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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Aluna gramense vence Concurso de Redação

Foi divulgado no dia 10 de novembro o resultado do Concurso de Redação “Eu, minha cidade e os 300 anos do Ciclo do Ouro em Minas”. Entre os premiados está Bruna Dias da Cruz, aluna da Professora Maria Zinato, do 3º Ano A da Escola Estadual Mariano Gomes, de Santo Antônio do Grama.

O concurso foi realizado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em parceria com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação, entre os alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e os do Ensino Médio das escolas públicas estaduais, municipais e federais de Minas, como homenagem ao tricentenário das cidades de Ouro Preto, Mariana e Sabará, comemorado neste ano.

O objetivo do concurso foi fazer com que os estudantes relacionem a realidade em que vivem com a história de Minas Gerais. De acordo com a Secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, a iniciativa é uma oportunidade de mostrar aos estudantes mineiros a importância da mineração na história do Estado. “Nós somos um estado com nome de Minas Gerais, então que outra coisa nos define mais do que o nosso patrimônio do minério, ouro, diamantes? É preciso que os jovens compreendam que o ferro, ouro, diamante são parte do nosso universo simbólico, da nossa vida, da nossa identidade e das nossas possibilidades como estado da federação. Esse concurso promove a revisitação da história à luz da contemporaneidade e é uma lição fundamentalmente de cidadania”, afirmou.

Foram premiados dois alunos de cada Superintendência Regional de Ensino, um do Ensino Médio e outro do Ensino Fundamental. Pela SRE de Ponte Nova, além de Bruna, do Ensino Médio, foi premiada também a aluna Ana Luísa de Freitas Magalhães, aluna do Ensino Fundamental da cidade de Alvinópolis.

Os 94 alunos premiados em todo o Estado receberão laptops, assim como os professores que orientaram os trabalhos vencedores. As escolas desses alunos também serão premiadas com R$5.000,00. Além disso, a Assembleia de Minas vai publicar um livro com as redações vitoriosas. Os vencedores serão saudados com uma programação especial, entre 12 e 14 de dezembro. Participam no primeiro dia da gravação do programa "Geração", da TV Assembleia. No dia 13, vão a Ouro Preto e, no dia 14, alunos e professores visitam o Museu das Minas e do Metal, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Os prêmios serão entregues também no dia 14, em solenidade especial Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira, na ALMG.

Pelo segundo ano consecutivo uma aluna da Escola Estadual Mariano Gomes e a professora Maria Zinato recebem uma premiação em concursos de redação. No ano passado, Daniela Aparecida Barboza, também aluna do 3º Ano, foi selecionada para a fase semifinal da Olimpíada de Língua Portuguesa “Escrevendo o Futuro” e recebeu a premiação em São Paulo.

A lista completa dos premiados pode ser acessada clicando aqui.

Fonte: Blog Santo Antônio do Grama

domingo, 30 de outubro de 2011

Como vencer a pobreza e a desigualdade

Redação de estudante carioca vence concurso da Unesco com 50.000 participantes.

Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro – RJ

'PÁTRIA MADRASTA VIL'

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.

Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

Por favor divulguem, aos poucos iremos acordar este "BraSil".