Com cartazes, centenas de eleitores de Padre Aníbal (PT), que concorreu essas últimas eleições, em Bom Jesus do Galho, protestaram em frente ao Fórum Desembargador Faria e Sousa durante a tarde desta sexta-feira (07/12). Os manifestantes organizaram o protesto pacífico para chamar a atenção da Justiça Eleitoral de Caratinga, que apura denúncias de suposta compra de votos envolvendo o prefeito reeleito de Bom Jesus Jadir José da Silva, e o vice Eduardo Raspante, ambos do (DEM). Durante o protesto, os manifestantes gritavam por justiça.
Em frente ao Fórum e entre os manifestantes, a presença de dezenas de policiais militares que foram chamados para manter e preservar a ordem pública. Os manifestantes chegaram à cidade em vários ônibus para organizar o movimento. Os eleitores de Padre Aníbal cobram uma resposta rápida da Justiça Eleitoral para o julgamento e sentença do processo de quase 500 páginas envolvendo o prefeito e vice-prefeito reeleitos em Bom Jesus.
Essa já é a segunda manifestação. A primeira aconteceu no último dia 3, na Praça Dionísio, no Centro de Bom Jesus. As denúncias contra Jadir e Eduardo foram feitas pela Coligação Frente Renovadora para o Progresso. Coligação de oposição à coligação do prefeito Jadir. A ação judicial sobre o caso foi protocolada na Justiça Eleitoral no dia 9 de novembro.
Sidiney Menezes Moreira, advogado de acusação do processo, afirmou que o prefeito Jadir e o vice Eduardo ameaçariam os eleitores de ter o benefício do Programa Bolsa Família cortado, caso eles não votassem no partido de Jadir. Ainda conforme o advogado, outros meios de compra de votos também teriam sido utilizados para tentar convencer os eleitores como o oferecimento de materiais de construção e cestas básicas.
A reportagem do Super Canal conversou com Walter Zwicker, juiz da 72ª Zona Eleitoral de Caratinga. O juiz responsável pelo processo de quase 500 páginas, que apura essa suposta compra de votos envolvendo o prefeito Jadir e o vice Eduardo deu um posicionamento aos manifestantes: “O que eu gostaria de esclarecer é que agilidade deve ser feita dentro do devido processo legal. O processo prevê fases de andamento. A gente não pode solapar essas fases. O processo atualmente se encontra no período de defesa do investigado. E não pode a gente suprimir esse prazo que ele dispõe pra produzir suas provas e suas alegações. No mais, o processo vai ter seu trâmite legal, conforme recomenda a lei”.
Com informações da TV Supercanal
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