Cidades mais próximas, como Caratinga, também passam pelo mesmo problema hídrico. Já em Raul Soares, o desperdício desmedido e irresponsável transforma a cidade em vilã do meio ambiente.
Manhuaçu (MG) - Manhuaçu passou a restringir, nessa terça-feira, 20, o uso da água para lavagem de carros, calçadas e encher piscinas. É a 115ª cidade mineira que decretou estado de emergência por causa da crise hídrica.
Uma campanha de conscientização será criada para alertar os moradores sobre a falta do recurso. “Estamos tomando medidas depois de várias ações para que a utilização da água bruta e tratada seja meramente para o consumo humano e de animais”, afirmou o prefeito Nailton Cotrim Heringer.
O município está há 15 dias em racionamento de água. Porém, mesmo com as manobras, a situação continua crítica. “A questão vem se agravando a cada dia de forma pontual. Tínhamos um problema pontual em um distrito e na sede do município. Hoje temos a maioria absoluta com problema da falta de água. Já saímos da crise e, agora, estamos na escassez mesmo”, conta o José de Aguiar, diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Manhuaçu.
A captação na cidade é feita no Rio Manhuaçu e em outros dois mananciais. Porém, o nível dos três afluentes estão muito abaixo do normal. “Temos volumes abaixo da crítica. O Manhuaçuzinho, por exemplo, está 70% abaixo do vertedouro. Não temos mais água para tratar”, lamente o prefeito.
Para tentar amenizar a situação da escassez hídrica, a prefeitura decretou estado de emergência nesta terça-feira. Serão proibidos o uso da água para lavar carros, calçadas e outras situação que fogem do consumo humano e animal. “Queremos que a população se conscientize para que cada ação de solidariedade e amoro ao próximo seja aguçada. Não temos alternativas a não ser quando Deus mandar chuva”, comentou.
Pelo menos 13 municípios mineiros estão em rodízio por causa da falta de água. Nessa segunda-feira, entrou em vigor o decreto de emergência pedido pela Prefeitura de Visconde do Rio Branco, na Região da Zona da Mata. A administração municipal afirma que a falta de água potável vem causando “perdas e danos humanos, materiais, econômicos e ambientais”. Com a decisão, os moradores estão proibidos de lavar carros, calçadas, frente de imóveis, e máquinas, além de encher piscinas pelo prazo 180 dias.
Também estão em rodízio de água Forminga, Divino das Laranjeiras, Tumiritinga, Mato Verde, Catuti, Ubá, Ituiutaba e Astolfo Dutra.
Com informações do Portal Uai
Nota do POL
Enquanto cidades vizinhas passam por uma terrível crise hídrica, em Raul Soares vem acontecendo justamente o oposto. Aqui não existem problemas para o consumo desenfreado de água tratada e o desperdício impera, com lavagens de calçadas e carros, principalmente na região da Rua Governador Valadares, onde os lojistas não medem o consumo para que as calçadas sejam lavadas religiosamente todas as manhãs. A calçada do prédio do Fórum local também não escapa ao desperdício. Essa orgia com a água tratada produz várias poças de lama que vão do prédio do Fórum até à Feira Varejão do Produtor, impedindo que bicicletas possam transitar próximas à calçada. Para fugir da lama, os ciclistas são obrigados a se misturarem com o trânsito de carros e caminhões e se arriscam a sofrer um acidente para não se molharem. Não só na Governador Valadares, mas grande parte das lojas de Raul Soares adotam esse procedimento de lavagem da calçada. A lavação de taxis na estação rodoviária também não escapa e causa indignação a todos que passam e assistem à cena. Esse comportamento de desperdício seria uma epidemia? Lamentável que tenhamos que conviver com uma situação dessas numa cidade tão pequena, onde os problemas seriam, por lógica, mais fáceis de serem solucionados.
Será que teremos que passar pela mesma situação enfrentada por essas cidades vizinhas para que o bom senso norteie as pessoas para a necessidade de se evitar o desperdício?
Qual a posição das instituições, como Prefeitura, Câmara e o SAAE sobre essa questão?
Acorda Raul Soares!
Minha agonia é ver que somos tão inconsequentes e egoístas que, diante da escassez, aplicamos a máxima: Farinha pouca, o meu pirão primeiro" ou "Água pouca, o meu balde primeiro" ou ainda: "Ah, vai faltar? Então vou me esbaldar enquanto tem".
ResponderExcluirPascoal, o problema não é só na cidade. Tenho casa em distrito e dá dó ver as nascentes secando. Já tem gente que busca água em propriedades vizinhas, que não são tão perto assim umas das outras, E até hoje não vimos nenhum projeto para recuperação destas nascentes.
ResponderExcluirPascoal, hoje a tarde uma professora discutiu com um taxista, porque o mesmo já estava lavando o carro por mais de meia hora, e o mesmo disse que é ele que paga a conta e ela não tem nada com isso.
ResponderExcluirInfelismente é verdade, pois são eles que pagam a conta, más se a prefeitura com o setor de meio ambiente quiser é só interditar o lava-jato, por não ter caixa separadora para resíduos, jeito tem más falta vontade.