domingo, 14 de março de 2010

Em Caratinga, Câmara Voluntária acusa vereadores de formação de quadrilha


Os Vereadores Voluntários de Caratinga protocolaram junto à 2ª Promotoria de Justiça daquela Comarca, na terça-feira, 09, um ofício, através do qual pedem à curadora do Patrimônio Público, Paula Lino da Rocha Lopes, a inclusão de todos os membros da Câmara Municipal no episódio da “Viagem a Barretos”, denunciado por A Semana e que está sendo investigado pelo Ministério Público.

Além do caso da viagem a Barretos, que ganhou enorme repercussão junto à imprensa de toda a região, inclusive as afiliadas das redes de TV Globo e Record, os Vereadores Voluntários citam outros acontecimentos em que os vereadores de Caratinga estiveram envolvidos, na atual legislatura.

Um desses casos, denunciados pela Câmara de Vereadores Voluntários, é a suspeita de que no início do mandato, os vereadores aumentaram em 100% os vencimentos de seus assessores, na forma de gratificação, e ficavam com este valor. Vale frisar que o vereador João Roberto Leodoro, o Mestre, foi o único que não concordou em dar a gratificação ao seu assessor.

Além desse fato, os Vereadores Voluntários citam a apreensão de um caminhão, do vereador João Angola, transportando madeira nativa, que ele mesmo dirigia. Além disso, eles denunciam que a fazenda de onde a madeira foi extraída, que João Angola disse ser sua, não estava registrada em seu nome.

No episódio da Viagem a Barretos, os Vereadores Voluntários pedem a cassação de todos os membros da Câmara, pois, segundo eles, além de João Angola e Ricardo Gusmão, que chegaram a apresentar uma “nota fria” para justificar despesas com alimentação e hospedagem, os demais foram omissos ao não exigirem a punição dos dois.

Vale a pena registrar que tanto Angola e Gusmão, como o presidente da Câmara, Dr. Tomé, só tomaram a iniciativa de devolverem aos cofres públicos os valores gastos com a viagem em alimentação, hospedagem, combustível, pedágio e aluguel de carro, após a denúncia feita pelo jornal A Semana, através de ampla matéria publicada mais de dois meses após a participação dos vereadores na Festa de Peão de Boiadeiro, em Barretos, e terem embolsado os valores gastos na viagem.

Os Vereadores Voluntários, no ofício encaminhado à promotora Paula Lino, acusam os vereadores eleitos em outubro de 2008 de “formação de quadrilha”. A argumentação usada é pesada. “A formação de quadrilha se torna clara, claríssima, uma vez que foram eleitos e são muito bem pagos para fiscalizar o dinheiro do povo. Não fazem isso e, ainda, nos roubam”.

Fonte: A Semana Agora

2 comentários:

  1. E aqui... Tem gente querendo "regulamentar" (entendam por: CENSURAR) o uso da Tribuna da Câmara para que o cidadão comum, não possa se expressar mesmo sendo sua a responsabilidade por palavras ali proferidas.
    Aliás, hoje mais uma vez a televisão veio mostrar a importância e necessidade da criação do PROCOM MUNICIPAL; por essa causa ninguém briga.
    lealdutra@gmail.com

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  2. O uso da tribuna deve ser sempre usado por cidadãos comuns, como faz referência o comentário acima. Concordo plenamente, mas, desde que seja usado de forma respeitosa. O que não pode é servir de palco para pessoas usarem como palanque. Por isso, necessário se faz entender que seja elementar a exigência de regras pra o uso de espaço tão democrático, É o velho ditado " sabendo usar, não vai faltar", Isto não pode ser taxado de censura e sim de REGULAMENTAÇÃO.

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