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sábado, 24 de novembro de 2012

Economia: Petrobras perde liderança na América Latina

Por José Geraldo Leal*

A Petrobras é uma empresai criada na década de 50 pelo Presidente Getúlio Vargas. Teve origem em projeto de iniciativa de valorosos políticos nacionalistas entre os quais os mineiros Artur Bernardes, Bilac Pinto, Gabriel Passos.

Foi uma empresa em crescimento desde a sua criação

Com muito pesar e apreensão tomamos conhecimento de noticia da agência InfoMoney sobre a perda da liderança pela Petrobras do mercado na América Latina para a colombiana Ecopetrol. O valor de mercado da estatal brasileira em 21 de novembro de 2012 fechou em US$ 118,14 bilhões o que representa uma queda de 24%, ou US$ 37,29 bilhões em comparação com o final de 2011.

Foi a maior queda percentual entre as 20 maiores empresas da região conforme salienta a consultoria Economatica.

Na mesma data a empresa equatoriana fechou com o valor de US$ 121,16 bilhões, passando a ser a maior empresa da América Latina nesse quesito.

No final de 2011 a Ecopetrol ocupava a quarta posição.

No primeiro trimestre do ano de 2012 a Petrobras registrou um prejuízo de R$ 1,346 bilhões, sendo esse o primeiro resultado negativo desde o primeiro trimestre de 1999.

Algumas providências urgentes são reclamadas pela presidente da companhia desde a sua posse a fim de evitar uma situação mais desconfortável e comprometedora ao desenvolvimento da empresa e prejudicial a economia do País.

Há poucos dias a Petrobras perdeu, também, por pouco tempo é verdade, a primeira posição do ranking do mercado brasileiro, conforme informou o InfoMoney. Fato inédito na história da empresa.

*Contabilista, pesquisador, historiador, escritor e colunista do Jornal Regional.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mineira de Caratinga vai dirigir a maior empresa do país

No Comando. Maria das Graças Foster está há 32 anos na Petrobras, onde começou como estagiária

A mineira de Caratinga Maria das Graças Silva Foster, 58, será a primeira mulher a presidir a Petrobras, a maior empresa o país e oitava maior do mundo. Ela deve assumir em fevereiro. Depois de um fim de semana de especulações, a Petrobras confirmou ontem que o presidente do Conselho de Administração da companhia, ministro Guido Mantega, vai indicar, no dia 9 de fevereiro, a atual diretora de Gás e Energia da empresa, conhecida no mercado como Graça Foster, para o cargo máximo da companhia.

A substituição do comando de José Sérgio Gabrielli por Graça Foster já era esperada pelo mercado, devido ao perfil técnico dela, bem ao estilo da presidente Dilma Rousseff, de quem é amiga desde 1999. Indicado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gabrielli, que está há quase sete anos à frente da companhia, deve assumir um cargo no governo Jaques Wagner, na Bahia, e, depois, disputar as eleições em 2014 para o governo do Estado ou para o Senado. A especulação sobre a saída de Gabrielli vinha acontecendo desde o ano passado, devido às aspirações políticas dele.

Com uma rotina de trabalho de quase 14 horas por dia, Graça Foster está na Petrobras há 32 anos, depois de ter começado na estatal como estagiária. Engenheira química com pós-graduação em engenharia nuclear pela UFRJ, Graça Foster é considerada uma das 50 mulheres em ascensão no universo dos negócios em todo o mundo, segundo o jornal inglês "Financial Times", e está entre as dez executivas mais poderosas da América Latina, segundo a revista "America Economia", publicação sobre economia, finanças e negócios na América Latina, do Chile.

Ela tem pela frente vários desafios no comando da Petrobras. Um deles é atender às expectativas do setor industrial de Minas Gerais. O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado, torce para Graça Foster ser uma boa presidente da Petrobras e cumprir os compromissos com Minas Gerias. "O Estado é o segundo mais importante consumidor de derivados de petróleo do país", disse Machado, referindo-se a ela como uma técnica competente. "Poderíamos ter mais valores agregados de petróleo em Minas Gerais", disse Machado, referindo-se à instalação de um polo acrílico e ampliação da refinaria Gabriel Passos, em Betim, que já não atende a demanda de Belo Horizonte e região. "Ela e a Dilma são mineiras importantes para Minas Gerais", disse Machado. 

Gabrielli tinha divergências com Dilma

Brasília. Segundo executivos da Petrobras, ficou acertado no final do governo Lula que Sérgio Gabrielli iria permanecer no cargo de presidente da estatal por um período de transição no governo Dilma, com quem sempre teve uma relação conflituosa e divergente quando ela era ministra-chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

Para Gabrielli, chegou o momento de "fechar o ciclo". Ele desmente qualquer atrito com o governo. "Não tenho nenhuma informação de nenhuma notícia de uma mudança com tensão ou problemas", disse.

Fonte: O Tempo

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Preço da gasolina: mitos e verdades

01) Por que a Petrobras Distribuidora não se pronuncia sobre alterações de preços dos combustíveis nos postos?

Porque os preços são livres nas bombas. As distribuidoras de combustível são legalmente impedidas de exercer qualquer influência sobre eles.

Há uma lei federal que impede as distribuidoras de operarem postos. Estes são, em regra, administrados por terceiros, pessoas jurídicas distintas e autônomas.

O mercado da gasolina no Brasil hoje é regulamentado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pela Lei Federal 9.478/97 (Lei do Petróleo). Esta lei flexibilizou o monopólio do setor de petróleo e gás natural, até então exercido pela Petrobras (da qual a Petrobras Distribuidora é subsidiária), tornando aberto o mercado de combustíveis no País. Dessa forma, desde janeiro de 2002 as importações de combustíveis foram liberadas e o preço passou a ser definido pelo próprio mercado.

O preço final ao consumidor varia em função de múltiplos fatores como: carga tributária (municipal, estadual, federal), concorrência com outros postos na mesma região e a estrutura de custos de cada posto (encargos trabalhistas, frete, volume movimentado, margem de lucro etc.).

É possível pesquisar sobre o assunto no site da Petrobras ( Composição de Preços) e no da ANP ( dúvidas sobre preço).

02) É verdade que a gasolina é mais cara aqui do que no resto do mundo, apesar de o Brasil ser autossuficiente em petróleo?

No gráfico a seguir é possível comparar os preços da gasolina praticados no Brasil com os preços médios em diversos países.

a) a parcela de baixo do gráfico representa o preço da refinaria sem impostos;

b) a parcela do topo representa as margens de comercialização, que oscilam em função do mercado local de venda dos combustíveis;

c) e a parcela em azul mais claro representa a carga tributária que é a maior responsável pela diferença dos preços entre os países.

Observa-se, também, que os valores cobrados no Brasil encontram-se alinhados com os preços de outros países que possuem mercados de derivados abertos e competitivos.

Preços Internacionais de Gasolina – média 2010

Obs: O teor de álcool anidro na Gasolina C se manteve em 25% ao longo do ano, exceto no período de fevereiro a março, quando o percentual foi reduzido para 20%. Confira também o gráfico referente ao mês de janeiro de 2011.

Elaboração: Petrobras com dados do Banco Central, ANP, USP/Cepea, ENAP(Empresa Nacional Del Petróleo – Chile), ANCAP (Admisnistración Nacional de Combustibles, Alcohol y Portland – Uruguai) e PFC Energy.

Margens de Distribuição e Revenda obtidas por diferença. Câmbio considerado = 1,7602 (média da PTAX diária em 2010).

Constata-se, desta forma, que a Petrobras, a Petrobras Distribuidora e as demais distribuidoras não possuem ingerência total na cadeia de formação de preço do produto comercializado ao consumidor. Todos os demais agentes envolvidos podem contribuir na sua variação (para maior ou para menor).

Postos de serviço e distribuidoras podem praticar margens variáveis conforme seus planos comerciais, visto que os preços não são tabelados nem estão sob controle governamental.

03) Toda vez que o preço do álcool sobe, também aumenta o da gasolina?

As usinas de cana-de-açúcar produzem dois tipos de álcool: o anidro, que é adicionado pelas distribuidoras à gasolina; e o hidratado, que passou a ser chamado de etanol.

Assim, o período de entressafra da cana-de-açúcar pode provocar alta tanto no preço final da gasolina – em virtude da escassez do álcool anidro, misturado à gasolina, hoje na proporção de 25% – quanto no preço final do etanol. Mas não é uma regra, já que vários fatores interferem no preço final do combustível.  Confira no site da Petrobras.

04) A Petrobras é a única fornecedora de gasolina no Brasil?

Ao abastecer seu veículo no posto revendedor, o consumidor adquire a gasolina “C”, uma mistura de gasolina “A” com álcool anidro. Nesta época do ano, a chamada entressafra da cana-de-açúcar, o preço do álcool sobe, impactando o preço da gasolina.

A gasolina “A” pode ser produzida nas refinarias da Petrobras (Petróleo Brasileiro S.A.), por outros refinadores do País, por formuladores, pelas centrais petroquímicas ou, ainda, importada por empresas autorizadas pela ANP.

As principais distribuidoras, como a Petrobras Distribuidora e outras (consulte o Sindicom), compram a gasolina “A” da Petrobras, a maior produtora do Brasil.

Em bases e terminais, essas distribuidoras fazem a adição do álcool anidro, adquirido junto às usinas produtoras (consulte www.unica.com.br), gerando a gasolina “C”.

A proporção de álcool anidro nessa mistura (25%) é determinada pelo Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (CIMA), vide Resoluções da ANP.

Assim, por meio de milhares de postos revendedores presentes no Brasil, as distribuidoras comercializam a gasolina “C” para todos os consumidores.

Leia também a nota de esclarecimento divulgada pela Gerência de Imprensa da Petrobras

Fonte: Petrobras – Fatos e Dados