A ênfase que os meios de comunicação dispensam às festividades da virada do ano é a garantia da entrada de polpudos Reais Ao cruzarem-se os ponteiros do relógio, todos se viram uns para os outros em efêmeros cumprimentos e abraços, pelo novo ano que se inicia, sem mesmo nem se conhecerem. Um clichê que se repete a cada ano e que já virou tradição.
Mas o que importa mesmo para quem está por trás de tudo isso é o faturamento que gira na casa dos bilhões. Fogos rasgando os céus, muita música barulhenta e muita bebida são os ingredientes essenciais da Festa de Ano Novo atual.
Já foi o tempo em que esse dia era esperado para uma profunda reflexão sobre nós mesmos. Isso é coisa do passado, argumentam alguns. O fato é que o mundo mudou, talvez para pior.
Não sou saudosista, mas acho que o homem deveria refletir um pouco mais sobre si mesmo. Deveríamos procurar ser cada vez mais nós mesmos, não nos deixando envolver pelas artimanhas do consumismo. Vamos nos divertir sim, pois a diversão é parte fundamental da vida. Mas com muita consciência, guiados por nossa própria luz e libertos das garras de uma sociedade que só vê o poder como alternativa. Talvez, por aí, consigamos ser um pouco mais humanos, ser realmente nós mesmos e ter verdadeiramente um Feliz e Próspero Ano Novo.
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