quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Professor da UFV, José Horta Valadares, se une aos empregados para tentar salvar a fábrica Tarza

A cidade recebeu ontem a visita do ilustre raul-soarense, professor da Universidade Federal de Viçosa, José Horta Valadares (foto). José Horta foi colega deste jornalista no antigo curso ginasial, hoje ensino fundamental. Também, como compositor e intérprete, participou dos festivais da canção nos idos de 1970, época em que florescia uma leva cultural em Raul Soares e que, por sinal, acabou produzindo alguns frutos, muitos deles dispersados por esse mundo afora.
Como vem acontecendo há algumas semanas, ele compareceu para, através da sua experiência como professor da Universidade e seu vasto conhecimento sobre cooperativismo, tentar, com apoio dos governos Estadual e Federal e do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa, reerguer a Fabrica de Enxadas Tarza, que está paralizada há algum tempo e à beira de ser decretada a sua falência judicialmente.
Sua idéia é formar, com os empregados, um grupo cooperativista para assumir o controle da empresa e, com a ajuda de sindicatos, bancos estaduais e federais, renegociar as dívidas com os credores e ativar a fábrica, para que ela volte a produzir normalmente até se restabelecer completamente.
Ontem, pela manhã, concedeu uma entrevista na rádio Uai, onde esboçou os seus planos detalhadamente para a população. Frisou que é um trabalho para ser encarado por todos os envolvidos diretamente com a empresa e que tem que enfrentado com determinação para que se atinja o objetivo.
Lembrou que dentro da sua experiência nessa área, empresas em situações piores do que a Tarza conseguiram se reerguer e hoje são um exemplo de como o cooperativismo tem dado certo nesses casos extremos, onde os métodos tradicionais de recuperação não tiveram êxito.
O professor José Horta está em contato direto com a equipe que representa os empregados da Tarza e, como bom raul-soarense, não mede esforços e tem dado o máximo de si na tentativa de reerguer esta fábrica que sempre fez parte da história e até hoje é o orgulho desta cidade.
Todos nós, cidadãos raul-soarenses, estamos juntos nessa jornada e torcemos para que todo esse empenho seja recompensado pela realização deste sonho.

Leia mais sobre José Horta Valadares, no blog Raul Soares On Line

6 comentários:

  1. TARZA...UM DEFUNTO DIFÍCIL DE SER ENTERRADO!
    Durante décadas, os políticos reacionários e supostamente de "direita", aqui ainda existentes usaram e abusaram desta falida empresa para praticarem as mais diversas traquinices. Quando sentiam-se ameaçados de perder o "poder" com a experteza que lhes é peculiar que: "...caso perdessem as eleições a Tarza iria fechar..."; assim impingiam nos eleitores uma grande mentira uma farsa; ora! todos sabem que ao longo de décadas administrações desastradas e outros interesses inconfessáveis estiveram por detrás da Industrial São Sebastião...Depois de comerem a carne roendo até aos ossos, entregaram o esqueleto para o PT;(PARTIDO DOS TRABALHADORES); também supostamente de esquerda. O PT, passou então a roer os ossos, sugar as cartilagens, juntamente com os "empresários e revolucionários de plantão". O vertebrado não suportou e ruiu foi osso para todos os lados, agora querem monta-lo de novo; e ele não cabe mais onde nasceu, talvez um arqueólogo possa remontá-lo em outro lugar pois licença ambiental, passivo impagável e outros detalhes mais, modéstia a parte, será impossível. Mas chegou a vez de outros carregarem o DEFUNTO, a alça do caixão em boas mãos...Em frente COMPANHEIROS!!!
    Ass: Antonio Leal Dutra - lealdutra@gmail.com

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  2. Apesar de todos os esforços, acho praticamente impossível fazer com que fábrica Tarza consiga se recuperar e volte a ser uma empresa lucrativa.
    Temos que entender que uma empresa que já não ia muito bem a ponto de acumular uma dívida de aproximadamente 12 milhões de reais, valor muito acima de seu patrimônio, já não inspira mais confiança em ninguém.
    Mesmo com o valoroso apoio do professor José Horta Valadares, que propõe a criação de um grupo cooperativista para gerir a empresa, qual a instituição financeira se habilitaria a ajudar uma fábrica que a cada ano piorava e hoje se encontra paralisada?
    O parque industrial da Tarza é o mesmo de 60 anos atrás, entulhado de máquinas obsoletas, enquanto que suas concorrentes, mais modernas, disputam o mercado com preços muito mais competitivos. Não há saída. É o mesmo que malhar em ferro frio.
    A minha sugestão é que esqueçam a Tarza. Ela foi muito boa enquanto durou. Mas agora, os tempos são outros. Atitudes saudosistas também não ajudarão em nada.
    Por que não aproveitar esse entusiasmo patrocinado pelo professor José Horta, para a criação nos mesmos moldes propostos por ele, de uma nova empresa, que exija menor aporte de capital e não tenha pela frente uma dívida de 12 milhões? Vamos esquecer o passado e começar uma nova vida, um novo desafio.
    Já que a intenção é salvar o emprego de muitos, não seria muito mais fácil, prático e sensato criar uma nova empresa?
    Fica aí a minha sugestão.

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  3. O que surpreende muito são esses pessimistas de plantão que através desses comentários ficam mais do que declarados o tanto que torcem para não dar certo. Nenhum um dos dois sabe de nada e adoram dar palpites como se fossem autoridades... O José Horta Valadares que tem 35 anos de cooperativismo e tem um currículo que pouco tem no Brasil em si tratando do assunto e está acreditando e vê uma luz no fim do túnel... Desde o início não deixou de dizer que não será nada fácil, mas o próprio professor fez questão de dizer que gosta de desafios, então vamos lá... Uma coisa é certa: como os funcionários da Tarza estão acreditando nas idéias do José Horta eu tenho certeza que tudo dará certo. E o santo guerreiro São Jorge e o Senhor Césare Tartaglia estão dando uma grande força porque está sentindo firmeza na galera...

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  4. Meu amigo, do jeito que a coisa ta nem reza brava levanta mais aquela tarza

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  5. Pode ter certeza que se o cooperativismo dos funcionários da Tarza dando certo muitas coisas passarão a mudar em Raul... Raul Soares será avaliada antes e depois da cooperativa dos funcionários da Tarza. A partir dai será a cooperativa do Hospital São Sebastião, a cooperativa dos funcionários que eram do Fruto da fruta,e principalmente a cooperativa agropecuária será uma outra cooperativa seguindo o mesmo modelo,e, sem contar as outras muitas cooperativas que vão acontecer na cidade e nas nossas vizinhas... O nosso medo agora será o José Horta desistir dizendo que, com o povo de Raul, nada vai prá frente, porque tudo aqui puxa para traz... O famosos quanto pior melhor...

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  6. Meu caro anônimo, em que voce se baseia para afirmar com tanta convicção que essa tentativa vai dar certo? Qual a sua experiência em salvar empresas falidas?
    Ponha os pés no chão antes de vir a público dizer asneiras. Sonhar é bom, mas propagar sandices já demais.

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