domingo, 20 de janeiro de 2013

Após nove horas de negociação, é declarado o fim da rebelião no presídio de Caratinga

presidio3okÀs 06h15 da manhã deste sábado, 19, foi declarado o fim da rebelião no Presídio de Caratinga. Foram necessários muito diálogo, negociações e cautela para dominar um manifesto de cerca de 180 detentos. A rebelião teve início por volta das 21h de sexta-feira e começou após conseguirem render dois agentes penitenciários que estavam de plantão.

Segundo relatos, os agentes foram chamados em uma das celas para socorrer um detento que estava passando mal. Quando eles se preparavam para retirar o suposto doente foram surpreendidos pelos demais detentos e se tornaram reféns do movimento desencadeado por uma ala do presídio. Na sequência, os detentos foram libertando os demais rompendo com as próprias mãos as grades das celas.

Em poucos minutos a área interna do Presídio foi totalmente dominada. Situação quer perdurou por muitas horas. Durante o tumulto dois presidiários que ainda não tiveram seus nomes revelados ficaram feridos. Um  deles precisou ser encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal (PAM), após ter sofrido um corte contuso na cabeça, proveniente de um golpe de cadeado deferido por um outro detento.

Os presidiários não tinham armas de fogo, mas alguns fizeram dos pedaços de grades instrumentos ameaçadores. O primeiro ponto de partida de negociação com a direção da unidade prisional foi a solicitação da presença de juízes. O pedido foi atendido e aos magistrados os presos reclamaram das penas consideradas por eles como rigorosas, solicitaram mais agilidade no julgamento dos processos e alguns se auto declararam como injustiçados.

Em um papel encaminhado às autoridades competentes, os presos também reivindicaram espelhos nas celas e maior flexibilidade no horário e dias de visitas. Porém, mesmo com os juízes se comprometendo a avaliar as questões levantadas os detentos continuavam relutantes em entregar os reféns.  

Enquanto isso, na porta do Presídio o reforço da Polícia Militar se aglomerava. A operação contou com a participação de mais de 70 policiais militares, além da mobilização de agentes penitenciários de Coronel Fabriciano, Timóteo, Ipaba, Inhapim e Manhuaçu. Um grande efetivo de policias da 22ª Companhia de Polícia Militar Independente e do 14º Batalhão da Polícia Militar de Ipatinga também reforçou o local. Além da vinda de equipes do COPE - Comando de Operações Especiais.

Pascoal Online, com informações da TV Supercanal

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