Mostrando postagens com marcador dependência química. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dependência química. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dependência Química: Como se livrar dela?

Muitas pessoas usam drogas para tentar sentir prazer imediato, mas podem se deparar com a dependência já no primeiro contato.

Nessa produtora de notícias você vai ouvir relatos de usuários que tiveram as vidas modificadas e que ainda hoje convivem com a sombra dessa escravidão.

Veja os detalhes no vídeo

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

UFOP divulga ações de conscientização sobre a relação entre estudantes e o consumo de álcool e outras drogas

ufopNa próxima quinta-feira, dia 31 de janeiro de 2013, a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) divulga, em coletiva de imprensa marcada para 10h no prédio da Reitoria, um conjunto de ações de avaliação e conscientização para promover a reflexão quanto à relação do uso de álcool e outras drogas pelos estudantes da Universidade. As ações foram desenvolvidas a partir da mobilização da comunidade acadêmica, intensificadas após a morte de dois estudantes da UFOP.

Para efetivar as propostas, a Administração Superior, com o apoio da Pró-reitoria de Administração (Proad) e da Pró-reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (Prace), reforçou discussões e atividades na Universidade a partir de quatro pontos essenciais: investigação quanto às circunstâncias das mortes, alterações nos estatutos e regras internas da UFOP e das repúblicas, mobilização de pais e alunos, e realização de uma campanha permanente de conscientização, com início previsto para o Carnaval 2013.

Investigação

Um dos passos determinantes foi dado em 3 de dezembro de 2012, com a instauração da Comissão de Sindicância, criada a fim de apurar os fatos relacionados à morte do estudante Pedro Silva Vieira, aluno do curso de Química Industrial, ocorrida nas dependências da República Federal Saudade da Mamãe, na madrugada do dia 30 de novembro de 2012.

O reitor da UFOP, prof. João Luiz Martins, reuniu-se em mais de uma ocasião com representantes da Associação de Moradores de Repúblicas Federais de Ouro Preto (Refop) e da Associação das Repúblicas Reunidas de Ouro Preto (Arrop) – composta pelas repúblicas particulares da cidade -, para discutir as questões relacionadas ao convívio dentro das moradias estudantis.

Mudanças na legislação

A partir de encontros de discussão e do trabalho da comissão de sindicância, a administração da Universidade alterou o estatuto da UFOP a fim de ampliar o leque de atuação da Instituição em casos de violência entre membros da comunidade universitária, mesmo quando ocorridos fora do ambiente acadêmico.

Mobilização

Em uma iniciativa pioneira e inovadora, está em composição um Conselho Consultivo Permanente composto por pais e responsáveis por alunos da UFOP. Mesmo com o quadro de alunos composto, quase em sua totalidade, por maiores de 18 anos, o objetivo é atuar na educação e conscientização dos jovens quanto à realidade que eles constroem no processo de amadurecimento e desenvolvimento de suas liberdades, direitos e deveres.

Essa mobilização é reforçada por um maior engajamento dos representantes da Refop e da Arrop na revisão dos Estatutos das Repúblicas e das práticas de seleção de novos moradores que possam ser consideradas nocivas ao convívio estudantil. Assim, a proposta é que os grupos trabalhem articulados, interferindo, entre outras questões, em uma seleção mais humanizada e no melhor uso das repúblicas como equipamento de permanência estudantil.

Ação e conscientização

O conjunto de ações promovido pela Universidade conta ainda com um reforço institucional na campanha de conscientização permanente intitulada “Avalie seu consumo”. Com o propósito de trazer a reflexão sobre os abusos e consequências do uso de álcool e outras drogas de maneira lúdica e provocativa, a campanha é parte das ações realizadas pela Universidade com o objetivo de discutir e promover mudanças no padrão do consumo de drogas lícitas e ilícitas na região.

Mais informações sobre as ações e a campanha serão divulgadas durante a coletiva de imprensa.

SERVIÇO:

Coletiva de imprensa: Divulgação de ações acerca do consumo de álcool e outras drogas

Data: 31 de janeiro de 2013, quinta-feira

Hora: 10h

Local: Reitoria da UFOP, Rua Diogo de Vasconcelos, 122, Pilar. Ouro Preto – MG.

TRANSPORTE:

A UFOP irá disponibilizar um carro para trazer jornalistas de Belo Horizonte para Ouro Preto, com saída prevista às 8h de quinta-feira, na casa de Belo Horizonte, situada à Rua Bernardo Guimarães, 1322, Lourdes.

Confirme sua presença pelo e-mail aci@ufop.br ou pelo telefone (31) 3559-1222.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A cocaína e seu efeito devastador

Por Mariana Araguaia*

cocaina(1)A Erythroxylon coca é uma planta encontrada na América Central e América do Sul. Essas folhas são utilizadas, pelo povo andino, para mascar ou como componente de chás, com a função de aliviar os sintomas decorrentes das grandes altitudes. Entretanto, uma substância alcaloide que constitui cerca de 10% desta parte da planta, chamada benzoilmetilecgonina, é capaz de provocar sérios problemas de saúde e também sociais.

Na primeira fase da extração do alcaloide, as folhas são prensadas em ácido sulfúrico, querosene ou gasolina, resultando em uma pasta denominada sulfato de cocaína. Na segunda e última, utiliza-se ácido clorídrico, formando um pó branco. Assim, neste segundo caso, ela pode ser aspirada, ou dissolvida em água e depois injetada. Já a pasta é fumada em cachimbos, sendo chamada, neste caso, de crack. Há também a merla, que é a cocaína em forma de base, cujos usuários fumam-na pura ou juntamente com maconha.

Atuando no Sistema Nervoso Central, a cocaína provoca euforia, bem estar, sociabilidade. Pelo fato de que nem sempre as pessoas conseguem ter tais sensações naturalmente, e de forma intensa, uma pessoa que se permite utilizar esta substância tende a querer usar novamente, e mais uma vez, e assim sucessivamente.

O coração tende a acelerar, a pressão aumenta e a pupila se dilata. O consumo de oxigênio aumenta, mas a capacidade de captá-lo, diminui. Este fator, juntamente as com arritmias que a substância provoca, deixa o usuário pré-disposto a infartos. O uso frequente também provoca dores musculares, náuseas, calafrios e perda de apetite.

Como a cocaína tende a perder sua eficácia ao longo do tempo de uso, fato este denominado tolerância à droga, o usuário tende a utilizar progressivamente doses mais altas buscando obter, de forma incessante e cada vez mais inconsequente, os mesmos efeitos agradáveis que conseguia no início de seu uso. Dosagens muito frequentes e excessivas provocam alucinações táteis, visuais e auditivas; ansiedade, delírios, agressividade, paranoia.

Este ciclo torna-o também cada vez mais dependente, fazendo de tudo para conseguir a droga, resultando em problemas sérios não só no que tange à sua saúde, mas também em suas relações interpessoais. Afastamento da família e amigos, e até mesmo comportamentos condenáveis, como participação de furtos ou assaltos para obter a droga são comuns.

Além de provocar, em longo prazo, comprometimento dos músculos esqueléticos, existem ainda os agravantes recorrentes da forma de uso. Cocaína injetável, por exemplo, pode provocar a contaminação por doenças infecciosas, como hepatite e AIDS, e infecções locais. No caso daqueles que inalam, comprometimento do olfato, rompimento do septo nasal e complicações respiratórias, estas últimas também típicas dos fumantes, incluindo aí bronquite, tosse persistente e disfunções severas. Gestantes podem ter bebês natimortos, com malformações, ou comprometimento neurológico.

Romper com a droga é difícil, já que o indivíduo tende a se sentir deprimido, irritadiço, e com insônia. Assim, quando um usuário opta por deixá-la, deve receber bastante amparo e ser incentivado neste sentido. É necessária ajuda médica, tanto no processo de desintoxicação quanto tempos depois desta etapa.

*Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Efeitos Nocivos da Maconha

Por Izilda Alves

Coordenadora da campanha Jovem Pan Contra as Drogas

Holanda, o país que permitia a venda de maconha, muda radicalmente sua política sobre a erva: passa a considerar maconha prejudicial à saúde do usuário, à sociedade holandesa e à própria imagem do governo perante a comunidade internacional. O anúncio está no documento da JIFE (Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes), divulgado em Brasília pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime.

A Holanda informou que pretende reduzir o número de coffee shops autorizados a vender maconha. Também vai tornar mais rigorosa a repressão contra o cultivo e a venda de drogas nas ruas do país.

“No documento , o governo holandês reconhece que esses coffee shops contribuem para desacreditar as políticas antidrogas do país.” O governo holandês informa também que vai promover campanhas de prevenção e repressão contra o uso de maconha. Irá fortalecer os serviços de tratamento para os dependentes da maconha.

NA CAMPANHA PELA VIDA, CONTRA AS DROGAS, TEMOS EXPLICADO E ALERTADO:

EFEITOS DA MACONHA

Maconha vicia, causando dependência física e psicológica. Contém THC(tetraidrocanabinol), substância que causa alterações na memória, atenção, concentração e na noção de tempo e espaço. Maconha é dez vezes mais cancerígena que o tabaco. O THC é lipossolúvel, ou seja, solúvel em gordura, podendo ficar até 25 dias no cérebro do usuário. Atualmente, um único baseado pode conter até 40% de THC, a substância da maconha que vicia. Maconha é apontada como a segunda causa de acidentes de carro com vítimas fatais.

MACONHA CAUSA ESQUIZOFRENIA

Maconha causa esquizofrenia, afirmam o psicoterapeuta Paulo Campos Dias, da Clínica Reviva, e a psiquiatra Lucinda do Rosário Trigo, diretora da Clínica Conviver, voluntário de Jovem Pan Pela Vida, Contra as Drogas. Esquizofrenia é uma doença mental grave, sem cura, e caracterizada por ideias delirantes, impressão de estar sob a influência de forças estranhas, por introversão e perda de contato com a realidade. Não tem cura.

O psicoterapeuta Paulo Campos Dias, autor de pesquisas sobre maconha publicadas no Brasil e na Holanda, alerta:

A maconha está induzindo pessoas a quadros psiquiátricos graves como a esquizofrenia e a psicoses agudas. Causa também síndrome amotivacional, perda da capacidade de fazer coisa simples. A maconha causa perfusões no cérebro. Lesiona o cérebro, causando perda de neurônios, tornando o cérebro esburacado. Por isso, faz perder a memória recente e provoca apagamentos.

 

A psiquiatra Lucinda do Rosário Trigo afirma:

Está comprovado: maconha causa esquizofrenia e outras doenças psiquiátricas graves. Até algum tempo atrás, acreditava-se que a maconha desencadearia quadros psicóticos em pessoas que tivessem predisposição. Hoje, já está se revendo esse conceito e já se acredita que a maconha possa ser causadora de transtornos mentais, particularmente, a esquizofrenia. A maconha ao longo dos anos foi sendo progressivamente modificada geneticamente e o teor de THC, o princípio ativo da maconha foi sendo aumentado. Então, a maconha dos anos 60 que, em geral tinha 0,5% de THC hoje está aumentada em até 20% da taxas de THC, o que equivale que um baseado fumado significaria o mesmo teor de intoxicação de 40 baseados. Isso quer dizer que mesmo que a maconha seja consumida por um curto período de tempo o potencial de causar problemas à personalidade é muito grande.

Esquizofrenia , uma das doenças causadas pela maconha, significa perda da realidade, paranoia, delírios, impressão de estar sob influência de forças estranhas, profundas perturbações afetivas, introversão, e risco de violência para quem convive com o doente. São doenças que mudam totalmente vidas, relata a psiquiatra Lucinda do Rosário Trigo:

Esses jovens nunca mais vão conseguir estudar, trabalhar, constituir famílias. Passaram a ser um ônus para suas famílias e para a sociedade. Vão precisar de várias internações. E quando estiverem em suas casas irão precisar de acompanhamento por enfermeiros ou parentes o tempo todo e de remédio para o resto de suas vidas. É um grande sofrimento para eles e para suas famílias.

NARGUILÉ ESTÁ SENDO USADO PARA FUMAR MACONHA EM SP

Adolescentes estão usando Narguilé para fumar maconha, alerta o psicoterapeuta Paulo Campos Dias. Narguilé é um cachimbo usado por turcos, hindus e persas , composto de forninho, tubo e vaso de água perfumada que o fumo atravessa antes de chegar à boca. Lojas de São Paulo informam ter aumentando a venda pelo interesse de adolescentes e jovens por esses cachimbos. O especialista Paulo Campos Dias explica:

“Esse aparelho está sendo usado para disfarçar o cheiro da maconha . A fumaça passa pela água. Quando a mãe ou o pai entram no quarto, o que está próximo ao Narguilé é um maço de cigarro de cravo, por exemplo.”

O psicoterapeuta chama a atenção para um fato que pode ser constatado pelos pais: “O incrível é que apesar do uso ser diário,um único maço do cigarro de cravo, que está bem à vista no quarto, chega a durar dois meses. Se os pais observarem com cuidado, verão que o que está sendo fumado não é esse cigarro e sim a maconha.”

O autor de pesquisas sobre a maconha descreve o aumento do THC no baseados a partir da década de 80. THC é a substância que causa dependência química e física e pode provocar doenças psiquiátricas graves e até irreversíveis:

-em 1983, havia 13,5% de THC em cada baseado
-em 1990, aumentou para 35% em cada baseado
-em 2000, aumentou para 40% de THC em cada baseado
-em 2004, já se constatou 70% de THC em cada baseado

“O óleo de haxixe, que contém até 73% de THC, vem sendo pingado sobre cigarro normal”, alerta Paulo Campos Dias.

“Motivos”, afirma o especialista, “de maconha já ser considerada droga pesada.”

MACONHA É PROIBIDA NO BRASIL MAS SEU USO ESTÁ BANALIZADO

Maconha é proibida no Brasil. Mas na prática, a realidade é outra. A erva, definida por especialistas, como droga perigosa, que pode causar doenças psiquiátricas graves, está banalizada. Em 29 cidades de São Paulo, constatamos que a maioria dos estudantes têm colegas que fumam baseado. Alunos, professores e policiais destas cidades confirmaram o fato durante apresentações da campanha Jovem Pan Pela Vida, Contra as Drogas, que tem apoio da Lincx-Serviços de Saúde. Nestas cidades, meninas e meninos de 12, 13, 14 anos já fumam maconha nas praças, nas ruas, nas festas ou até mesmo nos banheiros ou nas quadras de escolas. Fato que se repete na capital, em Atibaia, Alphaville, Barueri, Cotia, Diadema, Embu, Guarulhos, Indaiatuba, Itatiba, Itapevi, Itu, Jundiaí, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Morungaba, Osasco,Ribeirão Pires, Rio Claro, Salto, Santo André, São Bernardo do Campo, São Lourenço da Serra, São Roque, São Sebastião e em Taboão da Serra.

MACONHA PODE CAUSAR DERRAME

Maconha aumenta o risco de derrame, revela estudo feito nos Estados Unidos pelo Instituto Nacional Sobre Abuso de Drogas e pelo Instituto Nacional de Saúde. Os resultados indicam que a maconha atrofia vasos sanguíneos. Os pesquisadores alertam no estudo que já há vários casos de derrame entre jovens usuários de maconha. O estudo confirmou também que maconha potencializa o risco de perda de memória.

Os pesquisadores mediram com uma avançada tecnologia de ultra-som a corrente sanguínea no cérebro dos voluntários no início do estudo e após um mês de abstinência. Os valores encontrados revelaram que usuários de maconha apresentam vasos sanguíneos mais estreitos que doentes com pressão alta ou diabetes. A pesquisa constatou que os efeitos nos vasos sanguíneos continuam mesmo após um mês sem fumar maconha.

MACONHA VENDIDA PELA INTERNET

Maconha é livremente vendida pela Internet. Sites em português e em inglês, acessíveis a qualquer internauta no Brasil, vendem vários tipos de sementes, inclusive, a transgênica.

Um site da Holanda, por exemplo, diz, em bom português, que o cliente deve usar seu nome e endereço verdadeiros, “evitando a Caixa Postal”. Os traficantes afirmam que se o interessado der seu nome e endereço corretos, a entrega está garantida por via postal. As sementes da super maconha, por exemplo, são enviadas ao Brasil, em caixa branca, plana e com aviso de prioridade de entrega para o correio brasileiro.

Os sites indicam duas formas de pagamento para a erva e sementes importadas : ou em dinheiro (dólar ou euro) enviado pelo correio no endereço indicado no site ou por ordem de pagamento.

O inciso terceiro do artigo 13 da Lei 6538, de 1978, diz que os Correios não podem aceitar , nem entregar substâncias de uso proibido no País. Mas os Correios alegam que crime é atribuição da Polícia Federal. É necessário ter subsídios da PF para poderem impedir a entrega desse tipo de mercadoria. “Os Correios entregam mercadorias boas ou ruins”, alega a assessoria da estatal.

PAIS ATENTOS À CORRESPONDÊNCIA DOS FILHOS — Mais uma vez, a sociedade tem que se defender sozinha. Cabe aos pais ficarem atentos às correspondências internacionais recebidas por seus filhos , porque podem conter drogas. As atenções devem se voltar especialmente para remessas vindas da Europa e da América do Norte, destacando-se Canadá e Holanda. Nesses países, há sites especializados na venda de sementes de maconha e da própria erva pelo correio. Sites que são acessíveis a qualquer internauta brasileiro e podem levar mais jovens ao mundo das drogas, de onde poucos escapam.

Fonte: Blog do Professor Rafael Porcari

domingo, 1 de maio de 2011

Mais forte do que o crack, óxi chega a São Paulo após se espalhar por dez Estados

Ainda desconhecido pela maioria da população, o óxi ou oxidado, uma droga parecida com o crack, só que mais devastadora, já se espalhou por dez Estados do país e recentemente chegou a São Paulo. Assim como o crack, o princípio ativo do óxi é a pasta base da folha de coca. Enquanto o crack é obtido a partir da mistura e queima da pasta base com bicarbonato de sódio e amoníaco, no óxi são utilizados cal virgem e algum combustível, como querosene, gasolina e até água de bateria - substâncias que barateiam o custo do entorpecente.

O óxi é inalado ou fumado, assim como o crack, na lata ou no cachimbo. A droga é produzida na Bolívia e no Peru e começou a entrar no Brasil em 2005 pelo interior do Acre. Em pouco tempo, chegou a Rio Branco, onde atualmente há um número elevado de usuários, e se espalhou para outras capitais da região Norte, como Manaus (Amazonas), Belém (Pará), Macapá (Amapá) e Porto Velho (Rondônia).

Nos últimos meses, houve apreensões e registros de usuários em Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Piauí - onde foram confirmadas 18 mortes só neste ano por conta do uso do óxi. Há rumores da circulação da droga no Mato Grosso, Maranhão e Paraná, embora não haja registros oficiais.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), subordinada ao Ministério da Justiça, informou que pesquisadores do órgão registraram a circulação da droga em Santos (SP), mas não forneceu mais detalhes. Na capital, não há registros de usuários de óxi no SUS (Sistema Único de Saúde), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A Secretaria Municipal da Saúde da capital paulista, que faz um trabalho com usuário de drogas na Cracolândia, região central, também afirma não ter encontrado a droga.

Oficialmente, o Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) da Polícia Civil ainda não fez apreensões da droga. Segundo o órgão, no entanto, o óxi já pode ter sido apreendido, mas não foi diferenciado em razão de sua semelhança com o crack. A maior diferença na aparência entre as duas drogas é a cor mais amarelada do óxi, enquanto a pedra do crack é mais clara.

Composição da droga

- Pasta base da folha de coca

- Cal virgem

- Combustível, como querosene, gasolina e até água de bateria

O delegado Reinaldo Corrêa, da Divisão de Prevenção e Educação (Dipe) do Denarc, cita um episódio ocorrido em março deste ano, em que foram apreendidos 200 kg de crack em um laboratório no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Na ocasião, a polícia prendeu oito mulheres contratadas em Alagoas para empacotar a droga, além de seis homens que compravam a droga no atacado na Bolívia. Na época, o Denarc anunciou que a apreensão era de crack, mas segundo Corrêa, tudo indica que, na verdade, tratava-se de óxi.

“Os investigadores queimaram algumas pedras para analisar o material e a substância soltou uma espécie de óleo, que é um resíduo do querosene do óxi que o crack não solta. Só foi registrado como crack porque os investigadores não sabiam da existência do óxi. Agora, qualquer coisa que a gente apreender, vamos ficar de olho”, afirmou o delegado.

Ainda segundo Corrêa, pedras estão sendo vendidas na cracolândia por R$ 2 a R$ 5, valor inferior ao que normalmente o crack é comercializado (entre R$ 7 e R$ 10), o que pode ser um indício do comércio de óxi. Também há relatos não oficiais de uso de óxi na região da avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul da capital. “Se olharmos o percurso da droga, o próximo destino é São Paulo, que é o grande centro consumidor de crack. Nada impede que o óxi chegue aqui”, disse.

Efeitos e danos ao organismo
A pasta base é feita a partir da trituração da folha de coca, encontrada nos países andinos (Bolívia, Peru, Colômbia e Equador). Para obter a pasta base, utiliza-se ácido sulfúrico e outros componentes tóxicos. No óxi, a pasta base é misturada com combustível e cal virgem, componentes corrosivos e extremamente danosos ao organismo.

A droga inalada chega ao cérebro entre 7 e 9 segundos, apenas, e acelera o metabolismo do usuário, causando sensações de euforia, depressão, medo e paranoia. Diferente da cocaína, os efeitos duram pouco tempo, no máximo 10 minutos. Essas circunstâncias obrigam o drogado a inalar o óxi repetidamente para manter o “barato”, o que aumenta as agressões ao organismo.

De acordo com o psiquiatra Pablo Roig, diretor de uma clínica particular de recuperação de drogados, o que torna o óxi mais letal que o crack é, em primeiro lugar, os componentes adicionais --cal e combustível-- e, em segundo, a quantidade do princípio ativo da cocaína, que no óxi é de 60% do composto, um pouco superior ao encontrado no crack.

“São substâncias com alta toxicidade, que causam dificuldades na respiração, fibroses e endurecimento do pulmão. Afetam o sistema cardiorrespiratório e promovem uma vasoconstrição muito intensa. Muitos usuários têm perda de consciência, o que leva a uma parada cardíaca e ao coma”, afirma o médico.
A maioria dos usuários intercala as inaladas com doses de álcool para controlar a sensação de abstinência causada pela droga, o que ataca o fígado e o sistema digestivo, fazendo com que os usuários tenham diarreia e vômito. Muitos usuários de óxi apresentam aparência amarela por conta dos efeitos da droga no fígado.
“O álcool com a substância da cocaína forma o cocaetileno, que pode provocar esteatose hepática (gordura no fígado) e cirrose”, diz Roig. O cocaetileno também é uma substância tóxica para o miocárdio, o que pode também provocar morte súbita.

Ainda não há um estudo sobre a letalidade do óxi. Nos próximos dias, a Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Justiça, divulgará um amplo estudo sobre o crack que também deve abordar o óxi. No entanto, segundo o delegado do Denarc, em média 30% dos usuários da droga não sobrevivem após um ano de uso.

Fonte: Blog politica cidadania e dignidade