sexta-feira, 12 de julho de 2013

Licitação para recuperação da ponte barrinha acontece dia 15

ponte da barrinha 3A Prefeitura Municipal de Ponte Nova, através do seu setor de Licitação, agendou para o próxima segunda-feira (15), às 14h30, o pregão eletrônico para contratação dos serviços de vistoria técnica, elaboração de relatório diagnóstico e projeto de recuperação da Ponte da Barrinha. O prazo máximo previsto para execução dos serviços é de 60 dias, a contar da assinatura do contrato e o valor estimado para os serviços é de R$ 45.400,00 (quarenta e cinco mil e quatrocentos reais).

ponte da barrinhaEstima-se que até o final de agosto será realizada a conclusão dos serviços e de posse do projeto elaborado ao final desta contratação, será possível saber os reais danos da ponte, os serviços necessários para sua recuperação e o valor previsto para, posteriormente, iniciar a busca por recursos orçamentários necessários à nova licitação de execução dos serviços.

Considerando-se os prazos legais, a expectativa é que todos os serviços necessários sejam executados antes do período das chuvas, com a reabertura da ponte até o final de outubro deste ano.

ponte da barrinha2É importante lembrar que a ponte da Barrinha foi danificada nas enchentes que atingiram a cidade no final de 2011 e no início de 2012. Como o problema não foi identificado na época, a ponte não foi incluída no decreto de estado de emergência, o que tem dificultado a resolução do problema, uma vez que é necessário observar todos os prazos e processos de contratação previstos pela lei de licitação.

Contextualização

Inaugurada em 1930, a Ponte Arthur Bernardes, conhecida como Ponte da Barrinha, foi construída em cimento armado e concluída em 1921, ligando avenida Arthur Bernardes a avenida Antônio Brant Ribeiro, no centro. Não se tem informações a respeito de reformas na ponte desde a sua construção.

A ponte possui uma extensão de 84 metros, construída no formato de vigas retas. Por ter esta característica de construção, sua estrutura sofre desgaste pela pressão das águas a cada enchente do rio. Nos últimos 10 anos, a cidade teve um histórico de enchentes crescente, que atingiram diretamente a ponte.

Na última enchente do rio Piranga, no final de 2011 e início de 2012, a estrutura da ponte sofreu dano maior, não detectado na época. Com a manutenção do fluxo de trânsito durante o ano de 2012 –inclusive com o aumento do tráfego em virtude de obras na Av. Arthur Bernardes, incluindo veículos de carga – a situação se agravou e, no final do ano, foi solicitado pela defesa civil e pelo corpo de bombeiros laudo de avaliação.

A partir de janeiro de 2013, a ponte começou a ser monitorada pelo serviço de topografia da Associação dos Municípios do Vale do Piranga (Amapi) e, paralelamente, foi aberto pelo Ministério Público inquérito para saber se a ponte oferecia risco para as pedestres. No primeiro resultado do monitoramento foi detectado, em período de 15 dias, uma cessão de 14 centímetros no segundo pilar de sustentação da ponte.

Com esta informação, a Prefeitura conseguiu a visita de um engenheiro especialista na área, que após analisar os dados do monitoramento e fazer vistoria na ponte emitiu laudo de interdição total do trânsito, inclusive para pedestres, onde foi justificada como “medida preventiva de segurança da população” até que fossem executadas as obras de recuperação da ponte de acordo com as normas técnicas e de boas práticas de engenharia, o que também consta no laudo.

Com a interdição, o inquérito aberto pelo Ministério Público foi arquivado oficiando-se, no entanto, ao Corpo de Bombeiros e à Defesa Civil, para que comuniquem ao Ministério Público qualquer risco, especialmente se for levantada a interdição da ponte, antes de proceder aos reparos necessários.

* Com informações históricas do site Pontenet

Ascom/PMPN

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