Por Nélio Azevedo
Como em todas as Olimpíadas anteriores em que o Brasil participou, a esperança de medalhas começa a morrer ao vermos os países mais desenvolvidos e mais ricos dispararem na ponta do quadro de medalhas.
De uns tempos para cá, até mesmo os países mais pobres nos ultrapassaram na conquista do tão almejado ouro olímpico. A tão sofrida e pobre Cuba consegue, com todas as limitações, mandar mais atletas que nós; manda mais atletas de ponta, em várias modalidades.
Porque será que isto acontece? Será que nós não temos o tal “Espírito Olímpico”? Como é que pode um único atleta, o Michael Phelps conquistar mais medalhas do que a maioria dos países participantes? Como puderam alguns pobres países africanos ou asiáticos conquistarem mais medalhas de ouro do que o Brasil, a quarta economia do planeta?
Daqui a quatro anos o Rio de Janeiro será a sede dos Jogos Olímpicos, será que quatro anos seriam suficientes para formarmos atletas de ponta para não fazermos feio? Muita gente tem somente a preocupação de como será a abertura dos jogos, se terá mulher de bunda e peito de fora e, se terá somente Escola de Samba na festa de abertura. Se teremos atletas não parece ser a preocupação geral.
É muito triste ver o desalento do país inteiro vendo nossos atletas serem eliminados de forma trágica e, às vezes, de forma vergonhosa. Ver nossas esperanças de medalha voltar para casa de mãos vazias; a mesma frustração de ver nossa seleção de futebol ser despachada da Copa do Mundo pela Holanda e, o que é pior, daqui a dois anos o Brasil será a sede de mais uma Copa com a perspectiva de montarmos um palco para o triunfo de argentinos, espanhóis, holandeses e alemães.
Parabéns aos atletas que conquistaram o lugar no pódio, muitos chegaram até ali apenas com o esforço próprio, outros por contar com bolsa-atleta ou patrocínio de algumas empresas. Aos que ficaram pelo caminho também merecem nossa reverência e gratidão, mas, os que lá chegaram se sentindo campeões antes de disputar qualquer coisa, os que achavam que bastava a camisa, esses nem deveriam ter ido.
Não somos mais o país do futebol, nunca fomos o país dos outros esportes e alguns atletas voltam para casa trazendo medalhas conquistadas em esportes que nem sabíamos da sua existência nos jogos. Devem ser recebidos como heróis pela pátria que nem sempre é mãe gentil para com eles.
"sofrida e pobre é por sua conta", Cuba sempre foi celeiro de grandes atletas olímpicos. Em Cuba, assim como na saúde, sempre houve investimentos na formação de atletas.
ResponderExcluirSe o Brasil conseguir fazer um trabalho parecido com o de CUBA, com toda a certeza o BRasil iria ganhar mais medalhas nas olimpíadas, até porque temos uma grande diferença populacional a nosso favor
Nélio disse:
ExcluirE não foi o que eu disse? Cuba é um país pobre sim, mas consegue produzir atletas de nível para quase todas as modalidades e, o que é o melhor, com poucos recursos, porém, com uma consciência que não vemos no povo brasileiro, que ainda pensa que somos os reis do futebol até hoje. Infeliz mente.