Por Nélio Azevedo
Dizem que futebol, política e religião não se discute. Se você discutir religião com a mesma paixão que torce por um time de futebol, se discutir futebol como se fosse um alimento espiritual e discutir política como se fosse um jogo ou uma profissão de fé, é melhor ir pescar.
Agora, se você tem conhecimento sobre a política como uma ciência; tenha, além de fé, um mínimo de conhecimento sobre as religiões e a sua importância para as pessoas; se você tem respeito suficiente pelo adversário e é capaz de ver nele uma importância igual a que você dá para o seu time do coração – até porque os times têm que ter adversários para que haja competição – aí, sim.
É possível discutir sobre esses e quaisquer outros temas e, essa discussão tem que acrescentar algo, tem que tem um sentido para a sua existência.
O futebol teve seus dias de glória nas décadas passadas, nos tempos do futebol arte, nos tempos que não era qualquer cabeça-de-bagre que poderia jogar nos grandes times e muito menos ir jogar nos times europeus ganhando uma fortuna.
A política, tal qual nós conhecemos, é um mar de lama, mesmo sabendo que existem alguns políticos que honram a sua função. Conhecemos politicagem, não a verdadeira política e, fica muito difícil cobrar dos nossos políticos um posicionamento mais ético, que sejam, no mínimo, honestos e que os maiores responsáveis somos nós, que os elegemos.
Faltam-nos instituições mais representativas, faltam-nos partidos com ideologia mais definida, falta-nos a noção de classe social e falta-nos ideologia. Conhecemos pouco de nossa própria história e temos pouca experiência de coletividade, de urbanidade e de comunidade. Somos um país muito grande e desconhecido para nós mesmos.
Herdamos vícios que deforma nossa personalidade como povo. Somos um país de Gerson e estamos sempre prontos para levar vantagem em tudo. Certo?
Mas somos também a maior nação católica do mundo e um dos países mais injustos que se tem notícia, quando o assunto é distribuição de renda. Massacramos uma camada da população e não dispomos de nenhum artifício que permita a essa camada uma mudança que lhes tire da condição de miseráveis. E olhe que são algo em torno de sessenta milhões de pessoas.
Ouço muita pregação, muito se fala em Deus e o que assistimos é uma mercantilização da fé em que Deus é apenas um produto e religião uma proposta de mercado. Como diz o bispo Macedo: “Deus é o caminho, eu sou o pedágio”.
Há que se discutir o papel da religião, sim. Existem povos que professam religiões que têm uma força institucional na vida das comunidades e ajudam na formação do caráter das pessoas, o que infelizmente, não se vê por aqui. Basta ver os noticiários e constatar os índices da violência.
Vamos discutir a política, vamos discutir a importância da religião na vida das pessoas, vamos comentar e torcer pelos times dos nossos corações, com muito respeito. Debater sem que hajam vencidos, onde todos ganham e nos tornemos melhores, pois, em breve o mundo vai precisar, porque do jeito que as coisas andam vai ter gente achando que é o fim do mundo.
Tudo se discute, fazemos debate, o mais importante é o consenso entre as pessoas, dialogar é uma arte.
ResponderExcluirGostei bastante desse texto...
ResponderExcluirMas gostaria de registrar um fato. Essa questão de o Brasil ser o país mais católico do mundo é só para a estatística. Na minha opinião não é o mais católico.
Entendo que para se falar que se é de uma religião, deve-se realmente praticar ela e conhecer o mais profundo possível a sua doutrina. Muito do que os "católicos" do Brasil fazem não são nem de longe o que realmente a Santa Igreja Católica tem como doutrina. Falar "eu sou católico" só para que a sociedade veja que "eu tenho uma religião" é muito fácil. Quero ver é seguir mesmo o que a ela ensina.
Parece que o brasileiro (digo a maioria) adora mesmo é um relativismo e a Igreja no Brasil está lotada disso. Não se tomam, nem na política nem na religião, ações concretas para se resolver os problemas. Se as pessoas seguissem seriamente o que a religião ensina, a sociedade seriam mais justa e solidária.
Não se pode julgar toda uma Instituição pelo que um ou outro membro seu "ensina" ou "pratica". Antes de mais nada, deve-se ter olhar e ouvido crítico para discernir se aquilo que seu membro ensina é o que realmente a Instituição ensina.
Sou católico, e a cada dia que aprendo mais sobre essa religião, principalmente por sites sérios da internet, fico pelo menos na esperança, pois sei que a Instituição que é a Igreja Católica ainda guarda o maior depósito de preceitos morais, baseados no Evangelho, desse mundo.
Um exemplo para a questão da distribuição de renda é o seguinte: a doutrina católica explica o porque da existência de ricos e pobres. Deus permite essa diferença para provar quem é rico, para que este tenha compaixão de quem é pobre, ajudando-o a ter uma melhor condição de vida; e prova o pobre na medida de sua paciência para com sua situação. Se o Brasil fosse realmente um país católico, esse problema não existiria, pois cada católico com uma melhor condição de vida ajudaria o seu próximo que tem poucas condições. Mas não vejo nenhum padre, nessa Igreja do Brasil, exortar seus fiéis a isto e a outros pontos da doutrina.
Nem por isso deixarei a religião procurando outra que satisfaça meus ouvidos com palavras bonitas. O estudo dos ensinamentos verdadeiros é que me mantém nela e me faz ficar indignado com a situação em que o Brasil está hoje. Acredito profundamente que se a Igreja Católica não fosse uma instituição divina, já estaria acabada há muito tempo, pois dentro dela mesma há muita podridão e coisas erradas.
No mais, parabéns pelo ótimo site que mantém...
Pascoal, o Brasil é um país tão grande que ontem ouvi no noticiário da GN,que aqui no Brasil tem mais Libaneses que no próprio Líbano!!! Parece até gozação ,né???Mas é sério !!!
ResponderExcluirCaro, Alberto Braga, obrigado pelo comentário e, concordo com você quando diz que o Brasil não é a maior nação católica de fato, mas o é, em termos de quantidade dos que se dizem sê-lo. Não professo nenhuma religião e sou um crítico mordaz do que se tornou a cristandade e, quanto mais eu leio e estudo, mais me torno descrente em qualquer coisa nesse sentido.Quanto aos preceitos morais tenho cá minhas dúvidas.
ResponderExcluirNélio,porque menos de l% dos padres cometem um crime desses,vocês acham que têm o direito de insultar os católicos do mundo inteiro por causa disso ???????
ResponderExcluirPrezado Pascoal, estamos vivendo a nossa era, a era da nossa maior idade, observo que o amadurecimento toma conta do seu e nosso blog, e nós Raulsoarenses aposentados estamos por conta de doar um pouco para a cultura da nossa querida Raul Soares, felicidade existe para todos e saudade não existe, vivemos o presente porque este momento me faz feliz, e no próximo mais feliz.
ResponderExcluirRaimundinho seu amigo de todos tempos.
Caro anônimo das 16:34, qual foi o insulto?
ResponderExcluirMINHA FÉ NÃO DEPENDE DE RELIGIÃO,CREIO QUE JESUS É O MEU ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR. MESMO ASSIM COMO ERRO!
ResponderExcluirSE A IGREJA CATÓLICA É A MAIOR OU MENOR, ISSO NÃO IMPORTA. ESTA PODRIDÃO QUE OCORRE NÃO É DA IGREJA CATÓLICA E SIM DE PESSOAS QUE A USAM POR NÃO TER DISCERNIMENTO DO QUE REALMENTE É UMA IGREJA E SEUS IDEAIS.
A minha igreja é o meu espaço ocupado pela massa do meu corpo, se me agredír jamais aceitarei, estou com sempre com minha fé alerta, para evitar devaneios, que desejam fincar canetas e atolar dedos em teclados, criando polêmicas sem necessidade, porque estamos além da notícia verdadeira, e para buscá-la é só através da crença expontânea, fazendo nosso subconsciente entender a nossa passagem supersônica, com questionamentos sem respostas, gerando uma grande duvida, e dispersando a crença em vários orientadores, que seguem caminhos diversos buscando acompanhantes que estão vagando no espaço cósmico, mas sabemos que vão todos para o mesmo lugar, sem duvida alguma, é só acreditar, para ter crença.
ResponderExcluirO que importa é ser feliz sempre, de peito aberto e poder gritar para ecoar na atmosfera.
Paulo Antònio Rodrigues
paschoal isto dudo que esta acontecendo com a igreja catolica se resune muna so coisa, e a queda da igreja infelisnente, nas isso vem acontecendo a anos,sou catolico nao praticante creio num ser que e deus.
ResponderExcluirPrezado Nélio, Padres já cometeram diversas peraltices, assim como sexo com mulheres sem punição, e após o falecimento fizeram milagres, receberam premiações; já os Pastores só vejo envolvido em crimes do artigo 12, 14 e 171, porque o sexo entre as irmãs evangélicas são de forma mais discreta. Em São Paulo teve uma irmã que precisava engravidar, o marido não dava conta, então o Pastor foi o Pai da criança, e eles disseram que foi um milagre, é muito lindo tudo isto acontecendo, enquanto muitas pessoas ficam abismados, ms os envolvidos nestas peraltices ficam gratos ao seu Deus, e nossa crença é diversificada, entretanto nós falhamos com normas de igrejas, mas a nossa fé prevalece acima de qualquer igreja. PEDRO PAULO.
ResponderExcluirMEU CARO PEDRO PAULO AO SE REFERIR A ESTE PADRE,ISTO E A MAIOR PROVA DA MISERICORDIA E PERDAO QUE SO DEUS E CAPAZ DE CONCEDER AO SER HUMANO,COISA QUE NOS COM TANTO TEMPO DE EXISTENCIA NAO CONSEGUIMOS. A VIDA DELE FOI DE RESIGNAÇAO E PENITENCIA,TALVEZ POR ISSO DEUS LHE CONCEDEU ESTE PRIVIELGIO.OS SANTOS SAO HUMANOS E BUSCAM VIVER A SANTIDADE A SEU MODO,BASTA VC LER O LIVRO CONFISSOES DE SANTO AGOSTINHO.
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