotidianamente no cenário das instituições de saúde: uma violência praticada pelas equipes de saúde e consentida por mulheres em trabalho de parto, que se submetem a ela principalmente por desconhecerem o processo fisiológico do parto, por temerem pelo bebê, pelo mau atendimento e pela condição de desigualdade entre médico e paciente. Neste cenário aterrador, o médico é o detentor do conhecimento, da habilidade técnica, e à mulher cabe apenas acatar passivamente as ordens a ela delegadas.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Stela Barbosa consegue apoio de deputada para reforma da Igreja Matriz de São Pedro dos Ferros

Na manhã da última quinta-feira (21), os assessores da deputada estadual Luzia Ferreira (PPS) juntamente com a presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de São Pedro dos Ferros, Stela Mares Barbosa, se reuniram com o diretor presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), Fernando Viana Cabral, em Belo Horizonte, para discutir a reforma da Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, em São Pedro dos Ferros.

A reunião foi uma solicitação feita à deputada Luzia Ferreira por ocasião de uma visita à cidade de São Pedro dos Ferros, em março deste ano. Reforçando seu comprometimento com a cidade, Luzia se propôs a intermediar o encontro da prefeitura com os órgãos competentes do Estado.

Para Luzia Ferreira o tempo não pode destruir as raízes históricas de um povo. “A igreja está localizada no coração de São Pedro dos Ferros e merece ser um ponto de referência de memória e valores para os cidadãos. Este é o primeiro passo para sua restauração e resgate da autoestima da cidade”, relata.

Símbolos de São Pedro dos Ferros, a igreja está localizada na área central da cidade. Em 2001 foi tombada pelo patrimônio histórico do município, mas nenhuma providência foi tomada para garantir a conservação e preservação do local. Devido à ação do tempo a matriz possui inúmeros problemas, essencialmente em sua estrutura e necessita de reparos emergenciais.

Durante a reunião o diretor presidente do Iepha, Fernando Viana Cabral, destacou o compromisso de valorizar e preservar o patrimônio cultural de Minas Gerais. Após receber o relatório com informações sobre a atual situação da igreja, foram discutidas ações para nortear o processo de restauração da matriz e agendado para o dia 29 de agosto, uma visita dos técnicos responsáveis para levantar dados para o projeto de restauração. 

Agora o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural deverá captar recursos financeiros para dar início as obras de restauração da Igreja.

Fonte: Regional Raul Soares