quarta-feira, 2 de março de 2016

Nossa História

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Caros conterrâneos e conterrâneas,

Pedi a Pascoal um espaço em seu blog para vos falar sobre um assunto que há muito me incomoda.

O assunto que me incomoda há muitos anos é sobre a preservação de Nossa História.

Há tempos tenho acompanhado daí e daqui o fim de nosso patrimônio histórico.Vou apenas citar alguns:

 

Nosso antigo cine Marrocos,que foi demolido para ampliar um supermercado; não que eu seja contra supermercados, mas desmanchar uma joia como o cine para tal finalidade foi e é um tremendo mal gosto; o hotel Natalino que também foi ao chão para atender a necessidade de se fazer uma agência bancária. Nada também contra agências bancárias, mas nos dias de hoje os grandes bancos estão alugando imóveis para se instalar. A casa da esquina na Praça Dr. Durval Grossi, uma das mais antigas da cidade que também foi ao chão; a casa que pertenceu ao grande empreendedor Artur Pena, também uma das mais antigas da cidade; a antiga Casa Paroquial, obra do dinâmico Padre José Domingues, entre outros bens valiosos de Nossa História.

Tem também alguns que estão abandonados e que poderiam ser usados como centros culturais como o Galpão, se é que se pode chamar assim, na Vila Barbosa, obra do engenheiro Manuel Máximo Barbosa; o prédio da antiga fábrica de tecidos São Tarcísio, na rua Juca Amâncio.

E agora, recebi uma informação que um dos três prédios construídos pelo "turco" Salim José Jorge irá ao chão, o que me deixou mais triste ainda.

Estou avisando aos digníssimos vereadores que façam algo nesse apagar dessa legislatura. Tem também, caros conterrâneos e conterrâneas, o prédio da Assad Chequer. (por sinal meu saudoso avô) que até onde sei é o mais antigo da cidade de Raul Soares. É do ano de 1926. A antiga estação de ferro, que, neste ano, faz 100 anos e deveria ser melhor cuidada e voltar à cor original. Vamos, gente, acordar pra vida e preservar o que ainda resta na nossa cidade.

Agradeço ao Pascoal o espaço e aguardo críticas e sugestões

João Luiz Pacheco Sad - Belo Horizonte - Minas Gerais. Último dia do mês de fevereiro de 2016

9 comentários:

  1. Concordo plenamente. O fato é, caro amigo João, que os legisladores de nossa cidade pouco se importam com isso, infelizmente. A essa altura já estão preocupados em começar a pedir votos e fazer campanha em detrimento das reais necessidades de nossa população. A verdade é que Raul Soares está abandonada há tempos e caminhando para se tornar uma cidade fantasma. Estou totalmente desmotivado com a nossa política local. Não vejo, hoje, candidatos tanto no legislativo quanto no executivo que possam "QUERER" ou pelo menos "TENTAR" mudar essa história.

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  2. Cavalo tem chifre e boi nao tem!!! Com todo respeito com o autor, nao temos NADA, (projeto social, saude, estradas rurais, comercio, SAUDE denovo e muito mais)Porque preservar a historia? Voce e de Raul, faca uma analise dos vereadores eleitos (nao todos) mas a maioria esta la por causa do din din no fim do mes E NADA MAIS.

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  3. Seria bom preservar e também usá-los. Pois preservar por preservar só é esperdício de espaço.
    Bom, o caso é que, novos proprietários tem o direito de derrubar e erguer novas estruturas de acordo com a necessidade que lhe convier.
    Também sou a favor de melhoramentos e para o bem do futuro.
    Uma outra verdade, é que, cine Marrocos, casa paroquial, galpão da vila Barbosa, e outros já estavam (ão)oferecendo riscos, pois suas antigas estruturas enfraquecidas se encontram (vam) e não compensa para uma cidade onde a renda é esqueça e os atuais proprietários tem outra visão para o imóvel devido ao gasto para refazer e manter o estado original sem retorno.
    Este, com todo respeito aos demais, é meu ponto de vista.

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  4. Caro João,
    Acredito que seria interessante preservarmos, sim, monumentos que enriqueceriam a nossa história, tais como a antiga Caixa D'Água (restaurada há pouco tempo pelo SAAE), a Estação de Trem da Leopoldina, o Grupo Benedito Valadares, entre outros. Não concordo com a preservação de prédios históricos particulares, pois, além de estarem em péssimas condições estruturalmente, os seus proprietários não têm condições de mantê-los em perfeito funcionamento por falta de apoio financeiro. Acho que devemos preservar o que tivermos condições. Os demais, deverão ser demolidos para ceder lugar a prédios mais modernos, que atendam à atual exigência de mercado e facilitem a vida da população.

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  5. Meu conterrãneo, nossa cidade já não consegue atender as necessidades emergenciais, imagine então cuidar de prédios antigos que nada acrescentará na péssima qualidade de vida do nosso povo.
    O pensamento dos nossos intelectuais deveria estar sempre voltado para o progresso com geração de rendas para nosso povo. Nossa cidade não é histórica, portanto jamais ações desse cunho não passará de uma mera ficção.

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  6. Boa, João. Tô comentando como autônomo porque ainda sou bastante analfabeto na informática. O nome deste autônomo é Samuel J.C.Pinto. Pra quem não se lembra, trabalhei no B.Brasil de out/97 até jan/2002 aí em Raul.

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  7. Um povo sem memória é um povo sem história...A falta de cultura também está acabando com o país.

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  8. Caros colegas, deparamos em nossa comunidade com várias deficiências caóticas, então vamos voltar nossa atenção para tentar suprir nossas necessidades urgentes, sem perder o foco. Recuperação de edificações jamais nos favorecerá em nada para atender nossas deficiências que são históricas, ja vem de velhos tempos, vividas por pessoas que poderiam ter projetado um futuro melhor. Contudo não é interessante preservar o insucesso criado por nossos antecessores.

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  9. O problema é a falta de recursos financeiros,fazer uma restauração fica muito caro,inviável para os proprietários. Mas eu defendo a preservação de qualquer patrimônio histórico cultural.São nossas raízes, nossas lembranças,que mesmo com a demolição física,ainda continua viva em nossa memória.

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