sexta-feira, 5 de março de 2010
Assembléia dos funcionários da prefeitura de Ponte Nova decide por greve
Com a presença de quase 150 funcionários da prefeitura de Ponte Nova, foi decidido em assembleia pela greve a partir de 15/4.
Segundo o presidente do Sindserp, Sindicato dos Funcionários da Prefeitura de Ponte Nova, José Rodrigues, de acordo com a lei de greve, a paralisação só poderá acontecer um mês após o comunicado a prefeitura, Ministério Público e Ministério do Trabalho.
O comunicado acontecerá em 15/3, ou antes, e até esta data será elaborada a pauta de reivindicação.
O ponto de maior relevância da greve é o aumento salarial que está defasado, “...o prefeito cria cargo, muda nomenclatura de cargos e da aumento para os ocupantes e o resto do funcionalismo não tem aumento...”, disse um funcionário revoltado.
Segundo o Presidente Rodrigues, o aumento dos salários dos ocupantes dos cargos beneficiados, terá um aumento de 84 mil reais na folha de pagamento, “...se este valor fosse repassado a todos os funcionários, não resolveria, mas ajudaria”, garantiu ele.
Rodrigues disse a reportagem do UN que espera não haver necessidade da greve, “Basta o Prefeito atender nossas reivindicações, que suspenderemos a greve, mas por enquanto os funcionários decidiram pela greve”, disse ele.
A assessora jurídica do Sindserp, Renata Maria Bendito, disse que será tudo como manda a lei de greve, “...teremos que cumprir a lei, sem vandalismo, sem agressões, sem ofensas e respeitando quem não quiser participar da greve, principalmente manter os serviços essências funcionando”, garantiu ela.
A lei de greve determina que 30% do serviço sejam mantidos.
O funcionário Ronildo da Silva (Tuca Maia), distribuiu carta escrita por ele, repudiando o “desrespeito” da administração para com os funcionários, “..chega de tapinhas nas costas, sorrisos e falsas promessas, afinal, isso não paga as nossas contas e nem enche a barriga de ninguém”.
“É, na verdade, acredito eu, que caímos no conto do vigário e no blefe do baralho”, diz Tuca Maia na carta.
O Projeto de Lei, que cria cargo e muda nomenclatura de alguns, havia sido retirado de pauta, mas voltou a tramitar na reunião de 4/3.
A mudança de nomenclatura de alguns cargos é que deixam de serem assessores especiais e viram subsecretários e recebem um aumento em seus rendimentos salariais.
“... todos serão avisados quando este projeto estiver para ser votado e vamos todos para a Câmara para impedir a aprovação. Eles podem até serem benficiados, mas tem que beneficiar a todos também”, disse Rodrigues aos funcionários que participaram da assembleia.
Fonte: Unidade Notícias
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