sábado, 13 de setembro de 2008

Obras eleitoreiras continuam pipocando pela cidade

As obras eleitoreiras que estão sendo iniciadas pela prefeitura de Raul Soares pipocam pelos cantos da cidade: calçamento na rua principal do bairro Prefac, asfalto no bairro Tarza, calçamento no distrito de Vermelho Velho, calçamento da rua São Marcos, na Vila Barbosa e reforma da proteção lateral da ponte que liga a Tarza ao bairro Santana. Tudo isso, surgindo como num passe de mágica e, claro, sem onerar o cidadão. Nem parece que essa administração há pouco tempo exigia uma parceria para que serviços dessa natureza pudessem ser executados.
Cansado de tanta tapeação, o raul-soarense desconfia que essas obras, seja qual for o resultado das eleições, a exemplo de outras, provavelmente terão um destino funesto.
Mas, o que o povo quer saber mesmo é porque essa administração até agora não reiniciou essas obras que estão paralisadas sem que o povo saiba ao certo o motivo.
Uma delas é o centro comunitário da Vila Barbosa que, apesar de estar desvirtuando o traçado da Vila, deveria estar concluído, pois está sendo construído com recursos do Governo Federal.
O muro de arrimo que começou a ser erguido na Vila Esperança é outro mistério que precisa também ser desvendado. Como uma obra que vem sendo executada com recursos federais, já era para estar concluída. No entanto, a última notícia que se tem é que a sua construção foi embargada pela Caixa Econômica em virtude de irregularidades na construção.
Nesta última, o que os moradores estão mais preocupados no momento é com aqueles esqueletos de ferro torcido deixados a céu aberto, já que as crianças brincam por perto e, se, por descuido, caírem naquela vala de hastes pontiagudas, que mais parecem lanças, poderão ser feridas de morte.
Uma administração que não se preocupa com a conclusão das obras e nem com a segurança das pessoas, não pode mesmo ser levada a sério.
Se houve irregularidades, elas deveriam ter sido sanadas a tempo de evitar a paralisação dos serviços. Se a interrupção persiste é sinal de que a situação é mais séria do que se imagina.
A bem da verdade, todos já sabem o significado dessas obras repentinas e de última hora.
Seja com paralisações ou com obras eleitoreiras a história política da cidade vai sendo escrita e, certamente, terá um final feliz nessas eleições.
E o povo, que não é bobo nem nada, já tem o desfecho dessa história na ponta da língua. Ou melhor, nas suas próprias mãos.

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