Por Nélio Azevedo
De acordo com os resultados de uma pesquisa feita pelo IPEA - Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – mostra uma realidade no mínimo, preocupante para nós mineiros: a violência cresceu e o número de assassinatos para grupos de 100 mil habitantes, 74,7%; justo quando se registrou uma queda em todo país de 7% e na Região sudeste queda de 32%. No Nordeste os índices são alarmantes.
Basta ouvir ou assistir aos noticiários locais e nacionais para constatar essa triste realidade, são fins de semana em que raramente o número de homicídios fica abaixo de vinte na Grande BH.
O número de quadrilhas especializadas em furtos de veículos, assalto a bancos, tráfico de drogas e roubo de carga tem aumentado muito e, não raro ficamos sabendo de ações de traficantes exercendo o domínio e espalhando o terror que paralisa bairros inteiros diante de uma polícia ineficaz.
O número de menores apreendidos por pratica de crimes, principalmente tráfico de drogas e assassinatos, como o que ocorreu dentro de um ônibus da linha 5506 (Ribeiro de Abreu/Centro) quando dois menores dispararam no mínimo nove tiros à queima-roupa contra o fiscal da linha que intercedeu a favor do cobrador que queria receber o dinheiro da passagem.
Mata-se por qualquer motivo, a vida perdeu o valor para essas pessoas que se embrenharam pelos caminhos da criminalidade, são números assustadores e, em alguns casos registram-se a presença de policiais envolvidos nesses crimes; justamente quem é empregado da população e recebe seus salários dos impostos pagos pelo contribuinte pratica atos que sujam os nomes das corporações a que pertencem.
A OMS – Organização Mundial de Saúde – considera que dez homicídios por grupos de 100 mil habitantes sejam motivo de preocupação, Minas Gerais tem 45,5 mortes por cada grupo e a capital 32, o que nos coloca na condição de epidemia de crimes; merecendo tratamento intensivo em várias áreas para sanar esse mal.
Quando se registra queda no número de homicídios na cidade do Rio de Janeiro e em São Paulo, parece-me que os marginais escaparam das ações da polícia por lá vieram parar em terras de Minas, onde parecem estar bem à vontade.
Essa notícia vem no momento em que se realiza o julgamento do motoboy Lindemberg Alves, que matou a ex-namorada Eloá Pimentel, em Santo André; não acho que deveriam dar tanto espaço e tanta notoriedade a um sujeito como ele, um assassino frio e calculista, covarde e agora, dissimulado, escondendo sua culpa atrás da fé religiosa. Estão fazendo do julgamento um show, só falta cobrar ingressos e convidarem a advogada de defesa para o BBB ou para ser capa da Playboy, para completar o circo de horrores onde a dita advogada tenta convencer o povo e os jurados de que o seu cliente é um bom rapaz, vítima da sociedade.
Agora nós temos culpa quando um rapaz mata uma moça por motivos torpes, me inclua fora dessa! O que matou a moça foi a covardia, a ignomínia, o desejo de possuir e a inconsequência de um jovem que não sabia lidar com a rejeição. A minha parte de culpa podem transferir para os pais dele, que não souberam educá-lo.