sexta-feira, 14 de março de 2014

Dia 14 de março se comemora o Dia do Livreiro

clip_image001Assim, nunca foi tão atual a fala de Monteiro: “Entre os mais humildes comércios do mundo está o do livreiro. Embora sua mercadoria seja á base da civilização, pois que é nela que se fixa a experiência humana, o livro não interessa ao nosso estômago nem a nossa vaidade. Não é, portanto compulsoriamente adquirido. – O pão diz ao homem: ou me compras ou morres de fome; - O batom diz á mulher: ou me compras ou te acharão feia. E ambos são ouvidos. Mas se o livro alega que sem ele a ignorância se perpetua, os ignorantes dão de ombros, porque é próprio da ignorância sentir-se feliz em si mesma, como o porco com a lama. E, pois o livreiro vende o artigo mais difícil de vender-se. Qualquer outro lhe daria maiores lucros; ele o sabe e heroicamente permanece livreiro. E é graças a esta generosa abnegação que a árvore da cultura vai aos poucos aprofundando as suas raízes e dilatando a sua fronde. Suprimam-se o livreiro e estará morto o livro – e com a morte do livro retrocederemos à idade da pedra, transfeitos em tapuias comedores de bichos de pau podre. A civilização vê no livreiro o abnegado zelador da lâmpada em que arde, perpétua à trêmula chamazinha da cultura. ”

Os que acreditam no poder transformador dos livros não poderiam deixar de parabenizá-lo neste dia.

PARABÉNS!!!

Sugestão da colaboradora Neide Galinari

Um comentário:

  1. Se não fossem os livreiros a continuidade do conhecimento não existiria, parabéns a este imprescindível profissão, e para seus profissionais.
    Infelizmente no Brasil, se valoriza tanto o político, e o jogador, dever-se-ia prestar mais atenção para aqueles que valoram o conhecimento, sendo uma das profissões, a de livreiro, também desejada, pois, ela que auxilia na formação de todas as outras, tirando aquelas exceções que por manifestação unicamente econômica, e por força de mídia, são mais divulgadas como se fossem "melhores" sem conteúdo nenhum.
    Nós precisamos sempre de livreiros! Sem eles o conhecimento tende a morrer.
    Paz e Bem!
    Prof. Rodrigo Antonio Chaves da Silva.

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