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terça-feira, 7 de maio de 2013

Presos duas vezes por tráfico

Ocorrência foi em Raul Soares

PMMGPoliciais militares conseguiram flagrar um rapaz de 29 anos comprando drogas de um mecânico de 35 anos e um adolescente de 16, no bairro Progresso, no final da tarde de sexta, 03/05.

Na hora da abordagem, o mecânico ainda tentou engolir sete pedras de crack. Não conseguiu. Além da droga, havia setenta reais.

Na casa do adolescente, os policiais apreenderam 23 pedras de crack escondidas em cima da geladeira. O garoto conseguiu fugir.

O mecânico foi autuado por tráfico de drogas na delegacia de Caratinga.

DE NOVO

Já no sábado, por volta de 19h, em outra abordagem, agora por conta de uma denúncia, o mesmo usuário foi localizado comprando drogas do adolescente de 16 anos.

Dessa vez foram apreendidas mais 27 pedras de crack embaladas e prontas para venda. O usuário foi preso e o adolescente apreendido.

Também foram encaminhados para a delegacia em Caratinga.

Com informações de Carlos Henrique Cruz - portalcaparao@gmail.com

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mais de 40 pedras de crack apreendidas em Bom Jesus do Galho

bom jesusEm verificação a uma denúncia anônima, a Polícia Militar conseguiu apreender 42 pedras de crack na noite desta quarta-feira (6) em Bom Jesus do Galho. A apreensão ocorreu na travessa Doutor Iza de Souza Lucas, centro da cidade. Marcus Vinícius Vieira, 22 anos, acabou preso acusado de envolvimento com o tráfico de drogas.

A PM foi informada que Marcus teria escondido a drogas numa embalagem plástica, que foi estrategicamente deixada numa moita de capim, que fica perto de uma ponte de madeira.

O suspeito foi encontrado numa praça localizada no centro de Bom Jesus do Galho. Ele foi até o local onde tinha deixado as pedras de crack e as entregou para os militares. Segundo a PM, a droga estava embalada e pronta para venda. Com o suspeito também foram apreendidos 40 reais.

Marcus Vinícius foi preso em flagrante delito sendo conduzido à Delegacia de Polícia da cidade de Caratinga.

Com informações do Portal Manhuaçu.com

domingo, 25 de novembro de 2012

31 pedras de crack apreendidas em Raul Soares

31 pedras de crack foram apreendidas pela Polícia Militar em Raul Soares durante operação de combate ao tráfico de drogas.

Com mandados de busca e apreensão, a operação foi a casas nos bairros Novos Tempos e Vila Esperança.

Uma das casas é de um jovem de 17 anos que sofreu tentativa de homicídio na semana passada e está internado. No imóvel, foram recolhidas as 31 pedras de crack prontas para venda.

O rapaz foi baleado numa disputa de ponto de venda de drogas na Vila Esperança.

Com informações do Portal Caparaó

terça-feira, 8 de maio de 2012

Minas decide adotar internação involuntária do usuário de crack

crackO governo do Estado decidiu alterar a política de tratamento oferecido ao usuário de crack em Minas Gerais e vai passar a adotar, ainda neste mês, a internação involuntária do dependente - quando o atendimento ocorre sem o consentimento do paciente, mas sob recomendação médica. O anúncio foi feito ontem, com exclusividade ao jornal O TEMPO, pelo subsecretário de Políticas Sobre Drogas, Cloves Benevides.

A nova medida do governo começa a vigorar cinco meses após o Ministério da Saúde defender a internação involuntária para casos em que há risco de morte do paciente. Outros Estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, já acataram a prática em ações, inclusive, de internação em massa de frequentadores das chamadas cracolândias.

No Congresso Nacional, projeto de lei do deputado Osmar Terra (PMDB-RS) busca inserir a prática na Lei 11.343/2006, conhecida como Lei Antidrogas. "O projeto deve ser votado em 90 dias e vai realmente validar a medida", afirmou o parlamentar.

Já em Minas, o Estado não pretende sair às ruas recolhendo usuários nos já tradicionais pontos de consumo da droga. O subsecretário Benevides disse que a novidade só será aplicada em casos regulares, em que as famílias procuram socorro em hospitais ou centros de tratamento aos usuários.

"Cada caso será analisado individualmente, e só faremos a internação involuntária se houver indicação médica e acompanhamento do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Defensoria Pública", explicou.

Para isso, será criado, até o fim do mês, o Comitê Supervisor para Cumprimento de Medidas Compulsórias e Involuntárias, que terá integrantes da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e de outras secretarias do governo, além de membros de entidades sociais, como o projeto Mães de Minas contra o Crack. "A decisão sobre o paciente caberá a um conjunto de profissionais, e a internação só será aplicada quando for realmente necessária", completou Benevides.

O subsecretário, que já admitiu ser contrário à prática, disse que a mudança vem para ajudar a resguardar o usuário, inclusive de possíveis decisões da Justiça em que não há necessidade de tratamento em ambientes fechados 24 horas por dia. "Queremos proteger o paciente de medidas que não são cabíveis", afirmou. Até agora, só acontecem em Minas a internação voluntária, feita com o consentimento do dependente, e a compulsória, quando há determinação judicial.

Neste ano, de uma legião estimada em 340 mil usuários de crack no Estado - de acordo com dados da Seds -, só há sete casos de internação compulsória em andamento. A medida, considerada morosa por especialistas, é, atualmente, a única solução para famílias que tentam, "na marra", salvar seus parentes do vício e dos perigos do envolvimento com o tráfico.

É o caso da aposentada Olinda Ferreira de Melo, 61, que há quatro anos tenta livrar a filha do crack. Ela conta que já tentou internação em instituições, apoio de ONGs e aval da Justiça, mas sem sucesso. "Minha filha não quer se internar. Esse é o problema. Com isso, a gente é obrigado a vê-la se acabando", disse Olinda.

Além das internações compulsórias, a Seds contabiliza também 763 encaminhamentos de usuários para tratamento em janeiro e fevereiro deste ano. Isso não representa necessariamente internação, pode ser terapia familiar, atendimento ambulatorial e permanência durante o dia em comunidades e grupos de apoio.


REPERCUSSÃO

Medida é aprovada por especialistas

A nova política de Minas de tratamento ao usuário de crack foi comemorada por ONGs e especialistas que defendem a internação involuntária. O projeto Mães de Minas contra o Crack, favorável à nova medida, afirmou que a preocupação agora é com a quantidade de leitos para a demanda. "O governo vai ser obrigado a abrir mais vagas para tratamento", afirmou Dalvineide Almeida Santos, coordenadora do Mães de Minas.

A internação involuntária também é defendida pelo Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG) desde que seja respeitada a Lei 10.216 e não haja acolhimento em massa. <CF80>"Somos favoráveis desde que cada caso seja analisado individualmente", disse a presidente do CRP, Marta Elizabeth de Souza.

A psiquiatra Ana Cecilia Roselli, da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), também aprova a prática. "Isso quando a vida do usuário está em risco". (LC)

Pascoal on line, com informações do Jornal O Tempo

domingo, 28 de agosto de 2011

Crack - Várias opções, pouca esperança

O tratamento da dependência do crack é tão complexo quanto o rastro de destruição deixado pela droga. Um modelo eficaz de intervenção sugerido pelos especialistas ouvidos pela reportagem seria a combinação de uma rede de assistência onde o usuário pudesse ser atendido por psiquiatra, psicólogo, assistente social, além de um acompanhamento após a alta do tratamento. No entanto, a fórmula não ultrapassa 40% de sucesso nos resultados.

O psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Ronaldo Laranjeira, considerado um dos maiores especialistas em estudo das drogas no país, afirma que as opções de tratamento oferecidas pela rede pública estão longe de conseguirem um êxito mínimo. Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), modelo oferecido pelo governo (veja quadro abaixo), é analisado por Laranjeira como um erro de investimento por parte do Ministério da Saúde. "O governo quer financiar só um tipo de tratamento. Um tipo cuja aderência dos pacientes é baixa ou inexistente", afirma.

Para o tamanho do problema no país que, segundo dados do Ministério da Justiça, já se arrasta com cerca de 600 mil viciados na droga, o especialista da Unifesp sugere um modelo compartilhado das opções oferecidas pela rede pública. "Seria a combinação dos Caps, com as comunidades terapêuticas, moradias assistidas e internação", afirma Laranjeira.

O uso de medicamentos, na opinião dos médicos, também pode fazer toda a diferença no tratamento dos dependentes. De acordo com o psiquiatra da Subsecretaria de Políticas Antidrogas Valdir Ribeiro Campos, a intervenção médica é fundamental na tentativa de cura dos pacientes. "O tratamento mais eficaz é o médico junto com o psicológico. É melhor, mas não vai resolver 100% dos problemas", afirma.

As comunidades terapêuticas, vinculadas na sua maioria a associações religiosas, são parceiras do governo na oferta de tratamento. Em Minas, a secretaria conta com 31 unidades conveniadas. A abordagem do problema dispensa os remédios e passa pelas terapias individuais, de grupo, trabalhos manuais e isolamento do meio urbano. "É um tratamento que requer muito do usuário, da atitude no tratamento. Temos vários resultados positivos, mas não é a maioria", conta o coordenador da Comunidade Terapêutica Caminhos da Sobriedade, Paulo Gregório de Lima.

Marcos*, 31, começou a usar crack aos 15 anos e há dois está recuperado. Após passar por quatro internações em uma clínica terapêutica, ele diz que está curado e defende a terapia sem medicamentos como meio de obter sucesso. "Depende somente da gente. E é preciso se afastar do ambiente das drogas", diz.

É nas clínicas particulares que a eficácia de uma abordagem do problema se aproxima do ideal. No entanto, o preço salgado - a média de custo de um mês de internação é de R$ 14 mil - afasta pelo menos 80% dos usuários de crack no Brasil, inseridos na classe baixa. "Aqui contamos com psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas", contou o psicólogo do Centro Psicoterápico César Rodrigues Oliveira. A clínica, situada no bairro Mangabeiras, região Centro-Sul de Belo Horizonte, cobra R$ 3.500 por semana de internação.

Fonte: Portal Pontenet, com informações de O Tempo

domingo, 1 de maio de 2011

Mais forte do que o crack, óxi chega a São Paulo após se espalhar por dez Estados

Ainda desconhecido pela maioria da população, o óxi ou oxidado, uma droga parecida com o crack, só que mais devastadora, já se espalhou por dez Estados do país e recentemente chegou a São Paulo. Assim como o crack, o princípio ativo do óxi é a pasta base da folha de coca. Enquanto o crack é obtido a partir da mistura e queima da pasta base com bicarbonato de sódio e amoníaco, no óxi são utilizados cal virgem e algum combustível, como querosene, gasolina e até água de bateria - substâncias que barateiam o custo do entorpecente.

O óxi é inalado ou fumado, assim como o crack, na lata ou no cachimbo. A droga é produzida na Bolívia e no Peru e começou a entrar no Brasil em 2005 pelo interior do Acre. Em pouco tempo, chegou a Rio Branco, onde atualmente há um número elevado de usuários, e se espalhou para outras capitais da região Norte, como Manaus (Amazonas), Belém (Pará), Macapá (Amapá) e Porto Velho (Rondônia).

Nos últimos meses, houve apreensões e registros de usuários em Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Piauí - onde foram confirmadas 18 mortes só neste ano por conta do uso do óxi. Há rumores da circulação da droga no Mato Grosso, Maranhão e Paraná, embora não haja registros oficiais.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), subordinada ao Ministério da Justiça, informou que pesquisadores do órgão registraram a circulação da droga em Santos (SP), mas não forneceu mais detalhes. Na capital, não há registros de usuários de óxi no SUS (Sistema Único de Saúde), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A Secretaria Municipal da Saúde da capital paulista, que faz um trabalho com usuário de drogas na Cracolândia, região central, também afirma não ter encontrado a droga.

Oficialmente, o Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) da Polícia Civil ainda não fez apreensões da droga. Segundo o órgão, no entanto, o óxi já pode ter sido apreendido, mas não foi diferenciado em razão de sua semelhança com o crack. A maior diferença na aparência entre as duas drogas é a cor mais amarelada do óxi, enquanto a pedra do crack é mais clara.

Composição da droga

- Pasta base da folha de coca

- Cal virgem

- Combustível, como querosene, gasolina e até água de bateria

O delegado Reinaldo Corrêa, da Divisão de Prevenção e Educação (Dipe) do Denarc, cita um episódio ocorrido em março deste ano, em que foram apreendidos 200 kg de crack em um laboratório no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Na ocasião, a polícia prendeu oito mulheres contratadas em Alagoas para empacotar a droga, além de seis homens que compravam a droga no atacado na Bolívia. Na época, o Denarc anunciou que a apreensão era de crack, mas segundo Corrêa, tudo indica que, na verdade, tratava-se de óxi.

“Os investigadores queimaram algumas pedras para analisar o material e a substância soltou uma espécie de óleo, que é um resíduo do querosene do óxi que o crack não solta. Só foi registrado como crack porque os investigadores não sabiam da existência do óxi. Agora, qualquer coisa que a gente apreender, vamos ficar de olho”, afirmou o delegado.

Ainda segundo Corrêa, pedras estão sendo vendidas na cracolândia por R$ 2 a R$ 5, valor inferior ao que normalmente o crack é comercializado (entre R$ 7 e R$ 10), o que pode ser um indício do comércio de óxi. Também há relatos não oficiais de uso de óxi na região da avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul da capital. “Se olharmos o percurso da droga, o próximo destino é São Paulo, que é o grande centro consumidor de crack. Nada impede que o óxi chegue aqui”, disse.

Efeitos e danos ao organismo
A pasta base é feita a partir da trituração da folha de coca, encontrada nos países andinos (Bolívia, Peru, Colômbia e Equador). Para obter a pasta base, utiliza-se ácido sulfúrico e outros componentes tóxicos. No óxi, a pasta base é misturada com combustível e cal virgem, componentes corrosivos e extremamente danosos ao organismo.

A droga inalada chega ao cérebro entre 7 e 9 segundos, apenas, e acelera o metabolismo do usuário, causando sensações de euforia, depressão, medo e paranoia. Diferente da cocaína, os efeitos duram pouco tempo, no máximo 10 minutos. Essas circunstâncias obrigam o drogado a inalar o óxi repetidamente para manter o “barato”, o que aumenta as agressões ao organismo.

De acordo com o psiquiatra Pablo Roig, diretor de uma clínica particular de recuperação de drogados, o que torna o óxi mais letal que o crack é, em primeiro lugar, os componentes adicionais --cal e combustível-- e, em segundo, a quantidade do princípio ativo da cocaína, que no óxi é de 60% do composto, um pouco superior ao encontrado no crack.

“São substâncias com alta toxicidade, que causam dificuldades na respiração, fibroses e endurecimento do pulmão. Afetam o sistema cardiorrespiratório e promovem uma vasoconstrição muito intensa. Muitos usuários têm perda de consciência, o que leva a uma parada cardíaca e ao coma”, afirma o médico.
A maioria dos usuários intercala as inaladas com doses de álcool para controlar a sensação de abstinência causada pela droga, o que ataca o fígado e o sistema digestivo, fazendo com que os usuários tenham diarreia e vômito. Muitos usuários de óxi apresentam aparência amarela por conta dos efeitos da droga no fígado.
“O álcool com a substância da cocaína forma o cocaetileno, que pode provocar esteatose hepática (gordura no fígado) e cirrose”, diz Roig. O cocaetileno também é uma substância tóxica para o miocárdio, o que pode também provocar morte súbita.

Ainda não há um estudo sobre a letalidade do óxi. Nos próximos dias, a Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Justiça, divulgará um amplo estudo sobre o crack que também deve abordar o óxi. No entanto, segundo o delegado do Denarc, em média 30% dos usuários da droga não sobrevivem após um ano de uso.

Fonte: Blog politica cidadania e dignidade