quarta-feira, 16 de março de 2016

Corregedoria de Polícia Civil investiga delegada de Jequeri

Deputados ouviram explicações da servidora, convocada pela Comissão de Segurança Pública, sobre liberação de suspeitos

A delegada de Polícia Civil de Jequeri (Zona da Mata), Cleide de Oliveira Fiorillo, foi ouvida nessa terça-feira (15) pelos deputados da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sobre denúncias de improbidade administrativa quando do atendimento à ocorrência policial no dia 1º de dezembro do ano passado.

 

Na oportunidade, ela teria liberado, pelo telefone, dois suspeitos que portavam drogas e armas de fogo. Esta foi a terceira convocação feita à delegada, que está sendo investigada pela Corregedoria de Polícia Civil.

A subcorregedora de Polícia Civil, Cíntia Bachmann, confirmou que o caso vem sendo apurado no órgão e encontra-se em fase de instrução. Bachmann explicou que os próximos passos são a convocação da delegada para que seja apresentada defesa e, se for comprovada responsabilidade, será aplicada penalidade administrativa.

O delegado Paulo Felipe Ssaback, que representou a chefia da Polícia Civil, reforçou que a Corregedoria foi acionada e vem realizando seu trabalho com legalidade e isonomia. “Cobramos das autoridades policiais que atuem no cumprimento das leis e fiscalizamos a atuação dos delegados em todo o Estado”, destacou.

Defesa - Cleide Fiorillo é delegada-geral de Polícia Civil, onde atua há 25 anos, e hoje responde pela comarca de Ponte Nova (Zona da Mata). Ela classificou a denúncia como "equivocada e mentirosa". Segundo ela, na ocorrência não houve registro de assalto contra os suspeitos e eles teriam sido levados à delegacia por fugirem de abordagem policial em um posto de gasolina.

Cleide explicou que, na perseguição, um policial militar teria efetuado disparo contra um dos suspeitos, por entender que estavam armados. “Um deles foi ferido, levado ao hospital e, horas depois, a ocorrência foi registrada no sistema PCnet. Eu não poderia prender um suspeito lesionado com bala alojada no corpo”, defendeu-se.

A delegada afirmou, ainda, que as armas encontradas com os suspeitos estavam com munição ineficiente e que o ferido não tinha antecedentes criminais. Para ela, o procedimento foi feito com razoabilidade, por não haver materialidade de provas que comprovassem o crime. “Como se passava das 18 horas, não havia perito disponível ou local próprio para a realização do laudo”, alegou.

A servidora relatou, também, que um primo de um dos suspeitos, que teria estado na cidade no dia seguinte para buscá-los, estaria em um veículo com registro de furto, tendo sido abordado pela Polícia Militar (PM), o que deu origem a toda a confusão. “Fiz tudo que foi possível dentro da lei. Não atendi às convocações feitas pela comissão anteriormente porque estava respondendo por duas comarcas na época e depois me encontrava de férias”, concluiu.

Leia a matéria na íntegra no Portal da ALMG.

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