sábado, 30 de maio de 2015

Polícia Civil investiga estupro de menina de 12 anos em Inhapim e descobre nova versão

Delegado esclarece detalhes sobre o caso

Inhapim (MG) - A Polícia Civil de Inhapim investiga um estupro de vulnerável registrado pela Polícia Militar na noite do último domingo (24). A vítima foi uma menina de 12 anos. O fato repercutiu em toda a imprensa regional. Durante as investigações, surgiu uma nova versão.


Entenda o caso


A menina relatou para a PM que foi abordada pelo autor e obrigada a entrar em um carro. Depois, o autor seguiu até a estrada de acesso ao povoado de Macadame, local onde ela foi forçada a ter relações sexuais com ele. Após ser violentada, a menina disse que foi deixada por ele perto de um campo de futebol, na rua João Alves Nepomuceno, no bairro Santo Antônio, em Inhapim.

Segundo a família, a vítima teria saído de casa para ir à residência de uma amiga, mas como ela estava demorando a voltar, os familiares começaram a procurá-la e ligaram várias vezes para o celular da menina, porém, a chamada era rejeitada. Por volta da meia-noite, quando os familiares conseguiram contato com a vítima, ela contou o que havia acontecido. A adolescente chegou a ser atendida no Hospital São Sebastião, em Inhapim, e disse que não sabia dar muitas características sobre o autor.

Investigação


Durante coletiva de imprensa na quinta-feira (28), o delegado Evandro Radaelli esclareceu que não houve violência sexual. A menina inventou a história do estupro motivada por medo de ser punida pela família. Segundo Evandro, o que de fato aconteceu foi o caso de uma menina, de 12 anos, que manteve relação sexual com um rapaz, de 18 anos, do qual ela já se relacionava. O ato sexual aconteceu com o consentimento da vítima.

“Ao tentar esconder da mãe, pois, os pais estavam tentando fazer contato com ela, a menina inventou essa história ao ser procurada pela polícia. Ela não queria ser punida pela mãe e inventou que foi violentada e obrigada a ter relação sexual com uma pessoa da qual sequer conhecia. Ela relata que houve violência, que foi sequestrada e depois abandonada, mas na verdade, isso já foi apurado. Eu queria prestar esse esclarecimento para que não reste dúvida e a população não se sinta amedrontada por existir alguém pretendendo estuprar e violentar meninas na região. O que houve é que ela teve relação com uma pessoa. Aconteceu um crime de estupro de vulnerável porque há uma violência presumida pela lei. A lei trata como vulnerável todo aquele menor de 14 anos. Então, esse caso está sendo tratado e investigado como crime, no entanto, não houve prática de violência real pelo investigado”, esclareceu o delegado.

Com informações da TV Super Canal - Caratinga

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