
De acordo com o Jornal Estado de Minas, edição de hoje, o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, negou ontem, durante entrevista ao programa de rádio Bom dia Ministro, que atrasos nas obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) tenham relação com o período eleitoral. A controladoria avalia, desde o início de agosto, a aplicação dos recursos do programa em 50 cidades de 23 estados. Desta vez, o foco da fiscalização é a área de saneamento e de habitação. Os relatórios completos com o resultado das auditorias devem ser divulgados em novembro.
Segundo o ministro, simultaneamente à auditoria do PAC, a CGU faz também um levantamento em campo nas 119 cidades citadas na Operação João-de-Barro, da Polícia Federal. Relatórios devem ser concluídos e já apontam para problemas em todas as etapas, desde projetos sem definição do objeto, dificuldades na licitação até problemas na execução física da obra. Hage informou que recomendações estão sendo enviadas aos ministérios da Integração Nacional e das Cidades e à Caixa Econômica Federal.
Por essas informações acima, colhidas de um informativo sério como o jornal Estado de Minas, conclui-se que a notícia veiculada por este blog tendo como fonte o jornal O Tempo, de que a "Polícia Federal exime a prefeitura de Raul Soares de envolvimento no desvio de verbas do PAC", na operação João-de-Barro, não tem fundamento. O Jornal O Tempo, diga-se de passagem, foi o único informativo da capital mineira a divulgar esta notícia.
Isto posto, a prefeitura de Raul Soares continua, sim, alvo das investigações na Operação João-de-Barro e suspeita de envolvimento nas fraudes que continuam sendo apuradas pela Polícia Federal.
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