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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Pesquisa revela águas da bacia do Rio Doce estão contaminadas

Isso é pela falta de tratamento de esgoto e atividades industriais na região

A sujeira mais perigosa a gente não consegue ver. Está no fundo do Rio Doce. São os chamados metais pesados. Uma pesquisa realizada desde 2006, e divulgada recentemente por uma universidade do Vale do Aço, revelou que a falta de tratamento de esgoto e atividades industriais na região, carregaram a água de mercúrio e arsênio. Para a bióloga Waleska Bretas, um problema de Governador Valadares e outras mais de 200 cidades da redondeza.

A situação é considerada grave. Principalmente, porque é complicado e caro retirar os metais da água. E porque eles afetam a vida que existe no rio.

Até mais ou menos uns cinco, sete anos atrás, era bem comum encontrar no rio piaus, pintados até dourados! Hoje eles existem, mas em menor quantidade, justamente por causa dos níveis de poluição. Aí vieram outras espécies de outras bacias e desequilibraram a fauna: piranhas e bagres africanos. São mais resistentes. Apesar disso, mais difíceis pra os pescadores venderem.

Pescador por hobby e profissão há mais de 20 anos, o Carlos Santos teve sorte. Pegou uma curimba e das grandes. Uma raridade. O peixe não tolera bem ambientes com muito lixo.
Pra vida dos pescadores melhorar, antes mesmo de despoluir o Rio Doce, é preciso evitar que a água fique ainda mais contaminada.

Pascoal on line, com informações do in360

segunda-feira, 26 de março de 2012

Grandes empresas agora terão que pagar pelo uso da água

Mineradoras, hidrelétricas e indústrias da bacia do Rio Doce têm agora que pagar pelo uso da água. A cobrança, já em vigor, foi aprovada por usuários, sociedade e poder público. O objetivo é incentivar o consumo racional dos recursos hídricos e preservar a natureza, investindo na bacia o dinheiro arrecadado. A medida está prevista na Política Nacional de Recursos Hídricos.

Veja o vídeo

Iusifith Chafith Felipe
Presidente do CBH – Piracicaba (MG)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Cobrança pelo uso da água avança no País

image

Créditos: Ricardo Zig Koch Cavalcanti / Banco de Imagens ANA
Rio São Francisco (BA)

Em 2010, R$ 38,5 milhões foram arrecadados com a cobrança pelo uso da água em bacias hidrográficas que possuem rios de domínio da União (aqueles que ultrapassam os limites de uma unidade da Federação). Enquanto nas bacias do Paraíba do Sul (MG, RJ e SP) e do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (MG e SP) houve a arrecadação de R$ 12,4 milhões e R$ 17,5 milhões respectivamente, na do São Francisco (AL, BA, DF, GO, MG, PE e SE) o montante chegou a R$ 8,6 milhões.

A cobrança também está em funcionamento em 16 bacias de três estados: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde foram arrecadados mais R$ 67,3 milhões no último ano. Com isso, a cobrança fechou 2010 implementada em 19 bacias com uma arrecadação total de R$ 105,8 milhões.

Em julho do ano passado, a cobrança pelo uso da água foi iniciada na bacia do Velho Chico após mais de três anos de discussões no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF). Neste processo de implementação, a Agência Nacional de Águas (ANA) ofereceu apoio técnico ao Comitê com ações, como: elaboração de estudos, notas técnicas e palestras sobre a cobrança.

Na bacia do rio Doce (ES e MG), o processo de implantação da cobrança, que começou em 2009, teve continuidade em 2010. Com apoio da ANA, foram realizadas três oficinas na bacia para discutir o tema. A previsão é de que a cobrança passe a funcionar a partir de setembro de 2011 na região. Além disso, a Agência ofereceu suporte técnico para que o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) implantasse a cobrança nas bacias dos rios das Velhas, Araguari e Piracicaba/Jaguari.


A cobrança

A cobrança pelo uso da água é um instrumento previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos e tem o objetivo de estimular o uso racional da água, demonstrando que ela é finita e dotada de valor econômico, e gerar recursos para investimentos na recuperação e preservação dos mananciais das bacias hidrográficas. Fixada a partir de um pacto entre os usuários de água e o comitê de bacia, com apoio técnico da ANA, a cobrança não é um imposto, mas um preço público que funciona como se fosse uma taxa condominial.

Desde o início da cobrança, em março de 2003, na bacia do Paraíba do Sul, já foram arrecadados pela Agência Nacional de Águas R$ 145,1 milhões – no Piracicaba, Capivari e Jundiaí, o instrumento passou a ser aplicado em janeiro de 2006. Todo este valor foi repassado integralmente pela ANA para as agências de água das bacias onde há cobrança, as quais utilizam o montante em ações de recuperação (plantio de mata ciliar, por exemplo), definidas pelo respectivos comitês de bacias hidrográficas.

Para saber mais sobre a cobrança, acesse:
http://www2.ana.gov.br/Paginas/servicos/cobrancaearrecadacao/cobrancaearrecadacao.aspx

Fonte: SAAE / Raul Soares