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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A violência cresce em Minas

Por Nélio Azevedo

De acordo com os resultados de uma pesquisa feita pelo IPEA - Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – mostra uma realidade no mínimo, preocupante para nós mineiros: a violência cresceu e o número de assassinatos para grupos de 100 mil habitantes, 74,7%; justo quando se registrou uma queda em todo país de 7% e na Região sudeste queda de 32%. No Nordeste os índices são alarmantes.

Basta ouvir ou assistir aos noticiários locais e nacionais para constatar essa triste realidade, são fins de semana em que raramente o número de homicídios fica abaixo de vinte na Grande BH.

O número de quadrilhas especializadas em furtos de veículos, assalto a bancos, tráfico de drogas e roubo de carga tem aumentado muito e, não raro ficamos sabendo de ações de traficantes exercendo o domínio e espalhando o terror que paralisa bairros inteiros diante de uma polícia ineficaz.

O número de menores apreendidos por pratica de crimes, principalmente tráfico de drogas e assassinatos, como o que ocorreu dentro de um ônibus da linha 5506 (Ribeiro de Abreu/Centro) quando dois menores dispararam no mínimo nove tiros à queima-roupa contra o fiscal da linha que intercedeu a favor do cobrador que queria receber o dinheiro da passagem.

Mata-se por qualquer motivo, a vida perdeu o valor para essas pessoas que se embrenharam pelos caminhos da criminalidade, são números assustadores e, em alguns casos registram-se a presença de policiais envolvidos nesses crimes; justamente quem é empregado da população e recebe seus salários dos impostos pagos pelo contribuinte pratica atos que sujam os nomes das corporações a que pertencem.

A OMS – Organização Mundial de Saúde – considera que dez homicídios por grupos de 100 mil habitantes sejam motivo de preocupação, Minas Gerais tem 45,5 mortes por cada grupo e a capital 32, o que nos coloca na condição de epidemia de crimes; merecendo tratamento intensivo em várias áreas para sanar esse mal.

Quando se registra queda no número de homicídios na cidade do Rio de Janeiro e em São Paulo, parece-me que os marginais escaparam das ações da polícia por lá vieram parar em terras de Minas, onde parecem estar bem à vontade.

Essa notícia vem no momento em que se realiza o julgamento do motoboy Lindemberg Alves, que matou a ex-namorada Eloá Pimentel, em Santo André; não acho que deveriam dar tanto espaço e tanta notoriedade a um sujeito como ele, um assassino frio e calculista, covarde e agora, dissimulado, escondendo sua culpa atrás da fé religiosa. Estão fazendo do julgamento um show, só falta cobrar ingressos e convidarem a advogada de defesa para o BBB ou para ser capa da Playboy, para completar o circo de horrores onde a dita advogada tenta convencer o povo e os jurados de que o seu cliente é um bom rapaz, vítima da sociedade.

Agora nós temos culpa quando um rapaz mata uma moça por motivos torpes, me inclua fora dessa! O que matou a moça foi a covardia, a ignomínia, o desejo de possuir e a inconsequência de um jovem que não sabia lidar com a rejeição. A minha parte de culpa podem transferir para os pais dele, que não souberam educá-lo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Polícia Civil prende dupla que roubou idoso

pcivil200111Os investigadores de policia Alexandre e Rodrigo, após intensa investigação, apuraram o roubo ocorrido na sexta-feira da semana atrasada (07), no Bairro Santana, onde, mediante uso de violência e grave ameaça à vida, os indiciados W.S.J. e R.D.S. subtraíram para si a importância de 2.850,00 do idoso J.O., cadeirante, que sofreu diversas lesões durante a ação criminosa.

Os criminosos estão presos e à disposição da Justiça.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Simonésia: Policiais são acusados de espancar e causar a morte de pedreiro

A família do pedreiro Expedito Alves de Oliveira, 46 anos, quer saber em que circunstância ele morreu nesta terça-feira, 03. Ele estava sendo conduzido por dois policiais militares de Simonésia por causa de uma ocorrência simples e, segundo a família, foi espancado e sofreu uma hemorragia interna. No velório, moradores e familiares indignados cobraram explicações do Comando do 11º Batalhão de Polícia Militar. Em Manhuaçu, os dois policiais foram afastados do trabalho e instaurado um inquérito policial militar.

Na primeira parte da história não há dúvidas. Na noite de segunda-feira, o Cabo Zinis e o Soldado Assis abordaram um rapaz numa motocicleta no posto de combustíveis na entrada de Simonésia, por volta de 22:30. Como o condutor era inabilitado, foram até o dono da moto. Expedito foi procurado em casa e chamado a acompanhar os policiais, a moto apreendida e o motociclista sem carteira.

O problema é justamente a partir da transferência para Manhuaçu. Nádia Sabrina, irmã de Expedito, conta que ele saiu com os militares normalmente para acompanhar o registro da ocorrência e que não foram informados da morte. “Só no dia seguinte, quando algumas pessoas começaram a me falar que meu irmão tinha morrido é que começamos a procurar. A PM não nos comunicou. Comecei a procurar notícias dele. Fui ao pronto socorro e ninguém sabia. Fui ao hospital e depois sugeriram que eu procurasse a funerária que estava de plantão à noite. Foi lá que descobri que ele estava morto”, conta Nádia Sabrina.