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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Crianças de Granada receberam no Natal a visita de Lívia, a Vivi das Chiquititas


Granada (MG) - Nesse Natal de 2013, inesperadamente Granada recebeu a visita da simpática Lívia Inhudes, a atriz mirim Vivi das Chiquititas. Ela circulou pelas ruas de Granada com seus pais em uma Van escolar, até ser descoberta pela criançada que, não acreditando no que viam, conseguiram fazê-la descer do carro e tiraram fotos com a atriz.

De uma simpatia irradiante, a atriz mirim sorria e abraçava a criançada. Sua passagem foi instantânea. Foi como se tivesse sido um sonho para a criançada. Ela estava na casa de seus tios avós, a Dionísia e Aristides, que logo após a passagem pelas ruas foi se despedir de seus parentes para seguir para Raul Soares. Mas não conseguiu sair de imediato; logo em seguida começaram a chegar taxis cheios de crianças que não conseguiram vê-la nas ruas. E, como sempre, muito atenciosa, permaneceu por mais alguns minutos no sítio.

Provavelmente, este tenha sido o Natal dos sonhos das crianças de Granada. Afinal, não é todo dia que Granada recebe uma figurinha tão querida. Eu registrei vários momentos dela no sítio, e sempre com um lindo sorriso para seus fãs.





Com informações do Blog da Amodig

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Salve-nos do Dragão da Ignorância, São Jorge!

Por Nélio Azevedo

sao_jorgeOs textos encontrados na Bíblia teriam sido escritos por homens assistidos pelo Espírito Santo de Deus, alguns deles levaram a vida obedientes aos ditames da tradição e dos valores que se tornaram a base do Cristianismo e das religiões criadas ao longo dos séculos desde que Lutero se rebelou contra os descaminhos perpetrados pelos clérigos católicos. Esses homens foram santificados e se tornaram uma espécie de porta-vozes dos pobres humanos diante do Todo-Poderoso.

Curiosamente, alguns não foram santificados, apesar de terem tido uma importância crucial na formação do pensamento e da fé cristã, Moisés e os Profetas mais antigos são alguns deles. Durante esses séculos outros cristãos devotos se tornaram doutores e teólogos respeitados, Santo Agostinho, São Paulo, São Francisco e uma infinidade de gente que engrossaram as fileiras dos santos católicos. Alguns se tornaram padroeiros (ou padrinhos) no melhor estilo dos padrinhos mafiosos, adotando cidades e nações, tendo inclusive se tornado proprietários de inúmeras propriedades que vão desde fazendas até cidades inteiras, isso, sem contar as fortunas herdadas de devotos cristãos que transferiram seus bens terrenos para a causa da Igreja. A Causa dos Santos é um importante segmento do Vaticano e leva muito a sério essa questão, ao ponto do Papa João XXIII ter nomeado mais santos do que todos os outros papas juntos, até santo brasileiro vai ter. Ninguém estranha o fato de nunca ter tido nenhum santo nem papa brasileiro, mesmo sendo o maior país católico do mundo.

As religiões evangélicas e outras correntes e seitas se tornaram intransigentes nessa questão do reconhecimento da santidade desses homens, chegando ao absurdo de proporem a mudança de nomes de importantes ruas e avenidas de Belo Horizonte, como a tradicionalmente conhecida Avenida Nossa Senhora do Carmo e Rua Nossa Senhora da Paz, retirando a palavra “Nossa”. Agora empreenderam uma luta contra a poderosa Rede Globo, por causa da novela Salve Jorge, que evidencia o nome do Santo Católico conhecido e venerado no Rio de Janeiro, São Jorge. Soldado nascido na região da Capadócia, na Turquia no período de ocupação pelos romanos, esse soldado teria sido uma espécie de Herói da causa e seguidor dos ditames cristãos; teria vencido o Dragão da maldade existente na humanidade. Nada me tira da cabeça que essa implicância seja com a figura produzida pelo sincretismo religioso que deu aos umbandistas a figura de Ogum. Não é de hoje que os evangélicos combatem sem o menor respeito às religiões afro-brasileiras, pregando abertamente uma guerra sem tréguas contra essas crenças, como se a deles fosse a única verdadeira religião.

Lembro-me de ter visto em um fascículo da revista Sentinela uma matéria sobre a recomendação aos seus adeptos de não praticarem a capoeira, pois ela rendia homenagens a outros deuses, que não ao deus único. (se fosse único não teriam outros). Nas escolas de orientação protestantes e batistas, as tradicionais e brasileiríssimas Festas Juninas foram banidas ou transformadas em Festas Country, no estilo americano; desfigurando a nossa cultura e impondo costumes e tradições de outros povos, tudo porque elas são festas que homenageiam os Santos católicos São Pedro, São João e Santo Antônio, mesmo que a origem seja anterior à criação destas religiões e sejam manifestações de agradecimentos aos santos padroeiros pelo sucesso nas colheitas de grãos tão necessários à vida quanto o pão diário da fé.

Valha-nos, Nossa Senhora da Pena! Valei-nos, São Jorge! Orim Axé, Irê Xiré!

domingo, 21 de outubro de 2012

Avenida Brasil

Por Nélio Azevedo

avenida-brasilChegou ao fim a trama Global Avenida Brasil, uma novela que bateu alguns recordes de audiência em determinados capítulos e no capítulo final. Para algumas pessoas o sucesso dessa novela se deve ao fato da emergente classe “C” aparecer estampada na telinha, criando uma sintonia entre o público e a dita novela.Uma trama onde crimes e criminosos não faltaram, uma exacerbação da maldade estampada na cara e no riso idiota do Nilo e na seriedade da Mãe Lucinda, na revelação do pacato Santiago e na candidata a Odete Roitman, Carminha.

Numa falsa mãe de família, se escondiam duas mulheres, a perversa e desumana Carminha e finalmente a austera Murici, onde a primeira engana toda família com seu amante Max e a segunda engana o amante-namorado com o ex-marido, com quem se casa novamente. Sem contar o trígamo Cadinho que finalmente consegue oficializar sua relação com as três esposas. Piadas à parte é um incentivo à bigamia (ou seria trigamia?) como se fosse a coisa mais corriqueira e banal um homem se casar com três mulheres e, a infeliz Suelen que se casou com dois homens.

Outra falsa ideia que perpassa nos infindáveis capítulos é a de que o crime, a safadeza e a mentira compensam. A ingenuidade de uns é proporcional à maldade de outros; num fuzuê que era tão evidente que só mesmo sendo parva como a Giovanna não perceberia. O que o espectador não conseguia perceber também é que tudo ali é falso. O lixão é falso, a mansão é falsa, os bonzinhos são falsos e, por fim até os maldosos são falsos, pois cumprem pena e se tornam bonzinhos.

Muito me espantou o fato de várias pessoas concorrerem com bolões para acertar quem matou o Max e bandos de pessoas se aglomerando em locais públicos ou privados para assistir ao derradeiro capítulo da novela, daí, dizer que o país parou para ver o final da novela já é forçar a amizade. Eu não me senti representado em momento algum por essas caricaturas de pessoas, é muito hollywoodiana para o meu gosto e, com certeza, não serei um dos espectadores da próxima novela que cria um elo da Turquia com o Brasil aos moldes de outras tramas anteriores.

Acho que o Brasil precisa mostrar sua cara com mais realismo nessa telinha, para que fiquemos de frente para nós mesmos e, quem sabe, até nos conhecendo melhor...

domingo, 22 de julho de 2012

Na Moral

Por Nélio Azevedo

O programa “Na Moral” do Pedro Bial, tal e qual o programa da Fátima Bernardes e os momentos que deveriam ser a hora da virada da Nina na novela das oito que passa às nove horas da noite, se mostram grandes fracassos de audiência. O tal programa da Fátima não decolou a não ser no primeiro dia. Traz consigo uma fórmula que a TV Globo tenta impor aos espectadores que não condiz com a condição intelectual, moral nem social da grande maioria que assiste à TV aberta. Os assuntos propostos não são de domínio nem de interesse da grande maioria das pessoas desse país. O histórico da formação de opinião, ou melhor, da falta de formação de opinião somada ao baixo nível dos programas de TV, dos baixos níveis de educação e a falta de interesse por determinados temas fazem desse programa um grande fracasso, perdendo de balaiada para o SBT.

A Nina, heroína-vilã que luta contra os desmandos da vilã não conseguiu convencer os milhões de espectadores, alcançado 40 pontos (cada ponto equivale a 60 mil domicílios) nessa trama-idiota-arrastada onde parece ter só bandidos, todo mundo tem seu lado obscuro e safado; onde a heroína é tão bandida e idiota que sacrifica a todos ao seu redor pelo doce sabor da vingança num folhetim de quinta categoria. Prefiro assistir ao chaves e Cia.

O programa do Bial, esse então, nem se fala; deu até ânsia de vômito ao vê-lo se perguntando se a privacidade tinha acabado, como se ele não fosse o apresentador dessa porcaria chamada BBB onde o pessoal e o privado (ou será privada?) viraram o show onde a degradação humana é levada às últimas consequências a troco de dinheiro fácil. Agora ele nos brinda com uma proposta de discussão de outro tema o casamento homo afetivo, prometendo mundos e fundos e tudo não passou de um showzinho onde a intimidade das pessoas é colocada na sala dos lares brasileiros como se fosse de interesse de todos e não houve momento para questionamentos, não houve momento para perguntas nem para respostas, ao estilo do Faustão, as perguntas eram afirmações com ponto de interrogação no final. Não contribuiu em nada para engrandecer a discussão de um tema que não deveria ser colocado no palco e sim no congresso onde as questões do direito constitucional devem ser tratadas.

Coisas desse tipo me fazem lembrar um triste programa da Silvia Popovich em que ela coloca o Fernando Gabeira e o vetusto Coronel Erasmo Dias para debaterem a respeito da legalização da maconha. A baixaria estava garantida, uma bobagem que só tinha olhos para o IBOPE e mais nada. Infelizmente, a TV aberta no Brasil mostra o que as pessoas gostam, ou o que os apresentadores pensam que eles gostam? Será que o público gosta é dessa baixaria que Ratinho, Ximenes e aquele outro onde a roupa suja é lavada ao vivo e à cores na sala de estar das famílias brasileiras? Não sei porque, toda vez que esse assunto vem a baila me lembro de uma frase: “Pra quem é, bacalhau basta”!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Na Rede Globo, favela e lixão são cheias de glamour

Por Nélio Azevedo

lixao-jardim-gramacho_habitat
Não é de hoje que as novelas da Rede Globo ganharam um padrão hollywoodiano com o Avancini e o dinheiro conseguido por Walter Clarck e as benesses governamentais.

Mesmo tendo se safado no episódio do “Fator Delta” na eleição do Brizola, de quem se tornou inimigo visceral, a Globo aumentou em muito sua audiência e, mesmo com altos e baixos é a emissora líder de audiência em quase todos os horários, é o órgão de comunicação de massa mais influente do país. O que a Rede Globo diz para usar a população usa, o que ela mandar comer, a população come; é a maior formadora de opinião e, bem que poderia ser uma difusora de cultura, da nossa cultura.

Quando vemos as fazendas limpinhas onde todos são felizes e satisfeitos, cada coisa no seu devido lugar; a favela do Juvenal antena tão glamorosa que dá vontade de viver nela e o Lixão cinematográfico do Projac onde todos são tão felizes e limpinhos; penso que o “Programa Minha Casa Minha Vida” não terá mais problemas com a falta de lotes vagos, é só construir nos lixões, tem áreas à vontade disponível, aliás, nem precisa construir, é só usar os projetos já executados nas moradias que aparecem no lixão da novela Avenida Brasil.

Quem já viu um lixão de perto, com urubus, porcos e cães e gente em farrapos, famintos e doentes, na maioria negros e, sem a menor perspectiva de futuro, deve achar muito estranho aquilo que a Globo mostra na telinha. Esse tipo de olhar para um problema tão grave de exclusão social não ajuda em nada a vida dessas pessoas, não traz nenhuma proposta de solução para o problema dos lixões proibidos e existentes em quase todas as cidades brasileiras. Usinas de reciclagem e pessoas empenhadas em transformar lixo em matéria-prima, campanhas pela coleta seletiva e pessoas realmente envolvidas em programas de reciclagem, como uma senhora de aparência muito simples, moradora de uma comunidade onde se explora os materiais recicláveis de um lixão; que vi em um documentário, ela já visitou oito países dando palestras sobre a questão do lixo e seu papel na reciclagem.

Acho que a Rede Globo deveria mostrar algo mais próximo da realidade, assim estaria contribuindo de uma forma mais eficaz na formação de opinião e na resolução dos problemas.