Por Nélio Azevedo
O Jornal The Guardian, da Inglaterra, publicou matéria em que indica o Brasil como o sexto país mais rico do mundo, superando a poderosa Grã-Bretanha, sede de um império que dominou a maior parte do Globo, onde se dizia que na extensão dos seus domínios o sol jamais se punha. Pois é, foram superados por uma ex-colônia de Portugal, que até outro dia era um paíseco do terceiro mundo. Uma nação emergente que tinha como destino traçado pelo G-3 (EUA, Japão e Alemanha) nos idos de 1980, de ser simplesmente um mero exportador de matéria-prima e importador de manufaturas (leia-se bugigangas e refugos) dos países do primeiro-mundo.
Dá até para imaginar os muxoxos e chistes que os nobres bretões não estão fazendo pelo ato indigno dessa republiqueta de bananas dos trópicos de superar os domínios da Realeza Bretã.
Agora somos de um seleto grupo de países que têm crescimento econômico significativo mesmo com a crise que assola as maiores economias do planeta, acostumados a mandar que seus lacaios do FMI sujeitar governos e nações mundo afora a se prostrarem de joelhos e pires na mão, mendigando as sobras do seu sucesso imperialista e colonialista, mas, com a cara de ex-rico, que viu o fim do dinheiro chegar junto com as contas do desemprego, do crescimento zero e dos apertos e ajustes da economia que começam a assombrar a população europeia.
Ufanismo à parte, eu estou em estado de graça por estar vivo e presenciar o que eu pensava que nem meus filhos ou netos fossem assistir: Ver o Gigante adormecido despertar; ver o Celeiro do mundo se realizar diante dos meus olhos e saber que o meu trabalho pode ter contribuído de uma forma modesta, porém, honesta, pelo sucesso do meu país.
Sei que ainda falta muito para que a população brasileira tenha os padrões de vida dos ricos europeus, que ainda temos um terço da sua renda per capta e que os níveis de escolaridade de nossos trabalhadores é quase a metade dos deles. Essa movimentação nos estamentos da prateleira do poder político-econômico do mundo, vendo o avanço da China, Índia, Brasil e Rússia e, a perspectiva de que num futuro breve, (2020) essa ordem será outra em que EUA, China, Japão, Rússia, Índia, Brasil, Alemanha e Reino Unido serão os países do G-8, trás um gostinho doce desse sucesso para todos nós. Uma grande diferença de duas décadas atrás em que não víamos nada no fim do túnel e, se pintasse uma luzinha, provavelmente, seria o farol da locomotiva que nos atropelaria.