
No dia 25 de agosto deste ano, ocorreu nesta cidade um fato grave e que precisa ser denunciado: às 4:40 h da manhã, o operador da Estação de Tratamento do SAAE constatou que a água do rio Matipó não estava chegando na estação. Verificou-se que no local de captação do SAAE, não havia água suficiente para bombeamento. Às 10 h da manhã, a água ainda não havia retornado. Após averiguação, soube-se que a empresa Cataguazes-Leopoldina, que represa o rio Matipó para geração e comercialização de energia elétrica, havia fechado a vazão. O SAAE entrou imediatamente em contato com essa empresa e a mesma comunicou que iria “melhorar” a vazão. A bem da verdade, a empresa Cataguazes-Leopoldina não tem que “melhorar” vazão nenhuma e, sim, o dever, a obrigação, de deixar o rio com nível de água suficiente, compatível com o nível de captação, para que o sistema de abastecimento não fique dependente dessa empresa. É preciso que a população se conscientize da gravidade do problema e, em conjunto com Prefeitura, Câmara Municipal, Governo do Estado, Governo Federal, Ongs e outras organizações que puderem ajudar, reivindique seus direitos, pois uma cidade do porte de Raul Soares não pode ficar à mercê de decisões de uma empresa, cujo único objetivo é a exploração de nossas riquezas naturais, para saciar o lucro desmedido e a qualquer custo - perfil de qualquer multinacional. O mais justo, seria a Cataguazes-Leopoldina disponibilizar a água de seu reservatório para o abastecimento da população e, não, as sobras, como vem ocorrendo. O que pensam nossos governantes sobre isso? Será que “O Povo está no poder” mesmo? Na foto ao lado, o local da captação de água do SAAE, sem água. (Fonte: SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto)
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