Folheando um livro manuscrito, uma das raríssimas relíquias deixadas pelo emérito professor, escritor e poeta Edward Leão, garimpamos este poema. Ele foi um dos maiores talentos que a cidade de Raul Soares já teve a honra de acolher. O poema é simples, mas cheio de ternura, verdade e sabedoria. É uma mostra da obra que ainda iremos publicar em outro blog irmão.
Quando meus netos estiverem grandes
E a morte me afastar do seu convívio,
Talvez um deles se interesse um pouco,
Por cousas velhas e papéis inúteis,
E abra este livro, então. Rir-se-á talvez...
Mas é possível que em sua alma ecoem
Atávicas ressonâncias...
E estes retalhos lívidos de sonho,
Na paisagem nevoenta da saudade,
Talvez palpitem cheios de ternura,
Ao trêmulo murmúrio de uma bênção.
E teremos, então, vencido o tempo e a morte
E cantaremos como dois irmãos...
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