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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

ALMG celebra voto feminino na entrega da Medalha do Mérito

Ministra Carmen Lúcia, presidente do TSE, foi homenageada e oradora oficial da solenidade.
O raul-soarense e ex-candidato a vice-prefeito Renato Machado também foi agraciado com a Medalha.

DSC01313O pioneirismo de Minas Gerais na luta pelo voto feminino, bem como a representatividade dessa conquista, que completa 80 anos, para a democracia do País, foram lembrados nesta quinta-feira (8/11/12), durante a solenidade de entrega da Medalha do Mérito Legislativo, no Expominas, em Belo Horizonte. No evento, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais agraciou 227 pessoas e instituições que se destacaram em suas áreas de atuação, entre elas a presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministra do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia Antunes Rocha, que foi a oradora da solenidade.

clip_image001Condecorada com a Medalha no grau Grande Mérito, a ministra destacou em seu discurso o amadurecimento da sociedade brasileira. “Não vivemos um momento de reforma, e sim de transformação”, destacou a ministra. A Lei da Ficha Limpa, segundo ela, é uma prova de que o cidadão exige cada vez mais participar do processo político. Por isso, ela alertou aos que ocupam cargos públicos para a necessidade de se agir com ética em todos os setores da vida estatal. “Não se trata de escolha; é a ética ou o caos”, afirmou Carmen Lúcia.

Nesse sentido, a ministra lembrou a importância da consolidação da Federação brasileira como espaço de afirmação da democracia. “É uma caminhada na qual não podemos permitir retrocessos”, disse ela, lamentando que muitos Estados ainda precisaram do apoio das Forças Armadas para que as eleições municipais de outubro pudessem ser realizadas com tranquilidade. Minas foi um dos quatro que não necessitaram da presença de tropas federais.

Cármen Lúcia comentou, ainda, que as assembleias estaduais têm muito espaço para legislar dentro de suas competências e fazer com que a participação popular seja cada vez maior no espaço público. Nesse sentido, afirmou, “os ocupantes de cargos públicos precisam ser, de fato, representantes do povo, e não seus substitutos”. “O Legislativo Estadual vive um momento de grande importância para o aperfeiçoamento das instituições, e, nesse contexto, Minas tem sido, ao longo de sua história, exemplo na concretização dos ideais republicanos”, destacou.

Ao lembrar a comemoração dos 80 anos do voto feminino no Brasil, Cármen Lúcia reafirmou que a existência da Federação passa pelo respeito democrático às diferenças. “Nós mulheres devemos ser tratadas como iguais, mas gostamos de conviver com as diferenças”, garantiu ela.